quinta-feira, 31 de março de 2011

O RETORNO DE LOLITA


A paixão do professor Humbert Humbert pela ninfeta Dolores Haze será alvo das nossas conversas novamente. Lolita, o polêmico romance de Vladimir Nabokov, ganhará reedição pela Alfaguara com nova tradução assinada por Sérgio Flaksman.

O livro vai integrar o relançamento da obra de Nabokov pela Alfaguara. Se não me engano, no total serão 13 livros sendo que Os originais de Laura e A verdadeira vida de Sebastian Knight abriram a coleção.

Logo mais a capa, no melhor estilo Alfaguara, deve figurar num site com mais de 150 capas de edições do mundo inteiro.

*imagem: reprodução.
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O PODER DOS LIVROS... DE PAPEL


A imagem tem cara de peça publicitária, mas a mensagem chega direitinho até a gente. Quem nunca sentiu o poder dos livros? Basta ler as primeiras páginas e seguir na história para termos a sensação de que estamos diante de fenômenos como explosões, fios, uma revoada de borboletas etc. Não existe barulho ou qualquer coisa que seja capaz de desviar a nossa concentração e nos tirar daquele universo.

Certo, pode parecer que o autor da peça tenha exagerado um pouquinho nas tintas, ou não? Quem sabe o iPad e os e-readers fiquem tão avançados que algum sujeito alucinado proponha um tipo de livro 3D ou algo do gênero. É esperar pra ver.

Infelizmente não encontrei autoria, mas tirei a imagem daqui.

*imagem: reprodução.

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terça-feira, 29 de março de 2011

A RESENHA ESTÁ MORTA MAS JURO QUE NÃO FUI EU


Falar sobre uma crise das resenhas me parece algo complicado. Não cheguei a uma conclusão final, mas penso bastante no assunto. A verdade é que ultimamente sinto um certo mal estar quando vou ler resenhas escritas por outras pessoas ou mesmo quando vou escrever as minhas - muito embora eu mais leia resenhas do que as escreva propriamente. Pensando nisso, vou apresentar alguns argumentos para promover reflexões sobre o tema. Espero não me perder no meio do redemoinho e espero não acabar refém do próprio assunto que estou comentando.

Não sou eu quem está alardeando a crise da resenha. Tenho a impressão de que o assunto surgiu em forma de burburinho na imprensa americana assim que as resenhas foram sumindo das páginas dos jornais e revistas. Foi o passo decisivo para que surgisse na internet uma onda enorme de blogs dedicados ao assunto. Um processo bem parecido aconteceu com as resenhas de discos e de filmes, em partes.

O problema foi que a resenha migrou do mundo impresso para o mundo virtual com prejuízos. O comentário analítico deu lugar a paráfrase do enredo, da história, da trama e os resenhistas esqueceram de falar sobre aquilo que sustenta tudo isso. Eles deixaram de lado a beleza particular da construção de uma obra de ficção. Quase não existem analises teóricas, não se fala em narrador, personagem, tempo, espaço e linguagem.

No final, ninguém sabe os pontos fortes e fracos do livro: o que é instigante nele? Como funciona aquele universo? O que foi que aquele autor fez com o material de que dispunha nas mãos? O comentário crítico fica resumido ao "gostei" e "não gostei". Tudo é bem leve.

As resenhas mais encorpadas, por outro lado pecam por dois problemas: ora ficam presas a um formato quadrado e pouco inventivo; ora abusam dos jargões acadêmicos e demonstram abertamente sua estrutura teórica demais. A vontade de comprovar uma teoria é tão grande que o prazer do texto morre. Aquele universo permanece inacessível ao leitor. Tudo é bem pesado.

A saturação também aconteceu pela enorme quantidade de lugares que oferecem a mesma coisa. Todo mundo vê tanta resenha na internet que acaba se cansando de tamanha superficialidade. A maioria sempre diz a mesma coisa, mas em palavras diferentes. O pior de tudo é que esses comentários podem causar danos aos livros.

No entanto, no horizonte do improvável surgem algumas saídas. A escritora Zadie Smith, por exemplo, parece apontar um caminho interessante. Ela assumiu o lugar de Benjamin Moser na coluna de resenhas da revista Harper's. Numa conversa com Gemma Sieff (editora da revista), Zadie Smith aos poucos redesenha as fronteiras das resenhas - sem nenhum sofrimento ou sem recorrer aos aparatos teóricos. Recomendo a leitura – o papo entre as duas é uma lição.

