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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

CASMURROS NO FACEBOOK


Depois de muito tempo o ‪#‎Casmurros‬ finalmente se rendeu as redes sociais e está entrando de cabeça no facebook. Tem gente que vai dizer que o blog "traiu o movimento", mas não é nada disso. O blog já estava no twitter, no tumblr, no flickr, no issuu... só faltava mesmo o raio do facebook.
A ideia continua sendo comentar qualquer sorte de assunto ligado ao universo da prosa de ficção. Aqui no blog vai pintar resenhas, análises, opiniões, conversas, comentários, observações pessoas e bobagens. As atualizações aparecem lá e você pode acompanhar, comentar e compartilhar.
Eventualmente pode aparecer algum conteúdo exclusivo lá com chamada aqui no blog. Está tudo ligado e estou experimentando os formatos. Vamos ver onde isso vai parar.
Para quem não sabe, o #Casmurros começou em 2009 como um clube do livro, passou a blog de "notícias" e agora chega totalmente ao mundo dos compartilhamentos - a tal rede 2.0 ultra participativa.
Vai lá "curtir" e vem comigo que no caminho eu te explico.
Imagem: Facebook

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

RECADO


Está quase na hora de dizer adeus ao ano que termina e saudar o ano que vai começar! Por isso, o blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana do ano de 2016. Sei que fiquei um bom tempo sem aparecer, mas tenham em mente que o blog não acabou. Prometo que eu volto logo. 

Feliz ano novo!
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sábado, 28 de novembro de 2015

CARREGANDO...

Frame de "Mourir Auprès de Toi", dirigido por Spike Jonze, 2011


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

RECADO


Pessoal,

Para variar, o ano está acabando e como sempre eu ainda tinha um monte de coisas para falar e fazer. Infelizmente não deu. Que mal! Entra ano e sai ano e as coisas são assim. Sei que fiquei um bom tempo sem aparecer, mas tenham em mente que o blog não acabou. As novidades ficam para o ano que vem. O blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana de 2015. Feliz ano novo!

Imagem: reprodução desse link
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

CASMURROS #4





Nessa edição: Cecília Giannetti, Adam Ross, Erika Mattos da Veiga, André Vianna, David Foster Wallace, Sigmund Freud, Tom McCarthy e mais. Ilustrações: Jason Novak.

TAMANHO: 6.73MB
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segunda-feira, 14 de abril de 2014

CASMURROS - QUATRO ANOS


O #Casmurros está fazendo aniversário e completando 4 anos!

Segundo a numerologia "4" é o número da estabilidade. Se isso for verdade, vocês podem esperar pelo menos um texto por semana pelos próximos 12 meses. Detalhe: não entendo nada de numerologia e estou reproduzindo o que me contaram n'alguma mesa de bar. Tomara que seja verdade.

Brincadeiras a parte, sei que estou bastante ausente do blog desde a metade do ano passado. Eu tenho escrito com muito menos frequência do que gostaria e juro que queria mudar isso (aliás, sempre quero mudar isso). Ainda mais agora que blogs de literatura estão com tudo (embora eu deva reconhecer que o #Casmurros não é um blog com formato tão tradicional - tem um pouco de tudo quando o assunto é prosa de ficção). Das duas uma: ou falta tempo, ou falta inspiração pra escrever. Ideias, como sempre digo, não faltam. Seja como for, o blog está em plena atividade. Leio, anoto e divulgo no twitter ou guardo para comentar mais tarde.

(PAUSA PARA UM LONGO PARÊNTESE: queria que o #Casmurros fosse um espaço não só de resenhas literárias, mas também de notícias, críticas, ensaios, curiosidades, observações e outras bobagens mais relacionadas à prosa. Algo que fosse bem diferente do que a gente vê nos jornais, revistas e cadernos culturais. Não sei se estou conseguindo cumprir a tarefa, mas tenho me esforçado).

