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domingo, 29 de maio de 2011

SANTIAGO RONCAGLIOLO PARA O MUNDO

Santiago Roncagliolo, escritor peruano radicado na Espanha, ganhou o Independent Foreign Fiction Prize por seu romance Abril vermelho. Concorrem ao prêmio autores de ficção que foram traduzidos para o inglês e tenham sido publicados no Reino Unido durante 2010 - lá, saiu pela editora Atlantic Books com tradução de Edith Grossman. O prêmio é concedido tanto para o escritor quanto para o tradutor do livro.

Abril vermelho foi publicado em 2006 e no mesmo ano faturou o Prêmio Alfaguara. Na época Roncagliolo foi considerado o autor mais jovem a receber o prêmio. Com o Independent Foreign Fiction Prize o resultado é semelhante, já que ele tem apenas 36 anos. Detalhe, entre outros, ele estava concorrendo com Orhan Pamuk e Per Petterson - dois autores bastante conhecidos de crítica e público.

Apesar de jovem, Roncagliolo pode ser considerado um veterano. Já publicou cinco romances e um livro de contos - sem considerar as obras infanto-juvenis. Também publicou ensaios, obras de não-ficção e teatro, além de contribuir com o jornal El País e outros jornais da América Latina. Lê muito bem inglês, francês, português, catalão e espanhol. No ano passado figurou na edição da revista Granta Os melhores jovens escritores em espanhol ao lado de Andrés Barba, Andrés Neuman e Pola Oloixarac. O ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, confessou que é leitor de Roncagliolo.

Por aqui, a Alfaguara Brasil publicou Abril vermelho em 2007 (infelizmente não consegui achar o nome do tradutor).

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Em tempo, a Alfaguara Brasil (que publica uma versão da revista Granta em português) lança na próxima semana a edição com Os melhores jovens escritores em espanhol. Eu comentei aqui quando o lançamento aconteceu na Espanha. Nela constam nomes de jovens escritores que estão levando a literatura hispânica para novos rumos. Dois autores da lista, Andrés Neuman e Pola Oloixarac, vão estar na FLIP desse ano.

A edição teve bastante êxito na Inglaterra e nos Estados Unidos, contribuíndo bastante para que europeus e norte-americanos ficassem de olho na literatura dos nosso hermanos hispânicos. Junte isso com a feira do livro de Frankfurt que homenageou a Argentina no ano passado e podemos tirar uma boa lição para a nossa particapação em 2013. Me lembro de uma entrevista dos editores da revista aqui do Brasil comentando os planos de lançar em 2012 uma edição com o tema Os melhores jovens escritores brasileiros.

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Quem quiser, pode ler em inglês o conto Stars and stripes, de Santiago Roncagliolo que está liberado no site da revista Granta. Tem também uma breve entrevista com ele e um comentário de apresentação de Nell Freudenberger. Ele confessou que os cinco escritores que ele admira no momento são: Bertrand Rusell, Philip Roth, Yasunari Kawabata, Michel Houellebecq e William Shakespeare.

*imagem: divulgação.
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domingo, 9 de janeiro de 2011

NOTAS #14


Mosqueteiros ilustrados
A editora Zahar lançou no final do ano passado uma edição caprichada do livro Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas. A tradução, apresentação e notas explicativas foram feitas pelos escritores André Telles e Rodrigo Lacerda - eles também são os responsáveis pela tradução premiada de O conde de Monte Cristo, outro livro de Dumas. O livro inclui ainda mais de 100 ilustrações originais. De fato, trata-se da edição definitiva do romance.

Domínio público
Alguns escritores famosos estão entrando em domínio público em 2011. Entre eles, Walter Benjamin, o pensador mais importante do século passado, e os escritores Mikhail Bulgakov e F. Scott Fitzgerald. Vale lembrar que não são todos os textos que serão enquadrados nessa categoria. Tem de ficar atento ao ano de publicação da obra.

Os melhores de 2010 – parte 1
Parece que já faz tanto tempo, mas na verdade não faz. Por isso, muita gente ainda está falando sobre os melhores livros de 2010. Vamos perdoar, afinal foi o fim de uma década e estamos na era da velocidade - tem notícia que passa e a gente nem consegue degustar. A revista portuguesa LER, por exemplo, convocou seus leitores para uma votação. Entre os escolhidos tem: Uma viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares; O Sonho do Celta, de Mario Vargas Llosa; Submundo, de Don DeLillo e Livro, de José Luís Peixoto.

