sábado, 28 de novembro de 2015

CARREGANDO...

Frame de "Mourir Auprès de Toi", dirigido por Spike Jonze, 2011


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terça-feira, 14 de abril de 2015

GÜNTER GRASS (1927-2015)


O escritor Günter Grass morreu ontem a noite, na cidade de Lubeca - norte da Alemanha. Ele estava com 87 anos e tratava de uma infecção respiratória. Parece que foi uma morte repentina. Segundo informações das agências internacionais de notícias, ele estava trabalhando e tinha terminado um livro de contos, poemas e desenhos que deverá ser publicado em breve.

Dizer que Grass era o maior nome da literatura alemã moderna é chover no molhado. Sua obra confirma o seu prestígio internacional, não só pela beleza da forma literária, mas também pela crítica direcionada a história recente da Alemanha. Inclusive, ele pedia aos autores das novas gerações que também fizessem esse papel abordando temas espinhosos a nossa sociedade atual. O tambor, sua obra-prima, é o romance que melhor reúne essas características.

Uma pena que seus livros publicados no Brasil estejam fora de catálogo. Qualquer leitor que queira conhecer ou reler Grass terá que recorrer aos sebos. Não existe nenhum problema nisso, sebos salvam a literatura do mundo todo - guardadas as devidas proporções, lembram aquelas pessoas que decoram livros inteiros em Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. No entanto, é triste perceber que um escritor tão importante esteja fora de circulação "oficial".

Uma amiga me dizia que novas edições colocam um autor em evidência e despertam novamente o interesse dos leitores. É aquela falsa máxima "o novo que 'renova'". Pode ser uma percepção ingênua, mas com a qual concordo de alguma maneira. Seguimos esperando esses relançamentos . Assim, Grass poderá descansar em paz ao saber que permanece vivo para sempre em nossas estantes por meio de sua obra.

*Imagem: reprodução Wikipedia.
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terça-feira, 7 de abril de 2015

ANOTAÇÕES EM TORNO DO TOURNAMENT OF BOOKS 2015



Terminou na semana passada o Tournament of Books 2015 - um dos torneios de livros mais bacanas do mundo. Visto de longe, parece uma espécie de competição cultural que diz mais respeito aos norte-americanos (ou falantes de língua inglesa) do que a gente. Só que uma espiadinha descompromissada não faz mal a ninguém e como eu sempre digo: os livros que conseguem boa repercussão lá tem grandes chances de aparecerem nas nossas prateleiras em bom português. Também acho que toda movimentação em torno do torneio serve como um termômetro para avaliar a quantas anda a prosa de ficção naquele mercado editorial.

Cinco autores que estavam participando do torneio são conhecidos no Brasil, mas apenas dois livros concorrentes foram traduzidos: Aniquilação, de Jeff VanderMeer (tradução de Braulio Tavares) e Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr (tradução de Maria Carmelita Dias), ambos sairam pela editora Intrínseca. Os outros três autores conhecidos são Elena Ferrante (vai sair pela Globo Livros), Sarah Waters (tem livros publicados pela Record) e David Mitchell (tem livros publicados pela Companhia das Letras).

Minha torcida particular era pelo David Mitchell. Li dois livros dele, mas não The Bone Clocks - só acompanhei a repercussão pela imprensa internacional. Mas acho Mitchell bastante talentoso e a revista Granta junto com toda a crítica especializada de língua inglesa atesta isso. No mais, simpatizo com a timidez, o gosto musical e a gagueira do autor. Seja como for, para minha tristeza e tristeza dos seus fãs, ele foi eliminado nas quartas-de-final.

Depois de 4 semanas, os dois livros sobreviventes que fizeram a grande final foram: Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr e Station eleven, de Emily St. John Mandel. O livro vencedor foi Station eleven numa votação esmagadora de 15 votos contra 2.


Pelo que pude descobrir Emily St. John Mandel (autora do livro vencedor) é canadense, mas mora em Nova York. Já publicou quatro romances e foi finalista dos prêmios National Book Award e PEN/Faulkner Award. Ela não tem nenhum livro publicado no Brasil, por enquanto. Alguém tem interesse?

