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segunda-feira, 5 de maio de 2014

ADAPTAÇÕES

Parece que a polêmica do dia é a história da escritora Patrícia Secco que resolveu"adaptar" O alienista, de Machado de Assis e A pata da gazela, de José de Alencar para uma linguagem mais "jovem" e contemporânea. Os originais ganharam frases em ordem direta, algumas palavras foram substituídas por sinônimos mais comuns e outras foram suprimidas. A intenção era "descomplicar" a vida dos novos e jovens leitores para que eles finalmente se aproximem de livros que são cercados de um certo preconceito. Quem nunca ouviu aquela frase duvidosa: "o garoto não gosta de ler porque aos treze anos meteram-lhe Machado de Assis nas fuças; ficou traumatizado".

O lançamento dos livros físicos com distribuição gratuita será em junho, mas a versão digital está disponível para download.

Eu entendo a indignação das pessoas que foram contra a versão proposta pela escritora, afinal literatura não é apenas uma questão de 'contar uma história'. O trabalho com a linguagem é fundamental para criar um estilo, explorar a língua pátria e registrar o momento histórico de uma sociedade - pois é, a língua carrega essas marcas. Por isso, todas as escolhas de um escritor por determinadas palavras ao invés de outras, sua predileção por certas figuras de linguagem, alterações sintáticas etc., não podem ser ignoradas. Tudo o que está ali tem alguma razão de ser. Nós prejudicamos uma obra quando mudamos uma minima vírgula que seja. Ainda mais quando a obra pertence a Machado de Assis ou José de Alencar - duas figuras que levaram a nossa cultura e a nossa língua a um ponto alto na história da literatura ocidental.

Seja como for, faz tempo que essas adaptações acontecem. Me lembrei de uma coleção da Editora Scipione chamada "Série Reencontro" que também pega clássicos da literatura universal e cria versões mais 'palatáveis' para leitores mais jovens. Se não estou enganado, a coleção ainda existe. Tem peças de William Shakespeare; Odisséia, de Homero; Moby Dick, de Herman Melville; Machados de Assis; José de Alencar e outras coisas mais. Evidentemente, as versões dessa coleção são mais cuidadosas porque contam com assinatura de pessoas renomadas nas versões, supervisão de texto, notas explicativas, roteiros de leitura, questões para debate e o tempo todo fica claro que são uma adaptação distante do original. Mais recentemente, existe esse fenômeno de adaptar clássicos para versão em quadrinhos, graphic novel e tudo o mais - por que não? 

Talvez o risco da versão proposta por Patrícia Secco seja o flerte muito próximo com a obra original, sem deixar muito claro para o leitor que aquilo que ele tem nas mãos é uma adaptação. Tem uma linha bem pequena na página de créditos que diz "Texto facilitado para incentivo à leitura", mas quem lê essa página? Ao fim, o livro tem uma ficha que dá dicas de como se tornar um bom leitor. Falta contextualização, algo que possa despertar o interesse do leitor para buscar o original.

Antes que alguém diga que esse tipo de coisa só acontece no Brasil, saiba que também acontece nos Estados Unidos. Deve acontecer na Europa também.

Sinceramente, acho o gesto válido e não vejo problemas desde que o leitor saiba que ele não está lendo a obra original. Também é preciso tomar um cuidado para não causar desvios linguísticos graves e criar um negócio mal feito - tai um negócio que causa no leitor uma má impressão difícil de apagar. Há que se ter um domínio grande da língua para manter um estilo firme e não criar um Frankenstein. Adaptar não é uma tarefa tão fácil quanto parece. No caso de escolas adotarem a versão, a professora deve alertar o aluno sobre a adaptação e orientar a leitura para que ninguém compre gato por lebre.