Antes de mais nada, Smith prefere ser chamada de resenhista no lugar de crítica. Ela diz que prefere escrever sobre os livros recorrendo as suas próprias percepções pessoais, evocando a figura de Virgínia Woolf que tinha essa abordagem em seus textos. Na coluna, Smith pretende ler e comentar as coisas que lhe causam um interesse particular uma certa estranheza. Na primeira New Books, publicada esse mês, Smith falou sobre Thomas Bernhard, Javier Marías e Sharifa Rhoden-Pitts.

Posto de outra forma, um resenhista pode colocar mais de si mesmo numa resenha usando suas próprias percepções ao invés de percepções críticas. Ele pode falar o quanto quiser de um livro, usando seus vários argumentos. Já o crítico é uma personalidade comprometida com seu modelo e seu distanciamento teórico. Ele precisa usar um espaço limitado para explicar e comprovar tudo aquilo que deseja.

Outro sujeito que está tentando salvar a resenha de seu estado capenga é Ron Charles, editor do Washington Post. O cara decidiu fazer algumas de suas resenhas em forma de vídeo. O resultado pode parecer um pouco com programa de auditório, mas tem a sua carga crítica.

Há também as resenhas assinadas por James Wood, editor da revista New Yorker e autor do livro Como funciona a ficção. O método dele está mais próximo do que Zadie Smith pretende fazer. Ainda que ela pratique com maior liberdade, me parece.

Como disse, o assunto não está concluído. Acho importante dizer que não estou tentando pichar a academia e todos os esforços que vem de lá – eu também sou fruto dela. Deve haver outras razões que expliquem o estado atual da resenha: entre a vida e a morte. Outras pessoas também devem estar propondo novos modelos e tentando fazer a sua parte. Quando se trata de previsões para o futuro na área da crítica, as coisas parecem um pouco nebulosas.

*imagem: reprodução.
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sábado, 26 de março de 2011

SOCIEDADES SECRETAS

O blog da Cosac Naify nos deu um pequeno presente ao promover o lançamento da novela História abreviada da literatura portátil, de Enrique Vila-Matas - publicado originalmente em 1985. Explico melhor: a editora convidou autores para escreverem relatos sobre "sociedades secretas que conheceram e/ou fizeram parte". As histórias foram publicadas no blog da editora em três partes - para acompanhar Top Secret, Top Secret II e Top Secret III.

O livro de Vila-Matas conta a história de um grupo de intelectuais do começo do século XX que funda uma sociedade secreta a fim de promover "o amor à escrita como diversão, a insolência, o espírito inovador e a autoria de obras que pudessem caber facilmente numa maleta". O grupo se autodenomina sociedade portátil ou sociedade shandy. Segundo o narrador do romance, o nome da sociedade teria várias explicações e significados possíveis - o que lembrar as explicações de Tristan Tzara para o nome do movimento Dadaísta. Aliás, Tzara é uma das personagens da novela junto com Marcel Duchamp, García Lorca, Walter Benjamin e tantos outros escritores, pintores e artistas. Detalhe: todos eles existiram realmente e nas mãos de Vila-Matas acabam virando personagens de ficção.

Seguindo o mesmo padrão de misturar a realidade com a ficção, Daniel Galera, Antonio Xerxenesky, Vanessa Barbara, Sérgio Rodrigues, Júlio Pimentel Pinto, Chico Mattoso e Joca Reiners Terron criaram história curiosas, engraçadas e até certo ponto, verídicas. Dessa vez, as personagens são Thomas Bernhard, Georges Bataille e uma galeria de escritores estrangeiros e nacionais se reunindo em torno da comida ou debatendo a literatura portátil.

Em tempo, Enrique Vila-Matas vai participar do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural em maio desse ano.
*imagens: divulgação.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

LORIN STEIN É UM FANFARRÃO?

Desde que assumiu o comando da Paris Review no ano passado, Lorin Stein está recuperando o glamour que andava um pouco sumido da revista. Dizer uma coisa dessas da maior revista de literatura do mundo (e uma das mais prestigiadas também) pode parecer uma heresia. Porém, basta ver o frisson que Stein tem causado em torno da revista a cada movimentação que ele faz. Todo mundo está com os olhos voltados para a revista a fim de saber qual será a próxima surpresa que ela vai trazer.

A surpresa fundamental, na minha opinião, é a ligação com a internet. O site da revista foi totalmente reformulado, ficou com um estilo bem atraente e ganhou blog, tumblr e twitter - será que tem facebook também? Além disso, alguns textos do extenso arquivo foram abertos na íntegra para consulta dos leitores. No mês passado a revista anunciou que vai publicar em partes o romance póstumo de Roberto Bolaño.

