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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

NOTAS #29


Escritores de papel
Vi na Ilustríssima e não pude resistir. O livro Literary Greats Paper Dolls, de Tim Foley tem cerca de 30 escritores de língua inglesa para você recortar e colar neles roupinhas de seus famosos personagens. Tem Arthur Conan Doyle vestido de Sherlock Holmes, Agatha Christie como Miss Marple, Charles Dickens em fantasma do natal passado e outros tantos. A ideia é bastante original e não deixa de ser muito divertida. Bem que alguma editora podia se animar e fazer uma versão nacional. Já pensou José de Alencar vestido como Peri? Algumas imagens do livro de Tim Foley estão disponíveis aqui.

Não é para qualquer um
A notícia mais comentada na semana passada foi o anúncio de que o escritor George R.R. Martin é o mais novo integrante do clube "escritores que venderam 1 milhão de livros digitais no Kindle". Se não estou enganado, a Amazon está considerando o total de vendas dos cinco livros da série As crônicas de gelo e fogo. James Patterson, Charlaine Harris, Stieg Larsson e Suzanne Collins também atingiram seu milhão de vendas no Kindle por causa da publicação de séries. Só que chegar a esse número não é para qualquer um, mesmo escrevendo séries. Stephenie Meyer e sua saga Crepúsculo, por exemplo, não conseguiu.

***

De fato George R.R. Martin é um escritor de sucesso. Vejo diariamente pessoas circulando nas ruas com algum dos volumes de As crônicas de gelo e fogo embaixo do braço (sobretudo no metrô e ônibus). Parte do sucesso pode ser atribuída à adaptação para a TV exibida no canal HBO. Seja como for são livros de fantasia e aventura que estão satisfazendo o gosto dos leitores cansados de tanto realismo. O tamanho também não assusta ninguém - cada volume tem no mínimo 500 páginas. E teve gente dizendo que no futuro as pessoas só iam ler histórias curtas!

Piglia esgotado
Os ingressos para ver Ricardo Piglia em São Paulo esgotaram muito rapidamente no mesmo dia em que começaram a ser distribuídos (acho que foi algo em torno de três ou quatro horas, não consegui calcular). O escritor argentino fará uma conferência sobre "Romance e tradução". Nem tive chance de garantir um lugar. Como consolo, estou recomendando um vídeo com Piglia e outros escritores debatendo o papel do ciberespaço na literatura e na crítica - durante a feira do livro em Madri. Daqui ele segue para o RJ.


FILBA
Segundo disseram a participação dos brasileiros na FILBA não foi cercada de muita curiosidade por parte dos nossos hermanos - exceto quando o assunto era Clarice Lispector. A grande estrela do festival foi mesmo o escritor J.M. Coetzee. Os principais jornais argentinos abusaram de muitos adjetivos para dizer que a conferência de encerramento com a presença do escritor foi brilhante. Tentei encontrar algum vídeo da apresentação, mas parece que o festival não teve transmissão de vídeos na internet. Acabei reencontrando um vídeo antigo de Coetzee em conversa com Peter Sacks. Ele até sorri!

O poder das capas
Antonio Candido, em depoimento pessoal sobre Graciliano Ramos, disse que ficou impressionado quando viu a capa da primeira edição de Caetés - achou diferente. Emendou falando sobre a importância das novas capas dos livros naquela época, difundindo o modernismo com suas estéticas cubista, surrealista etc. Um célebre capista do período foi Santa Rosa. Pelas mãos dele passaram livros de Jorge Amado, José Lins do Rego, Lucio Cardoso, Mario de Andrade, Graciliano Ramos e muitos outros.

***

Falando em capa tenho mais duas coisas para comentar. A primeira é um post da semana passada sobre a tradição dos poloneses no campo do designe gráfico. Descobri um link com capas bem legais de edições polonesas das décadas de 70 e 80. A segunda é uma lista daquelas que só o Flavorwire consegue fazer com 20 capas de clássicos da literatura reinventadas e infelizmente nunca publicadas. A mais bonita na minha opinião é Franny & Zooey, de J.D. Salinger por Nan Lawson (acima).

Polêmicas
Para fechar as notas duas polêmicas: a propaganda da Caixa Econômica com Machado de Assis e o Prêmio Jabuti desclassificando obras de sua lista de concorrentes ao prêmio.

*Imagem: J.M. Coetzee reproduzido do Página 12; capas de livro reprodução/divulgação.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NOTAS #17

Escritor em férias
O escritor francês Raymond Queneau em momento de descontração tirando fotos numa fotomática em Paris no verão de 1928. (via Jahsonic's microblog)

Mistérios revelados
Se estivesse viva, a escritora Virginia Woolf estaria fazendo aniversário em 25 de janeiro. Para comemorar a data, o site Flavorwire publicou um post listando "59 coisas que você não sabia sobre Virgínia Woolf". Entre os incidentes curiosos tem coisas como: "Woolf primeiro tentou se matar com 22 anos de idade ao saltar de uma janela. A janela de onde ela pulou, entretanto, não era alta o suficiente para causar danos mais sérios". O post completo está disponível em http://tinyurl.com/45fd9ek

Cidade literária
J.D. Salinger era conhecido por ser um autor recluso. Não gostava de aparecer em público, não dava entrevistas e não se deixava fotografar com facilidade. A Magnum preparou uma homenagem para relembrar o primeiro aniversário de morte do escritor. A agência de fotos disponibilizou 20 fotos de lugares visitados por Holden Caulfield, o famoso personagem de O apanhador no campo de centeio. As fotos estão disponíveis em http://tinyurl.com/4mxcyx9

A voz da escritora
A escritora Patrícia Highsmith ficou famosa por seus romances policias com altas voltagens psicológicas, tingidos de humor negro e doses de ironia na medida certa. Muitos críticos consideram o fato de Highsmith ter elevado o romance policial a categoria de grande arte. Nessa entrevista de rádio, a escritora fala sobre seus pais, sua infância e sobre a vida na badalada cidade de Nova York, sobre sua carreira e sobre seus livros. A entrevista em inglês está disponível em http://is.gd/iL1K96

Barbados
O escritor americano Herman Melville também era conhecido pela grande barba que ele tinha. O que ninguém poderia imaginar era o fato de que ele encontraria 25 diferentes palavras em inglês para designar "barba". Detalhe: todas as variações estão no romance White-Jacket publicado em 1850 - se não me engano não existe tradução desse livro para o português. Todas as palavras com um desenho explicativo estão disponíveis em http://tinyurl.com/4dnvo7a

*imagem: reprodução.
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domingo, 26 de setembro de 2010

LIVROS QUE AJUDAM CLÁSSICOS DA MÚSICA

Depois de ver esse post relacionando O arco-íris da gravidade, de Thomas Pynchon com o disco Amnesiac do Radiohead e Os detetives selvagens, de Roberto Bolaño com o disco In Casino Out da banda At the Drive-In fiquei com vontade de fazer algo parecido. Mas procurando ideias na internet encontrei na Raquel Cozer um blog com tudo pronto - Classics Rock!

O blog já existe desde 2008. Tem uma lista enorme de livros e autores que serviram de inspiração para bandas e músicos comporem suas canções. Numa pesquisa rápido encontrei 1984, de George Orwell com Diamond Dogs do David Bowie; Lolita, de Vladimir Nabokov com Police; O senhor dos anéis, de JRR Tolkien com II do Led Zeppelin; etc. Impressiona também a quantidade de bandas que se inspirou em O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger e Ulisses, de James Joyce.

Será que tem um desses com livros brasileiros, né?

*Imagem: reprodução do google images.

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