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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

NOTAS #7


Tesouros da internet
Em 1925 o Fausto, de Goethe ganhou uma edição ilustrada pelo irlandês Harry Clarke. Ele fez cerca de 80 desenhos monocromáticos inspirados na história do homem que fez um pacto com o diabo. O tema é perfeito para as figuras surrealistas e atormentadas que estão espalhadas pelo livro. Clarke foi bastante cultuado pela psicodelia dos anos 60 e 70. A edição rara está disponível na internet em http://tinyurl.com/2d9rhrm

Lobo Antunes inédito
Nesta semana, Sôbolos rios que vão chegou as livrarias de Portugal. Trata-se do novo romance de António Lobo Antunes. O nome do romance vem de um verso de Camões. Algo entre a memória e a ficção, o livro conta a história de um homem que relembra os acontecimentos mais importantes de sua vida depois de sair de uma sala de cirurgia. Um rio de vozes inunda esse universo e todas elas correm para o seu fim.

A morte lhe cai bem
A revista Forbes lançou mais uma de suas famosas listas. Dessa vez a categoria era 'as treze personalidades mortas mais rentáveis'. Entre Michael Jackson, Elvis Prestley e John Lennon estavam dois escritores: J.R.R. Tolkien que morreu aos 81 anos vítima de uma úlcera e Stieg Larsson que morreu aos 50 anos vítima de um ataque do coração. Tolkien é autor do livro O senhor dos anéis e rende algo em torno de $50 milhões. Já Larsson com sua trilogia Millenium rende cerca de $15 milhões. Pode ser que a adaptação dos livros de Larsson para o cinema em Hollywood ajude a mudar esse quadro.

Polêmica
O livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato está envolvido em polêmica. O Conselho Nacional de Educação recomendou que esse livro fosse banido das escolas públicas em todo o Brasil por ser racista. O Sítio do Picapau Amarelo é uma das obras mais importantes da literatura infanto juvenil brasileira. O Ministério da Educação está avaliando a restrição.

Gabo na ativa
Gabriel Garcia Márquez está ocupado escrevendo um novo romance. O anúncio foi feito por seu editor na ocasião do lançamento de Yo no Vengo a Decir Un Discurso. A notícia contraria o boato de que Gabo iria abandonar a literatura e não iria mais escrever nenhum livro. O novo romance não tem data certa para publicação, mas deve se chamar "Nos encontraremos em Agosto" - em tradução livre.

Bloqueio criativo - a notícia Franzen da semana
Jonathan Franzen confessou ao jornal britânico Guardian na semana passada que a vergonha o impediu de escrever por uma década. Não se trata de uma pequena vaidade literária que ronda todos os escritores. Franzen tinha vergonha de tudo, incluindo pudor em relação a um caso amoroso e sua inexperiência sexual. A situação lhe causou um bloqueio criativo que só terminou graças aos sábios conselhos de sua mãe e de um amigo. Pobre Franzen!

*imagem: reprodução do desenho de Harry Clarke para a edição do Fausto.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

NOTAS #3


As vedetes de Frankfurt
A Feira do Livro de Frankfurt que começou na terça-feira já tem seus romances mais concorridos para negociações - a maioria está nas mãos da agência de Andrew Wylie. Um deles é "State of England: Lionel Asbo, Lotto Lout", o novo romance do britânico Martin Amis. Segundo dizem esse romance tem como protagonista um anti-herói muito feroz. Outros títulos de destaque são: "A Strangeness in My Mind", de Orhan Pamuk que conta a história de um vendedor de rua em Istambul; "Object", de David Bowie; e "Classmates of Anne Frank".

*

Muitos editores estrangeiros estão acompanhando com bastante interesse a participação do Brasil na Feira. Porém, segundo apurou a Folha de SP, o maior problema encontrado por estrangeiros é a falta de informações objetivas sobre o funcionamento do mercado editorial brasileiro.

