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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

LEITURAS DO ANO



Fugindo das manjadas listas de "melhores do ano", o site gringo The Millions organizou mais uma edição da série "Year in Reading" em que escritores (norte-americanos em sua maioria) falam sobre os livros que leram e gostaram no ano de 2012. Jeffrey Eugenides, por exemplo, adorou o badalado romance Stone Arabia, de Dana Spiotta que figurou no clube do livro da New Yorker. 

Hari Kunzru, autor do livro Gods Without Men (que será traduzido pela editora Nossa Cultura, em 2013), terminou de ler a monumental trilogia Seu rosto amanhã, de Javier Marias.

Já Zadie Smith foi direto ao ponto elegendo sem nenhuma justificativas Sonhos de trem, de Denis Johnson (quase ganhador do Pulitzer nesse ano) e Building Stories, de Chris Ware. Simples assim!

Para finalizar, Paul Murray, autor do romance Skippy Dies - ainda não traduzido no Brasil -, escolheu Wolf Hall, da premiadíssima Hilary Mantel e HHhH, de Laurent Binet.

A série "Year in Reading" ainda não terminou, mas pode ser consultada aqui.

*Imagem: reprodução do Google.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

UMA LONGA TEMPORADA DE PRÊMIOS


"Ao vencedor, as batatas". Quincas Borba, de Machado de Assis.
Todos devem estar malucos, afinal prêmios literários estão rendendo mais discussões do que religião, política e futebol juntos! A polêmica mais recente está acontecendo em torno do Prêmio Jabuti e a nota baixa do misterioso jurado "C" (na verdade, a identidade secreta dele foi revelada nessa semana numa reportagem da Folha de SP) que tirou Ana Maria Machado da competição. Como uma coisa puxa a outra, todo mundo relembrou o episódio do ano passado envolvendo Chico Buarque e Edney Silvestre. Pelo jeito a reformulação das regras não surtiu o efeito esperado e complicou ainda mais a premiação. Nem preciso dizer que o caso está estragando o prestígio e a reputação de um prêmio tradicional das letras nacionais. 

Teve até comentário de José Serra, candidato a Prefeitura de SP. Ao saber que o livro A privataria tucana estava na final do prêmio Jabuti – categoria Reportagem - disse: “Era só o que faltava. Depois da aparente fraude de um dos jurados, tudo é possível”.

O pessoal "do contra" está gritando pelas ruas o seguinte bordão: "esse é o país que vai receber a Copa".

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Felizmente, as discussões não estão restritas aos prêmios nacionais. Desde que ganhou o Nobel de Literatura, não tem um dia em que o chinês Mo Yan não abra os jornais e não veja seu nome relacionado a comentários ora elogiosos, ora maldosos. 

Do lado maldoso, teve gente dizendo que a Academia Sueca favoreceu Mo Yan porque um dos jurados do prêmio é tradutor dos seus livros. Liao Yiwu, escritor chinês, acusou o ganhador do Nobel de trabalhar a serviço do regime chinês. O artista Ai Weiwei (que aderiu ao estilo "Gangnam Style") lamentou muito a escolha e as editoras chinesas que estavam na Feira de Frankfurt praticamente ignoraram o laureado. Para piorar a situação Mo Yan virou alvo de uma disputa internacional entre agentes literários o que deve atrasar a tradução de seus romances pelo mundo afora - incluindo o Brasil. Por enquanto podermos recorrer a tradução de Peito grande, ancas largas que saiu pela editora Ulisseia e teve reimpressão.

Do lado elogioso, rolou uma notícia dizendo que a China vive uma verdadeira "Mo-mania" e a tiragem do seu livro Our Jing Ke esgotou instantes após o lançamento. Furor semelhante ao que ocorreu no Japão com Murakami no lançamento de 1Q84.