*Imagem: reprodução.
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quinta-feira, 26 de março de 2015

REVISTAS LITERÁRIAS DA TEMPORADA

Faz tempo que não apareço aqui e faz tempo que não falo de revistas literárias - esse objeto em extinção, dizem as más línguas. Pois bem, vou celebrar a quantidade de boas publicações que brindam os nossos olhos e mentes enquanto essa morte anunciada não chega. Abaixo tem um apanhado geral das revistas mais conhecidas (nacionais e gringas). Se por acaso eu esqueci de mencionar alguma, por favor, escrevam nos comentários que faço correções e atualizações. Se você publica alguma revista do gênero fique a vontade para comentar também.

Agora corra para às livrarias, bancas ou lojas virtuais para comprar um exemplar.


SERROTE #19
A revista brasileira de ensaismo publicou um novo número com o mesmo capricho de sempre. Já na abertura, Silviano Santiago assina um ensaio fantástico chamado Grafias de vida - a morte em que trata a respeito do fato e da ficção na construção de personagens reais ou imaginadas. John Jeremiah Sullivan escreve um ensaio para falar sobre o gênero ensaio. Antônio Xerxenesky fala sobre a metafísica de Miami Vice. Luigi Amara escreve sobre perucas e Charles Baudelaire envia uma carta a Richard Wagner. Imperdível!



JANDIQUE #7
Revista voltada para ficção e novos escritores está a todo vapor. Seu número mais recente tem textos de Newton Sampaio, Dione Carlos, João Lucas Dusi, Victor Augusto Iannuzzi Corrêa, Victor Hugo Turezo, Douglas Cardoso, Marcos Pamplona, Otavio Linhares e Ottavio Lourenço. Para completar tem uma entrevista com André Viana, autor do livro O doente (um trecho do livro está no fanzine Casmurros #4). As ilustrações da revistas ficaram a cargo de Theo Szczepanski.



ARTE E LETRA: ESTÓRIAS Y
Outra revista para quem gosta muito de ficção. O último número saiu no ano passado, mas merece atenção. Tem textos de Teresa de La Parra, Luci Collin, Flávio Izhaki, Mariana Ianelli e outros mais.


MAPA #3
A terceira edição dessa revista saiu no ano passado. De lá pra cá, os editores deram uma pausa. Seja como for, o número tem tantos textos interessantes que você pode ler tudo sem pressa até que chegue o novo número. Tem, por exemplo, Ana Resende, André Gordirro, Jennifer Egan, Anne Enright, Antônio Xerxenesky, Guilherme Gontijo Flores, Luís Henrique Pellanda, Jeffrey Eugenides e outros mais.


PARIS REVIEW #212
A revista literária mais famosa do mundo celebra a primavera. Os textos de ficção são de autores que não são conhecidos por aqui. Vale para descobrir coisas novas e para se esbaldar nas entrevistas definitivas com Lydia Davis, Hilary Mantel e Elena Ferrante (de quem vamos ouvir falar muito nesse ano, pois L'amica geniale é tido como um lançamento muito esperado para esse ano).


MC SWEENEY'S #48
Não é a revista mais antiga, mas é a mais inventiva. Cada número é tão surpreendente que mantém a gente naquela expectativa de como será o próximo. Pois bem, em sua nova edição a Mc Sweeney's vem em dose dupla (isso mesmo - são duas revistas em uma) com visual delirante e muita originalidade. O primeiro volume tem textos da escritora mexicana Valeria Luiselli (o romance Rostos na multidão saiu aqui pela Alfaguara), Téa Obreht (autora do romance A noiva do tigre que saiu pela Leya) e Dave Eggers que dispensa apresentações. O segundo outro volume inclui 6 histórias de autores croatas todos inéditos por aqui.


RASCUNHO #179
Não é propriamente uma revista. É um jornal. Sempre vale mencionar porque é um dos jornais literários de maior atividade no Brasil - ainda bem que ele existe. O cardápio tem tudo aquilo que a gente gosta entrevistas, resenhas críticas, ensaios, artigos e muito mais.


GRANTA #30
Outra revista que dispensa muitos comentários pela sua fama, prestígio e longevidade. Apesar de sua internacionalização a Granta inglesa (a primeira de todas) continua voltando seu olhar para a literatura do mundo, de outros países, de outros territórios não necessariamente europeu, anglófono e ocidental. A nova edição é dedicada a Índia e tem um amplo painel da ficção produzida por lá - não conheço nenhum dos autores presentes no número e tenho a impressão de que também não são conhecidos por aqui. Vale a pena dar uma olhada enquanto uma nova edição da versão brasileira da revista não chega.

