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quinta-feira, 26 de março de 2015

REVISTAS LITERÁRIAS DA TEMPORADA

Faz tempo que não apareço aqui e faz tempo que não falo de revistas literárias - esse objeto em extinção, dizem as más línguas. Pois bem, vou celebrar a quantidade de boas publicações que brindam os nossos olhos e mentes enquanto essa morte anunciada não chega. Abaixo tem um apanhado geral das revistas mais conhecidas (nacionais e gringas). Se por acaso eu esqueci de mencionar alguma, por favor, escrevam nos comentários que faço correções e atualizações. Se você publica alguma revista do gênero fique a vontade para comentar também.

Agora corra para às livrarias, bancas ou lojas virtuais para comprar um exemplar.


SERROTE #19
A revista brasileira de ensaismo publicou um novo número com o mesmo capricho de sempre. Já na abertura, Silviano Santiago assina um ensaio fantástico chamado Grafias de vida - a morte em que trata a respeito do fato e da ficção na construção de personagens reais ou imaginadas. John Jeremiah Sullivan escreve um ensaio para falar sobre o gênero ensaio. Antônio Xerxenesky fala sobre a metafísica de Miami Vice. Luigi Amara escreve sobre perucas e Charles Baudelaire envia uma carta a Richard Wagner. Imperdível!



JANDIQUE #7
Revista voltada para ficção e novos escritores está a todo vapor. Seu número mais recente tem textos de Newton Sampaio, Dione Carlos, João Lucas Dusi, Victor Augusto Iannuzzi Corrêa, Victor Hugo Turezo, Douglas Cardoso, Marcos Pamplona, Otavio Linhares e Ottavio Lourenço. Para completar tem uma entrevista com André Viana, autor do livro O doente (um trecho do livro está no fanzine Casmurros #4). As ilustrações da revistas ficaram a cargo de Theo Szczepanski.



ARTE E LETRA: ESTÓRIAS Y
Outra revista para quem gosta muito de ficção. O último número saiu no ano passado, mas merece atenção. Tem textos de Teresa de La Parra, Luci Collin, Flávio Izhaki, Mariana Ianelli e outros mais.


MAPA #3
A terceira edição dessa revista saiu no ano passado. De lá pra cá, os editores deram uma pausa. Seja como for, o número tem tantos textos interessantes que você pode ler tudo sem pressa até que chegue o novo número. Tem, por exemplo, Ana Resende, André Gordirro, Jennifer Egan, Anne Enright, Antônio Xerxenesky, Guilherme Gontijo Flores, Luís Henrique Pellanda, Jeffrey Eugenides e outros mais.


PARIS REVIEW #212
A revista literária mais famosa do mundo celebra a primavera. Os textos de ficção são de autores que não são conhecidos por aqui. Vale para descobrir coisas novas e para se esbaldar nas entrevistas definitivas com Lydia Davis, Hilary Mantel e Elena Ferrante (de quem vamos ouvir falar muito nesse ano, pois L'amica geniale é tido como um lançamento muito esperado para esse ano).


MC SWEENEY'S #48
Não é a revista mais antiga, mas é a mais inventiva. Cada número é tão surpreendente que mantém a gente naquela expectativa de como será o próximo. Pois bem, em sua nova edição a Mc Sweeney's vem em dose dupla (isso mesmo - são duas revistas em uma) com visual delirante e muita originalidade. O primeiro volume tem textos da escritora mexicana Valeria Luiselli (o romance Rostos na multidão saiu aqui pela Alfaguara), Téa Obreht (autora do romance A noiva do tigre que saiu pela Leya) e Dave Eggers que dispensa apresentações. O segundo outro volume inclui 6 histórias de autores croatas todos inéditos por aqui.


RASCUNHO #179
Não é propriamente uma revista. É um jornal. Sempre vale mencionar porque é um dos jornais literários de maior atividade no Brasil - ainda bem que ele existe. O cardápio tem tudo aquilo que a gente gosta entrevistas, resenhas críticas, ensaios, artigos e muito mais.


GRANTA #30
Outra revista que dispensa muitos comentários pela sua fama, prestígio e longevidade. Apesar de sua internacionalização a Granta inglesa (a primeira de todas) continua voltando seu olhar para a literatura do mundo, de outros países, de outros territórios não necessariamente europeu, anglófono e ocidental. A nova edição é dedicada a Índia e tem um amplo painel da ficção produzida por lá - não conheço nenhum dos autores presentes no número e tenho a impressão de que também não são conhecidos por aqui. Vale a pena dar uma olhada enquanto uma nova edição da versão brasileira da revista não chega.

*Imagens: divulgação.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013

OS MELHORES ESCRITORES BRITÂNICOS - 2013


Dando continuidade a série "Os melhores jovens escritores..." pelo mundo, a revista Granta (versão inglesa) acaba de publicar sua aguardada edição dedicada aos britânicos - os editores costumam publicar um número desses a cada década desde 1983. Dessa forma, a revista está apostando suas fichas em vinte escritores que poderam ser grandes nomes no futuro - como foi com Martin Amis, William Boyd, Kazuo Ishiguro, Salman Rushdie, Julian Barnes e Ian McEwan que estiveram em edições anteriores.

Algumas curiosidades: mulheres representam mais da metade da lista (são 12 ao total), nem todos nasceram na Grã-Bretanha ou tem ascendência britânica, a maioria já acumula indicações para prêmios literários importantes, dois nomes estavam na seleção de 2003 (Zadie Smith e Adam Thirlwell), cinco autores estão estreando na literatura (Jenni Fagan, Nadifa Mohamed, Sunjeev Sahota, Taiye Selasi e Evie Wyld).

Gostei de saber que Steven Hall e Naomi Alderman usaram seus talentos para criar histórias em jogos de videogame.