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O El País, por meio do caderno Babelia, também divulgou sua lista. Exceto Blanco nocturno, de Ricardo Piglia os demais livros também apareceram na lista da revista LER e a de muitos outros jornais. Fiquei impressionado com Verão, de J. M. Coetzee que está em todas as listas que vi circulando pela internet. A lista do El País está disponível em http://tinyurl.com/y9vhzbj

Os melhores de 2010 - parte 2
Outro que divulgou sua lista de 2010 para literatura estrangeira traduzida no Brasil foi João Paulo Cuenca no programa Estúdio i, da Globo news. Cuenca gostou de 2666, de Roberto Bolaño; A verdadeira vida de Sebastian Knight, de Vladimir Nabokov; Doutor Pasavento, de Henrique Vila-Matas; A morte de Bunny Mumro, de Nick Cave; e Uma mulher, de Peter Esterházy. Um vídeo do programa está disponível em http://tinyurl.com/28evzca

A literatura vai ao cinema
O jornal LA Times organizou uma lista com filmes que estão ligados ou foram inspirados pelo universo da literatura. Até agora foram 29 filmes - os critérios de seleção estão no link abaixo. A lista serve para aqueles dias chuvosos das férias em que você já cansou de ler livros. Tem Uma janela para o amor, baseado num romance de E.M. Forster; O céu que nos protege, baseado num romance de Paul Bowles; Short cuts - cenas da vida, adaptação de alguns contos de Raymond Carver; Razão e sensibilidade, baseado em livro de Jane Austen - a escritora do momento; Trainspotting - sem limites, baseado num livro homônimo de Irving Welsh. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/2c3pxqr

Paixão pela literatura
O ator James Franco está realmente envolvido com literatura. No ano passado ele publicou um livro de contos que recebeu diversos elogios e ainda estrelou um filme em que vive a história do poeta beatnick Allen Ginsberg - o filme deve estrear em breve no Brasil. Nessa semana o ator anunciou que ainda esse ano vai dirigir uma versão para o cinema do romance Enquanto agonizo, de William Faulkner e para o ano que vem pretende dirigir o romance Meridiano de sangue, de Cormac McCarthy.

Relançamento
A editora Companhia das Letras promete publicar em 2011 uma nova edição do livro Os escritores - as históricas entrevistas da Paris Review. O livro foi publicado pela primeira vez em 1988/1989 em dois volume e conta com as melhores entrevistas de escritores concedidas à revista de literatura mais importante do mundo. Tem E. M. Forster, Louis-Ferdinand Céline, Jorge Luis Borges, William Faulkner, Saul Bellow, John Cheever, Gore Vidal, Milan Kundera, William Burroughs, Vladimir Nabokov, Ernest Hemingway, Anthony Burgess, Jack Kerouac, Gabriel García Márquez, Philip Roth, entre outros.

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Desde o ano passado, a Paris Review conta com um novo editor, Lorin Stein, que está dando novos ares à revista e modificando um pouco seu perfil. O site da revista, por exemplo, ganhou um blog, um tumblr e um twitter. Além disso, algumas entrevistas do arquivo tiveram seu acesso liberado para os leitores.
*imagem: reprodução do site da editora Zahar.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

NOTAS #8


Contos de fadas
Livros de contos de fadas sem ilustrações são muito sem graça. Quanto mais caprichada a ilustração, mais vamos gostar do livro. Pensando nisso, uma pessoa apaixonada por contos de fadas criou um Flickr para reunir ilustrações de livros bem antigos. A coleção conta com desenhos do principal trio de ilustradores do começo do século XX: Edmund Dulac, Arthur Rackham e Charles Robinson. Mais imagens estão disponíveis em http://tinyurl.com/y9srzkv

Nobel sem descanso
Mario Vargas Llosa mal ganhou o prêmio Nobel de Literatura e já retornou ao trabalho. Ele foi convidado pela Universidade de Princenton para ministrar um curso sobre técnicas do romance e outro sobre o escritor argentino Jorge Luis Borges. Vargas Llosa ainda lançou essa semana um novo romance, El sueño del celta. Ainda inédito no Brasil, esse livro tem previsão de lançamento em 2011 pela editora Alfaguara.

