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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

LEITURAS DO ANO



Fugindo das manjadas listas de "melhores do ano", o site gringo The Millions organizou mais uma edição da série "Year in Reading" em que escritores (norte-americanos em sua maioria) falam sobre os livros que leram e gostaram no ano de 2012. Jeffrey Eugenides, por exemplo, adorou o badalado romance Stone Arabia, de Dana Spiotta que figurou no clube do livro da New Yorker. 

Hari Kunzru, autor do livro Gods Without Men (que será traduzido pela editora Nossa Cultura, em 2013), terminou de ler a monumental trilogia Seu rosto amanhã, de Javier Marias.

Já Zadie Smith foi direto ao ponto elegendo sem nenhuma justificativas Sonhos de trem, de Denis Johnson (quase ganhador do Pulitzer nesse ano) e Building Stories, de Chris Ware. Simples assim!

Para finalizar, Paul Murray, autor do romance Skippy Dies - ainda não traduzido no Brasil -, escolheu Wolf Hall, da premiadíssima Hilary Mantel e HHhH, de Laurent Binet.

A série "Year in Reading" ainda não terminou, mas pode ser consultada aqui.

*Imagem: reprodução do Google.
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

A HORA DE CLARICE (2)

Tem muita gente que gosta de Clarice Lispector, mas também tem muita gente que não gosta - em parte pelo grande culto que os leitores, críticos e estudantes dedicam a sua figura seminal dentro da literatura brasileira, em parte por aquela quantidade enorme de spams, e-mails, cartinhas de namorado(a) e correntes apócrifas que circulam na internet. Vale a máxima "quem nunca recebeu uma mensagem de tipo?". Um pouco da mesma aversão deve acontecer em maior ou menor medida com Carlos Drummond, Fernando Pessoa, Rubem Fonseca e Luis Fernando Veríssimo que costumam lotar nossas caixas de mensagens, mural do Facebook e tudo o mais.

Para quem gosta tudo certo. Para quem não gosta um aviso: estamos às vésperas da primeira comemoração do dia "A hora de Clarice" (próximo dia 10 de dezembro, data em que ela nasceu). Portanto, ela será um assunto bastante presente. Já falei disso por aqui.

A antipatia à Clarice Lispector também existe por causa da enorme influência que ela exerceu nos escritores que vieram depois dela. Sempre dizem: "Clarice matou uma geração de escritores". Ainda hoje a gente escuta um pouco daquela voz narrativa - lembro, por exemplo, do livro que avaliei para o Gauchão de Literatura 2011; Clarice era ao mesmo tempo enredo e forma de um dos livros.

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Para dar mais brilho as comemorações uma notícia muito bacana: a charmosa revista Paris Review incluiu na sua edição de inverno dois contos de Clarice Lispector. A escritora figura ao lado de Paul Murray, Adam Wilson e Roberto Bolaño (com a quarta e última parte do romance O terceiro Reich - que a gente já está lendo desde o começo do ano). A edição ainda tem uma entrevista com Jeffrey Eugenides, o escritor mais comentado do ano na imprensa anglófona por conta de The Marriage Plot depois de Haruki Murakami. Aliás, um comentário à parte: em se tratando de Paris Review deve ser uma entrevista matadora.

*Imagem: reprodução daqui.
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sábado, 16 de julho de 2011

NOTAS #27

Fantasmas literários

Antônio Xerxenesky lança na próxima semana o livro de contos A página assombrada por fantasmas em Porto Alegre (dia 21 de julho na Palavraria Livraria) e no Rio de Janeiro (dia 26 de julho na Livraria Prefácio - com direito a bate-papo mediado por Leonardo Villa-Forte). Ainda não há data para lançamento em São Paulo. Fiquei mais curioso para ler esse livro depois desse comentário do Emilio Fraia: "A paranóia deflagrada pela leitura é uma das maneiras de ler os contos deste livro. Mas existem outras. Trata-se também de textos que homenageiam e ironizam os gêneros. E de um mundo cujas promessas de aventura se cumprem exclusivamente nos livros ou a partir deles".

Paul Murray



O book club do jornal Telegraph está fazendo um tour pelas livrarias do Reino Unido. Em sua mais recente viagem, o book club esteve na The Linlithgow Bookshop em Edimburgo, na Escócia. O escritor Paulo Murray participou do evento lendo um trecho do romance Skippy Dies - ainda sem tradução para o português.