Só não sei se isso vai mesmo aproximar jovens de Machado de Assis ou José de Alencar. Acho que existe um certo mito em relação aos dois escritores. Curiosamente, na pesquisa Retratos da leitura no Brasil, de 2011, Machado de Assis é o segundo escritor brasileiro mais admirado - só perde para Monteiro Lobato - e Dom Casmurro é o sexto livro mais marcante na vida dos entrevistados. Pasmem: ao responderem a questão "qual a principal razão para você estar lendo menos do que já leu?" 78% dos entrevistados alegaram falta de interesse e apenas 15% responderam dificuldade, sendo que o item é dividido por quatro categorias (10% tem limitações físicas; 2% lê muito devagar; 2% não tem concentração para ler; 1% tem dificuldades de compreensão ao ler). 

Resta a pergunta: será que os jovens leitores tem dificuldade para ler ou, na verdade, estão desinteressados? Uma adaptação sozinha não faz verão.

PS.: uma vez vi o Antônio Abujamra, no programa Provocações, dizendo para um entrevistado "Se você não entendeu Machado de Assis o problema é com você, não é com ele" (to citando de memória - pode haver incorreções). Pois é...

*Imagem: reprodução.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

NOTAS #29


Escritores de papel
Vi na Ilustríssima e não pude resistir. O livro Literary Greats Paper Dolls, de Tim Foley tem cerca de 30 escritores de língua inglesa para você recortar e colar neles roupinhas de seus famosos personagens. Tem Arthur Conan Doyle vestido de Sherlock Holmes, Agatha Christie como Miss Marple, Charles Dickens em fantasma do natal passado e outros tantos. A ideia é bastante original e não deixa de ser muito divertida. Bem que alguma editora podia se animar e fazer uma versão nacional. Já pensou José de Alencar vestido como Peri? Algumas imagens do livro de Tim Foley estão disponíveis aqui.

Não é para qualquer um
A notícia mais comentada na semana passada foi o anúncio de que o escritor George R.R. Martin é o mais novo integrante do clube "escritores que venderam 1 milhão de livros digitais no Kindle". Se não estou enganado, a Amazon está considerando o total de vendas dos cinco livros da série As crônicas de gelo e fogo. James Patterson, Charlaine Harris, Stieg Larsson e Suzanne Collins também atingiram seu milhão de vendas no Kindle por causa da publicação de séries. Só que chegar a esse número não é para qualquer um, mesmo escrevendo séries. Stephenie Meyer e sua saga Crepúsculo, por exemplo, não conseguiu.

***

De fato George R.R. Martin é um escritor de sucesso. Vejo diariamente pessoas circulando nas ruas com algum dos volumes de As crônicas de gelo e fogo embaixo do braço (sobretudo no metrô e ônibus). Parte do sucesso pode ser atribuída à adaptação para a TV exibida no canal HBO. Seja como for são livros de fantasia e aventura que estão satisfazendo o gosto dos leitores cansados de tanto realismo. O tamanho também não assusta ninguém - cada volume tem no mínimo 500 páginas. E teve gente dizendo que no futuro as pessoas só iam ler histórias curtas!

Piglia esgotado
Os ingressos para ver Ricardo Piglia em São Paulo esgotaram muito rapidamente no mesmo dia em que começaram a ser distribuídos (acho que foi algo em torno de três ou quatro horas, não consegui calcular). O escritor argentino fará uma conferência sobre "Romance e tradução". Nem tive chance de garantir um lugar. Como consolo, estou recomendando um vídeo com Piglia e outros escritores debatendo o papel do ciberespaço na literatura e na crítica - durante a feira do livro em Madri. Daqui ele segue para o RJ.


FILBA
Segundo disseram a participação dos brasileiros na FILBA não foi cercada de muita curiosidade por parte dos nossos hermanos - exceto quando o assunto era Clarice Lispector. A grande estrela do festival foi mesmo o escritor J.M. Coetzee. Os principais jornais argentinos abusaram de muitos adjetivos para dizer que a conferência de encerramento com a presença do escritor foi brilhante. Tentei encontrar algum vídeo da apresentação, mas parece que o festival não teve transmissão de vídeos na internet. Acabei reencontrando um vídeo antigo de Coetzee em conversa com Peter Sacks. Ele até sorri!