Do ano passado até agora, fiquei contente de ter participado do Festival BaixoCentro (ler Mário de Andrade no meio da praça é algo extraordinário; conversar com a Maria José Silveira e o Bruno Zeni também foram experiências magníficas); de ter contribuído com o evento "Pynchon in Public"; de ter elegido a "musa da literatura brasileira" (apesar do barulho de indignação de muita gente - volto a dizer: era uma brincadeira); de ter publicado uma conversa entre John Jeremiah Sullivan e Geoff Dyer; de comentar como a rua e a mobilização das cidades também estão na literatura (em memória a Marshall Berman); de ter comemorado de forma singela os "100 anos de No caminho de Swann - Marcel Proust" (teve bigode pra tudo quanto foi lado); e principalmente, de ter participado da Copa de Literatura Brasileira avaliando dois grandes livros da nossa prosa mais recente: Habitante irreal, Barba ensopada de sangue, Diário da queda e O sonâmbulo amador.

Alguém anima organizar uma festinha com bebida gelada, música boa e papos à toa sobre as coisas da vida (e sobre prosa de ficção também). Por enquanto, a guisa de comemoração: uma nova edição do fanzine deve sair até o final da semana. Só posso adiantar que está incrível, acho que vai agradar muita gente.

Para encerrar, quero reforçar que o #Casmurros acontece de forma independente e sem nenhum patrocínio, felizmente ou infelizmente - dependendo do ponto de vista. Agradeço a ajuda de todo mundo que responde aos meus pedidos e apelos (incluindo as editoras, os meus amigos e as pessoas que eu encho o saco para fazer tudo acontecer). Como disse no "texto inaugural" continuo esperando que toda sorte de pessoas participe do blog comentando e também compartilhando seu jeito de ler as coisas.

Agora, segue o baile.
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

RECADO


Pessoal,

Para variar, o ano está acabando e como sempre eu ainda tinha um monte de coisas para falar e fazer. Infelizmente não deu. Que mal! Entra ano e sai ano e as coisas são assim. As novidades ficam para o ano que vem. O blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana de 2014. Feliz ano novo!

*Imagem: reprodução daqui.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

RESPEITEM O MEU BIGODE!


Os puristas acham que o #casmurros se rendeu aquela moda do bigode. Não! Explico: No caminho de Swann, o primeiro livro da série Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust vai completar 100 anos desde a sua primeira publicação em 14 de novembro de 1913. Trata-se de uma efeméride muito importante porque esse livro está entre as maiores obras da literatura mundial principalmente por sua ambição de querer domar o tempo pela escrita (evidentemente, existem outros tantos elementos que fazem o livro ser o que ele é; são tantos que passaria um dia inteiro para elencar).

Por isso, vou ostentar um magnífico bigode em comemoração a data. Daqui a pouco volto com mais, prometo!

*Imagem: reprodução do Google.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A VOLTA DO QUE NÃO FOI


Não, meu caro leitor, você não está tendo uma alucinação. Apesar da longa pausa sem atualizações, o blog ainda existe e eu estou por aqui. Não queria apelar para aquele velho lenga-lenga de falta de tempo, mas não vejo outra saída. Fiquei ocupado com uma série de coisa e por falta de tempo (ou preguiça) - nunca por falta de ideias - o blog acabou parado.

Para não sumir completamente dei as caras no Twitter e no Tumblr.

Aos poucos, leitor amigo, estou voltando. Tire o pó da sua estante, desencaixote os livros, organize as prateleiras, revire as páginas e baixe os aplicativos...

Imagem: Erik Desmazières. La salle des planètes, from La Bibliothèque de Babel. / Reprodução
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quarta-feira, 31 de julho de 2013

RETORNO - RUMO AO CASMURROS!