*Imagens: divulgação.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

JULGANDO LIVROS PELA CAPA (4): PORTUGAL X BRASIL

Se você acompanha esse blog desde o começo deve saber que todos os anos faço uma brincadeira comparando as capas dos mesmos livros em edições portuguesas e brasileiras. Nem preciso dizer que virou tradição, pois será o quinto ano da brincadeira.

Vale lembrar que não sou especialista no assunto e estou comentando as capas descompromissadamente - com certa dose de humor, senão ninguém aguenta. Cada país tem a sua própria cultura visual e cada consumidor tem uma preferência na hora de escolher um livro pela capa. As observações servem como um exercício especulativo sobre o trabalho do capista (ou da editora) na hora de dar uma "cara" ao livro.

A caixa de comentários está aberta para quem quiser participar - por favor, fiquem à vontade. As capas das edições brasileiras estão do lado esquerdo.



A graça infinita (Brasil) / A piada infinita (Portugal), de David Foster Wallace
A edição portuguesa saiu em 2012 e a nossa no final do ano passado. Lá, eles optaram por uma imagem de TV em estilo vintage. Imagino que pegaram carona num ensaio do autor em que ele expõe uma longa teoria sobre certos traços da ficção pós-moderna pensando na quantidade de horas diárias que ficamos em frente a TV. Não foi uma ideia ruim. Seja como for, nada é páreo para a capa e o projeto gráfico de Alceu Chiesorin Nunes, Nik Neves e Elisa Braga que dispensa explicações. Ponto para Brasil por unanimidade do júri!



Acqua Toffana, de Patricia Melo
Faz um tempo que os livros dela estão saindo por uma nova editora aqui no Brasil e ganhando um novo projeto gráfico. Esse livro especificamente ganhou uma capa mais abstrata que não diz muita coisa. Já a edição portuguesa vem com esse quarto de rosto de mulher - conta um pouco sobre o enredo do livro (muito pouco). Ficou elegante. Ponto para os portugueses.



Dora Bruder, de Patrick Modiano
O Nobel de Literatura do ano passado também está em reedição com novo projeto gráfico. Dito isso, parece um pouco injusto avaliar a capa brasileira isoladamente porque ela faz parte de um conjunto de três livros - quando colocados, um ao lado do outro, formam o nome do autor. Infelizmente, estou comentando capas individualmente. Por isso, a edição portuguesa me parece mais charmosa com esse retrato em branco e preto estampado. Alguns podem alegar que estraga a imaginação do leitor ao dar um rosto à personagem. Acho que não. Ponto deles.



NW, de Zadie Smith
A capa portuguesa é um tanto desastrosa na escolha da tipografia e das cores - acho que nisso todos estão de acordo. Não sei dizer ao certo, mas quando vi pensei naqueles livros chatos de negócios e empreendimentos. Os ícones no rodapé também não dizem muita coisa. A nossa capa é melhor por várias razões: a sobriedade da cor preta, o recorte, o mapa, o minimalismo. Desculpem, mas esse é nosso.



A morte do pai - Minha luta 1, de Karl Ove Knausgård
Para avaliar as capas desse livro é preciso saber um pouco do enredo: o autor relembra os anos de sua infância e juventude na tentativa de decifrar a história do seu pai. No percurso ele rompe um pouco das fronteiras que separam os gêneros ficção, ensaio, biografia e memória. Por essa razão, a escolha de um retrato do autor para compor a capa da edição portuguesa parece um tanto redutiva, inadequada. A escolha da casinha isolada sob um céu chumbo é muito mais apropriada. Transmite simbolicamente a atmosfera do livro. Ponto pra gente.



Os luminares, de Eleanor Catton
A capa da edição brasileira é bem interessante porque joga com figuras do zodíaco, mapas astrais e constelações - elementos fundamentais para o enredo do livro. O contraste entre o fundo azul e o branco das linhas também ficou charmoso. No entanto, a edição portuguesa ganha pontos pela composição com as fases da lua, o rosto da pintura e o fundo branco. Esse é deles.



Forma de voltar a casa (Brasil) / Maneiras de voltar para casa (Portugal), de Alejandro Zambra
A comparação dessas duas capas tem um cheiro de covardia. Os portugueses optaram por uma foto muito poética e a cor do título também ficou muito bonita. Difícil não se render. Mas como desconsiderar a beleza originalíssima da edição brasileira? A cor, o fundo com grafismos, a tipografia… nesse caso é empate.