O pessoal "da teoria da conspiração" está gritando pelas ruas que Mo Yan está sendo vítima da maldição rogada pelos murakamistas japoneses que ficaram desapontados com a vitória do concorrente chinês. Aliás, dizem que a obra Murakami não despertou paixões na China.

***

Se palpite ganhasse prêmio, os apostadores da Ladbrokes estariam milionários. Quem colocou dinheiro em Haruki Murakami e Will Self ficou no prejuízo - atitude muito perdoável, afinal acerta em cheio o nome do escritor premiado é como ganhar na MegaSena. Mo Yan ficou com o Nobel e Hilary Mantel com o Booker Prize. Ninguém acreditava que a organização do Booker fosse premiar uma autora já premiada num curto espaço de tempo (Wolf Hall foi publicado em 2009) - acho que nem a própria Mantel acreditava nisso. Antes dela, só Peter Carey e J.M. Coetzee. Por fim, a falsa ideia não se cumpriu e o Booker acabou nas mãos dela.

No discurso de agradecimento, Mantel mandou avisar que está escrevendo mais um livro para compor uma trilogia sobre a história de Thomas Cromwell - o primeiro foi Wolf Hall, seguido por Bring Up The Bodies (será publicado pela editora Record, em abril) e o último será o nome de The Mirror And The Light.

O pessoal da "especulação" está gritando pelas ruas que não importa quando publique o livro, o terceiro Booker Prize é dela.

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Outro mistério que parece distante de qualquer solução é a recusa de Javier Marías ao Prêmio Nacional de Narrativas, concedido pelo governo da Espanha. Pelo que dizem, ele não quis o prêmio no valor de 20 mil porque não quer ligações com instituições do governo espanhol. O que será que aconteceu? Marías ganhou o prêmio pelo romance Os enamoramentos.

O pessoal do "deixa disso" anda dizendo que o gesto é uma resposta política ao delicado momento que a Espanha enfrente diante da crise econômica que assola a Europa.

***

E você está enganado se pensa que a polêmica do Jabuti está perto do fim. A lista oficial com o nome dos jurados e os grandes vencedores do prêmio livro do ano serão anunciados numa cerimônia, em 28 de novembro. Caso não apareça nenhuma outra polêmica.

Novembro encerra essa longa temporada de prêmios. Teremos o anúncio do ganhador do Prêmio Cunhambebe de literatura estrangeira e dos ganhadores do Prêmio Portugal Telecom - aliás, achei bacana a iniciativa dos organizadores de criar book trailers para os livros finalistas; se não vale para alavancar as vendas, vale como divulgação do livro e na pior das hipóteses como boa descontração. Aqui tem os book trailers da categoria romance.

*Imagem: reprodução de uma ilustração de D.G.Davis.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ACONTECE QUE EU SOU BAIANO!

Largo do Pelourinho
Alô, você!

Quero avisar vocês que o motivo da minha ausência é muito justo: estou em férias e acabei de voltar de viagem. Não quis nem saber de literatura nesses dias. A única coisa que eu lia eram os jornais. No mais estive pelas praias de Salvador e ruas do Pelourinho. Tudo aconteceu tão às pressas que nem tive tempo de deixar um recado avisando minha ausência. Desculpem!

***

Exceto no aeroporto de Salvador e na própria Fundação, não vi nenhuma menção ao centenário de Jorge Amado. As festividades devem ter se limitado ao mês de agosto, eu imagino.

***

Enquanto estive ausente aconteceram muitas coisas, entre elas o lançamento de Os enamoramentos, de Javier Marias (a edição da Cia das Letras acompanha um mimo: O coronel Chabert, de Balzac - uma referência que está no romance de Marias) e o anúncio dos ganhadores do Prêmio SP de Literatura. Javier Marias dispensa muitas apresentações, vou tentar correr com minhas leituras para voltar ao assunto. Embora não tenha lido o romance, recomendo vivamente as entrevistas que ele concedeu a Folha de SP e ao Estadão. Alguém que diz algo como "vive-se muito bem sem ser contemporâneo" merece muito respeito.

