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sexta-feira, 23 de março de 2012

REVISTA ARTE E LETRA: ESTÓRIAS P

Nessa semana está chegando às livrarias a edição "P" da Arte & Letra: Estórias - revista mensal de Curitiba que publica traduções e ficção inédita de autores renomados. Matemática não é o meu forte, por isso me corrijam se eu estiver errado: pelas minhas contas a revista tem apenas dois anos e melhora a cada nova edição. Melhor ainda é saber que os editores não privilegiam textos muito populares e arriscam publicando textos que merecem uma nova atenção - não chega a ser a ficção "lado b" dos escritores, mas bem que poderia ser. Aproveitando que as obras de James Joyce e Virgínia Woolf entraram em domínio público, a edição tem os contos Uma pequena nuvem, de Joyce (tradução de Adriano Scandolara) e Craftmanship, de Woolf (tradução de Gustavo Delaqua). Curiosamente, tanto um quanto o outro nasceram em 1882 e estariam completando 130 anos nesse ano. Outro destaque é Tarde da noite, da escritora espanhola Rosa Monteiro (tradução de Iara Tizzot) e A múmia egípcia, do russo Mikhail Bulgákov (tradução de Gabriela Soares).

Tem também Edward McPherson, Evgueni Zamiatin, Giovanna Rivero, Hanif Kureishi, Hjalmar Soderberg, Louis Pergaud, Luana Azzolin, Muriel Spark e Paulo Venturelli.

Arte e Letra: Estórias P
Preço: R$ 20,50

*Imagem: divulgação.
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sábado, 14 de janeiro de 2012

COMEMORAÇÕES LITERÁRIAS EM 2012

Dando continuidade à "série" de textos com coisas sobre as quais vamos falar bastante em 2012, chego ao tema comemorações. Listo os autores de ficção em prosa cuja obra promete ser bastante comentada em torno de datas especiais. O ano promete!

Se você sentiu falta de alguém, por favor, deixe um recado nos comentários, mande um e-mail ou um tweet.

Charles Dickens
Um clássico sempre merece uma comemoração. Ainda mais quando se trata dos duzentos anos de nascimento de Charles Dickens. Por isso, ao longo desse ano tire um livro qualquer de Dickens de sua estante, vá a uma livraria comprar alguma reedição ou veja algum filme inspirado em sua obra. Ótima oportunidade para ler Dickens no original, em inglês, ou presentear um amigo com uma caixa contendo seus melhores romances.

Philip K. Dick
Em março completamos vinte anos sem Philip K. Dick. Ele foi um dos maiores escritores de ficção-científica do século passado. Apesar da extensa obra (36 romances e 5 coletâneas de contos) não teve o devido reconhecimento em vida. Ele morreu no mesmo ano em que o filme Blade Runner - o caçador de andróides (baseado no seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep?) foi lançado. Seus livros também inspiraram filmes como O vingador do futuro e Minority report - a nova lei. Uma nova versão de O vingador do futuro estrelando Colin Farrell e Jessica Biel será lançada no Estados Unidos em agosto desse ano. O escritor Roberto Bolaño era um grande admirador de Ubik - lançado em português recentemente pela editora Aleph.

Bram Stoker
As comemorações em torno dos cem anos de morte de Bram Stoker, autor de Drácula, tiveram início no ano passado durante a Feira de Frakfurt. Editores ingleses anunciaram que um bisneto de Stoker encontrou um caderno de notas que pertenceu ao famoso bisavô. O livro será lançado na Inglaterra em abril com o título de The Lost Journals of Bram Stoker. A Bram Stoker Estate está programando uma série de conferências e eventos comemorativos nos Estados Unidos.

Jorge Amado, Lúcio Cardoso e Nelson Rodrigues
O que esses três escritores brasileiros tem em comum? Nada, exceto o fato de terem nascido no Brasil em agosto de 1912. As comemorações do centenário de nascimento dos três serão marcadas por reedições e lançamentos inéditos - certamente devem acontecer eventos comemorativos. A obra de Jorge Amado já tem sido reeditada pela Companhia das Letras desde 2008. Para esse ano estão programados um romance, um livro de memórias e um volume com sua correspondência particular. A editora Nova Fronteira ainda não divulgou seus planos para as comemorações em torno de Nelson Rodrigues, assim como a Civilização Brasileira com Lúcio Cardoso.