Habitante irreal, de Paulo Scott
Desenhos e ilustrações podem ter certo apelo para alguns leitores. Nisso a capa da edição portuguesa vai bem: mantém a identidade visual da editora e as cores são chamativas. Porém, não consigo decifrar a ligação da fogueira e da coruja com o enredo. A nossa capa é mais certeira. O fundo branco é muito elegante e o boneco do índio sem cabeça e em posição de luta parece flutuar no tempo e no espaço. Tudo a ver com o livro. Ponto nosso!



A paixão, de Almeida Faria
Outra avaliação bastante complicada. Estamos diante de dois estilos muito diferentes e muito específicos. A edição brasileira aponta para o moderno com a fotografia do vilarejo. A edição portuguesa aponta para o clássico com o desenho das três figuras humanas. Cada um com seu estilo. Empate técnico novamente.



A verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joel Dicker
A pintura de Edward Hooper que estampa a capa da edição brasileira é muito charmosa. Traduz o clima da pequenina e pacata cidade do interior dos Estados Unidos onde a história acontece. Já a capa da edição portuguesa tem uma bela fotografia de Gregory Crewdson. Como não pensar na misteriosa Nola Kellergan e seu momento dramático? Pode ser empate, né?

*Imagens: divulgação. 
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

APOSTAS PARA 2015 - NACIONAIS E ESTRANGEIROS

Entra ano, saí ano e a melhor maneira de começar os trabalhos com o pé direito é falando da previsão de lançamentos de livros das editoras nacionais e estrangeiras. Afinal, ano bom é ano com muita novidade. Aposto que você ainda está na praia u voltou ao trabalho com preguiça, mas procurou o termo "lançamentos de ficção 2015" no Google.

As nossas editoras não costumam divulgar o cronograma de lançamentos do ano com muita antecedência. Por isso, estou listando abaixo um apanhado de livros que consegui apurar aqui e acolá. Tem o nome da editora e do autor - em alguns casos consta o título em português ou o título original já que a tradução deve estar em andamento. Não estou mencionando os autores que devem pintar na FLIP e sempre agitam lançamentos.

Senti falta (e vocês também vão perceber) de listar lançamentos dos selos digitais que ganham mais espaço a cada ano. Alõ, editores!

Vale lembrar que são previsões e as editoras podem alterar os cronogramas - assim como pode pintar uma nova onda, tipo "romances com vampiros, zumbis e anjos", "pornô S&M soft" etc. e lançamentos jorrem aos montes. Tudo pode acontecer.

Entre os nacionais destaco o livro de contos do escritor Ricardo Lísias que sempre merece bastante atenção. Na gringa, fico com Tom McCarthy que está fazendo um trabalho esplendoroso com a prosa de ficção e ainda permanece inédito por aqui.

Se alguém descobrir ou souber de algum outro lançamento e quiser contribuir, por favor, mande um sinal de fumaça. Prometo ficar de olho e atualizar a lista a medida que receber as informações.




-> ALFAGUARA
Concentração e outros contos, de Ricardo Lísias
Maior que o mundo, de Reinaldo Moraes
As reputações, de Juan Gabriel Vásquez
Um grão de trigo, de Ngugi wa Thiong'o
Soumission, de Michel Houllebecq
Avenida bonita, de Peter Buwalda

-> BIBLIOTECA AZUL (Globo Livros)
L'amica geniale, de Elena Ferrante
Harvest, de Jim Crace (também haverá reedição de Being dead e Quarentine)
Tetralogio Rabbit, de John Updike (reedição)
Obras completas de Adolfo Bioy Casares – volume B e C
To rise again at a decent hour, de Joshua Ferris

-> INTRÍNSECA
Nós, de David Nicholls
Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr
Summerhouse with swimming pool, de Herman Koch

-> COSAC NAIFY
Não há lugar para a lógica em Kassel, de Enrique Vila-Matas
Em alto mar, de Toine Heijmans
Absalão, Absalão!, de William Faulkner

-> BERTRAND BRASIL
The good lord bird, de James McBride
The snow queen, de Michael Cunnighan
Zoo time, de Howard Jacobson
Hah, de Birgül Oguz

-> ROCCO
Um ano na selva, de Suzanne Collins
Abaixo do paraíso, de André de Leones