Posso estar enganado, mas a gente quase nunca ouvia falar de mudanças que chamassem tanto atenção enquanto Philip Gourevitch era editor - ele ocupou o cargo de 2005 até o começo do ano passado. Dizem os críticos que Gourevitch enfatizava demais os textos de não-ficção e publicava muita fotografia - atitudes que desagradavam os leitores mais antigos da revista e interessados em literatura.

Lorin Stein tem apenas 37 anos. Ele é visto por muitos como uma espécie de reencarnação de George Plimpton - o lendário fundador e editor da Paris Review. Stein carrega a experiência de ter trabalhado numa das editoras mais influentes de Nova York: a Farrar, Straus and Giroux. Foi ocupando o cargo de editor que ele entrou em contato com figuras importantes do meio literário e acabou se tornando uma pessoa querida entre escritores, editores e agentes. Evidentemente, ele não vive apenas de prestígio e provou que tem talento de sobra para poder ocupar essas posições.

Stein também sabe aliar, como poucos, suas tarefas de editor a sua imagem social. Ele tem um estilo muito peculiar, participa de festas, comparece a eventos, concede entrevistas e vive cercado de gente jovem com quem certamente pretende trabalhar algum dia. O gesto acaba funcionando para o bem e para o mal: recupera o charme da revista e faz as pessoas pensarem que a vida de editor é uma diversão. Quem trabalha em editoras sabe que nada disso acontece. Há muito mais trabalho pesado do que badalação.

Quem quiser saber mais sobre essa figura pode ler o perfil publicado pelo New York Times.

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Como falo muito na Paris Review quero recomendar a reedição (com novo projeto gráfico) do Volume 1 - As entrevistas da Paris Review. Acabou de sair pela Companhia das Letras. Tem entrevistas imperdíveis de William Faulkner, Ernest Hemingway, Louis-Ferdinand Céline, Jorge Luís Borges, Ian McEwan, Paul Auster e Javier Marías, para citar alguns. O blog EM ALFA, do Ronaldo Bressane publicou alguns trechos sensacionais que servem como aperitivo.

*imagem: reprodução.

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quarta-feira, 23 de março de 2011

TERREMOTO NO JAPÃO


O terremoto no Japão foi o principal tema da revista New Yorker dessa semana. Na capa uma ilustração criada por Christoph Niemann e batizada de "Dark spring" mostra o galho de uma cerejeira sobre um fundo preto. Achei o tributo muito bonito.

Entre os artigos que analisam as consequências do terremoto há um texto comovente do escritor Kenzaburo Oe. O autor fala sobre a recorrente ameaça nuclear presente na história recente do Japão: Hiroshima, Nagasaki, os teste atômicos no atol de Bikini e o estrago provocado pelo tsunami na usina de Fukushima.

Para completar ainda republicou U.F.O. in Kushiro, de Haruki Murakami - esse conto já tinha sido publicado pela revista em 2001, mas os editores da revista decidiram publicá-lo novamente nesse número dedicado ao Japão. A história faz parte do livro After the quake (inédito no Brasil) composto por seis contos relacionados ao terremoto que assolou a cidade japonesa de Köbe em 1995. É bem interessante observar olhar da ficção de Murakami para o sofrimento que seu país enfrentava naquele momento. Somente o amor e os acontecimentos surreais são capazes de ajudar na reconstrução daquilo que foi perdido. De alguma forma, uma coisa acaba ecoando a outra na ficção ainda que sejam dois incidentes distantes no tempo.

No site da New Yorker U.F.O in Kushiro está disponível somente para assinantes. No entanto, encontrei a história aqui - acredito que esteja completa.

*imagens: reprodução.

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terça-feira, 22 de março de 2011

NOTAS #21


Mil e uma ilustrações
As histórias de Sherazade no livro As mil e uma noites já serviram como fonte de inspiração para centenas de ilustradores desde que o livro se tornou popularmente conhecido no ocidente. O blog Arabian Nights Books tenta catalogar o trabalho desses artistas com algumas amostras dos desenhos e informações sobre seus autores. Na imagem acima está Sherazade pelas mãos do ilustrador Edmund Dulac. Mais desenhos estão disponíveis em http://tinyurl.com/64m8rbu

Trilha sonora para romances
Você também está com saudades da coluna "Minha trilha sonora", publicada pelo Caderno 2 do Estadão? Confesso que era uma das minhas colunas preferidas, sobretudo quando tinha escritores selecionando músicas para várias ocasiões. Enquanto a coluna não volta, a gente pode apelar para a internet e encontrar algumas sugestões bem legais. Uma delas é a seção Book Notes, organizada pelo blog Largehearted Boy. Tem diversos escritores recomendando a trilha sonora perfeita para acompanhar seus romances, com direito a explicação e tudo o mais.