Os vinte selecionados são:

Naomi Alderman
Tahmima Anam
Ned Beauman
Jenni Fagan
Adam Foulds
Xiaolu Guo
Sarah Hall 
Steven Hall
Joanna Kavenna
Benjamin Markovits
Nadifa Mohamed
Helen Oyeyemi 
Ross Raisin
Sunjeev Sahota
Taiye Selasi
Kamila Shamsie
Zadie Smith
David Szalay
Adam Thirlwell
Evie Wyld

Felizmente alguns já tem livros publicados no Brasil. Pela editora Nova Fronteira saiu Michelangelo, o tatuador, de Sarah Hall. Já a Alfaguara publicou Sombras marcadas, de Kamila Shamsie; a Record publicou Uma era de ouro, de Tahmima Anam; e a Intrinseca publicou A menina Ícaro, de Helen Oyeyemi. A Companhia das Letras foi a que mais lançou os ingleses por aqui: Cabeça Tubarão, de Steven Hall; Política, de Adam Thirlwell e todos os livros de Zadie Smith (sendo que NW deve sair até o final do ano).

A seleção certamente vai jogar nova luz sobre esses escritores e outras traduções devem ganhar as livrarias brasileiras em breve.

*Imagem: divulgação.
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terça-feira, 5 de março de 2013

NOTAS #41


O velho safado
Eu, você, todos nós e até o Ricardo (protagonista das novelas Tanto faz & Abacaxi, de Reinaldo Moraes) gostamos da obra obscena e mundana do escritor Charles Bukowski. O velho Buk nos deixou em 9 de março de 1994 vitima de leucemia, ou seja, no próximo sábado vamos completar 19 anos sem ele. Pois bem, na semana passada foram encontrados os originais de dezenove desenhos que foram publicados por Buk na sua coluna Notes of a Dirty Old Man, no jornal The Freep e no quarto número da revista Sunset Palms Hotel. Eles estavam perdidos na coleção do poeta e editor Michael C. Ford e estão à venda no site ReadInk. Mais informações aqui.

Festival do conto
O escritor Carlos Henrique Schroeder está organizando a 3.ª edição do Festival Nacional do Conto. Os escritores confirmados são Luiz Vilela, João Silvério Trevisan, Julián Fuks, Leandro Sarmatz, Antônio Xerxenesky e Marcelo Moutinho. O evento acontece de 19 a 23 de março no Teatro do SESC Prainha, em Florianópolis.


Granta nórdica
Além de Portugal, a Granta terá edições na Noruega e na Suécia. O primeiro número da versão norueguesa saiu em fevereiro, com o tema "Colapso", incluindo textos de Alice Munro, Roberto Bolaño, Jennifer Egan e escritores locais. O primeiro número da versão sueca sai em maio, com o tema "Fronteiras", incluindo textos de A.S. Byatt, Junot Díaz, Julie Otsuka, Santiago Roncagliolo, Haruki Murakami, Peter Froberg Idling, Amanda Svensson e outros. 


Para comer com os olhos
A culinária sempre inspira a literatura com bons momentos e o contrário disso também é uma verdade. Pensando nisso, o blog Flavorwire selecionou 30 bolos deliciosos com cara de livro. Parecem aqueles contos de fadas em que as casas são comestíveis e as árvores são feitas de chocolate e açúcar. Pois bem, para não ficar passando vontade encontrei a receita do bolo Waldorf Astoria Red Velvet com a cara do escritor Edgar Alan Poe (está em inglês). Dá trabalho, mas o resultado final é surpreendente. Alguém se habilita?


Faça você mesmo
Vamos supor que você não tenha talento para escrever nenhuma história de ficção científica, nem as habilidades para criar uma capa de livros do gênero. Pensando nisso, o ilustrador Bradley W. Schneck criou o Pulp-O-Mizer para sanar pelo menos uma das nossas dificuldades. Nesse site podemos aplicar textos, escolher um título, aplicar fundos e imagens - tudo com a possibilidade de editar. Melhor de tudo, você pode fazer o download do resultado para compartilhar com quem quiser e onde quiser. Quem a força esteja com você!

*Imagem: reprodução.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

A LISTA OFICIAL DOS JOVENS ESCRITORES BRASILEIROS NA GRANTA


Ontem, os editores da revista GRANTA (junto com os editores da versão nacional) finalmente anunciaram os nomes dos jovens escritores brasileiros que vão compor a famosa seleção da revista. O anuncio rolou numa coletiva de imprensa em Paraty depois de muita espera, muita especulação e muita teoria da conspiração. Acho até que anda rolando uma certa preguiça geral em ouvir falar sobre esse assunto. Independente disso, vale dizer que a seleção é importante por colocar em circulação internacional nomes da nossa literatura contemporânea. Um dos editores até comentou que nomes contemplados pelo Man Booker Prize saíram de seleções anteriores da Granta (versão inglesa, evidentemente).

Se você ainda não viu a lista circulando pela internet, aqui estão os escritores selecionados:

Cristhiano Aguiar
Javier Arancibia Contreras
Vanessa Barbara
Carol Bensimon
Miguel Del Castillo
João Paulo Cuenca
Laura Erber
Emilio Fraia
Julián Fuks
Daniel Galera
Luisa Geisler
Vinicius Jatobá
Michel Laub
Ricardo Lísias
Chico Mattoso
Antonio Prata
Carola Saavedra
Tatiana Salem Levy
Leandro Sarmatz
Antônio Xerxenesky

***

Comparando a lista oficial com os meus palpites descobri que acertei apenas 8 dos 20 nomes - achei meu "score" um tanto baixo. Alguns nomes da lista me surpreenderam e outros são realmente inéditos para mim. Alguém acertou mais nomes?