Caramba! Eu sei que prometi um texto com impressões gerais da FLIP, mas o tempo passou, muitas coisas aconteceram e o burburinho da cidade não é mais sobre o que aconteceu em Paraty - tem outras coisas mais interessantes rolando (confesso que voltando de lá tive uma certa ressaca literária e preguiça de escrever; fiquei ocupado com leituras mais técnicas e só agora arrumei um tempo para voltar realmente). Vou fazer um registro ligeiro para não passar em branco e descumprir uma 'promessa'.

Sem muitos rodeios e indo direto ao ponto, achei que essa FLIP pouco literária. De fato, as mesas mais interessantes foram voltadas para o ensaio, a não-ficção, o cinema, a arquitetura e as artes plásticas. Os organizadores gostam de lembrar que a Festa tem um foco mais amplo: não fica restrita a literatura e procura promover debates no campo da cultura e das ideias. Quem não lembra daquela edição que teve o escritor e sociólogo Gilberto Freyre como homenageado? O problema não é incluir outras áreas de conhecimento, mas não tirar proveito dos escritores de ficção.

O comentário coloca a figura do mediador no centro das atenções. É uma posição muito difícil porque fica dividida entre agradar, entreter ou frustrar as pessoas que leram e as que não leram os livros - trocando em miúdos, fazer com que o escritor solte altas dosagens de informação dizendo coisas interessantes (inéditas?!) sobre sua obra, seu processo de trabalho, alguma curiosidade dos bastidores do mercado editorial, uma notícia em primeira mão sobre o próximo livro etc. A maioria cometeu o pecado de falar demais, fazer perguntar à toa ou não interferir nas horas certas. Teve também as questões ligadas a barreira das línguas que são compreensiveis: o embaraço na hora de formular perguntas e interferir nas respostas e a tradução simultânea ficou confusa e atrapalhou em muitos momentos. Por fim, aquele raio daquele microfone da Madonna falhou e incomodou muitos escritores - John Jeremiah Sullivan parece ter sido o caso mais emblemático; Lydia Davis também, mas ela tinha um microfone de mão. Questões aparentemente simples que tem alto impacto quando somadas ao nervosismo e tensão do grande momento.

(Um parênteses sobre as perguntas formuladas em outra língua ou traduções simultâneas. Peguei autógrafo do Geoff Dyer e, na fila, fiquei repetindo mentalmente uns comentários em inglês para conversar com ele. Quando chegou a hora me atrapalhei todo e falei coisas completamente diferentes do que tinha planejado. Acontece! A coisa está ao vivo, de modo totalmente aleatório e certamente terá margens de erro).

Em resumo a FLIP pode repensar esses incidentes e testar novos formatos - acho aquele momento de leitura de um trecho do livro muito solene e deve ganhar atenção e respeito necessário. Enfim, tem de arriscar mais.

Faço uma pequena defesa quanto a edição porque as manifestações nas ruas do Brasil tomaram uma proporção tão grande que realmente abafaram qualquer interesse pela ficção. É difícil competir com o chamamento da vida real - o assunto foi onipresente, não tinha como não ser. O elenco de escritores foi fechado muito antes de tudo acontecer. Três escritores deram o cano e restou aos organizadores substituir essa turma por temas mais pertinentes a situação, mas ao invés de mesas literárias tivemos mesas políticas meio improvisadas as pressas que tratavam novamente das muitas análises que circularam nos jornais, revistas, programas de TV, internet etc. Imagino que tenha sido tenso para os organizadores. E deve ter rolado um arrependimento enorme ter recusado a vinda de Chuck Palahniuk - para ficar numa observação óbvia uma mesa estabelecendo relações entre Clube da luta e os protestos renderia muitos frutos.

Sorte na próxima vez!


P.S.: quero dizer que o Casmurros apóia a campanha para termos Lima Barreto como autor homenageado da #FLIP2014. Tem mais informações aqui


PS.2: Caso você não saiba, Miguel Conde não será o curador da próxima edição. Os organizadores devem anunciar um nome novo até setembro.

*Foto: Rafael R./Casmurros
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

AUSÊNCIA - RUMO À FLIP!


