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terça-feira, 5 de março de 2013

NOTAS #41


O velho safado
Eu, você, todos nós e até o Ricardo (protagonista das novelas Tanto faz & Abacaxi, de Reinaldo Moraes) gostamos da obra obscena e mundana do escritor Charles Bukowski. O velho Buk nos deixou em 9 de março de 1994 vitima de leucemia, ou seja, no próximo sábado vamos completar 19 anos sem ele. Pois bem, na semana passada foram encontrados os originais de dezenove desenhos que foram publicados por Buk na sua coluna Notes of a Dirty Old Man, no jornal The Freep e no quarto número da revista Sunset Palms Hotel. Eles estavam perdidos na coleção do poeta e editor Michael C. Ford e estão à venda no site ReadInk. Mais informações aqui.

Festival do conto
O escritor Carlos Henrique Schroeder está organizando a 3.ª edição do Festival Nacional do Conto. Os escritores confirmados são Luiz Vilela, João Silvério Trevisan, Julián Fuks, Leandro Sarmatz, Antônio Xerxenesky e Marcelo Moutinho. O evento acontece de 19 a 23 de março no Teatro do SESC Prainha, em Florianópolis.


Granta nórdica
Além de Portugal, a Granta terá edições na Noruega e na Suécia. O primeiro número da versão norueguesa saiu em fevereiro, com o tema "Colapso", incluindo textos de Alice Munro, Roberto Bolaño, Jennifer Egan e escritores locais. O primeiro número da versão sueca sai em maio, com o tema "Fronteiras", incluindo textos de A.S. Byatt, Junot Díaz, Julie Otsuka, Santiago Roncagliolo, Haruki Murakami, Peter Froberg Idling, Amanda Svensson e outros. 


Para comer com os olhos
A culinária sempre inspira a literatura com bons momentos e o contrário disso também é uma verdade. Pensando nisso, o blog Flavorwire selecionou 30 bolos deliciosos com cara de livro. Parecem aqueles contos de fadas em que as casas são comestíveis e as árvores são feitas de chocolate e açúcar. Pois bem, para não ficar passando vontade encontrei a receita do bolo Waldorf Astoria Red Velvet com a cara do escritor Edgar Alan Poe (está em inglês). Dá trabalho, mas o resultado final é surpreendente. Alguém se habilita?


Faça você mesmo
Vamos supor que você não tenha talento para escrever nenhuma história de ficção científica, nem as habilidades para criar uma capa de livros do gênero. Pensando nisso, o ilustrador Bradley W. Schneck criou o Pulp-O-Mizer para sanar pelo menos uma das nossas dificuldades. Nesse site podemos aplicar textos, escolher um título, aplicar fundos e imagens - tudo com a possibilidade de editar. Melhor de tudo, você pode fazer o download do resultado para compartilhar com quem quiser e onde quiser. Quem a força esteja com você!

*Imagem: reprodução.

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sábado, 26 de fevereiro de 2011

NOTAS #19



Capas vivas
Calma, leitor! A imagem acima pertence a Thomas Allen, um artista plástico americano. Ele faz montagens usando apenas recortes de capas de livros vintage. Depois de selecionar, recortar com cuidado, montar e fotografar o resultado final causa uma impressão de tridimensionalidade. As capas estão vivas e interagindo. E tem uma montagem melhor que a outra. Descobri o cara no blog do Almir de Freitas - Não me Culpem pelo Aspecto Sinistro.

A estante sentimental
Milton Hatoum está preparando um novo romance que será publicado ainda esse ano. Um trecho desse novo livro foi publicado na seção "_ficção" da revista Piauí com o título de Aura. À coluna Painel das Letras, assinada por Josélia Aguiar, o escritor amazonense confessou dez livros que considera sentimentalmente importantes. Entre eles estão: Coração das trevas, de Joseph Conrad; A educação sentimental, de Gustave Flaubert; Luz em agosto, de William Faulkner; Infância, de Graciliano Ramos; Dublinenses, de James Joyce e O processo, de Franz Kafka. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/4h4qbjj

Questão de gênero
Você escreve como homem ou como mulher? Inspirado por um artigo publicado na revista do New York Times, Shlomo Argamon e Moshe Koppel desenvolveram um algoritmo capaz de detectar o gênero de um escritor. Para fazer um teste, peguei o trecho inicial de O som e a fúria, de William Faulkner. O resultado final foi: "o autor desse trecho é homem". Outro teste, dessa vez com um trecho de Pornopopéia, de Reinaldo Moraes. Confirmado: "o autor desse trecho é homem". Para não ter mais dúvida, outro teste com um trecho de Felicidade clandestina, de Clarice Lispector. O resultado foi: "o autor desse trecho é homem". Será que o algoritmo não entende a língua portuguesa? O formulário para os testes está disponível em http://tinyurl.com/yafgus

