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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

MELHOR LEITURA, MELHOR HQ

Antes que o ano termine o blog Meia Palavra convidou uma turma bacana (jornalistas, editores, blogueiros, colaboradores, escritores, tradutores etc.) para comentar a melhor leitura que fizeram em 2011. O especial terá três partes, sendo que a primeira parte já está no blog - "Melhor Leitura de 2011 – Parte I". Recomendo a visita!

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Nem só de romances, novelas e contos vivem as narrativas. Pensando nisso, Raquel Cozer deu uma dica fantásticas "As melhores HQs de 2011". Nem preciso dizer que Asterios Polyp, de David Mazzucchelli foi uma unanimidade.

*Imagem: reprodução da HQ de David Mazzucchelli.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

JAVIER MARIAS EM MEIO AS LISTAS

A lista de melhores livros do ano está virando uma espécie de peru de Natal. O irmão, a tia e o primo reclamam, mas eles passam o ano inteiro esperando por aquele momento particular de saborear um pedaço da coxa.

Para quem ainda não ficou conformado uma máxima: "as listas exercem um imenso poder de sedução porque elas definem aquilo que não conseguimos compreender totalmente". Ou seja, uma lista pode limitar um amplo universo de coisas que está ao nosso redor. Dividindo, separando, criando hierarquias, estabelecendo semelhanças e diferenças, assim as listas alimentam o nosso desejo de organizar e conhecer o mundo. O escritor e crítico Umberto Eco ficou tão fascinado pelo assunto que até escreveu um livro: A vertigem das listas.

Portanto, não adianta reclamar, ficar de cara feia ou torcer o nariz. A lista de melhores livros do ano é uma tradição da nossa cultura ocidental.

Os norte-americanos parecem ser muito bons nesse negócio. Pense, por exemplo, nas paradas de sucesso da Billboard. Eles devem ter sido os primeiros a disseminar na imprensa escrita essa mania de "listas de melhores do ano". O New York Times, a Time, a Forbes etc., são verdadeiras referências.

Um giro aleatório no Google com as palavras "best of 2011" ou "melhores de 2011" encerra o assunto.

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Deixando de lado a beleza e o horror do assunto, me deparei com a lista de melhores livros de 2011 do caderno Babelia (jornal El Pais). O semanário escolheu nada menos que Los enamoramientos, de Javier Marías - será lançado em português ano que vem pela Companhia das Letras. Não contente o caderno preparou um vídeo com o próprio Marias lendo trechos do livro e respondendo perguntas sobre o ato de escrever livros. A certa altura, Marias confessa que não faz nenhum plano prévio quando começa a escrever. Ele gosta de lidar com o desconhecido que a história pode trazer, de improvisar, de lidar com a mudança. Não consegui "embebedar" o vídeo que está disponível nesse link.

Recomendo a todo mundo que assista ao vídeo!
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

LISTAS: BAD SEX FICTION E O MELHOR DE 2011 PELO NY TIMES

Comentei nas notas #32, no começo da semana, sobre o Bad Sex in Fiction Award organizado pela revista Literary Review. O Guardian adiantou alguns dos indicados ao prêmio desse ano. Pois bem, no dia seguinte saiu a lista completa. Além de Haruki Murakami e Stephen King, estão entre os finalistas:

On Canaan’s Side, de Sebastian Barry
The Final Testament of the Holy Bible, de James Frey
Parallel Stories, de Péter Nádas
Ed King, de David Guterson
The Land of Painted Caves, de Jean M Auel
The Affair, de Lee Child
Dead Europe, de Christos Tsiolkas
Outside the Ordinary World, de Dori Ostermiller
Everything Beautiful Began After, de Simon Van Booy
The Great Night, de Chris Adrian

Como falei, ganha o prêmio o autor que escrever a pior cena de sexo num romance lançado durante o ano. Tom Wolfe, Norman Mailer e Jonathan Littell são alguns autores que tem o troféu na estante de casa.

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Outro assunto das notas #32 eram as listas de melhores livros de ficção de 2011. O New York Times acabou de publicar a sua. A lista completa está aqui, mas adianto alguns livros que certamente vão ser assunto para a gente no próximo ano.