Caros, leitores!

Estou indo rumo à FLIP. Pretendo atualizar o blog de lá, mas não sei se vou ter sucesso em função do tempo e do acesso ao wi-fi/internet. Prometo que vou tentar. Se não pintar nenhum texto novo até segunda-feira, não se preocupe. Quando voltar terei muitas histórias para contar.

Nos vemos na FLIP.

*Imagem: Flickr da FLIP.
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terça-feira, 30 de abril de 2013

CASMURROS - TRÊS ANOS



No dia 14 de abril o Casmurros completou três anos de vida e apagou três velinhas.

Como no ano passado, eu assumo a culpa por não ter feito um texto para registrar a data (na data mesmo em que o aniversário aconteceu). Eu estava bastante ocupado organizando os eventos no BaixoCentro, emendei uma coisa na outra e não tive tempo para me concentrar e celebrar. No fim, a leitura na Praça Marechal e o bate-papo com os escritores serviram como pequenas comemorações informais.

Vou confessar que sempre fica uma vontade de fazer uma festinha com bebida gelada, música boa e papos à toa sobre as coisas da vida. Afinal, nem só de literatura vive um ser humano. Uma festa pequena que sirva como pretexto para tirar as pessoas do ambiente virtual nem que seja por uns minutos e promover um encontro real (de carne e osso). Vamos ver. Para festas nunca é tarde.

Para quem não sabe, o Casmurros é feito por uma pessoa - eu mesmo Rafael R. Estou sempre procurando assuntos ligados a prosa de ficção para compartilhar com vocês informações, análises, opiniões e observações pessoais. Nem preciso dizer que todo dia tenho um milhão de ideias, mas escrevo menos do que gostaria por causa do tempo e da autocrítica que jamais me abandona.

Do ano passado até agora, fiquei contente de ter publicado a ideia das tatuagens literárias, a série das capas brasileiras X portuguesas e do espaço que a literatura brasileira está ocupando nessas páginas. Também gostei do convite para escrever no blog Mente Aberta - estou sumido, mas vou aparecer em breve. Sei que estou devendo uma nova edição do fanzine, mas aviso que ela está no forno e deve sair em breve, juro!

Tenho outras surpresas que não vou contar para não causar expectativa e estragar o prazer de vocês. 

Para finalizar, eu gosto sempre de dizer que o Casmurros acontece de forma independente e sem nenhum patrocínio, felizmente ou infelizmente - dependendo do ponto de vista. Agradeço a ajuda de todo mundo que responde aos meus pedidos e apelos (incluindo as editoras, os meus amigos e as pessoas que eu encho o saco para tudo acontecer). Como disse no "texto inaugural" continuo esperando que toda sorte de pessoas participe do blog comentando e também compartilhando seu jeito de ler as coisas.

Muito obrigado!



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sábado, 6 de abril de 2013

BAIXOCENTRO - LIVRO NA RUA - MACUNAÍMA




Para não esquecer: sei que já falei bastante disso, mas não custa lembrar. Hoje tem leitura colaborativa do livro "Macunaíma", de Mário de Andrade na Praça Marechal Deodoro - 16h. Venha! Tire seu exemplar da estante, leia um capítulo, traga comida, bebidas e cuide do seu lixo. Vamos ocupar as ruas da cidade com leitura.

Vai ter cobertura através do Twitter, Flickr e Facebook (na fanpage do Festival BaixoCentro). Acompanhe toda a programação no site festival.baixocentro.org 

#vemprarua #baixocentro #asruassaoparadancar #casmurros

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sexta-feira, 8 de março de 2013

MIS RECEBE A FEIRA PLANA




No domingo acontece no MIS-SP a primeira edição da Feira Plana reunindo a galera que faz livros, quadrinhos, revistas, jornais, fanzines e diversos tipos de publicações independentes - estão confirmados mais de oitenta participantes entre nacionais e gringos. A feira foi livremente inspirada na NY Art Book Fair e terá, além dos expositores, confecção de zines, exibição de filmes, desenho ao vivo, palestras e até show de música.