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O escritor Jonathan Coe, por exemplo, montou uma trilha sonora para acompanhar o seu novo romance - The terrible privacy of Maxwell Sim. Entre as doze faixas escolhidas tem Stevie Wonder - "Summer soft", Gentle Giant - "I am a camera", Dusty Springfield - "Goin' back", Sufjan Stevens - "Chicago", John Cage - "In A Landscape" e até Brian Eno - Music for airports.

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O escritor Adam Levin, autor do catatau The instructions, sugere que o leitor pense em The Clash - "The guns of Brixton", The Fugees - "Zealots", The Jackson Five - "The love you save" e muitas faixas do Misfits. A trilha mesmo dar energia para o leitor enfrentar as 1030 páginas do romance.

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Já Paul Murray, que escreveu o aclamado Skippy Dies, preferiu sugerir uma trilha sonora bem indie para o seu livro. Tem Sonic Youth - "Jc", Nation of Ulysses - "N-Sub Ulysses", José Gonzalez - "Heartbeats", Smashing Pumpkins - "Tonight, tonight", Nick Cave and the Bad Seeds - "There She Goes My Beautiful World", Broken Social Scene - "Anthems for a Seventeen-Year-Old Girl", MGMT - "Time to Pretend". No mínimo curioso, não?

Huxley para menores
Pode ser que ninguém saiba, mas Aldous Huxley já escreveu um livro para crianças chamado Os corvos de Pearblossom. O autor de Admirável mundo novo e As portas da percepção, escreveu a história em 1944 como presente de Natal para sua sobrinha, Olivia. O enredo fala sobre um casal de corvos que tem seus ovos roubados por cobras que moram na mesma árvore que eles. Os corvos de Pearblossom voltou a ser assunto por causa de uma nova edição que saindo nos Estados Unidos com ilustrações de Sophie Blackall (na foto). No Brasil o livro foi lançado em 2006 pela editora Record e foi ilustrado pela artista plástica italiana Beatrice Alemagna.

Diário ficcional
Diário da queda, novo romance de Michel Laub ganhou um book trailer caprichado na semana de lançamento. O livro conta a história de um homem que remexe as memórias de sua vida depois de recordar um acidente do passado. A reflexão profunda também evoca a história do pai e do avô do narrador. Quem ficou curioso pode conferir o trailer do livro em http://tinyurl.com/6fllygs e o primeiro capítulo em http://tinyurl.com/6yse3nt

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Lembrando que Michel Laub esteve na lista dos "20 escritores com menos de 40" que organizei no ano passado. Uma pequena entrevista dele para essa série está disponível em http://tinyurl.com/2anr6qg

Ficção de Polpa
A Não Editora está lançando essa semana o quarto volume da série Ficção de Polpa. O número é inteiramente dedicado as histórias de crime e mistério. A organização foi do Samir Machado de Machado e os textos são de Carlos Orsi, Yves Robert, Octávio Aragão, Rafael Bán Jacobsen, Carol Bensimon, Carlos André Moreira e Ernest Bramah. Além dos textos, o projeto gráfico também é muito bem realizado e a capa desenhada por Jader Corrêa é de tirar o fôlego.

Na TV e no cinema
Acho que nunca houve um acontecimento mais interessante no mundo contemporâneo do que livro que são adaptados para as telas do cinema ou da TV. Para dizer a verdade, esse casamento já rola faz bastante tempo. Pensando nisso, Forrest Wickman - do blog Brown Beat do site Slate - consultou o site IMDb para saber quais eram os escritores mais adaptados para o cinema, para as séries e especiais de TV e até para videogames. Os cinco primeiros da lista foram: William Shakespeare - 831 vezes; Anton Tchekhov - 320 vezes; Charles Dickens - 300 vezes; Edgar Allan Poe - 240 vezes; Robert Louis Stevenson - 225 vezes.

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A amostragem foi pequena (a lista toda tinha apenas vinte e cinco nomes) e o site do IMDb tem algumas falhas nos registros, mas o número de adaptações totais foi bastante surpreendente e expressivo. Shakespeare e Tchekhov, por exemplo, ficaram na frente de dois escritores bastante cinematográficos, Stephen King e Agatha Christie. Os dois primeiros lugares são ocupados por dramaturgos por uma simples razão, eu imagino: textos de teatro são mais fáceis de serem adaptados para a TV e para o cinema.