Gabon continua na ativa
O escritor Gabriel García Máquez está lançando um novo livro essa semana, "Yo no vengo a decir un discurso". O livro reúne 22 discursos escritos por ele. Segundo boatos que circularam no ano passado, o escritor colombiano e ganhador do prêmio Nobel de 1982 iria parar de escrever. Na época Márquez desmentiu os boatos dizendo que esse é o seu maior ofício. Seu último livro do gênero foi "Memória de minhas putas tristes", de 2004.

A bruxa está solta
A temporada de Jonathan Franzen na Inglaterra não está sendo das melhores. Franzen constatou que a edição inglesa de "Freedom" não é a versão final escrita por ele. Os editores publicaram uma versão anterior e tiveram de fazer um "recall" para que os leitores trocassem o livro pela versão correta. Para piorar a situação, Franzen teve os seus óculos foram roubados numa festa e os ladrões ainda estavam exigindo $ 100.000 como resgate. A polícia conseguiu prender os ladrões e os óculos foram entregues ao dono. Vamos torcer para que Franzen consiga voltar inteiro para os Estados Unidos.

Ao mestre com carinho
Curiosamente o escritor Henry James, um dos maiores nomes da literatura inglesa, está servindo como fonte de inspiração para novos autores. Desde 2002 cerca de dez livros já foram publicados tendo o escritor como personagem principal. Dois exemplos dessa série de livros são: "O mestre", de Colm Tóibín publicado no Brasil pela Companhia das Letras e "Author, Author", de David Lodge ainda sem tradução para o português.

Clube de leitura
A editora Companhia das Letras está organizando uma nova rodada de seu clube de leitura Penguin-Companhia das Letras. Os próximos livros que serão discutidos são "Por que ler os clássicos", de Italo Calvino e "Pelos olhos de Maisie", de Henry James. As vagas para o clube de leitura são limitadas. Mais informações e inscrições pode ser obtidas através do e-mail: clubedeleitura@penguincompanhia.com.br

Memórias
Um vídeo curioso com animais andando em reverso mostra uma menina chamada "Mary O'Connor" segurando uma galinha. Na realidade a menino do vídeo é a escritora norte-americana Flannery O'Connor com apenas 5 anos de idade. O vídeo pode ser visto em... http://tinyurl.com/37kloqc

*imagem: Peter Hirth / Frankfurt Book Fair.
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domingo, 19 de setembro de 2010

O GOSTO LITERÁRIO DOS PRESIDENCIÁVEIS

Não achei nada mau o artigo do caderno Prosa & Verso sobre os livros favoritos dos nossos principais candidatos à Presidência da República. Acho o assunto pouco comentado, merecia maior atenção por parte da imprensa especialidade. Imagine um longo perfil dos nossos candidatos baseado em seus hábitos de leitura? Alguém poderia flagrar cada um deles indo a livraria, lendo um livro num momento de descanso ou qualquer coisa do gênero.

Os candidatos também tem uma grande exposição durante esse período de campanha política. O fato de aparecerem com algum livro poderia, de uma maneira tímida, aguçar a curiosidade dos eleitores em torno daquele objeto. Mais ou menos como aconteceu com Barack Obama: em 2008 ele recomendou amplamente a leitura de Terras baixas, de Joseph O'Neill; esse ano causou certo frisson ao sair de uma livraria carregando Freedom, de Jonathan Franzen.

Segundo o artigo do jornal, nossos presidenciáveis preferiram citar apenas os clássicos. Ao contrário de Obama, nenhum deles mencionou algum escritor 'novo' ou ainda vivo - com exceção de Dilma Rousseff que está lendo "El hombre que amaba los perros”, de Leonardo Padura Fuentes. Marina Silva foi a única que não citou nenhum escritor de ficção, falou mais dos grandes acadêmicos que compõe a sua biblioteca.

Os campeões na preferência dos candidatos são Fiódor Dostoiévski e Guimarães Rosa. Ambos foram citados por três dos quatro candidatos. Achei curioso as particularidades: Dilma falou de Proust e seu "Em busca do tempo perdido"; Serra falou de Nelson Rodrigues e Machado de Assis - praticamente leu toda a obra inteira; e Plínio disse que gosta de F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Gabriel García Márquez.

*As caricaturas são do Estadão.com.br

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