***

Outros dois nomes que deverão ser bastante comentados nesse ano são Virginia Woolf e James Joyce. Tudo porque a obra dos dois escritores de língua inglesa entra em domínio público. Não vão faltar motivos para comemorar o Bloomsday em junho - sobretudo com o lançamento de Ulysses pela Penguin-Companhia das Letras e Stephen herói pela Iluminuras. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf ganhará tradução de Denise Bottman e saí pela L&PM.

*Imagem: montagem sobre reprodução de fotos disponíveis na Wikipédia.

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

É O MUNDO LITERÁRIO FEMININO

Que me perdoem os rapazes leitores desse blog, mas há uma discussão urgente em torno do feminino abalando os pilares literários. E o negócio está ficando sério demais para ser simplesmente deixado de lado.

Olha para trás, parece que tudo começou com a exposição New Publications da artista plástica Daniela Comani numa galeria de arte em Los Angeles. A fim de criticar a ausência feminina no cânone literário ocidental, a artista escolheu cinquenta e dois clássicos da literatura ocidental e mudou o gênero de seus títulos - de masculino para feminino e vice-versa.

Logo depois, em tom de celebração a questão feminina, a revista Granta lançou uma edição com o tema "The F Word" ("A palavra F", em tradução literal) mostrando como o feminismo continua tentando romper o poderoso domínio masculino no mundo. Na autoria dos textos mulheres (e somente mulheres) de diversas partes do mundo olhando para a questão feminina. Entre elas Lydia Davis, A.S. Byatt e Téa Obreht num texto de introdução a um ensaio fotográfico de Clarisse d’Arcimoles. Se não estou enganado é a primeira vez que a revista se dedica ao tema. De quebra o site da Granta disponibiliza mais conteúdos: um podcast entre Sigrid Rausing, editora da revista, e duas escritoras, Rachel Cusk e Taiye Selasi; um post sobre as "bíblias do feminismo" no mundo com direito a discussão no twitter protagonizado pelos leitores (leitoras!) dizendo quais são suas "bíblias" particulares; tem ainda o prefácio de Helen Dunmore para uma nova edição do romance Rumo ao farol, de Virgína Woolf que está saindo na Inglaterra - ninguém melhor do Woolf para corroar esse tema.

Curiosamente, a revista Esquire (publicação voltada ao público masculino) divulgou em seu site uma lista com 75 livros que todos os homens deveriam ler. Nenhuma novidade, listas surgem a toda momento e escolhem os temas mais diversos. A seleção inclusive tem um mérito particular por incluir medalhões da literatura: Dostoiévski, Tolstói, John Le Carré, Raymond Carver, Jorge Luís Borges, John Steibeck, Cormac McCarthy, James Joyce, Philip Roth, John Updike, Ernest Hemingway, William Faulkner, Saul Bellow, Charles Bukowski, Joseph Conrad, F. Scott Fitzgerald, Salman Rushdie, Kingsley Amis, Vladimir Nabokov, Don DeLillo e tantos outros. Porém, o que poderia ser uma lista à toa causou uma grande indignação feminina por citar apenas uma única escritora: Flannery O'Connor. Como em tempos de internet todas as notícias se espalham com facilidade não faltaram manifestações nas redes sociais contrárias a Esquire. A revista Joyland, por exemplo, fez uma lista com 250 livros escritos por mulheres que todos os homens deveriam ler. Pode ser que a revista não tenha feito de propósito, vai saber.

Em outro momento, o Book Bench da New Yorker, sem querer, também tocou no assunto literatura feminina. Elizabeth Minkel escreveu um post - Bad Romance? - comentando uma pesquisa sobre os danos que os romances podem causar as mulheres (víciam, por exemplo). Ela até toca na polêmica envolvendo a escritora Jennifer Egan, recém-ganhadora do prêmio Pulitzer. Numa entrevista ao Wall Street Journal, Egan falou contra o gênero Chick-Lit.