Ainda não coloquei as mãos em nenhum exemplar para dar uma olhada nos textos selecionados e na belezura da edição. Aqui em Paraty tem apenas uma livraria que fica cheia de gente o tempo inteiro.

E vocês, o que acharam da seleção?

ATUALIZAÇÃO: não sei se alguém tem o número parcial de vendas, mas a revista deve ter sido um sucesso - comercialmente falando. Na Livraria Cultura existe uma fila de 15 pessoas (até esse momento) esperando para colocar as mãos num exemplar. Parece que a pré-venda teve grande procura.

Como não poderia deixar de ser, a revista está rendendo discussões na internet sobre os critérios usados para selecionar os escolhidos. Via Raquel Cozer descobri o blog OffGranta - para os inscritos que ficaram de fora se manifestarem. Por enquanto apenas dois escritores deram as caras.

O assunto ainda vai render bastante. Na quarta-feira, John Freeman, editora da Granta inglesa, participa de um bate-papo sobre "as revistas literárias hoje" com Paulo Poberto Pires e Arthur Dapieve no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro. O evento também promove o lançamento da nova edição da revista Serrote.

Na quinta-feira, Freeman estará na Livraria da Vila em São Paulo ao lado de Manuel da Costa Pinto e Marcelo Ferroni (dois jurados que ajudaram na decisão final). Não descobri a pauta do encontro, mas certamente será em torno da revista.

*Imagem: reprodução do site do jornal O Globo/ Caderno Prosa&Verso

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

GRANTA - OS MELHORES JOVENS ESCRITORES BRASILEIROS

A revista Granta (versão inglesa) postou a imagem acima que pode ser a provável capa da edição brasileira para os melhores jovens escritores daqui. Não confirmei a informação, portanto me perdoem se meu palpite estiver errado. Será?

***ATUALIZAÇÃO: A editora Alfaguara (Brasil) confirmou a capa da versão nacional da Granta com os jovens escritores brasileiros. Será o mesmo desenho da edição inglesa, pois os números terão lançamento quase simultâneo.

Essa semana postei a capa na versão gringa e agora aproveito para corrigir. A imagem acima é da versão nacional.

Segundo a Alfaguara, Michael Salu, diretor de arte da Granta inglesa, buscou inspiração no calçadão de Copacabana e o encontro dos rios Negro e Solimões.

*Imagem: reprodução.

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sábado, 5 de maio de 2012

GRANTA: COLÔMBIA, ITÁLIA, MÉXICO E BRASIL


Por mais trinta anos a revista Granta conquistou prestígio publicando (quase exclusivamente) autores do mundo anglo-americano, mas parece que a revista está abrindo suas portas para a literatura feita no restante do mundo. Tem sido assim desde que John Freeman assumiu o cargo de editor, em 2009. Para manter a revista relevante diante da internet, das tecnologias digitais e do encolhimento monstruoso dos cadernos culturais.

Freeman investiu em coisas audaciosas que somente uma revista como a Granta pode fazer: promovendo misturas, subvertendo a lógica do mercado de livros e "colocando os escritores em lugares inesperados, onde eles podem criar sua própria comunidade de leitores" - para citar as palavras do próprio Freeman. Some a isso tudo olhar para a literatura produzida fora do eixo anglo-americano. Assim, a Granta ganhou uma versão em português, espanhol e italiano - não esqueçam que houve um número recente dedicado ao Paquistão; Freeman também viajou para China de olho na literatura daquele país.

O investimento nessas edições ao redor do mundo tem sido realmente audaciosos. No ano passado a versão em espanhol lançou uma edição bem sucedida dos "melhores jovens autores em língua espanhola". Os selecionados foram traduzidos para o inglês, rodaram o mundo e divulgaram a literatura de seus países.



Durante a Feira do Livro de Bogotá, os editores da versão espanhola anunciaram que o próximo número será dedicado a ficção colombiana - “Colombia, sus armas ocultas” com textos de Tomás González, Evelio Rosero, Fanny Buitrago, Juan David Correa, Carolina Sanín, Power Paola (uma desenhista incrível), Andrés Felipe Solano (ele esteve na seleção da Granta de melhores jovens escritores), Nayla Chenade, Ricardo Cano, entre outros. A literatura do México também vai ganhar um número especial no ano que vem.

Na próxima segunda-feira, John Freeman estará na Itália para anunciar um número com os melhores jovens escritores italianos (serão 15, se não estou enganado). Vai chamar "Che cosa si scrive quando si scrive in Italia" - Do que escrevo quando escrevo na Itália, em tradução livre.

ATUALIZAÇÃO: divulgaram a capa da terceira edição da Granta Itália (acima). O número inclui textos de Luciano Funetta, Chiara Marchetti, Roberto Risso, Piergianni Curti, Danilo Deninotti, Francesca Mazia Esposito, Martino Pietropoli, Michele Di Palma, Mari Accardi, Leonardo Staglianò, Stefania Bruno, Laura Taffanello, Nicola Ingenito, Angelo Lippolis, Ferdinando Morgana, Domiano Zerneri.

***

A Granta brasileira prometeu lançar na próxima FLIP a mesma seleção de jovens autores. Ancelmo Gois, do jornal O Globo, disse que a decisão foi tomada mês passado num hotel em Ipanema - o júri levou quatro horas discutindo e selecionando alguns entre os 247 textos inscritos. O anúncio está cercado de expectativa, afinal a projeção dos selecionados será enorme - como não me canso de repetir, o Brasil será o país convidado da Feira de Frankfurt, em 2013; também somos a bola da vez economicamente falando.

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Depois volto comentando minhas apostas para esse número.

*Imagem: capa da edição colombiana - reprodução.