Produtos do pinguim
A Penguin dos Estados Unidos resolveu co
memorar seu aniversário de um jeito bem diferente. A editora criou uma edição limitada de shapes de skate usando a imagem de capa de alguns de seus livros clássicos - entre eles: Dharma Bums, de Jack Kerouac e As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain. Para concorrer ao mimo os leitores precisam enviar fotos de seus skates com o seu clássico da Penguin preferido. Os ganahadores serão escolhidos por votação popular. Mais informações estão disponíveis em http://tinyurl.com/6acgxr2

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Pegando carona na promoção da Penguin, a editora Michelle Witte resolveu criar uma série imaginária de band-aids com a mesma ideia. A brincadeira tem um tom irônico, mas não deixa de ser comercialmente atraente. Quem não se lembra das pessoas colando band-aids no tênis na década de 90? http://tinyurl.com/6h4bbae

Diversão


Um vídeo curtinho com o escritor Jack Kerouac jogando sinuca.

Gainsbourgianas
Não me canso de falar aqui da saudosa coluna Trilha Sonora que era publicada pelo Caderno 2, aos sábados. João Paulo Cuenca e Daniel Galera foram dois escritores que passaram pela coluna contando um pouco dos seus gostos musicais. Para matar a saudade, encontrei um podcast da revista BRAVO! com o editor Paulo Roberto Pires. Aproveitando o lançamento do filme Gainsbourg - O homem que amava as mulheres, ele escolheu cinco canções clássicas do mítico cantor e compositor francês: Je T'aime Moi Non Plus, Black Trombone, La Javanaise, L'Anamour, Je Suis Venu Te Dire Que Je M'En Vais. O podcast está disponível em http://tinyurl.com/5w9ymx4

Kafka no cinema
No final do mês começam as filmagens de um curta metragem inspirado na novela A metamorfose, de Franz Kafka. Os diretores David Yohe e Jason Goldberg fizeram um vídeo contando um pouco mais sobre o projeto. Dá pra ver que vai ser um pequeno filme de terror moderno. O vídeo está disponível em http://vimeo.com/24549645

Festas
As melhores festas são aquelas paras as quais a gente não foi convidado, eis uma verdade. Pensando nisso, o site Flavorwire organizou um lista com as dez melhores festas da literatura que a gente não pode comparecer. Pelo menos não de verdade, apenas imaginariamente. Na lista tem a festa de aniversário de Mrs. Dalloway (de Virginia Woolf), todos aquelas festa que acontecem em O grande Gatsby (de F. Scott Fitzgerald), o chá alucinatório em Alice no país das maravilhas (de Lewis Carroll), o misterioso baile em Madame Bovary (de Gustave Flaubert) e mais festas em Abaixo de zero, de Bret Easton Ellis, O teste de ácido do refresco elétrico, de Tom Wolfe etc. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/6hubxub

*imagem: reprodução.
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terça-feira, 22 de março de 2011

NOTAS #21


Mil e uma ilustrações
As histórias de Sherazade no livro As mil e uma noites já serviram como fonte de inspiração para centenas de ilustradores desde que o livro se tornou popularmente conhecido no ocidente. O blog Arabian Nights Books tenta catalogar o trabalho desses artistas com algumas amostras dos desenhos e informações sobre seus autores. Na imagem acima está Sherazade pelas mãos do ilustrador Edmund Dulac. Mais desenhos estão disponíveis em http://tinyurl.com/64m8rbu

Trilha sonora para romances
Você também está com saudades da coluna "Minha trilha sonora", publicada pelo Caderno 2 do Estadão? Confesso que era uma das minhas colunas preferidas, sobretudo quando tinha escritores selecionando músicas para várias ocasiões. Enquanto a coluna não volta, a gente pode apelar para a internet e encontrar algumas sugestões bem legais. Uma delas é a seção Book Notes, organizada pelo blog Largehearted Boy. Tem diversos escritores recomendando a trilha sonora perfeita para acompanhar seus romances, com direito a explicação e tudo o mais.

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O escritor Jonathan Coe, por exemplo, montou uma trilha sonora para acompanhar o seu novo romance - The terrible privacy of Maxwell Sim. Entre as doze faixas escolhidas tem Stevie Wonder - "Summer soft", Gentle Giant - "I am a camera", Dusty Springfield - "Goin' back", Sufjan Stevens - "Chicago", John Cage - "In A Landscape" e até Brian Eno - Music for airports.