The Angel Esmeralda: Nine Stories, de Don DeLillo
The art of Fielding, de Chad Harbach
Changó's Beads and Two-Tone Shoes, de William Kennedy
The Cat’s Table, de Michael Ondaatje
11.22.63, de Stephen King
The Free World, de David Bezmozgis
The Marriage Plot, de Jeffrey Eugenides
1Q84, de Haruki Murakami
Open City, de Teju Cole
The Pale King: An Unfinished Novel, de David Foster Wallace
Parallel Stories, de Peter Nadas
The Sense of an Ending, de Julian Barnes
Stone Arabia, de Dana Spiotta
Cenas da vida na aldeia, de Amós Oz (publicado pela Companhia das Letras em 2009)
A mulher do tigre, de Téa Obreht (publicado pela Leya em 2011)

Um balanço do melhor do ano na ficção nacional deve sair em breve.

*Imagem: reprodução Google.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

NOTAS #32

Capas
Alguns leitores ainda não eram nem nascidos quando esses livros foram lançados (nem mesmo eu, para falar a verdade). Portanto, imagino que todos devem ter muita curiosidade em saber como foi a capa da primeira edição de Alice no país das maravilhas, Anna Karenina, Mrs Dalloway, O som e a fúria, Trópico de câncer, Ulysses, O almoço nu e alguns outros mais. Pois o Flavorwire fez uma lista bem legal com a capa da primeira edição de 20 livros bem conhecidos (os que citei antes estão entre eles). A capa acima é do livro Laranja mecânica, de Anthony Burgess em 1962. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/7nuedct

Os melhores de 2011
Já começou na imprensa anglófona mais uma temporada para eleger os melhores lançamentos de ficção do ano. É a chance daquele leitor que passou o ano inteiro metido em recuperar as leituras atrasadas do ano passado saber o que vale a pena ler no ano que vem - ou até o final desse ano, quem sabe. Certamente quase todas as listas gringas serão unânimes quanto aos livros The Marriage Plot, de Jeffrey Eugenides; A Visit From the Goon Squad, de Jennifer Egan; The Pale King, de David Foster Wallace; 1Q84, de Haruki Murakami e A mulher do tigre, de Téa Obreht, para citar alguns.

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Vale lembrar que todos estes livros já têm previsão de lançamento em terras brasileiras. A Companhia das Letras deve lançar The Marriage Plot no primeiro semestre de 2012 e The Pale King - ainda sem data prevista. A Visit From The Goon Squad sai pela Intrínseca provavelmente no ano que vem. 1Q84 também deve chegar no ano que vem pela Alfaguara. A mulher do tigre foi publicado pela Leya Brasil com tradução de Santiago Nazarian.

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Nas listas que vi até agora fiquei surpreso com a menção a There but for me, de Ali Smith e O mapa e o território, de Michel Houellebecq (que a editora Record prometeu para esse ano, mas deve ficar para o ano que vem).

Bolaño HTML5
A nova edição da revista Granta (me refiro a inglesa mesmo, pois a revista está ganhando edições no mundo inteiro) com o tema "Horror" publicou o conto El Hijo del Coronel, de Roberto Bolaño - em inglês ficou The Colonel’s Son. A história de uma menina mordida por um zumbi ganhou uma versão em HTML5 com desenhos de Owen Freeman e dos web designers do escritório Jocabola. A animação percorreu a internet instantes depois de ter sido postada na página da revista. É realmente alucinante! Está disponível em http://tinyurl.com/cbeo2lc

Entrevista Sebald
O escritor alemão W.G. Sebald faleceu em 14 de dezembro de 2001 vítima de um acidente de carro. Dias antes do incidente, Sebald concedeu uma entrevista para a rádio KCRW (por conta do lançamento em inglês de Austerlitz) em que fala de suas influências literárias e sobre questões pertinentes a sua obra. A entrevista em inglês está disponível em http://tinyurl.com/6gkayu9

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Na edição #2 do fanzine Casmurros há um ensaio de Rick Poynor sobre algo que sempre me intrigou nos livros de Sebald: as fotografias. O ensaio chama "W.G. Sebald: escrevendo com imagens". O fanzine está disponível para download aqui.

Ruim de livro
Há dezenove anos o suplemento británico Literary Review entrega um prêmio literário que desperta o riso dos mais atirados e rubores no rosto dos mais pudicos: o Bad Sex in Fiction Award. Ganha o prêmio o autor que escrever a pior cena de sexo num romance lançado durante o ano. O jornal Guardian adiantou que entre os indicados desse ano estão Stephen King com uma cena de 11.22.63, Haruki Murakami com o badalado 1Q84. Mais nomes devem surgir até a entrega do prêmio em 6 de dezembro.

*Imagem reprodução.
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