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sábado, 12 de novembro de 2011

TRÊS REVISTAS E OUTRAS MAIS

Para aproveitar o feriado prolongado, um apanhado de revistas com muitos textos:


Serrote
Já está nas praças a edição #9 da revista de ensaios Serrote. Além do conteúdo de primeira (com textos de Cynthia Ozick, William Hazlitt, Sylvia Molloy, Rem Koolhaas, Bernardo Carvalho, Ronaldo Brito, William Faulkner, Paulo Mendes Campos, Julio Cortázar e muitos outros) a edição vem com projeto gráfico e visual caprichados. Coisas que nenhum iPad ou Kindle do mundo poderiam fazer. Tem até bonecas desenhadas e confeccionadas por Zelda Fitzgerald que você pode destacar, se quiser.


Granta
A edição #8 da versão brasileira da revista Granta tem o tema "Trabalho". Tem textos de Julian Barnes (o recém ganhador do Man Booker Prize), Marcello Fois, Aleksandar Hemon, Bruno Bandido, Doris Lessing, João Anzanello Carrascoza, José Luiz Passos, Mario Sabino, Michela Murgia, V.V. Ganeshananthan e Yiyun Li, e ainda um ensaio fotográfico de Walter Carvalho. As três pérolas da edição são o trecho do romance inédito de Bernardo de Carvalho previsto para 2012, um conto de Colum McAnn e um texto de Salman Rushdie sobre a preguiça.


Electric Literature
A bacanuda revista de ficção norte-americana chega a edição #6. Tem textos de Nathan Englander, Mary Otis, Matt Sumell, Steve Edwards e Marc Basch. Dá para ler em papel, iPhone, iPad, Kindle e até em PDF (tem de pagar, evidentemente). A belezura fica por conta de um vídeo baseado no conto "The Reader", de Nathan Englander (reproduzido abaixo).



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Vale lembrar que além dessas revistas ainda tem a nova edição da Granta inglesa com tema "Horror" (cheia de gente bacana escrevendo) e a Piauí (com muitos textos interessantes de Ricardo Lísias e outros mais).

*Imagens: reprodução.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

DIÁRIOS DO VAMPIRO

Uma notícia direto da Feira de Frankfurt que passou meio despercebida: encontraram um caderno de notas de Bram Stoker, o famoso autor de Drácula. O material escrito entre 1871 e 1881 será publicado ano que vem na Inglaterra durante as comemorações do centenário de morte de Stoker. O título do livro será The Lost Journals of Bram Stoker. O lançamento deve coroar a boa fase da literatura sobre vampiros.

Impressiona o tamanho da obra deixada por Bram Stoker apesar da fama atribuída unicamente a Drácula. Ele escreveu outros onze romances de literatura fantástica e horror, além de inúmeros contos (incluindo contos de fada para crianças) e textos de não-ficção.

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Curiosamente, enquanto escrevia esse texto esbarrei no conto "Vampire", de Robert Coover (em inglês). Nesse link é possível ouvir o próprio autor lendo o conto e conversando com um dos editores da revista Granta sobre a história. Traduzi um trecho logo abaixo:
"Era verão, quando ele saiu, mas agora é inverno e na calada da noite e ele está sozinho e vestido apenas com sua camisa de golfe e sua bermuda laranja e verde marcada. Ele é conhecido pela população local, amontoados em peles pesadas, que olham para ele com expressões de medo e horror. Ele é um cara simpático, mesmo entre estranhos, sempre disposto a pagar a primeira rodada, e ele acena e mostra o seu melhor sorriso, mas elas gritam e recuam, cruzando teatralmente". (traduzido do inglês por RR)
Além de escritor Robert Coover é um teórico bastante renomado na área da literatura em hipertexto e da narrativa multimídia. Sua obra é praticamente desconhecida entre nós - existe apenas uma antiga tradução para o português do livro Espancando a empregada (Espaço e Tempo, 1989). Na semana passada, Coover esteve no Rio de Janeiro participando do projeto Oi Cabeça. Encontrei apenas informações em blogs, parece que ele discutiu os novos gêneros literários produzidos em ambiente digital e apresentou um software muito avançado para o nosso tempo chamado CAVE (Cave Automatic Virtual Environment).

***

Fechando o tema, recomendo o conto Catorze anos de fome, de Santiago Nazarian publicado no livro Pornofantasma. O conto também está na segunda edição do fanzine Casmurros #2.

*imagem: reprodução.
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domingo, 18 de setembro de 2011

ANDRÉS BARBA E OUTROS ESCRITORES NA SOMBRA


O caderno Babelia, do jornal El País, traz em sua capa uma lista de escritores espanhóis admirados por seu pares, com boa trajetória desde a primeira publicação, reconhecimento de crítica, prêmios na bagagem e relativo sucesso internacional, mas que ainda não se tornaram um sucesso entre os leitores espanhóis.

A história parece mais comum do que a gente imagina. Sobretudo se pensarmos em tempos de super produção de livros, crescimento vertiginoso de editoras (e selos) e do aparecimento de escritores de boa qualidade. Tudo se complica! A reportagem tenta encontrar razões para explicar o fenômeno, só que no fim prevalece o imponderável.

No blog Painel das Letras, Josélia Aguiar fez um levantamento e descobriu que dos autores citados na reportagem apenas Andrés Trapiello tem livros publicados no Brasil. Buscando mais informações por aqui, descobri que o livro Bingo!, de Esther Tusquets saiu em Portugal e por aqui pelo selo Minotauro - do grupo Almedina. Aliás, esse selo tem uma coleção inteiramente dedicada a escritores espanhóis.