-> EDITORA 34
A educação sentimental, de Gustave Flaubert
Contos de Kolimá, de Varlam Chalámov
A escavação, de Andrei Platónov
Os sete enforcados, de Leonid Andrêiev
O adolescente, de Fiódor Dostoiévski
Sátántangó, de László Krasznahorkai
Carmen, de Prosper Mérimée

-> RADIO LONDRES
Atocha, de Ben Lerner
Viva a música!, de Andrés Caicedo
Stoner, de John Williams
A vida em espiral, de Abasse Ndione
Minotauro, de Benjamin Tammuz
Joe Speedboat, de Tommy Wieringa
Está tudo tranquilo lá em cima e Dez gansos brancos, de Gerbrand Bakker
Tirza, de Arnon Grunberg

-> FARO
Espero que sirvam cerveja no inferno, de Tucker Max

-> FOZ 
A rainha ginga, de José Eduardo Agualusa

-> COMPANHIA DAS LETRAS
Rãs, de Mo Yan
O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum
A hologram for the king, de Dave Eggers
Como se o mundo fosse um bom lugar, de Marçal Aquino
Os mil outonos de Jacob de Zoet, de David Mitchell
Cloud Atlas, de David Mitchell
Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust (com tradução de Mario Sergio Conti)
City on fire, de Garth Risk Hallberg (sai em setembro, nos Estados Unidos)
Compilação de histórias policiais The Latin American Crime Issue, da revista McSweeney's - entre os autores Joca Reiners Terron, Bernardo Carvalho e Carol Bensimon
Não preciso mais de você, de Arthur Miller
How to be both, de Ali Smith
Biografia involuntária dos amantes, de João Tordo
I racconti e O gattopardo, de Tomasi di Lampedusa
As mudanças e os choques, de Martin Wolf
A era da ambição, de Evan Osnos
Nora Webster, de Colm Tóibín
A zona de interesse, de Martin Amis
Funny Girl, de Nick Hornby
Can’t and won’t, de Lydia Davis
A ilha da infância, de Karl Ove Knausgaard
Os judeus e as palavras, de Amós Oz e Fania Oz-Salzberger
O livro da gramática interior, de David Grossman
A casa assombrada, de John Boyne
A imortalidade, de Milan Kundera
Restinga, de Miguel Del Castillo

Eu não preciso mais de você, de Arthur Miller

-> ESTAÇÃO LIBERDADE
Don segundo sombra, de Ricardo Güiraldes
Humanidade perdida, de Osamu Dazai
Adeus, Tsugumi, de Banana Yoshimoto
O vento leste, de Otohiko Kaga
Medeia, de Christa Wolf
No país do cervo branco, de Chen Zhongshi
Da vida de um inútil, de Joseph von Eichendorff
Divã ocidental-oriental, de J. W. Goethe
Os anos de peregrinação de Wilhelm Meister, de J. W. Goethe

Natan, o sábio, de G. E. Lessing

-> HEDRA
Antologia do conto holandês (1839-1937), 16 contos de 16 autores

-> RECORD
Remissão da pena, Flores da ruína e Primavera de cão, de Patrick Modiano
Luxúria, de Fernando Bonassi
The wolf in white van, de John Darnielle

-> CARAMBAIA
Homens em guerra, de Andreas Latzko 
Soldados rasos, de Frederic Manning 
Juncos ao vento, de italiana Grazia Deledda

-> MUNDARÉU
O fogo, de Henri Barbusse
Uma juventude na Alemanha, de Ernst Toller

-> GRUA LIVROS
A última tentação de Cristo, de Nikos Kazantzakis 




GRINGOS (considerando o mercado editorial norte-americano e de língua inglesa)

Amnesia, de Peter Carey
The First Bad Man, de Miranda July
Lucky Alan: And Other Stories, de Jonathan Lethem
Satin Island, de Tom McCarthy
Trigger Warning: Short Fictions and Disturbances, de Neil Gaiman
The Buried Giant, de Kazuo Ishiguro
Ashes in My Mouth, Sand in My Shoes e I Refuse, de Per Petterson
The Last Word, de Hanif Kureishi
God Help the Child, de Toni Morrison
The Making of Zombie Wars, de Aleksandr Hemon
Purity, de Jonathan Franzen

*Imagens: divulgação.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

RECADO


Pessoal,

Para variar, o ano está acabando e como sempre eu ainda tinha um monte de coisas para falar e fazer. Infelizmente não deu. Que mal! Entra ano e sai ano e as coisas são assim. Sei que fiquei um bom tempo sem aparecer, mas tenham em mente que o blog não acabou. As novidades ficam para o ano que vem. O blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana de 2015. Feliz ano novo!

