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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

LEITURAS DO ANO



Fugindo das manjadas listas de "melhores do ano", o site gringo The Millions organizou mais uma edição da série "Year in Reading" em que escritores (norte-americanos em sua maioria) falam sobre os livros que leram e gostaram no ano de 2012. Jeffrey Eugenides, por exemplo, adorou o badalado romance Stone Arabia, de Dana Spiotta que figurou no clube do livro da New Yorker. 

Hari Kunzru, autor do livro Gods Without Men (que será traduzido pela editora Nossa Cultura, em 2013), terminou de ler a monumental trilogia Seu rosto amanhã, de Javier Marias.

Já Zadie Smith foi direto ao ponto elegendo sem nenhuma justificativas Sonhos de trem, de Denis Johnson (quase ganhador do Pulitzer nesse ano) e Building Stories, de Chris Ware. Simples assim!

Para finalizar, Paul Murray, autor do romance Skippy Dies - ainda não traduzido no Brasil -, escolheu Wolf Hall, da premiadíssima Hilary Mantel e HHhH, de Laurent Binet.

A série "Year in Reading" ainda não terminou, mas pode ser consultada aqui.

*Imagem: reprodução do Google.
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terça-feira, 22 de maio de 2012

LIVRO COM TRILHA SONORA


Tem gente que desliga tudo quando vai ler um livro: rádio, TV, MP3 Player, computador, celular etc. É importante estar no mais absoluto silêncio para se concentrar, entender o que está lendo e aos poucos adentrar aquele universo. O menor barulho distraí. Da maneira como estou falando não consigo esconder que me enquadro nessa categoria, sobretudo quando vou ler romances mais elaborados - literariamente falando. Caretice ou não é uma maneira. Já para ler revista, jornal ou livrinhos mais "leves" nada me incomoda. Posso estar até no show do Sonic Youth ouvindo aquela longa versão de "Diamond Sea" sem nenhum problema.

No entanto, estou pensando seriamente em abrir uma exceção depois que vi a trilha sonora sugerida por Alejandro Zambra para
Bonsai (para quem não viu, a trilha saiu na revista sãopaulo - que acompanha a Folha de SP aos domingos). Só tem música boa. Vai do étnico ao pop, do calmo ao agitado e do alto a baixo.

"La Jardinera", Violeta Parra
"Penas", Sandro (na versão de Aterciopelados)
"Rubí", Babasónicos
"How Could I Be Such a Fool", Frank Zappa
"Wave of Mutilation", Pixies
"A Night in", Tindersticks
"El Rey y Yo", Los Ángeles Negros
"You Can't Always Get What You Want", The Rolling Stones
"Standing in the Doorway", Bob Dylan
"So Like Candy", Elvis Costello
"A Man Needs a Maid", Neil Young
"Pink Moon", Nick Drake
"My Sharona", The Kinks
"I Didn't Know What Time It Was", Ella Fitzgerald
"50 Ways to Leave Your Lover", Paul Simon
"Superficies de Placer", Virus

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Ainda não li Bonsai e nem preciso mentir que li, pois como adiantou a Raquel Cozer "dá para matar em uma hora e meia, se tanto" por conta das suas 96 páginas. Está na minha fila de leitura e estou pensando seriamente em passá-lo na frente de outros tantos que pretendo ler em algum momento. Zambra tem sido altamente recomendado por muita gente. Deve ser reflexo da FLIP, mas o nome dele já tinha aparecido naquela lista dos melhores jovens escritores em língua espanhola que saiu na Granta (essa edição também foi publicada aqui no Brasil no ano passado). Antes disso, em 2007, ele tinha sido eleito um dos 39 melhores escritores com menos de 39 anos. Ou seja, o chileno é mesmo um fenômeno. Prometo que eu volto ao assunto depois de ler Bonsai.
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A visita do tempo cruel, de Jennifer Egan também pede uma trilha sonora. Não tinha como ser diferente considerando que as personagens principais estão diretamente envolvidas com música. Bennie Salazar teve uma banda na adolescência e depois tornou-se dono de uma gravadora. Muitas bandas dos anos 80 devem ter servido de inspiração para Egan. Para facilitar a vida, a Intrínseca montou uma trilha sonora bem legal:
"The Passenger", Iggy Pop
"Seventh World", ­The Sleepers
"Too Drunk to Fuck", Dead Kennedys
"Alive", Pearl Jam
"My Generation", The Who
"Search and Destroy", The Stooges
"Take Her Where the Boys Are", Eye Protection
"Kimberly", Patti Smith
"Ever", Flipper
"Six Pack", Black Flag
"I Just Want Some Skank", Circle Jerks
"No More Heroes", The Stranglers
"Media Control", The Nuns"Mercenaries", Negative Trend
"Frustration", Crime
"The American in Me", The Avengers
"Lexicon Devil", The Germs
"Heart of Glass", Blondie