Andrés Barba ganhou tradução para o português por causa de um conto publicado na antologia da Granta com os melhores jovens escritores em espanhol - lançada aqui pelo selo Alfaguara. Barba já esteve no Brasil participando de um encontro de escritores brasileiros e espanhóis no Instituto Cervantes - junto com ele estavam Luis Magrinyá, Marcos Giralt e Marta Sanz, todos apareceram na lista do Bebelia. Tem até entrevista de Barba para um programa de TV em Minas Gerais (junto com Marta Sanz).

Sobre Andrés Barba, descobri uma curiosidade: entre os escritores que o influenciaram está Clarice Lispector. Uma crônica escrita por ela serviu como inspiração para que ele escrevesse o livro As mãos pequenas - também publicado pelo selo Minotauro, dentro da coleção de escritores espanhóis (portanto, pode ser que em breve esse livro apareça em nossas livrarias).

Quem ficou curioso, pode ler o conto publicado pela Granta (em inglês - The coming flood) aqui.

*Imagem: selo Minotauro.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FICÇÃO "NUM TEMPO DE CATÁSTROFES" - 9/11

Domingo os atentados que aconteceram em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos completam dez anos. Acho que todo mundo se lembra do que estava fazendo naquele dia e naquele exato momento. Como muita gente, lembro de ter visto na TV o instante em que o segundo avião bateu numa das torres. Não demorou muito e as torres despencaram. Foi um negócio chocante e inacreditável.

O maior atentado terrorista da história marcou o início do século XXI e mudou muita coisa não só na sociedade americana como no mundo todo. A ficção também foi afetada. Muitos romances norte-americanos escritos após o 11 de setembro procuraram refletir a imensidão daqueles eventos na vida do cidadão comum. O jornalista Antonio Gonçalves Filho (do Estadão), num balanço sobre o romance da primeira década desse século, resumiu o clima geral da literatura a partir desses eventos - recomendo da leitura do artigo. Para ele, o romance abraçou o tema da culpa e do terror político por meio da experiência pessoal dos indivíduos. No mesmo artigo, Antônio fala que os romances emblemáticos de "um tempo de catástrofes" são Homem em queda, de Don DeLillo e A estrada, de Cormac McCarthy.

Os jornais e revistas estão lançando uma série de reportagens especiais em torno do tema. A New Yorker, por exemplo, preparou um número especial com textos de Colum McCann, Zadie Smith, Jonathan Sanfran Foer, Elif Batuman e ficção de novos escritores sobre o mundo pós-ataques. A Ilustrada e o Estadão tem reportagens e listas de livros com as transformações sofridas pela indústria cultural.

Pensando especificamente sobre a ficção, a revista Granta (edição inglesa) vai publicar um número especial chamado "Dez anos depois". A edição tem um olhar multifacetado sobre o que aconteceu e trás histórias de gente ao redor do mundo sobre a vida após a queda das torres. Num podcast sobre o lançamento da revista, John Freeman recomendou cinco romances que tratam do evento:

Homem em queda, de Don DeLillo
Extremamente alto & incrivelmente perto, de Jonathan Sanfran Foer
Os filhos do imperador, de Claire Messud
Complo contra a América, de Philip Roth
Terrorista, de John Updike
Indendiário, de Chris Cleave

Vocês lembram de mais romances emblemáticos sobre o 11 de setembro?

*Imagem: reprodução da capa da Granta.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

GRANTA EM PORTUGUÊS (2)


A notícia de que teríamos uma edição da revista Granta totalmente dedicada a novos escritores brasileiros já circulava pela internet desde janeiro desse ano. Na época, os editores da versão brasileira da revista conversaram com a Granta inglesa e tocaram no assunto - fiz um post falando do assunto. Com a FLIP rolando, mais notícias sobre o projeto começam a ganhar forma.

John Freeman, editora da Granta inglesa que está no Brasil para participar da FLIP, conversou com Marcelo Ferroni, editor da Alfaguara e da Granta Brasil - a conversa está aqui. Entre outras coisa, ele diz que o júri que vai ajudar na seleção de melhores jovens escritores brasileiros é composto por Manuel da Costa Pinto, Italo Moriconi, Samuel Titan Jr., Cristovão Tezza, Benjamin Moser, Isa Pessoa e o próprio Ferroni.

Acho que a ideia é reproduzir um pouco o que aconteceu com a Granta na Espanha. Os editores de lá preparam uma edição especial totalmente voltada aos jovens escritores de língua espanhola. A edição também teve uma versão em inglês, atingindo leitores na Inglaterra e nos Estados Unidos. Essa edição acaba de ser publicada no Brasil, inclusive.

Será uma bela maneira de promover mais os escritores brasileiros antes da Feira de Frankfurt, em 2013.

*imagem: reprodução.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

É O MUNDO LITERÁRIO FEMININO

Que me perdoem os rapazes leitores desse blog, mas há uma discussão urgente em torno do feminino abalando os pilares literários. E o negócio está ficando sério demais para ser simplesmente deixado de lado.

Olha para trás, parece que tudo começou com a exposição New Publications da artista plástica Daniela Comani numa galeria de arte em Los Angeles. A fim de criticar a ausência feminina no cânone literário ocidental, a artista escolheu cinquenta e dois clássicos da literatura ocidental e mudou o gênero de seus títulos - de masculino para feminino e vice-versa.