Imagem: reprodução desse link
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

PRESENTES DE NATAL 2014


Eu sei que estou longe desse blog faz um tempo, mas não pensem que acabou. Fui ali ler um livro bem longo e aos poucos estou retomando o ritmo.

Já que estamos em dezembro, não posso fugir a tradição de todos os anos. Por isso, mais uma vez, organizei uma seleção de presentes para o natal. No "guia de compras" entraram apenas livros de ficção em prosa lançados ao longo do ano de 2014. A intenção é ajudar na hora das compras de última hora para o amigo secreto e tudo o mais. Com essas dicas você não vai fazer feio - pode ter certeza.

O serviço inclui imagem de capa do livro, título, autor, tradutor, preço e link para o site das editoras. O preço pode variar dependendo da livraria em que você compra em função de ofertas promocionais, programas de fidelidade, descontos, compra pela internet, importação etc.

Boas compras!

Incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação, de Haruki Murakami com tradução de Eunice Suenaga (Alfaguara Brasil; R$ 39,90). O autor mais aclamado do momento faz sua incursão no tema mais caro do século XXI - o trauma, a identidade e a reparação do passado.

Graça infinita, de David Foster Wallace com tradução de Caetano Galindo (Companhia das Letras; R$ 111,90). Tem quem ache 'chatinho', tem que ache 'genial'; seja como for é uma obra prima não apenas por sua invenção formal, mas também por captar a atmosfera esquizofrênica da sociedade norte-americana e atingir os contornos que atormentam o homem ocidental pós-moderno com doses extras de ironia.

Cantiga de findar, de Julian Hebert com tradução de Miguel Del Castillo (Rocco; R$ 34,50). Na esteira da metaficção o autor compôs um livro que leva ao limite as fronteiras os gêneros literários e o conceito de verdade.

Obras completas de Adolfo Bioy Casares – volume A, de Adolfo Bioy Casares com tradução de Sergio Molina, Rubia Prates Goldoni, Josely Vianna Baptista, Antônio Xerxenesky, Ari Roitman e Paulina Watch (Globo Livros selo Biblioteca Azul; R$ 69,90). Uma coleção completa e caprichada que vai reunir em três volumes a obra do escritor argentino em novas traduções.

Fogo-Fátuo, de Patrícia Melo (Rocco; R$ 29,50). A investigação da morte de um ator em pleno palco serve como pano de fundo para um romance policial explosivo - tal como sugere o título.

Paradiso, de José Lezama Lima com tradução de Olga Savary (Martins Editora; R$ 74,90). Um clássico da literatura latino-americana que estava fora de catálogo e ganha nova tradução. Conta a história da vida de José Cemí, desde o fim do seu paraíso até a dura aprendizagem das coisas.

O réveillon de Max Richter, de Cecilia Giannetti (E-galáxia; R$ 1,98). O selo voltado ao livro digital mais interessante do momento tem um conto que merece ser lido nesse período de festas.

Um homem burro morreu, de Rafael Sperling (Oito e Meio; R$ 35,00). É o livro de contos mais inclassificável que já tivemos notícia. É um desses momentos em que nos lembramos que a literatura também precisa de rebeldia.

Uma rua de Roma, de Patrick Modiano com tradução de Herbert Daniel e Cláudio Mesquita (Rocco; R$ 24,50). Outro livro que estava fora de catálogo, mas foi resgatado pelo prêmio Nobel de Literatura - trabalho superpremiado do autor.

The fantastic jungles of Henri Rousseau, de Michelle Markel com ilustrações de Amanda Hall(Eerdmans Books for Young Readers; $ 12,61 - importado aproximadamente R$ 58,00). A ilustre vida do destemido pintor francês - é para crianças, mas vale para adultos.

*Imagem das capinhas: divulgação / montagem: Rafael R.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

E O PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA VAI PARA...



É muito difícil passar despercebido diante da notícia mais bombástica do momento: o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Entra ano, saí ano, outubro chega e a gente corre para a internet tentado encontrar o nome do felizardo que vai levar para casa 8 milhões de coroas suecas - sem mencionar o prestígio de ter ser nome ao lado de pessoas muito importantes na literatura ocidental, o interesse das editoras pelos seus livros, o aumento do seu público leitor etc.