Se você ainda não sabe o Prêmio SP de Literatura foi para Vermelho amargo, de Bartolomeu Campos de Queirós na categoria "Autor" e Os hungareses, de Suzana Montoro na categoria "Autor estreante". Achei que a categoria "Autor" ficaria com Michel Laub, Paulo Scott, Luiz Ruffato ou Tatiana Salem Levy por conta da repercussão crítica que seus respectivos romances tiveram.

Não li nenhum nem outro dos ganhadores. O que sei li nos jornais.

***

Falando em prêmios acaba de sair a lista de finalistas do Prêmio Jabuti. Como disse a Raquel Cozer, um dos problemas do tradicional prêmio é ser inchado demais (são 29 categorias com 10 indicados para cada uma delas). Haja fôlego! Se você não quiser clicar no link para fuçar os indicados, coloco abaixo um resumo das categorias mais importante para a ficção em prosa:


Tradução
Odisseia - Trajano Vieira
Madame Bovary - Mário Laranjeira
Guerra e paz - Rubens Figueiredo
Heine Hein? Poeta dos contrários - André Vallias
Duplo Canto e Outros Poemas - Bruno Palma
Os sonâmbulos - Marcelo Backes
Poesia completa de Yu Xuanji - Ricardo Primo Portugal e Tan Xiao
O duplo - Paulo Bezerra
Poemas - Regina Przybycien
Ilusões Perdidas - Rosa Freire d'Aguiar

Romance
Mano, a noite está velha - Wilson Bueno
Infâmia - Ana Maria Machado
Procura do romance - Julián Fuks
O passeador - Luciana Hidalgo
Habitante irreal - Paulo Scott
Nihonjin - Oscar Nakasato
Naqueles morros, depois da chuva - Edival Lourenço
Tapete de silêncio - Menalton Braff
O estranho no corredor - Chico Lopes
Herança de Maria - Domingos Pellegrini

Contos e Crônicas
O livro de Praga - Sérgio Sant'Anna
Vento sul - Vilma Arêas
O anão e a ninfeta - Dalton Trevisan
O destino das metáforas - Sidney Rocha
Nós passaremos em branco - Luís Henrique Pellanda
Axilas e outras histórias Indecorosas - Rubem Fonseca
Enquanto água - Altair Martins
Onde terminam os dias - Francisco de Morais Mendes
Contos de mentira - Luisa Geisler
Passaporte para a China - Lygia Fagundes Telles

P.S.: na realidade não sou baiano, nasci em SP.

*Imagem: foto do Pelourinho por mim mesmo.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

JAVIER MARIAS EM MEIO AS LISTAS

A lista de melhores livros do ano está virando uma espécie de peru de Natal. O irmão, a tia e o primo reclamam, mas eles passam o ano inteiro esperando por aquele momento particular de saborear um pedaço da coxa.

Para quem ainda não ficou conformado uma máxima: "as listas exercem um imenso poder de sedução porque elas definem aquilo que não conseguimos compreender totalmente". Ou seja, uma lista pode limitar um amplo universo de coisas que está ao nosso redor. Dividindo, separando, criando hierarquias, estabelecendo semelhanças e diferenças, assim as listas alimentam o nosso desejo de organizar e conhecer o mundo. O escritor e crítico Umberto Eco ficou tão fascinado pelo assunto que até escreveu um livro: A vertigem das listas.

Portanto, não adianta reclamar, ficar de cara feia ou torcer o nariz. A lista de melhores livros do ano é uma tradição da nossa cultura ocidental.

Os norte-americanos parecem ser muito bons nesse negócio. Pense, por exemplo, nas paradas de sucesso da Billboard. Eles devem ter sido os primeiros a disseminar na imprensa escrita essa mania de "listas de melhores do ano". O New York Times, a Time, a Forbes etc., são verdadeiras referências.