O ponto alto deve ficar por conta da palestra de Iuri Pereira, da editora Hedra. Ele vai falar sobre "alguns momentos significativos da editoria independente e autoral no Brasil procurando vincular o trabalho editorial aos movimentos artísticos que ajudaram a consolidar". Promete ser um painel histórico que vai da Bahia do século XVIII até os dias de hoje.

Por trás da empreitada estão Bia Bittencourt, da Produtora Ursinho Trovão, o pessoal da IdeaFixa e da Trip Editora.

Vale lembrar que esse não é o primeiro evento do gênero. No ano passado, rolou no SESC Pompéia a Feira de Publicações Independentes que também reuniu uma galera de gente que está fazendo um monte de coisa bacana. Prova de que existe uma pequena cena de publicações independentes florescendo no Brasil.

Eu sempre quis organizar uma feira desse tipo para divulgar as edições do Casmurros, mas por falta de tempo e experiência deixei a ideia de lado. Fico contente em saber que os espaços já existem. É só questão de tempo para chegar junto.

FEIRA PLANA @ MIS-SP
10 de março de 2013
12h às 20h
Grátis



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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

RECADO


Pessoal,

O ano está acabando e como sempre eu ainda tinha um monte de coisas para falar e fazer. Infelizmente não deu. Que mal! As novidades ficam para o ano que vem. O blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana de 2013. Feliz ano novo!

*Imagem: reprodução daqui.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ACONTECE QUE EU SOU BAIANO!

Largo do Pelourinho
Alô, você!

Quero avisar vocês que o motivo da minha ausência é muito justo: estou em férias e acabei de voltar de viagem. Não quis nem saber de literatura nesses dias. A única coisa que eu lia eram os jornais. No mais estive pelas praias de Salvador e ruas do Pelourinho. Tudo aconteceu tão às pressas que nem tive tempo de deixar um recado avisando minha ausência. Desculpem!

***

Exceto no aeroporto de Salvador e na própria Fundação, não vi nenhuma menção ao centenário de Jorge Amado. As festividades devem ter se limitado ao mês de agosto, eu imagino.

***

Enquanto estive ausente aconteceram muitas coisas, entre elas o lançamento de Os enamoramentos, de Javier Marias (a edição da Cia das Letras acompanha um mimo: O coronel Chabert, de Balzac - uma referência que está no romance de Marias) e o anúncio dos ganhadores do Prêmio SP de Literatura. Javier Marias dispensa muitas apresentações, vou tentar correr com minhas leituras para voltar ao assunto. Embora não tenha lido o romance, recomendo vivamente as entrevistas que ele concedeu a Folha de SP e ao Estadão. Alguém que diz algo como "vive-se muito bem sem ser contemporâneo" merece muito respeito.

Se você ainda não sabe o Prêmio SP de Literatura foi para Vermelho amargo, de Bartolomeu Campos de Queirós na categoria "Autor" e Os hungareses, de Suzana Montoro na categoria "Autor estreante". Achei que a categoria "Autor" ficaria com Michel Laub, Paulo Scott, Luiz Ruffato ou Tatiana Salem Levy por conta da repercussão crítica que seus respectivos romances tiveram.

Não li nenhum nem outro dos ganhadores. O que sei li nos jornais.