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Falando em Jennifer Egan, a Intrínseca promete para o mês que vem o lançamento de O torreão (tradução para The Keep, terceiro romance da autora que saiu nos Estados Unidos em 2006). A editora repetiu a decisão acertadíssima de chamar Rafael Coutinho para ilustrar a capa.

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Finalizando as trilhas sonoras, A trama do casamento, de Jeffrey Eugenides tem na epígrafe um trecho de "Once in a lifetime", do Talking Heads. Sempre que eu ouço essa música me lembro do livro Menino de lugar nenhum, de David Mitchell quando o garoto Jason Taylor deixa de lado a vergonha, entra na pista de dança e avista a menina que ele está afim. Tem um trecho no tumblr.

Não dá para esquecer também trilha que Thomas Pynchon (ele mesmo) fez para Vício inerente.

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É, definitivamente a gente está bem de literatura e música.

*Imagem: Zambra/reprodução blog da Cosac Naify; as demais divulgação.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

EGOPRESS

Desculpem o "egopress", mas não tenho como contornar esse acontecimento.

A revista Ler&Cia, publicada pela Livrarias Curitiba, me convidou para comentar qual o lançamento mais aguardado para esse ano. Eu queria comentar pelo menos uma dúzia de livros, mas o espaço era curto. Escolhi A trama do casamento, de Jeffrey Eugenides que será publicado ainda esse semestre pela Companhia das Letras (com tradução de Caetano Galindo). Explico algumas razões na página da revista - não leva nem cinco minutos para ler.

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Em tempo, aproveito para dizer que junto com A trama do casamento a Companhia das Letras vai publicar uma nova edição do primeiro romance escrito por Eugenides, As virgens suicidas. A tradução será feita por Daniel Pelizzari. Não custa lembrar que esse livro rendeu um belo filme homônimo nas mãos de Sofia Coppola.
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

A HORA DE CLARICE (2)

Tem muita gente que gosta de Clarice Lispector, mas também tem muita gente que não gosta - em parte pelo grande culto que os leitores, críticos e estudantes dedicam a sua figura seminal dentro da literatura brasileira, em parte por aquela quantidade enorme de spams, e-mails, cartinhas de namorado(a) e correntes apócrifas que circulam na internet. Vale a máxima "quem nunca recebeu uma mensagem de tipo?". Um pouco da mesma aversão deve acontecer em maior ou menor medida com Carlos Drummond, Fernando Pessoa, Rubem Fonseca e Luis Fernando Veríssimo que costumam lotar nossas caixas de mensagens, mural do Facebook e tudo o mais.

Para quem gosta tudo certo. Para quem não gosta um aviso: estamos às vésperas da primeira comemoração do dia "A hora de Clarice" (próximo dia 10 de dezembro, data em que ela nasceu). Portanto, ela será um assunto bastante presente. Já falei disso por aqui.

A antipatia à Clarice Lispector também existe por causa da enorme influência que ela exerceu nos escritores que vieram depois dela. Sempre dizem: "Clarice matou uma geração de escritores". Ainda hoje a gente escuta um pouco daquela voz narrativa - lembro, por exemplo, do livro que avaliei para o Gauchão de Literatura 2011; Clarice era ao mesmo tempo enredo e forma de um dos livros.