Autorretrato de Borges
O americano Burt Britton, co-fundador da lendária livraria New York Books & Company, conheceu de perto muitos escritores e outras figuras ilustres. Para cada um deles Britton fazia um pedido curioso: desenhar um autorretrato. A brincadeira ficou tão série que acabou virando uma coleção particular muito cobiçada - inclusive toda a coleção foi a leilão no ano passado e arrecadou lances altíssimos. Entre os escritores que se autorretrataram estão: Maurice Sendak, Margaret Atwood, Saul Bellow, Jorge Luis Borges, Roald Dahl, Allen Ginsberg, Stephen King, Cormac McCarthy, Norman Mailer, John Updike, Tom Wolfe e muitos outros. Uma parte desses desenhos pode ser vista em http://tinyurl.com/3x2zxeg

Nos bastidores
Dois autores do universo da prosa de ficção estão por trás do especial Afinal, o que querem as mulheres?: João Paulo Cuenca e Cecília Giannetti. Ambos escreveram o roteiro do seriado e contaram com a coautoria de Michel Melamed e do diretor Luiz Fernando Carvalho. Em entrevista os dois disseram da diferença entre escrever um livro solitariamente e de escrever para a TV em parceria com mais pessoas. Com duração de seis episódios e exibição semanal, o seriado vai ao ar na TV Globo.

Escolha editorial da Amazon
A megaloja Amazon fez a sua tradicional lista de melhores livros lançados no ano. Na categoria ficção os dez livros escolhidos são: Matterhorn, de Karl Marlantes; Freedom, de Jonathan Franzen; A mulher foge, de David Grossman; The Imperfectionists, de Tom Rachman; Major Pettigrew's Last Stand, de Helen Simonson; The Hand That First Held Mine, de Maggie O'Farrell ; Skippy Dies, de Paul Murray; One Day, de David Nicholls; Memory Wall, de Anthony Doerr e The Lonely Polygamist, de Brady Udall.

Honra ao mérito
Toni Morrison recebeu na França a Ordem Nacional da Legião de Honra - a maior condecoração de honra concedida pelo governo francês. Durante a cerimônia de entrega na semana passada Frederico Mitterrand, o ministro da cultura, disse que Morrison "incorpora a melhor parte da América, o que fundamenta o amor à liberdade nos sonhos mais intensos". Além de ser unanimidade de crítica como uma das melhores escritoras de seu tempo, Morrison também já ganhou o Prêmio Pulitzer e foi a primeira mulher negra a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura.

A noticia Franzen da semana

O jornal britânico Guardian disponibilizou o vídeo de uma entrevista com Jonathan Franzen. Sarfraz Manzoor, colaborador do jornal, pergunta ao escritor sobre o novo romance - Freedom, sobre a amizade com David Foster Wallace e sobre a política nos Estados Unidos. É interessante observar os óculos que foram cobiçados por uma dupla de malucos numa festa na Inglaterra e a imensa calma de Franzen ao responder as perguntas. O vídeo está disponível em http://tinyurl.com/2wjg5ql

*imagem: reprodução.


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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

NOTAS #5


Zadie Smith pop
Zadie Smith, além de ser uma escritora talentosa, está se tornando também uma das mais populares de sua geração. O blog Londonist, por exemplo, mapeou e fotografou alguns lugares de Londres que aparecem no livro de estréia da autora, Dentes brancos. Além disso, o designer Henrik Kubel criou uma fonte baseada na capa da edição americana do romance Sobre a beleza. A fonte foi batizada de "Zadie".

Missão cumprida
Pelo visto a tarefa dos 36 escritores diferentes que se reuniram para escrever um romance em 6 dias foi bem sucedida. O desafio de cada um deles era escrever por duas horas e entregar o material para o próximo autor que iria continuar a história. A maratona foi totalmente voltada para a internet, com transmissão ao vivo pelo site e cobertura através de Facebook e Twitter. O resultado final já está disponível na internet no site http://www.thenovellive.org/

Larsson guerrilheiro
Segundo informações do jornal Telegraph, Stieg Larsson passou um ano treinando guerrilheiras na África. Eram mulheres que faziam parte de um grupo marxista que lutava pela libertação e independência da Eritréia, na Etiópia. Quem divulgou essa passagem da vida de Larsson foi um amigo íntimo, João Henrique Holmberg. Todo o episódio se passou antes de Larsson se tornar o famoso ator da trilogia Millenium.

Estréia na internet
Mais escritores estão aderindo ao mundo da internet. Só nessa semana foram três: o escritor veterano Milton Hatoum, a estreante Lívia Sganzerla Jappe e a escritora internacional Isabel Allende - o blog é escrito por uma assistente, mas parece que a pedido de Isabel.