Podcast
A revista New Yorker convidou a escritora Anne Enright para participar do seu podcast de ficção. Cada mês a "ultracool" editora Deborah Treisman convida escritores para escolherem um conto que já tenha sido publicado pela revista. Anne Enright escolheu The swimmer, de John Cheever. Ela disse que leu o conto, assistiu a adaptação do conto num filme de 1968 estrelado por Burt Lancaster e ficou impressionada com a melancolia e a beleza da história. O conto também está na coletânea 28 contos de John Cheever, com seleção de Mario Sergio Conti publicado pela Companhia das Letras. O conto se chama O nadador e a tradução foi feita por Jorio Dauster. O podcast com leitura de Anne Enright está disponível em http://tinyurl.com/49rcxvh

Velhos safados
Quase toda semana o blog Flavorwire nos manda um post bacana. Dessa vez, eles fizeram uma lista com dez escritores que pode ser que sejam velhos bem safados. A listatem algumas escolhas evidentes como Charles Bukowski, Geoffrey Chaucer, Vladimir Nabokov e Henry Miller. Porém, causa surpresa saber que James Joyce, John Updike, Michel Houellebecq, Philip Roth e até William Shakespeare já tenham sofrido das fraquezas da carne. Alguém se arrisca a fazer uma lista parecida com escritores brasileiros?



Videogame literário
Uma das notícias mais comentadas das últimas semanas tem sido o game baseado no livro O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. Não é a primeira vez que essa história vira um jogo, a empresa Big Fish Games já desenvolveu um jogo para PC. A diferença é que a nova versão tem mais "jogabilidade" e os desenhos têm aquele apelo vintage do Nintendo antigo. Será que Fitzgerald é o escritor preferido dos gamemaníacos?

***

Em tempo, o blog do caderno Prosa e Verso descobriu um outro jogo baseado na peça Esperando Godot, de Samuel Beckett. Com certa nostalgia, o visual do jogo imita o bom e velho Atari. Ah! E você pode escolher se quer jogar com o Didi ou com o Gogo - apelido das personagens Vladimir e Estragon. O jogo existencialista baseado no teatro do absurdo está disponível em http://tinyurl.com/4dl4pxl

*imagens: reprodução do Google.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

NOTAS #4


Moby Dick ilustrada
Matt Kish, um sujeito que não é artista plástico e não tem nenhuma formação na área, está criando desenhos para cada uma das 552 páginas do romance Moby Dick, de Herman Melville. Kish se inspirou em Zak Smith que fez a mesma coisa com O arco-íris da gravidade, de Thomas Pynchon. O trabalho é todo manual e os desenhos são feitos com diversos materiais como tinta acrílica, caneta esferográfica, papel, fotos, spray, etc. Kish deu início a tarefa em Agosto de 2009 e pretende terminar tudo em Maio de 2011. Há uma enorme expectativa para os momentos finais do livro. Quem quiser conferir pode acessar em http://tinyurl.com/yajbwwt

Toda nudez será permitida
Escritores tem manias bastante curiosas na hora de escrever seus livros. Alguns métodos renderiam histórias tão boas quanto as que eles criam. Por exemplo: escrever sem nenhuma roupa. Entre os adeptos dessa prática estão autores renomados como Victor Hugo, Ernest Hemingway, D.H. Lawrence, Benjamin Franklin e Agatha Christie. Não existem barreiras para a imaginação quando tudo o que resta são um papel em branco e uma caneta na mão.

Salman Rushdie vai ao cinema
O livro Os filhos da meia-noite, de Salman Rushdie finalmente vai virar filme. O realismo fantástico e o estilo de escrita do autor eram considerados as maiores barreiras para uma boa adaptação ao cinema. Por isso, desde 2008, Rushdie estava trabalhando com a diretora de cinema Deepa Mehta na tentativa de criar um roteiro para seu premiado romance. Na semana passada, Rushdie anunciou que está satisfeito com o resultado final e que os produtores já podem seguir para as próximas etapas.

Trilha sonora dos escritores
A temporada de Jonathan Franzen na Inglaterra continua rendendo notícias. Dessa vez, Franzen confessou ao jornal Irish Times três canções que o fazem chorar: "Casimir Pulaski Day", do Sufjan Stevens, "John Riley", do Byrds e "Somewhere Over the Rainbow", na versão de Israel Kamakawiwo'ole. A trilha calminha tem a cara do badalado autor.