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Usando o mesmo método pouco ortodoxo, fiz um teste com cinco escritores brasileiros: Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Jorge Amado, João Guimarães Rosa e Paulo Coelho. O resultado foi: Nelson Rodrigues - 38 vezes; Jorge Amado - 28 vezes; Machado de Assis - 27 vezes; João Guimarães Rosa - 12 vezes; Paulo Coelho - 8 vezes.

Alguém arriscaria fazer uma amostragem maior?

*imagens: reprodução.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

E-READER NO FUTURO...


Imagine se no futuro os e-readers (ou leitores de livros digitais) tiverem opções para customizar a história que você está lendo? Basta apertar um mísero botão para acrescentar zumbis, lutas, bobagens, final feliz, final triste, uma pitada de sexo etc etc etc. Dá até preguiça de tentar imaginar, né? Melhor ficar com nosso bom e velho livro de papel.

*imagem: o cartoo foi feito por Stephen Collins e tirei daqui.

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terça-feira, 15 de março de 2011

QUATRO REVISTAS

Está muito enganado quem acha que a internet e os e-readers estão acabando com as revistas impressas de literatura ou de humanidades. Na verdade os meios eletrônicos estão ajudando a divulgá-las ainda mais - será que está acontecendo uma revolução impressa desde que começaram a falar nisso? Eu, sempre que posso, comento e recomendo algumas delas por aqui. Já falei da Coyote, da Minotauro, da Caracol e do Rascunho (na verdade um jornal de literatura). Sem mencionar os cadernos de cultura dos jornais, as revistas semanais e mensais de informações e variedades (que breve ou longamente abordam o tema).

Quero recomendar mais quatro revistas:

ARTE E LETRA
A revista publicada bimestralmente pela editora de mesmo nome que fica em Curitiba. O foco é publicar ficção inédita de autores nacionais ou traduções inéditas no Brasil de autores estrangeiros. Tem espaço para textos clássicos e contemporâneos sempre acompanhados de boas ilustrações. No mês passado a revista chegou a edição nº 11 - Arte e Letra: Estórias L. O número tem contos de Victor Hugo, Rubén Darío, F. Scott Fitzgerald, Denis Diderot, Frank R. Stockton e quatro escritores de Porto Alegre: Rodrigo Rosp, Antônio Xerxenesky, Rafael Bán Jacobsen e Daniela Langer.


FICÇÕES
Parceria entre três editoras cariocas: Estação das Letras, 25 e 7Letras. A revista existe desde 1996, tendo em suas páginas textos de escritores consagrados e escritores a serem descobertos. Fez uma pausa para renovar as ideias e voltou com novo formato: a edição sai na internet e depois ganha uma versão impressa. Em dezembro do ano passado anunciou nova pausa com retorno prometido para esse mês. A gente pode folhear a edição nº 19 no site da revista enquanto a edição nº 20 não chega.




DICTA & CONTRADICTA
Revista semestral publicada em São Paulo pelo Instituto de Formação e Educação. Não aborda apenas assuntos ligados à literatura, trata-se de uma revista de humanidades com artigos e resenhas acadêmicas "mas sem academicismos". Lançada em dezembro do ano passado, a edição nº 6 tem, entre outras coisas, o conto Bravuras e bravatas, de Raimundo Carrero; a tradução do conto Na sala Virgínia, de Arlo Bates e o artigo Breve discurso sobre a cultura, de Mario Vargas Llosa.




CRISPIM
A revista é publicada pela editora Universitária da Universidade Federal de Pernambuco. Divulga textos de ficção e ensaios sobre literatura produzidos por estudantes da UFPE. A edição nº 2 tem textos de escritores consagrados como Antonio Carlos Secchin e Fernando Monteiro; tem ainda textos inéditos de escritores de Pernambuco, Paraíba e Angola, entrevistas, ensaios e resenhas.

*imagens: reprodução.
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domingo, 13 de março de 2011

SERROTE #7

A revista Serrote #7 chega amanhã as livrarias. Tem bastante coisa interessante: um ensaio de Geoff Dyer, a entrevista de Jonathan Frazen para a revista The Paris Review (na época do lançamento de Freedom, nos Estados Unidos e Inglaterra), fotos reveladoras do cotidiano de James Joyce feitas por Gisèle Freund, texto de Thomas Bernhard e um verbete assinado por Noemi Jaffe. Tem outras coisas também, estou destacando os assuntos ligados à literatura, ficção etc.

Um texto de Marcelo Coelho que está na edição foi publicado no caderno Ilustríssima - somente para assinantes do jornal.

*imagem: reprodução.

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