***

Falando em prêmios acaba de sair a lista de finalistas do Prêmio Jabuti. Como disse a Raquel Cozer, um dos problemas do tradicional prêmio é ser inchado demais (são 29 categorias com 10 indicados para cada uma delas). Haja fôlego! Se você não quiser clicar no link para fuçar os indicados, coloco abaixo um resumo das categorias mais importante para a ficção em prosa:


Tradução
Odisseia - Trajano Vieira
Madame Bovary - Mário Laranjeira
Guerra e paz - Rubens Figueiredo
Heine Hein? Poeta dos contrários - André Vallias
Duplo Canto e Outros Poemas - Bruno Palma
Os sonâmbulos - Marcelo Backes
Poesia completa de Yu Xuanji - Ricardo Primo Portugal e Tan Xiao
O duplo - Paulo Bezerra
Poemas - Regina Przybycien
Ilusões Perdidas - Rosa Freire d'Aguiar

Romance
Mano, a noite está velha - Wilson Bueno
Infâmia - Ana Maria Machado
Procura do romance - Julián Fuks
O passeador - Luciana Hidalgo
Habitante irreal - Paulo Scott
Nihonjin - Oscar Nakasato
Naqueles morros, depois da chuva - Edival Lourenço
Tapete de silêncio - Menalton Braff
O estranho no corredor - Chico Lopes
Herança de Maria - Domingos Pellegrini

Contos e Crônicas
O livro de Praga - Sérgio Sant'Anna
Vento sul - Vilma Arêas
O anão e a ninfeta - Dalton Trevisan
O destino das metáforas - Sidney Rocha
Nós passaremos em branco - Luís Henrique Pellanda
Axilas e outras histórias Indecorosas - Rubem Fonseca
Enquanto água - Altair Martins
Onde terminam os dias - Francisco de Morais Mendes
Contos de mentira - Luisa Geisler
Passaporte para a China - Lygia Fagundes Telles

P.S.: na realidade não sou baiano, nasci em SP.

*Imagem: foto do Pelourinho por mim mesmo.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

BLOG MENTE ABERTA - DOIS

Nessa semana, no blog Mente Aberta, falo sobre a literatura brasileira contemporânea na FLIP. Para ler é só clicar aqui!



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sexta-feira, 6 de julho de 2012

AUSÊNCIA - RUMO À FLIP!


Caros, leitores!

Estou indo rumo à FLIP. Pretendo atualizar o blog de lá, mas não sei se vou ter sucesso em função do tempo e do acesso ao wi-fi/internet. Prometo que vou tentar. Se não pintar nenhum texto novo até domingo, não se preocupe. Quando voltar terei muitas histórias para contar.

Nos vemos na FLIP.

*Imagem: Nelson Toledo - Flickr da FLIP.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

PALPITE SOBRE OS BRASILEIROS NA GRANTA

Desde segunda-feira a gente não fala de outra coisa que não seja: a FLIP e a lista dos melhores jovens autores brasileiros selecionados pela Granta (que por sua vez será anunciada oficialmente na FLIP). Para dizer a verdade, a lista da Granta está despertando discussões 'apaixonadas' desde o começo do ano.

De olho nisso, a Raquel Cozer organizou um bolão para todo mundo manifestar sua opinião e dizer o nome daqueles escritores que a gente acha que vão ganhar. O resultado do bolão já saiu e está completinho aqui.

Infelizmente, não fiz um palpite no bolão da Raquel. Guardei o link, fiquei pensando na vida e quando fui ver o prazo já tinha acabado e o bolão já estava no ar. Para não ficar de fora, faço minhas apostas por aqui. Afinal, palpite e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

***

Em 2010, quando esse blog tinha sido recém-criado, elaborei uma lista com 20 escritores brasileiros com menos de 40 anos. A ideia foi criar uma versão nacional tendo como base uma lista criada pela übber cool New Yorker. Depois de publicar a lista, fiz uma série de entrevistas com os escritores que apontei - na época ficaram de fora da série Altair Martins, Antonio Prata e Tatiana Salem Levy (tentei contato com eles, mas não tive retorno).