Logo depois, em tom de celebração a questão feminina, a revista Granta lançou uma edição com o tema "The F Word" ("A palavra F", em tradução literal) mostrando como o feminismo continua tentando romper o poderoso domínio masculino no mundo. Na autoria dos textos mulheres (e somente mulheres) de diversas partes do mundo olhando para a questão feminina. Entre elas Lydia Davis, A.S. Byatt e Téa Obreht num texto de introdução a um ensaio fotográfico de Clarisse d’Arcimoles. Se não estou enganado é a primeira vez que a revista se dedica ao tema. De quebra o site da Granta disponibiliza mais conteúdos: um podcast entre Sigrid Rausing, editora da revista, e duas escritoras, Rachel Cusk e Taiye Selasi; um post sobre as "bíblias do feminismo" no mundo com direito a discussão no twitter protagonizado pelos leitores (leitoras!) dizendo quais são suas "bíblias" particulares; tem ainda o prefácio de Helen Dunmore para uma nova edição do romance Rumo ao farol, de Virgína Woolf que está saindo na Inglaterra - ninguém melhor do Woolf para corroar esse tema.

Curiosamente, a revista Esquire (publicação voltada ao público masculino) divulgou em seu site uma lista com 75 livros que todos os homens deveriam ler. Nenhuma novidade, listas surgem a toda momento e escolhem os temas mais diversos. A seleção inclusive tem um mérito particular por incluir medalhões da literatura: Dostoiévski, Tolstói, John Le Carré, Raymond Carver, Jorge Luís Borges, John Steibeck, Cormac McCarthy, James Joyce, Philip Roth, John Updike, Ernest Hemingway, William Faulkner, Saul Bellow, Charles Bukowski, Joseph Conrad, F. Scott Fitzgerald, Salman Rushdie, Kingsley Amis, Vladimir Nabokov, Don DeLillo e tantos outros. Porém, o que poderia ser uma lista à toa causou uma grande indignação feminina por citar apenas uma única escritora: Flannery O'Connor. Como em tempos de internet todas as notícias se espalham com facilidade não faltaram manifestações nas redes sociais contrárias a Esquire. A revista Joyland, por exemplo, fez uma lista com 250 livros escritos por mulheres que todos os homens deveriam ler. Pode ser que a revista não tenha feito de propósito, vai saber.

Em outro momento, o Book Bench da New Yorker, sem querer, também tocou no assunto literatura feminina. Elizabeth Minkel escreveu um post - Bad Romance? - comentando uma pesquisa sobre os danos que os romances podem causar as mulheres (víciam, por exemplo). Ela até toca na polêmica envolvendo a escritora Jennifer Egan, recém-ganhadora do prêmio Pulitzer. Numa entrevista ao Wall Street Journal, Egan falou contra o gênero Chick-Lit.

O caso V.S. Naipaul
Para encerrar o assunto, essa semana V.S. Naipaul, escritor renomado e ganhador do prêmio Nobel, atacou a literatura feita por mulheres. Segundo reportagem do Guardian, quando perguntado se poderia haver alguma escritora que se igualasse a ele a resposta foi "eu acho que não". Ele citou Jane Austen dizendo "não posso compartilhar suas ambições sentimentais" e ainda disse "eu leio um texto e em um ou dois parágrafos consigo saber se foi escrito por uma mulher ou não". O jornal lembra que Naipaul sempre diz coisas que ganham repercussão citando a desavença entre ele e Paul Theroux que foi dissipada nessa mesma semana.

Em forma de brincadeira, o Guardian criou um jogo em que os leitores são convidados a descobrir se o trecho foi escrito por um homem ou uma mulher. Seria muito engraçado ver o desempenho de Naipaul. Será que ele teria mais acertos do que erros?

No Brasil
Entre nós, brasileiros, a literatura feita por mulheres também sofre do mesmo mal. Quem quiser entender mais sobre o assunto pode recorrer ao artigo Feminismo e literatura no Brasil, de Constância Lima Duarte que foi publicado pela revista Estudos Avançados. Tem também o clássico livro A literatura feminina no Brasil contemporâneo, de Nelly Novaes Coelho.

À guisa de conclusão listo algumas escritoras brasileiras que todos os homens deveriam ler: Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Marina Colassanti, Hilda Hilst, Carola Saavedra, Verônica Stigger, Andréa Del Fuego, Cecília Giannetti, Tatiana Salem Levy, Carol Bensimon, Lívia Sganzerla Jappe e Vanessa Bárbara.

Alguém sugere mais alguma?

*imagens: reprodução.

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domingo, 29 de maio de 2011

SANTIAGO RONCAGLIOLO PARA O MUNDO

Santiago Roncagliolo, escritor peruano radicado na Espanha, ganhou o Independent Foreign Fiction Prize por seu romance Abril vermelho. Concorrem ao prêmio autores de ficção que foram traduzidos para o inglês e tenham sido publicados no Reino Unido durante 2010 - lá, saiu pela editora Atlantic Books com tradução de Edith Grossman. O prêmio é concedido tanto para o escritor quanto para o tradutor do livro.

Abril vermelho foi publicado em 2006 e no mesmo ano faturou o Prêmio Alfaguara. Na época Roncagliolo foi considerado o autor mais jovem a receber o prêmio. Com o Independent Foreign Fiction Prize o resultado é semelhante, já que ele tem apenas 36 anos. Detalhe, entre outros, ele estava concorrendo com Orhan Pamuk e Per Petterson - dois autores bastante conhecidos de crítica e público.

Apesar de jovem, Roncagliolo pode ser considerado um veterano. Já publicou cinco romances e um livro de contos - sem considerar as obras infanto-juvenis. Também publicou ensaios, obras de não-ficção e teatro, além de contribuir com o jornal El País e outros jornais da América Latina. Lê muito bem inglês, francês, português, catalão e espanhol. No ano passado figurou na edição da revista Granta Os melhores jovens escritores em espanhol ao lado de Andrés Barba, Andrés Neuman e Pola Oloixarac. O ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, confessou que é leitor de Roncagliolo.

Por aqui, a Alfaguara Brasil publicou Abril vermelho em 2007 (infelizmente não consegui achar o nome do tradutor).