*

Aqui no Brasil, o escritor Daniel Galera contou ao Caderno 2, do Estadão, a sua trilha sonora preferida. Entre o rock and roll "Oh, my lord" - Nick Cave and the Bad Seeds, existe espaço para o blues "Get yourself together" - Lonnie Johnson e para os anos 80 com "Compassion" - Prince e "The best" - Tina Turner. O lado brasileiro foi puxado por "Como se fosse" - Fagner, "Reprise" - Zé do Bêlo e "Bê-a-bá" - Raimundos.

Sugar Kane em memória
Fragments, um livro com poemas, anotações e cartas escritas por Marilyn Monroe está chegando as livrarias dos Estados Unidos e da Europa. O material inédito acompanha fotos raras de momentos íntimos da atriz e revelam a mulher por trás do mito. Se engana quem achava Marilyn uma pessoa alheia a grande literatura. Segundo o livro, seus romances preferidos eram O agente secreto, de Joseph Conrad; Madame Bovary, de Gustave Flaubert; O inominável, de Samuel Beckett; A queda, de Albert Camus; On the road, de Jack Kerouac; Tortilla Flat e Once there was a war, de John Steinbeck; Adeus às armas e O sol também se levanta, de Ernest Hemingway.

Sucesso em risco
O irmão do escritor Stieg Larsson confirmou a existência de um quarto livro da série Millenium que é um sucesso de vendas no mundo inteito. Segundo contou, o livro estava quase terminado quando o escritor foi vítima de uma parada cardíaca. Porém, se depender da disputa judicial envolvendo a família Larsson e Eva Gabrielsson, a companheira do autor, o livro corre o risco de jamais ser publicado.

Exposição sobre Charles Bukowski
Charles Bukowski, morto em 1994, ganhou uma exposição na The Huntington Library na California. É uma das maiores exposições já realizadas sobre Bukowski nos Estados Unidos. Apesar de sua obra estar envolta em temas polêmicos, os organizadores da exposição destacaram a importância da obra do velho safado e a colocaram em pé de igualdade com a melhor tradição da literatura norte-americana. O acervo da exposição inclui fotos, cartas, manuscritos e edições estrangeiras de Bukowski.

*imagem: reprodução de um desenho de Matt Kish.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

CHARLES BUKOWSKI - 90 ANOS

A data não pode passar despercebida: ontem foi aniversário de Charles Bukowski. Se estivesse vivo, o velho safado estaria completando 90 anos. Infelizmente, ele faleceu de leucemia em 1994, aos 73 anos.

Bukowski nasceu na Alemanha, mas foi para os Estados Unidos quando menino. Passou a maior parte de sua vida em Los Angeles, cidade que lhe serviu de inspiração para compor sua obra. Quando adolescente enfrentou problemas com o pai violento e por causa de uma inflamação no rosto viveu meio solitariamente. Foi quando descobriu suas duas paixões: a literatura e o álcool. Parece que suas maiores influências foram Hemingway e Dostoiévski.

Sua vida pessoal foi a maior fonte de inspiração para compor uma obra extensa que compreende romances, contos e poemas. As histórias de Bukowski quase sempre retratam personagens envolvidas num submundo impregnado de melancolia, álcool, cigarro, prostituição e pobreza. Bem distante dos modelos de felicidade impostos pela sociedade. Os desastres da vida rendem momentos repletos de tristeza e lucidez. Percebemos que somos todos iguais quando todas as coisas dão errado e estamos bem próximos da crueldade da vida.

Outra qualidade de Bukowski é o humor e a irônia ácida diante de situações absurdas. Os temas lembram bastante os escritores beatnicks, mas Bukowski nunca se associou ao grupo. Por alguma razão ou circunstância, sua percepção captou a mesma sintonia que os beats tiveram daquele período.

A maior parte da obra de Bukowski foi publicada no Brasil pela editora L&PM. Seus livros mais conhecidos são Misto Quente e Ereções, ejaculações e exibicionismos (dividida em dois volumes - Crônicas de um amor louco e Fabulário geral do delírio cotidiano). Ambos ganharam adaptação para o cinema.

Em entrevista aos Los Angeles Times, ele disse certa vez:

"O vinho faz a maior parte da minha obra. Abro uma garrafa, ligo rádio e a coisa vem fluindo. Eu só datilografo uma vez a cada três noites. Não tenho nenhum plano. Minha mente está em branco. Me sento. Então a máquina de escrever me dá coisas que eu nem mesmo sei que estou trabalhando. É como almoçar de graça. Como jantar de graça. Eu não sei quanto tempo tudo isso vai durar, mas até agora não há nada mais fácil do que escrever".
*imagem: reprodução do Google.

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