Livros preferidos
A semana não pode ser completa sem qualquer notícia envolvendo o escritor Jonathan Franzen. Depois de ser escolhido oficialmente pelo book club da apresentadora Oprah Winfrey, Franzen confessou suas leituras preferidas. Ele não quis economizar e citou 27 livros, entre eles: Seize the day, de Saul Bellow; O céu que nos protege, de Paul Bowles; Ruído branco, de Don Delillo; The Hamlet, de William Faulkner; Desesperados, de Paula Fox; Something happened, de Joseph Heller; Song of Solomon, de Toni Morrison; Uma questão pessoal, de Kenzaburo Oe; todos os livros de Alice Munro; Os filhos da meia-noite, de Salman Rushdie; The familiy Moskat, de Isaac Bashevis Singer. Parece engraçado dizer isso, mas de alguma maneira a obra de Franzen tem semelhanças com esses escritores.

Mais trilha sonora
Depois de Daniel Galera, foi a vez João Paulo Cuenca dizer qual a sua trilha musical preferida para o Caderno2, do Estadão. A trilha vai do soft eletrônico "Odessa - Caribou" ao rock alternativo com as canções "Shelter - The XX", "Metal heart - Cat Power" e "These are my twisted words - Radiohead". Ele também não deixou de fora o clássico "The köln concert - Keith Jarret" e a canção mais cortante "Girl from the north country - Bob Dylan.

A próxima geração
Em passagem pelo Brasil, o Nobel Mario Vargas confessou que acompanha a atual literatura peruana nas obras de Daniel Alarcón e Santiago Roncagliolo. Os dois jovens escritores já são bastante conhecidos e estiveram nas listas da revista New Yorker e Granta, respectivamente.


*imagem: reprodução Telegraph


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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

TUDO SOBRE MARIO VARGAS LLOSA

O ganhador do prêmio Nobel de Literatura foi o escritor peruano Mario Vargas Llosa. A Academia Sueca surpreendeu mais uma vez pois ninguém esperava que um escritor latino-americano pudesse ganhar o prêmio. A casa de apostas Ladbrokes também errou feio, os nomes mais cotados eram Ngugi wa Thiong'o, Cormac McCarthy e Haruki Marukami - nenhum ganhou. Se não me engano, o nome de Vargas Llosa nem aparecia na lista de apostadores. Ninguém esperava, nem mesmo o próprio escritor. Mais tarde, ele confessou em entrevista coletiva que não acreditou quando recebeu a notícia. Achou que se tratava de um trote por telefone.

De qualquer forma, a escolha da Academia foi certeira. Vargas Llosa é um escritor conhecido mundialmente, mesmo por aqueles que nunca leram os seus livros. Nós compartilhamos um pouco da felicidade do país premiado já que ganhou um latino-americano. Nos reconhecemos nele. Tem aquele ar de "estamos em casa".

A internet foi mais uma vez o melhor meio para acompanhar a cobertura dessa premiação. Depois do anúncio - transmitido ao vivo pelo site da organização do Prêmio Nobel - todos os blogs, revistas, jornais e outros sites já estavam replicando a informação e escrevendo comentários. O nome de Vargas Llosa chegou a ser o primeiro da lista dos trending topics do twitter mundial.

Se vocês esteve desconectado, não leu os jornais, não ligou a TV e quer saber mais sobre o escritor peruano, recorra à internet. Para facilitar compilei alguns links que são interessantes:

Muitas informações podem ser encontradas na Folha de SP e no Estadão. Os dois jornais prepararam um especial bem completo tanto na versão impressa quanto no site. Do Estadão eu recomendo dois links importantes: a entrevista que Vargas Llosa concedeu ao Sabático - antes de ser anunciado como ganhador do Nobel - e um infográfico com a trajetória de vida dele. O New York Times cobriu a entrevista coletiva que ele concedeu, depois do pronunciamento da Academia Sueca. Outros jornais também deram a mesma notícia. Há também uma entrevista para a Paris Review e um texto do escritor William Boyd sobre Vargas Llosa no Guardian.

Aliás, o mesmo Guardian fez uma lista com os romances essenciais de Vargas Llosa:

A cidade e os cachorros (1963), Tia Julia e o escrevinhador (1977), A guerra do fim do mundo (1981), A festa do bode (2000) e Travessuras da menina má (2006). Todos foram publicados no Brasil pela editora Alfaguara - exceto A festa do bode que está fora de catálogo.

Claro, tem muito mais coisas espalhadas pelo Google.

*imagem: reprodução do Guardian.


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