O poder das capas
Antonio Candido, em depoimento pessoal sobre Graciliano Ramos, disse que ficou impressionado quando viu a capa da primeira edição de Caetés - achou diferente. Emendou falando sobre a importância das novas capas dos livros naquela época, difundindo o modernismo com suas estéticas cubista, surrealista etc. Um célebre capista do período foi Santa Rosa. Pelas mãos dele passaram livros de Jorge Amado, José Lins do Rego, Lucio Cardoso, Mario de Andrade, Graciliano Ramos e muitos outros.

***

Falando em capa tenho mais duas coisas para comentar. A primeira é um post da semana passada sobre a tradição dos poloneses no campo do designe gráfico. Descobri um link com capas bem legais de edições polonesas das décadas de 70 e 80. A segunda é uma lista daquelas que só o Flavorwire consegue fazer com 20 capas de clássicos da literatura reinventadas e infelizmente nunca publicadas. A mais bonita na minha opinião é Franny & Zooey, de J.D. Salinger por Nan Lawson (acima).

Polêmicas
Para fechar as notas duas polêmicas: a propaganda da Caixa Econômica com Machado de Assis e o Prêmio Jabuti desclassificando obras de sua lista de concorrentes ao prêmio.

*Imagem: J.M. Coetzee reproduzido do Página 12; capas de livro reprodução/divulgação.
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terça-feira, 21 de junho de 2011

MACHADO DE ASSIS INFLUENCIOU WOODY ALLEN? (2)


Meia-noite em Paris, novo filme do Woody Allen entrou em cartaz nos cinemas no final de semana. Por conta do filme, encontrei uma outra entrevista com Woody Allen falando sobre os livros que serviram de inspiração para o seu trabalho. Ele fala novamente sobre Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis e dessa vez um pouco mais detidamente:

O livro transforma a mortalidade e as aventuras amorosas em comédia e está mergulhado num pessimismo irônico que parece familiar aos seus filmes. Como o livro influenciou você?

Não é que o livro me influenciou, ele ressoou em mim, da mesma maneira como quando vejo filmes de Ingmar Bergman. Eles significam algo para mim por causa de suas preocupações e da sua visão de vida. Ele despertou algo em mim, da mesma forma que O Apanhador no campo de centeio fez. Era sobre um assunto que eu gostava e tratava com grande sagacidade, grande originalidade e sem sentimentalismo.
Nas demais perguntas o livro aparece de viés. O entrevistador pega apenas os temas e tenta relacionar com os filmes de Woody Allen, mas ele desconversa um pouco. Uma pena que Woody não tenha comentado mais sobre as impressões de leitura. Não dá para afirmar que o livro foi uma influência, mas os temas de Machado de Assis são de fato muito familiares aos seus filmes.

*Imagem: reprodução do filme Meia-noite em Paris.

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terça-feira, 17 de maio de 2011

VEJA ESSE LIVRO!


A revista Veja fez uma matéria de capa no mínimo divertida - Por que ler ainda é decisivo. A tese da reportagem diz que o número de jovens que gostam de ler está se multiplicando. E adivinhem, eles começaram lendo Harry Potter, Crepúsculo e afins. Depois de pegarem hábito e gosto pela leitura passaram a obras clássicas que estão longe de serem classificadas como mera literatura de consumo etc. A mesma coisa vale para adultos que foram atraídos pelos livros de autoajuda ou autoajuda romanceada. Hoje, eles também estão em busca de autores clássicos.

Deixando um pouco a tese, fiquei com pena do Machado de Assis. De acordo com a reportagem, ele é constantemente citado como um estorvo, alguém que só afasta as pessoas da livros por causa da leitura obrigatória no colégio. Alguém precisa fazer alguma coisa para descolar essa imagem dele. Por enquanto, acho que nem Woody Allen conseguiria?