Um giro aleatório no Google com as palavras "best of 2011" ou "melhores de 2011" encerra o assunto.

***


Deixando de lado a beleza e o horror do assunto, me deparei com a lista de melhores livros de 2011 do caderno Babelia (jornal El Pais). O semanário escolheu nada menos que Los enamoramientos, de Javier Marías - será lançado em português ano que vem pela Companhia das Letras. Não contente o caderno preparou um vídeo com o próprio Marias lendo trechos do livro e respondendo perguntas sobre o ato de escrever livros. A certa altura, Marias confessa que não faz nenhum plano prévio quando começa a escrever. Ele gosta de lidar com o desconhecido que a história pode trazer, de improvisar, de lidar com a mudança. Não consegui "embebedar" o vídeo que está disponível nesse link.

Recomendo a todo mundo que assista ao vídeo!
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O ROMANCE NA PRIMEIRA DÉCADA

Na última semana de 2010, pouco antes de encerrarmos a primeira década dos anos 2000, o Estadão, por meio do Caderno 2, preparou uma série de reportagens que serviram como um balanço das artes nos últimos dez anos. Achei o trabalho bastante primoroso e queria ter comentado por aqui bem antes do ano terminar, mas infelizmente não foi possível. Por isso, faço agora.

Na parte dedicada a literatura, especialmente a prosa de ficção, Antonio Gonçalves Filho destaca os atentados do 11 de Setembro de 2001 como o ponto de partida inicial para a transformação do romance como o conhecemos - "Abc do terror" e "Coetzee brilha no ano da autoficção". Ao invés de decretar sua morte, o jornalista diz que o romance abraçou o tema da culpa e do terror político por meio da experiência pessoal dos indivíduos:


"A politização da literatura e o revisionismo histórico marcaram definitivamente a primeira década do século, assim como a incorporação da experiência pessoal num romance de natureza autobiográfica disfarçada - a que se deu o nome de bioficção, ou autoficção, com o preferem outros".
A partir dessas afirmações surgem os escritores importantes que justificam essas três tendências que o romance contemporâneo vem seguindo: terror, culpa e autoficção/bioficção. Homem em queda, de Don Delillo seria o livro que inaugura o caminho do terror. O romance fala sobre uma personagem que sobreviveu ao ataque das Torres Gêmeas, mas não consegue retornar a vida como ela era antes do incidente. A tendência segue caminho com A estrada, de Cormac McCarthy - igualmente apocalíptico e desesperançoso.

A questão da culpa e da autoficção/bioficção aparecem em As benevolentes, de Jonathan Littel - segundo Antonio Gonçalves é o melhor romance da década; Reparação, de Ian McEwan - também apontado igualmente por muitos críticos como o romance da década -; dois livros de J. M. Coetzee - Diário de um ano ruim e Verão; e Neve de Orhan Pamuk.

Eu acrescentaria a lista de culpa e autoficção/bioficção os livros do alemão W. G. Sebald - são uma experiência única e diferentes de tudo o que a gente pode imaginar -, do espanhol Javier Marías - tão grandioso quanto Sebald, aliás, uma de suas influências -, dos argentinos Ricardo Piglia e César Aira - fazem uma brincadeira entre a história de verdade e a ficção - e o chileno Roberto Bolaño - que também faz ficção usando um pouco da história latina.

O interessante da reportagem é apontar com consistência um caminho que está passando bem diante dos nossos olhos. Tem a ver com aquilo que falei num outro post de querer pegar o novo e puxá-lo pelo rabo. Certamente o romance está trilhando diversos caminhos, mas esse parece ser um dos mais instigantes no momento.

*imagem: reprodução do Estadão.