***

Quase dois anos depois, eu continuaria apostando na mesma lista - com algumas correções, evidentemente, porque o tempo passou e surgiram uns escritores e outros ficaram mais velhos. Enfim, meus palpites são:

Ana Paula Maia
Carola Saavedra
Michel Laub
Verônica Stigger
Carlos de Brito e Mello
Andréa Del Fuego
Ricardo Lisias
Altair Martins
Cecília Giannetti
Daniel Galera
Tatiana Salem Levy
André de Leones
Carol Bensimon
Lívia Sganzerla Jappe
João Paulo Cuenca
Santiago Nazarian
Antônio Xerxenesky
Paloma Vidal
Tony Monti
Luís Henrique Pellanda

***

Em tempo, vale dizer que os selecionados já foram avisados de que estão na lista. O anúncio oficial será feito na Flip e por questões de contrato ninguém pode falar sobre o assunto.

Alguém tem mais alguma palpite?

*Imagem: reprodução daqui.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

MANUEL DA COSTA PINTO, JOCA REINERS TERRON, CÉSAR AIRA E OS BLOGS


Tem final de semana que a gente não quer sair de casa - não sei no restante do Brasil, mas em São Paulo fez frio, teve chuva e garoa (nada mais paulistano do que isso!). Por essas e outras nosso querido Manuel da Costa Pinto deve ter criado na revista sãopaulo (aquela que acompanha a Folha de SP no domingo) uma coluna chamada "Fique em casa". No último número ele recomendou o livro Os possessos, de Elif Batuman, a doutora em literatura que arrancou elogios de um monte de gente importante. Manuel, num texto bem legal, elogiou as qualidades da moça e falou sobre muitas coisas: um mergulhou no riacho onde Tchékhov tomava banhou, "desejo mimético", teoria girardinana etc. Só que em determinado momento ele diz o seguinte:

À primeira vista, nada parece menos "aventuresco" do que o cotidiano de um campus universitário, que poderia render, na melhor das hipóteses, uma boa tese e, na pior, um blog ou uma página no Facebook.

A frase tem um tom de provocação ao dizer que os blogs não passam de um lugar onde se manifesta a mais pura "banalidade confessional". Evidentemente a internet está infestada de coisas desse tipo - não sou eu quem diz isso, mas o mundo inteiro - no entanto, os blogs também são lugares onde aparece a teoria despretensiosamente erudita (não vou citar nenhum, mas eles existem; aliás, o Manuel poderia recomendar algum para esses dias em que a gente fica em casa e quer perder um tempinho na internet). No mais, os blogs também cumprem uma função importante de transmissão de informações para quem está procurando.

***


Não fosse pelos blogs a gente jamais saberia como foi o encontro de Joca Reiners Terron com César Aira na Festa da Literatura de Porto Alegre - FESTIPOA. Coisa da maior importância considerando que Aira é um dos escritores mais importantes da literatura argentina e passa em longe das traduções para o português. Deve ter dois ou três livros lançados no Brasil, mesmo tendo participado de um evento do porte da FLIP, em 2007 - por aqui saíram Pequeno manual de procedimentos, As noites de Flores e Um acontecimento na vida do pintor-viajante.

O encontro deveria ter a participação de Sérgio Sant'Anna, mas ele não pode participar por questões de saúde. Joca e Aira falaram sobre literatura brasileira (o argentino gosta de Guimarães Rosa, João Gilberto Noll e Sérgio Sant'Anna), índios (espécie de obsessão do autor em suas novelas), processo de criação e a morte da novela (como gênero literário).

Tá tudo bem explicadinho no blog Coordenação do livro e literatura (inclusive copiei a foto de lá).

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Sobre as poucas traduções de César Aira para o português Joca me disse (pelo twitter) que "é difícil escolher o que publicar numa obra tão vasta e irregular" como a dele - Aira tem mais de quarenta novelas publicadas. Para sanar um pouco da nossa falta, a editora Rocco deverá publicar Como me hice monja e La costurera y el viento.

***

Para quem ficou interessado, na segunda edição do fanzine "Casmurros" tem uma entrevista com César Aira.

***

Quero ler o livro da Elif Batuman quando pintar um tempo. Depois, mimetizando autor e obra, conto como foi.

*Imagem: reprodução do blog Coordenação do livro e literatura.

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