***

Em tempo, a Alfaguara Brasil (que publica uma versão da revista Granta em português) lança na próxima semana a edição com Os melhores jovens escritores em espanhol. Eu comentei aqui quando o lançamento aconteceu na Espanha. Nela constam nomes de jovens escritores que estão levando a literatura hispânica para novos rumos. Dois autores da lista, Andrés Neuman e Pola Oloixarac, vão estar na FLIP desse ano.

A edição teve bastante êxito na Inglaterra e nos Estados Unidos, contribuíndo bastante para que europeus e norte-americanos ficassem de olho na literatura dos nosso hermanos hispânicos. Junte isso com a feira do livro de Frankfurt que homenageou a Argentina no ano passado e podemos tirar uma boa lição para a nossa particapação em 2013. Me lembro de uma entrevista dos editores da revista aqui do Brasil comentando os planos de lançar em 2012 uma edição com o tema Os melhores jovens escritores brasileiros.

***

Quem quiser, pode ler em inglês o conto Stars and stripes, de Santiago Roncagliolo que está liberado no site da revista Granta. Tem também uma breve entrevista com ele e um comentário de apresentação de Nell Freudenberger. Ele confessou que os cinco escritores que ele admira no momento são: Bertrand Rusell, Philip Roth, Yasunari Kawabata, Michel Houellebecq e William Shakespeare.

*imagem: divulgação.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

OSWALD NA FLIP

Achei bem acertada a decisão da FLIP de escolher Oswald de Andrade como autor homenageado dessa edição. Além de ser um dos autores mais importantes da primeira fase do nosso modernismo, Oswald também transitou muito bem entre a prosa e a poesia. Com isso, a FLIP retorna ao caminho da literatura e deixa a academia, assunto que causou muitas discussões no ano passado com a homenagem a Gilberto Freire. A escolha também antecipa as comemorações da Semana de 22 que em breve vai completar 90 anos.

Oswald de Andrade teve as ideias mais radicais para a renovação das nossas artes. Contra uma literatura atrasada, copiada da Europa, propôs um modelo de mastigação da cultura estrangeira misturada as nossas verdadeiras tradições. Foi o responsável por introduzir no Brasil a prosa experimental com livros antológicos como Memórias sentimentais de João Miramar e Serafim Ponte Grande. Suas ideias influenciaram gerações inteiras de escritores e continuam influenciando até hoje. Não deixo de enxergar no Brasil escritores que trilham o mesmo caminho experimental aberto pelo "Oswaldo", como Mario de Andrade costumava chamá-lo.

Também acho a escolha oportuna para ter mesas que discutam novos caminhos para a prosa: retornar ao romance do século XIX, abraçar o experimentalismo do século XX ou mergulhar na autoficção/bioficção?

A FLIP também anunciou dois convidados: o escritor argentino Andrés Neuman e David Remnick, editor da revista New Yorker. A editora Alfaguara anunciou que pretende lançar no Brasil em março o romance O viajante do século, de Andrés Neuman. Ele é apontado pela crítica especializada como um dos autores mais promissores de sua geração - esteve inclusive na seleção da revista Granta sobre jovens escritores de língua espanhola. Já David Remnick é o autor do livro A ponte, uma biografia de Barack Obama. Seus livros O rei do mundo e Dentro da floresta também já foram publicados no Brasil - todos pela Companhia das Letras.

*imagem: reprodução Wikipedia.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

GRANTA EM PORTUGUÊS


Robert Feith e Marcelo Ferroni, editores da versão em português da revista Granta, conversaram com Ollie Brock da Granta inglesa. Os editores brasileiros falam sobre o processo de seleção e mistura de textos publicados pela edição inglesa e textos inéditos escritos por autores brasileiros.

Sobre os autores que não são tão conhecidos no mundo anglófono falam de Luiz Vilela, Ricardo Lisias, Rodrigo Lacerda e Reinaldo Moraes que compõe a sexta edição da versão brasileira da revista cujo tema é Sexo.

Os editores ainda disseram que nesse momento estão trabalhando na tradução de textos que foram publicados na Granta especial com "Os melhores jovens escritores da língua espanhola" e devem sair por aqui em junho. Vale lembrar Andrés Neuman, um dos convidados anunciados pela FLIP 2011, participou dessa edição especial. Neuman ainda não tem nenhum livro publicado no Brasil - certamente, com a vinda dele a FLIP, as editoras já devem estar trabalhando para mudar isso.

Achei bem interessante saber que eles também já começaram a trabalhar numa edição especial com Os melhores jovens escritores brasileiros que pretendem lançar em 2012. O especial pode render a primeira parceria entre a versão brasileira e inglesa, como aconteceu com a versão espanhola. Não custa lembrar que seremos o país convidado de honra da Feira de Frankfurt em 2013. Uma edição da Granta inglesa com o tema Brasil serviria como um esquenta. Escritores fiquem de olho.

A Granta em português é publicada por aqui pela editora Alfaguara. A entrevista na íntegra está aqui.

*imagem: reprodução Google.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

REVISTA GRANTA NO BRASIL E NO MUNDO

A revista Granta já é velha conhecida de todo mundo que gosta de acompanhar assuntos do universo literário. Com muita história para contar, a revista inglesa criou um formato consagrado que mistura textos inéditos de ficção, poesia e ensaios assinados por escritores renomados, escritores estreantes e críticos consagrados. Enriquecendo os textos caudalosos há espaço para desenhos, pinturas e ilustrações - arte primorosa que casa muito bem com o conteúdo. Cada edição tem um tema principal que orienta o olhar da revista.

Para você ter uma ideia a Granta já teve em suas páginas Martin Amis, Saul Bellow, Raymond Carver, Nadine Gordimer, Milan Kundera, Ian McEwan, Gabriel Garcia Marquez, Salman Rushdie e muitos outros. A cada dez anos a revista tem preparado especiais para revelar novos escritores americanos e europeus.