O caso V.S. Naipaul
Para encerrar o assunto, essa semana V.S. Naipaul, escritor renomado e ganhador do prêmio Nobel, atacou a literatura feita por mulheres. Segundo reportagem do Guardian, quando perguntado se poderia haver alguma escritora que se igualasse a ele a resposta foi "eu acho que não". Ele citou Jane Austen dizendo "não posso compartilhar suas ambições sentimentais" e ainda disse "eu leio um texto e em um ou dois parágrafos consigo saber se foi escrito por uma mulher ou não". O jornal lembra que Naipaul sempre diz coisas que ganham repercussão citando a desavença entre ele e Paul Theroux que foi dissipada nessa mesma semana.

Em forma de brincadeira, o Guardian criou um jogo em que os leitores são convidados a descobrir se o trecho foi escrito por um homem ou uma mulher. Seria muito engraçado ver o desempenho de Naipaul. Será que ele teria mais acertos do que erros?

No Brasil
Entre nós, brasileiros, a literatura feita por mulheres também sofre do mesmo mal. Quem quiser entender mais sobre o assunto pode recorrer ao artigo Feminismo e literatura no Brasil, de Constância Lima Duarte que foi publicado pela revista Estudos Avançados. Tem também o clássico livro A literatura feminina no Brasil contemporâneo, de Nelly Novaes Coelho.

À guisa de conclusão listo algumas escritoras brasileiras que todos os homens deveriam ler: Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Marina Colassanti, Hilda Hilst, Carola Saavedra, Verônica Stigger, Andréa Del Fuego, Cecília Giannetti, Tatiana Salem Levy, Carol Bensimon, Lívia Sganzerla Jappe e Vanessa Bárbara.

Alguém sugere mais alguma?

*imagens: reprodução.

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NOTAS #17

Escritor em férias
O escritor francês Raymond Queneau em momento de descontração tirando fotos numa fotomática em Paris no verão de 1928. (via Jahsonic's microblog)

Mistérios revelados
Se estivesse viva, a escritora Virginia Woolf estaria fazendo aniversário em 25 de janeiro. Para comemorar a data, o site Flavorwire publicou um post listando "59 coisas que você não sabia sobre Virgínia Woolf". Entre os incidentes curiosos tem coisas como: "Woolf primeiro tentou se matar com 22 anos de idade ao saltar de uma janela. A janela de onde ela pulou, entretanto, não era alta o suficiente para causar danos mais sérios". O post completo está disponível em http://tinyurl.com/45fd9ek

Cidade literária
J.D. Salinger era conhecido por ser um autor recluso. Não gostava de aparecer em público, não dava entrevistas e não se deixava fotografar com facilidade. A Magnum preparou uma homenagem para relembrar o primeiro aniversário de morte do escritor. A agência de fotos disponibilizou 20 fotos de lugares visitados por Holden Caulfield, o famoso personagem de O apanhador no campo de centeio. As fotos estão disponíveis em http://tinyurl.com/4mxcyx9

A voz da escritora
A escritora Patrícia Highsmith ficou famosa por seus romances policias com altas voltagens psicológicas, tingidos de humor negro e doses de ironia na medida certa. Muitos críticos consideram o fato de Highsmith ter elevado o romance policial a categoria de grande arte. Nessa entrevista de rádio, a escritora fala sobre seus pais, sua infância e sobre a vida na badalada cidade de Nova York, sobre sua carreira e sobre seus livros. A entrevista em inglês está disponível em http://is.gd/iL1K96

Barbados
O escritor americano Herman Melville também era conhecido pela grande barba que ele tinha. O que ninguém poderia imaginar era o fato de que ele encontraria 25 diferentes palavras em inglês para designar "barba". Detalhe: todas as variações estão no romance White-Jacket publicado em 1850 - se não me engano não existe tradução desse livro para o português. Todas as palavras com um desenho explicativo estão disponíveis em http://tinyurl.com/4dnvo7a

*imagem: reprodução.
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