Pois bem, o ganhador desse ano é o francês Patrick Modiano. Como os membros da Academia Sueca disseram, Modiano é bastante conhecido na França (ganhou o Prêmio Goncourt, em 1978), mas pouco conhecido mundo afora. Só pode ser essa a razão pela qual ninguém apontou seu nome na lista de apostas da Casa Ladbrokes - a Raquel Cozer conta como funciona o burburinho na Ladbrokes e o processo de seleção da Academia Sueca numa reportagem da Ilustrada. Nem preciso dizer que as maiores apostas eram naqueles autores de sempre: Haruki Murakami, Ngugi Wa Thiong'o, Adonis, Svetlana Aleksijevitj, Philip Roth e até… Bob Dylan (sim, ele sempre aparece). Quem pensou que ia ficar rico, só perdeu dinheiro.

Seja como for, Patrick Modiano já teve livros publicados no Brasil pela Rocco até 2003. Fiz uma pesquisa de campo (pela internet - cof, cof, cof) e parece que todos estão fora de catálogo. Você consegue encontrar num sebo com facilidade. No entanto, a Cosac Naify publicou nesse ano (não faz muito tempo) o livro infanto-juvenil Filomena Firmeza com ilustrações do Sempé. Uma feliz coincidência! Agora com o anúncio do Nobel, me parece provável que essa editora tenha maior interesse em lançar nova edições dos romances adultos do autor. Vamos aguardar.

Se você não aguentar de ansiedade de ler um romance dele, especialistas recomendam que você comece por Uma rua de Roma - tem nos sebos em pequenas quantidades.

Enquanto os livros não chegam, a gente pode continuar no clima de adivinhação/especulação e arriscar nomes que podem sair consagrados nessa temporada de prêmios que tomam o final do ano de assalto. Vem por aí: Man Booker, Prêmio SP de Literatura, Telecom etc. Conta para mim os seus palpites?

*Imagem: divulgação nobelprize.org

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

LITERATURA NA BIENAL DE ARTE E NO MÊS DA CULTURA INDEPENDENTE


A Bienal do Livro abriu espaço em sua programação cultural para abraçar outras artes, atrair novos públicos, ganhar relevância e tudo o mais. Agora é hora da Bienal de Artes abraçar a literatura (em seu sentido mais amplo) para promover reflexões em torno do tema "Como ... coisas que não existem" proposto pelo curador da mostra, Charles Esche. A ideia é que os artistas convidados encarnem a atmosfera das grandes transformações sociais do mundo contemporâneo. Algumas polêmicas (enfrentamentos, choques, contestações, guerrilha, transgressões - chame como quiser) devem pintar por aí.

Evidentemente não é a primeira vez que a literatura aparece no evento, afinal tudo é arte (em seu sentido mais amplo). Porém, parece sintomático que a literatura apareça dentro da Bienal de Arte na forma dos muitos saraus organizados por diversos coletivos na periferia da cidade. É como se o grito da rua adentrasse os portões daquela instituição e mais do que isso: a "literatura divergente" (o termo é do Nelson Maca, poeta e professor da Universidade Católica de Salvador) estivesse ganhando legitimação e visibilidade. Para termos uma ideia, alguns saraus da periferia de São Paulo estiveram na Feira do Livro de Buenos Aires e fizeram bastante sucesso.

Promete ser uma experiência interessante uma vez que o visitante estará literalmente imerso dentro de um ambiente de... contestação. A programação completa foi divulgada pela Ilustrada, se você perdeu pode conferir aqui.

***


Embuido do mesmo espírito de contestação dos tempos interessantíssimos em que vivemos, a cidade recebe também o evento "Mês da Cultura Independente". A programação é extensa e incluí várias manifestações artísticas. Para o campo da literatura o destaque será o 3º Encontro de Literatura Divergente organizado por Berimba de Jesus e Nelson Maca na Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima, em São Paulo. Além dos debates, o encontro vai promover feira de livros, oficinas, exposições, saraus, performances e lançamentos.

E veja que interessante: serve como um complemento as atividades que vão acontecer na Bienal de Artes.

*Imagem: Obra de Éder Oliveira que estará na Bienal/Divulgação; Biblioteca Alceu Amoroso Lima/Divulgação.
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