A Espanha ganhou uma versão da revista seguindo o mesmo formato e aproveitando também o conteúdo da versão inglesa. Na 11ª edição, lançada esse ano, os editores publicaram um especial com os melhores jovens escritores em espanhol. De olho no mercado internacional, o próximo número da versão inglesa terá o mesmo tema e vai publicar os mesmos autores.

O Brasil também tem uma versão da Granta em português. Criada em 2007, a revista é publicada pela editora Alfaguara e está lançando este mês sua 6ª edição com o tema "Sexo" - os outros cinco temas foram "Os melhores escritores norte-americanos", "Longe daqui", "Vários autores - seleção de William Boyd" e "Família".

O tema "Sexo" foi assunto da 110ª edição da versão inglesa, mas a versão brasileira usou apenas uma parte desse conteúdo e acrescentou textos de autores brasileiros. Tem Marie Darrieussecq, Mark Doty, Dave Eggers, Lynn Barber, Anne Enright, Nell Freudenberger e Gary Shteyngart. Entre os brasileiros estão Rodrigo Lacerda, Ricardo Lísias, Reinaldo Moraes, Luiz Vilela, Antonia Pellegrino e os poetas Chacal e Antonio Cicero.

Como apontou Daniel Benevides no caderno Ilustrada, é uma pena que tenha ficado de fora os textos de Roberto Bolaño, Tom McCarthy e Herta Müller. Os três escritores foram muito comentados ao longo de todo esse ano. Bolaño, por exemplo, pode ser escolhido o autor do melhor livro do ano.

De qualquer forma, a Granta em português coloca a gente em contato com vários textos que poderiam passar em branco por aqui. Espero que a revista cresça e faça projetos em conjunto com a versão em espanhol e em inglês. Maneira de colocar a nossa literatura em circulação antes de 2013 quando seremos os convidados de honra da Feira de Frankfurt.

*imagem: divulgação.


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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

JOVENS ESCRITORES DE LÍNGUA ESPANHOLA

A revista Granta Espanha anunciou hoje o nome dos escritores que estarão na edição especial "Os melhores jovens escritores da língua espanhola". Seguindo o modelo de outras listas elaboradas pela Granta inglesa, os editores selecionaram 22 jovens escritores - todos com menos de 40 anos. Na lista oito escritores são da Argentina e seis são da Espanha, os demais são do México, Colombia, Peru, Chile, Bolívia e Uruguai - apenas cinco mulheres. A maioria dos escritores também não mora no país onde nasceu.

De olho no mercado internacional, a edição também terá uma versão em inglês mas os contos serão diferentes da versão espanhola. No Brasil apenas dois escritores já foram publicados: "O menino peixe", da argentina Lucia Puenzo (editora Gryphus) e "Abril vermelho", do peruano Santiago Roncagliolo (editora Alfaguara). Tomara que essa lista estimule a chegada desses escritores por aqui.

A lista dos escritores:

Andrés Barba, nascido na Espanha - 1975; Oliveiro Coelho, nascido na Argentina - 1977; Federico Falco, nascido na Argentina - 1977; Pablo Gutiérrez, nascido na Espanha - 1978; Rodrigo Hasbún, nascido na Bolivia - 1981; Sonia Hernández, nascida na Espanha - 1976; Carlos Labbé, nascido no Chile - 1977; Javier Montes, nascido na Espanha - 1976; Elvira Navarro, nascida na Espanha - 1978; Matías Néspolo, nascido na Argentina - 1975; Andrés Neuman, nascido na Argentina - 1977; Alberto Olmos, nascido na Espanha - 1975; Pola Oloixarac, nascida na Argentina - 1977; Antonio Ortuño, nascido no México - 1976; Patricio Pron, nascido na Argentina - 1975; Lucía Puenzo, nascida na Argentina - 1976; Andrés Ressia Colino, nascido no Uruguai - 1977; Santiago Roncagliolo, nascido no Peru - 1975; Samanta Schweblin, nascida na Argentina - 1978; Andrés Felipe Solano, nascido na Colombia - 1977; Carlos Yushimito, nascido no Peru - 1977; Alejandro Zambra, nascido no Chile - 1975.

*imagem: reprodução.
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domingo, 4 de julho de 2010

A CORRESPONDÊNCIA DE JACK KEROUAC E ALLEN GINSBERG

Nós não escrevemos mais cartas para ninguém. Mas houve um tempo, não muito distante, em que as pessoas faziam isso. O que muitas delas não sabiam é que essas cartas poderiam virar verdadeiros tesouros. E se as pessoas em questão fossem Allen Ginsberg e Jack Kerouac? Pois bem, está chegando às livrarias dos Estados Unidos um livro com a correspondência desses dois mentores da geração beat: Jack Kerouac and Allen Ginsberg: The Letters. Bill Morgan, um dos editores do livro, concedeu uma entrevista para a revista Granta. Ele diz coisas bem interessantes sobre a personalidade de cada um dos escritores. Por exemplo, Kerouac ainda jovem treinava como um louco para ser escritor. Já Ginsberg salvava todas as suas cartas esperando que algum dia se tornasse famoso.

O livro deve ter histórias deliciosas a respeito dos dois. Acaba sendo também o retrato de uma geração que modificou a literatura americana do pós-guerra. Acho que muito se fala sobre os beatnicks mas pouca gente leu os livros realmente. Talvez a publicação dessa correspondência, por ter uma caráter pessoal, constribua para desmitificar essas duas figuras.

Leia um trecho das cartas de Jack Kerouac e Allen Ginsberg que está disponível no site da revista Granta.

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