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O escritor Adam Levin, autor do catatau The instructions, sugere que o leitor pense em The Clash - "The guns of Brixton", The Fugees - "Zealots", The Jackson Five - "The love you save" e muitas faixas do Misfits. A trilha mesmo dar energia para o leitor enfrentar as 1030 páginas do romance.

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Já Paul Murray, que escreveu o aclamado Skippy Dies, preferiu sugerir uma trilha sonora bem indie para o seu livro. Tem Sonic Youth - "Jc", Nation of Ulysses - "N-Sub Ulysses", José Gonzalez - "Heartbeats", Smashing Pumpkins - "Tonight, tonight", Nick Cave and the Bad Seeds - "There She Goes My Beautiful World", Broken Social Scene - "Anthems for a Seventeen-Year-Old Girl", MGMT - "Time to Pretend". No mínimo curioso, não?

Huxley para menores
Pode ser que ninguém saiba, mas Aldous Huxley já escreveu um livro para crianças chamado Os corvos de Pearblossom. O autor de Admirável mundo novo e As portas da percepção, escreveu a história em 1944 como presente de Natal para sua sobrinha, Olivia. O enredo fala sobre um casal de corvos que tem seus ovos roubados por cobras que moram na mesma árvore que eles. Os corvos de Pearblossom voltou a ser assunto por causa de uma nova edição que saindo nos Estados Unidos com ilustrações de Sophie Blackall (na foto). No Brasil o livro foi lançado em 2006 pela editora Record e foi ilustrado pela artista plástica italiana Beatrice Alemagna.

Diário ficcional
Diário da queda, novo romance de Michel Laub ganhou um book trailer caprichado na semana de lançamento. O livro conta a história de um homem que remexe as memórias de sua vida depois de recordar um acidente do passado. A reflexão profunda também evoca a história do pai e do avô do narrador. Quem ficou curioso pode conferir o trailer do livro em http://tinyurl.com/6fllygs e o primeiro capítulo em http://tinyurl.com/6yse3nt

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Lembrando que Michel Laub esteve na lista dos "20 escritores com menos de 40" que organizei no ano passado. Uma pequena entrevista dele para essa série está disponível em http://tinyurl.com/2anr6qg

Ficção de Polpa
A Não Editora está lançando essa semana o quarto volume da série Ficção de Polpa. O número é inteiramente dedicado as histórias de crime e mistério. A organização foi do Samir Machado de Machado e os textos são de Carlos Orsi, Yves Robert, Octávio Aragão, Rafael Bán Jacobsen, Carol Bensimon, Carlos André Moreira e Ernest Bramah. Além dos textos, o projeto gráfico também é muito bem realizado e a capa desenhada por Jader Corrêa é de tirar o fôlego.

Na TV e no cinema
Acho que nunca houve um acontecimento mais interessante no mundo contemporâneo do que livro que são adaptados para as telas do cinema ou da TV. Para dizer a verdade, esse casamento já rola faz bastante tempo. Pensando nisso, Forrest Wickman - do blog Brown Beat do site Slate - consultou o site IMDb para saber quais eram os escritores mais adaptados para o cinema, para as séries e especiais de TV e até para videogames. Os cinco primeiros da lista foram: William Shakespeare - 831 vezes; Anton Tchekhov - 320 vezes; Charles Dickens - 300 vezes; Edgar Allan Poe - 240 vezes; Robert Louis Stevenson - 225 vezes.

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A amostragem foi pequena (a lista toda tinha apenas vinte e cinco nomes) e o site do IMDb tem algumas falhas nos registros, mas o número de adaptações totais foi bastante surpreendente e expressivo. Shakespeare e Tchekhov, por exemplo, ficaram na frente de dois escritores bastante cinematográficos, Stephen King e Agatha Christie. Os dois primeiros lugares são ocupados por dramaturgos por uma simples razão, eu imagino: textos de teatro são mais fáceis de serem adaptados para a TV e para o cinema.

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Usando o mesmo método pouco ortodoxo, fiz um teste com cinco escritores brasileiros: Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Jorge Amado, João Guimarães Rosa e Paulo Coelho. O resultado foi: Nelson Rodrigues - 38 vezes; Jorge Amado - 28 vezes; Machado de Assis - 27 vezes; João Guimarães Rosa - 12 vezes; Paulo Coelho - 8 vezes.

Alguém arriscaria fazer uma amostragem maior?

*imagens: reprodução.

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