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sábado, 25 de setembro de 2010

JAVIER MARIAS E OS ROMANCES LONGOS

A Companhia das Letras está lançando o terceiro e último volume do romance Seu rosto amanhã - veneno, sombra e adeus, de Javier Marias, um escritor espanhol da maior importância. W.G. Sebald, J.M. Coetzee, Roberto Bolaño, Salman Rushdie e Ricardo Piglia estão entre os seus maiores admiradores. Porém, como bem aponta a resenha de Jonas Lopes para a Bravo!, Marias é um sucesso mundial pouco lido e pouco comentado no Brasil.

Aproveito para fazer um "mea culpa": tomei conhecimento dele dois anos atrás por meio de resenhas, mas até hoje ainda não li nenhum de seus livros. Juro que Coração tão branco esta na minha fila de próximas leituras.

Javier Marias já foi traduzido para muitos idiomas e ganhou inúmeros prêmios. É tido como um dos mais importantes escritores vivos da literatura espanhola. Seu sucesso vem da grande qualidade narrativa de seus livros.

Reproduzo aqui um trecho da resenha de Jonas Lopes sobre o método narrativo do escritor. O método é constituído de inúmeras digressões, frases muito longas, contração/expansão do tempo e parece a peça fundamental para entender a sedução que o romance exerce sobre nós, os leitores: "A magia de ler Marías (...) está na capacidade de promover digressões, no turbilhão inescapável de idéias. (...) Até onde contar - falar, relatar, narrar, sobretudo confiar - pode ser arriscado? Ao contarmos o que quer que seja, arriscamo-nos à traição. Perdemos o controle sobre nossas vidas, de certo modo, abandonando na mão de outro - um amigo, um amor, o leitor do livro - uma responsabilidade essencial".

De maneira bem resumida, Seu rosto amanhã conta a história de um ex-professor de Oxford que tem o dom de prever o que vai acontecer com uma pessoa observando o rosto dela. Ele acaba sendo recrutado por grupos de espiões para descobrir traídores em potencial. Ao longo dos três volumes essa história vai se modificando um pouco.

Gostei de saber uma história bastante curiosa sobre esse livro. O romance foi dividido em três volumes porque o autor não gosta de livros muito longos - reunindo os três volumes o romance fica com aproximadamente 1400 páginas. É um enorme catatau, sem dúvida.

Mas aqui cabe uma digressão da minha parte: pelo que ando lendo em diversos lugares (veja aqui), os romances mais longos estão de fato na moda. Quer exemplos? Para citar os nossos contemporâneos: As correções, do aclamado Jonathan Franzen tem 584 páginas e parece que Freedom não fica atrás; Do Roberto Bolaño, 2666 tem 856 páginas e Os detetives selvagens tem 624 páginas; Do Thomas Pynchon, Mason & Dixon tem 846 páginas e O arco-íris da gravidade tem 786 páginas; Submundo, de Don Dellilo tem 736 páginas. Apenas por curiosidade, alguns antigos e outros nem tanto: Ulisses, de James Joyce tem 912 páginas; Moby Dick, de Herman Melville tem 656 páginas; Grandes esperanças, de Charles Dickes tem 536 páginas; Anna Karienina, de Tolstói tem 816 páginas. Isso porque nem mencinei Dostoievski, Günter Grass, Haruki Murakami, Thomas Mann e Marcel Proust - Em busca do tempo perdido tem 7 volumes.

Tudo isso parece um contracenso se pensarmos que estamos em plena era do twitter e seus famigerados 140 caracteres. A tendência ainda nega a tão falada superficialidade de informações no mundo contemporâneo. Não é qualquer escritor que tem fôlego para manter romances tão longos e dentre os citados, todos fazem parte de um cânone moderno/pós-moderno. Também não se engane pensando que você nunca vai encontrar gente de gerações mais novas com um desses longos romances nas mãos. Muitos desses escritores são bastante comentados na internet.

O capricho, vou chamar assim, de Javier Marias se explica pelo seu gosto por livros não tão longos. Porém, os editores já podem avisar Marias que ele não deve ter nada mais a temer.

*imagem: divulgação.

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