Completando a reportagem, a revista criou uma lista de sugestões do tipo "um livro puxa outro" (reproduzida acima - para quem quiser acompanhar). Me diverti muito olhando os mapinhas, porque a primeira vista me parece tão incoerente que um leitor de Nicholas Sparks chegue a ler Guerra e paz, do Tolstói. Não estou duvidando, acho mesmo um caminho natural, mas deve levar tempo até que esse leitor chegue a esse livro. Enfrentar a aridez das infinitas páginas da história da Rússia exige tempo, vontade e muita paciência.

Segundo as sugestões, um leitor que começou lendo Harry Potter, pode muito bem passar a Sherlock Holmes (de Conan Doyle), seguido por A ilha do tesouro (de Robert Louis Stevenson), O Aleph (de Jorge Luís Borges) e terminar com As cidades invisíveis (de Ítalo Calvino). Será mesmo?

Um outro caminho sugere que um leitor da saga Crepúsculo pode ler Drácula (de Bram Stocker), seguido de O médico e o monstro (de Robert Louis Stevenson), A metamorfose (de Franz Kafka) e A montanha mágica (de Thomas Mann). Taí um caminho que eu acho bem mais provável.

Tem esse: começou lendo A menina que roubava livros, segue para O diário de Anne Frank, A trilogia de O tempo e o vento (de Érico Veríssimo), O memorial do convento (de José Saramago) e Austerliz (de W.G. Sebald). Esse deve ser um leitor bem avançado, não é?

Fico imaginando o contrário: Será que em algum momento um leitor de Ricardo Piglia vai chegar até A cabana?

*imagem: reprodução.

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sábado, 7 de maio de 2011

MACHADO DE ASSIS INFLUENCIOU WOODY ALLEN?



Não importa que o The New York Times Book Review tenha comparado Machado de Assis a Flaubert, Thomas Hardy ou Henry James. Nem que o New York Times tenha classificado o livro como "uma obra-prima da ironia epicurista". Woody Allen disse que só leu Memórias Póstumas de Brás Cubas porque o livro era fino. Salvo por poucas páginas! Ainda bem que não mandaram para ele um exemplar d'Os Sertões, de Euclides da Cunha. Seria descartado no primeiro contato.

Finda a tarefa, Woody falou que o livro era muito original e poderia ter sido escrito ontem - pela inventividade e tudo o mais. Sorte de Woody não ter passado a vida sem conhecer o nosso maior clássico. E tem gente que acha Machado de Assis velho, pode? Isso para não citar aquelas pessoas que acusam Machado de estragar o gosto dos adolescentes pela leitura. Ora vejam só!

O que eu mais me intrigou mesmo nessa história foi as semelhanças entre o livro do Bruxo do Cosme Velho e a obra de Woody Allen. Reparem: a narrativa metalinguística e a conversa com o leitor, tão típicas em Machado, sempre figuram nos filmes do Woody; A conturbada relação de amor de Brás com Marcela e Virgília serviriam como uma luva para o cineasta americano; e o que dizer do capítulo "O delírio", "O velho diálogo de Adão e Eva" e tantos outros? Dignos de Zelig, não?; isso para não falar da ironia, do humor, da agilidade... não sei, começo a achar que Machado de Assis deixa Woody Allen no chinelo!

Agora, será que Woody Allen leu uma edição de inglesa ou americana? Será que tinha aquele posfácio escrito pela Susan Sontag?

*imagem: reprodução da capa das edições americana e inglesa.