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Para dar mais brilho as comemorações uma notícia muito bacana: a charmosa revista Paris Review incluiu na sua edição de inverno dois contos de Clarice Lispector. A escritora figura ao lado de Paul Murray, Adam Wilson e Roberto Bolaño (com a quarta e última parte do romance O terceiro Reich - que a gente já está lendo desde o começo do ano). A edição ainda tem uma entrevista com Jeffrey Eugenides, o escritor mais comentado do ano na imprensa anglófona por conta de The Marriage Plot depois de Haruki Murakami. Aliás, um comentário à parte: em se tratando de Paris Review deve ser uma entrevista matadora.

*Imagem: reprodução daqui.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

NOTAS #32

Capas
Alguns leitores ainda não eram nem nascidos quando esses livros foram lançados (nem mesmo eu, para falar a verdade). Portanto, imagino que todos devem ter muita curiosidade em saber como foi a capa da primeira edição de Alice no país das maravilhas, Anna Karenina, Mrs Dalloway, O som e a fúria, Trópico de câncer, Ulysses, O almoço nu e alguns outros mais. Pois o Flavorwire fez uma lista bem legal com a capa da primeira edição de 20 livros bem conhecidos (os que citei antes estão entre eles). A capa acima é do livro Laranja mecânica, de Anthony Burgess em 1962. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/7nuedct

Os melhores de 2011
Já começou na imprensa anglófona mais uma temporada para eleger os melhores lançamentos de ficção do ano. É a chance daquele leitor que passou o ano inteiro metido em recuperar as leituras atrasadas do ano passado saber o que vale a pena ler no ano que vem - ou até o final desse ano, quem sabe. Certamente quase todas as listas gringas serão unânimes quanto aos livros The Marriage Plot, de Jeffrey Eugenides; A Visit From the Goon Squad, de Jennifer Egan; The Pale King, de David Foster Wallace; 1Q84, de Haruki Murakami e A mulher do tigre, de Téa Obreht, para citar alguns.

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Vale lembrar que todos estes livros já têm previsão de lançamento em terras brasileiras. A Companhia das Letras deve lançar The Marriage Plot no primeiro semestre de 2012 e The Pale King - ainda sem data prevista. A Visit From The Goon Squad sai pela Intrínseca provavelmente no ano que vem. 1Q84 também deve chegar no ano que vem pela Alfaguara. A mulher do tigre foi publicado pela Leya Brasil com tradução de Santiago Nazarian.

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Nas listas que vi até agora fiquei surpreso com a menção a There but for me, de Ali Smith e O mapa e o território, de Michel Houellebecq (que a editora Record prometeu para esse ano, mas deve ficar para o ano que vem).

Bolaño HTML5
A nova edição da revista Granta (me refiro a inglesa mesmo, pois a revista está ganhando edições no mundo inteiro) com o tema "Horror" publicou o conto El Hijo del Coronel, de Roberto Bolaño - em inglês ficou The Colonel’s Son. A história de uma menina mordida por um zumbi ganhou uma versão em HTML5 com desenhos de Owen Freeman e dos web designers do escritório Jocabola. A animação percorreu a internet instantes depois de ter sido postada na página da revista. É realmente alucinante! Está disponível em http://tinyurl.com/cbeo2lc

Entrevista Sebald
O escritor alemão W.G. Sebald faleceu em 14 de dezembro de 2001 vítima de um acidente de carro. Dias antes do incidente, Sebald concedeu uma entrevista para a rádio KCRW (por conta do lançamento em inglês de Austerlitz) em que fala de suas influências literárias e sobre questões pertinentes a sua obra. A entrevista em inglês está disponível em http://tinyurl.com/6gkayu9

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Na edição #2 do fanzine Casmurros há um ensaio de Rick Poynor sobre algo que sempre me intrigou nos livros de Sebald: as fotografias. O ensaio chama "W.G. Sebald: escrevendo com imagens". O fanzine está disponível para download aqui.

Ruim de livro
Há dezenove anos o suplemento británico Literary Review entrega um prêmio literário que desperta o riso dos mais atirados e rubores no rosto dos mais pudicos: o Bad Sex in Fiction Award. Ganha o prêmio o autor que escrever a pior cena de sexo num romance lançado durante o ano. O jornal Guardian adiantou que entre os indicados desse ano estão Stephen King com uma cena de 11.22.63, Haruki Murakami com o badalado 1Q84. Mais nomes devem surgir até a entrega do prêmio em 6 de dezembro.

*Imagem reprodução.
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