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sexta-feira, 4 de março de 2011

CONTOS DE CARNAVAL


Juro que eu estava preparando um post para falar a respeito dos foliões amantes da literatura. Enquanto elaborava umas ideias na minha cabeça me deparei com a pequena antologia online: contos brasileiros de carnaval orgazinada pelo Sérgio Rodrigues do blog Todoprosa. A ideia é muito boa e inclui contos de João do Rio, Clarice Lispector, Aníbal Machado, Lygia Fagundes Telles, Rubem Fonseca e até um conto inédito de autoria do próprio Sergio Rodrigues - ainda inédito em livro.

Pegando carona, aqui vai a minha contribuição: Duas cartas, de Luis Henrique Pellanda que foi publicado em Macaco ornamental - livro de estréia do escritor que é de Curitiba. Li recentemente e recomendo bastante não só pelo enorme talento do Pellanda, mas também porque tem um outro conto de carnaval chamado Embaixadores de Xanadu. Infelizmente não achei na internet.

Outro conto que pode integrar a antologia online é Um dia de entrudo, de Machado de Assis. Quem disse que ele também não escreveu o seu.

Alguém se lembra de mais algum?

*imagem: reprodução Google.
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domingo, 19 de setembro de 2010

O GOSTO LITERÁRIO DOS PRESIDENCIÁVEIS

Não achei nada mau o artigo do caderno Prosa & Verso sobre os livros favoritos dos nossos principais candidatos à Presidência da República. Acho o assunto pouco comentado, merecia maior atenção por parte da imprensa especialidade. Imagine um longo perfil dos nossos candidatos baseado em seus hábitos de leitura? Alguém poderia flagrar cada um deles indo a livraria, lendo um livro num momento de descanso ou qualquer coisa do gênero.

Os candidatos também tem uma grande exposição durante esse período de campanha política. O fato de aparecerem com algum livro poderia, de uma maneira tímida, aguçar a curiosidade dos eleitores em torno daquele objeto. Mais ou menos como aconteceu com Barack Obama: em 2008 ele recomendou amplamente a leitura de Terras baixas, de Joseph O'Neill; esse ano causou certo frisson ao sair de uma livraria carregando Freedom, de Jonathan Franzen.

Segundo o artigo do jornal, nossos presidenciáveis preferiram citar apenas os clássicos. Ao contrário de Obama, nenhum deles mencionou algum escritor 'novo' ou ainda vivo - com exceção de Dilma Rousseff que está lendo "El hombre que amaba los perros”, de Leonardo Padura Fuentes. Marina Silva foi a única que não citou nenhum escritor de ficção, falou mais dos grandes acadêmicos que compõe a sua biblioteca.

Os campeões na preferência dos candidatos são Fiódor Dostoiévski e Guimarães Rosa. Ambos foram citados por três dos quatro candidatos. Achei curioso as particularidades: Dilma falou de Proust e seu "Em busca do tempo perdido"; Serra falou de Nelson Rodrigues e Machado de Assis - praticamente leu toda a obra inteira; e Plínio disse que gosta de F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Gabriel García Márquez.

*As caricaturas são do Estadão.com.br

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A LITERATURA NA SALA DE AULA COM AJUDA DA INTERNET



Eu já falei sobre dos problemas que enxergo nessa moda de usar vídeos na internet para divulgar livros. Mas como dizer alguma coisa quando esses vídeos servem para os professores estimularem seus alunos a lerem mais? É exatamente isso que o pessoal do LivroClip está fazendo: usando "a internet para levar os livros à sala de aula, na forma de animações, dicas de uso e fórum de debates". No site é possível encontrar uma animação sobre um determinado livro e ainda ler um pouco da biografia do autor e trechos do livro selecionado. As animações resumem bem o enredo das obras sem revelar muita coisa. E de fato causa em quem assiste uma imensa vontade de ler. Veja por exemplo o vídeo sobre A metamorfose, de Franz Kafka. A linguagem é bem simples, mas a comunicação é imediata. E quem sabe assim não acabam com aquele ideia que os alunos tem de que a literatura é chata?

Acima o vídeo de Dom Casmurro, de Machado de Assis - retirado do site LivroClip.
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