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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

RECADO


Está quase na hora de dizer adeus ao ano que termina e saudar o ano que vai começar! Por isso, o blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana do ano de 2016. Sei que fiquei um bom tempo sem aparecer, mas tenham em mente que o blog não acabou. Prometo que eu volto logo. 

Feliz ano novo!
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sábado, 28 de novembro de 2015

CARREGANDO...

Frame de "Mourir Auprès de Toi", dirigido por Spike Jonze, 2011


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

RECADO


Pessoal,

Para variar, o ano está acabando e como sempre eu ainda tinha um monte de coisas para falar e fazer. Infelizmente não deu. Que mal! Entra ano e sai ano e as coisas são assim. Sei que fiquei um bom tempo sem aparecer, mas tenham em mente que o blog não acabou. As novidades ficam para o ano que vem. O blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana de 2015. Feliz ano novo!

Imagem: reprodução desse link
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segunda-feira, 14 de abril de 2014

CASMURROS - QUATRO ANOS


O #Casmurros está fazendo aniversário e completando 4 anos!

Segundo a numerologia "4" é o número da estabilidade. Se isso for verdade, vocês podem esperar pelo menos um texto por semana pelos próximos 12 meses. Detalhe: não entendo nada de numerologia e estou reproduzindo o que me contaram n'alguma mesa de bar. Tomara que seja verdade.

Brincadeiras a parte, sei que estou bastante ausente do blog desde a metade do ano passado. Eu tenho escrito com muito menos frequência do que gostaria e juro que queria mudar isso (aliás, sempre quero mudar isso). Ainda mais agora que blogs de literatura estão com tudo (embora eu deva reconhecer que o #Casmurros não é um blog com formato tão tradicional - tem um pouco de tudo quando o assunto é prosa de ficção). Das duas uma: ou falta tempo, ou falta inspiração pra escrever. Ideias, como sempre digo, não faltam. Seja como for, o blog está em plena atividade. Leio, anoto e divulgo no twitter ou guardo para comentar mais tarde.

(PAUSA PARA UM LONGO PARÊNTESE: queria que o #Casmurros fosse um espaço não só de resenhas literárias, mas também de notícias, críticas, ensaios, curiosidades, observações e outras bobagens mais relacionadas à prosa. Algo que fosse bem diferente do que a gente vê nos jornais, revistas e cadernos culturais. Não sei se estou conseguindo cumprir a tarefa, mas tenho me esforçado).

Do ano passado até agora, fiquei contente de ter participado do Festival BaixoCentro (ler Mário de Andrade no meio da praça é algo extraordinário; conversar com a Maria José Silveira e o Bruno Zeni também foram experiências magníficas); de ter contribuído com o evento "Pynchon in Public"; de ter elegido a "musa da literatura brasileira" (apesar do barulho de indignação de muita gente - volto a dizer: era uma brincadeira); de ter publicado uma conversa entre John Jeremiah Sullivan e Geoff Dyer; de comentar como a rua e a mobilização das cidades também estão na literatura (em memória a Marshall Berman); de ter comemorado de forma singela os "100 anos de No caminho de Swann - Marcel Proust" (teve bigode pra tudo quanto foi lado); e principalmente, de ter participado da Copa de Literatura Brasileira avaliando dois grandes livros da nossa prosa mais recente: Habitante irreal, Barba ensopada de sangue, Diário da queda e O sonâmbulo amador.

Alguém anima organizar uma festinha com bebida gelada, música boa e papos à toa sobre as coisas da vida (e sobre prosa de ficção também). Por enquanto, a guisa de comemoração: uma nova edição do fanzine deve sair até o final da semana. Só posso adiantar que está incrível, acho que vai agradar muita gente.

Para encerrar, quero reforçar que o #Casmurros acontece de forma independente e sem nenhum patrocínio, felizmente ou infelizmente - dependendo do ponto de vista. Agradeço a ajuda de todo mundo que responde aos meus pedidos e apelos (incluindo as editoras, os meus amigos e as pessoas que eu encho o saco para fazer tudo acontecer). Como disse no "texto inaugural" continuo esperando que toda sorte de pessoas participe do blog comentando e também compartilhando seu jeito de ler as coisas.

Agora, segue o baile.
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

RECADO


Pessoal,

Para variar, o ano está acabando e como sempre eu ainda tinha um monte de coisas para falar e fazer. Infelizmente não deu. Que mal! Entra ano e sai ano e as coisas são assim. As novidades ficam para o ano que vem. O blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana de 2014. Feliz ano novo!

*Imagem: reprodução daqui.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A VOLTA DO QUE NÃO FOI


Não, meu caro leitor, você não está tendo uma alucinação. Apesar da longa pausa sem atualizações, o blog ainda existe e eu estou por aqui. Não queria apelar para aquele velho lenga-lenga de falta de tempo, mas não vejo outra saída. Fiquei ocupado com uma série de coisa e por falta de tempo (ou preguiça) - nunca por falta de ideias - o blog acabou parado.

Para não sumir completamente dei as caras no Twitter e no Tumblr.

Aos poucos, leitor amigo, estou voltando. Tire o pó da sua estante, desencaixote os livros, organize as prateleiras, revire as páginas e baixe os aplicativos...

Imagem: Erik Desmazières. La salle des planètes, from La Bibliothèque de Babel. / Reprodução
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terça-feira, 30 de abril de 2013

CASMURROS - TRÊS ANOS



No dia 14 de abril o Casmurros completou três anos de vida e apagou três velinhas.

Como no ano passado, eu assumo a culpa por não ter feito um texto para registrar a data (na data mesmo em que o aniversário aconteceu). Eu estava bastante ocupado organizando os eventos no BaixoCentro, emendei uma coisa na outra e não tive tempo para me concentrar e celebrar. No fim, a leitura na Praça Marechal e o bate-papo com os escritores serviram como pequenas comemorações informais.

Vou confessar que sempre fica uma vontade de fazer uma festinha com bebida gelada, música boa e papos à toa sobre as coisas da vida. Afinal, nem só de literatura vive um ser humano. Uma festa pequena que sirva como pretexto para tirar as pessoas do ambiente virtual nem que seja por uns minutos e promover um encontro real (de carne e osso). Vamos ver. Para festas nunca é tarde.

Para quem não sabe, o Casmurros é feito por uma pessoa - eu mesmo Rafael R. Estou sempre procurando assuntos ligados a prosa de ficção para compartilhar com vocês informações, análises, opiniões e observações pessoais. Nem preciso dizer que todo dia tenho um milhão de ideias, mas escrevo menos do que gostaria por causa do tempo e da autocrítica que jamais me abandona.

Do ano passado até agora, fiquei contente de ter publicado a ideia das tatuagens literárias, a série das capas brasileiras X portuguesas e do espaço que a literatura brasileira está ocupando nessas páginas. Também gostei do convite para escrever no blog Mente Aberta - estou sumido, mas vou aparecer em breve. Sei que estou devendo uma nova edição do fanzine, mas aviso que ela está no forno e deve sair em breve, juro!

Tenho outras surpresas que não vou contar para não causar expectativa e estragar o prazer de vocês. 

Para finalizar, eu gosto sempre de dizer que o Casmurros acontece de forma independente e sem nenhum patrocínio, felizmente ou infelizmente - dependendo do ponto de vista. Agradeço a ajuda de todo mundo que responde aos meus pedidos e apelos (incluindo as editoras, os meus amigos e as pessoas que eu encho o saco para tudo acontecer). Como disse no "texto inaugural" continuo esperando que toda sorte de pessoas participe do blog comentando e também compartilhando seu jeito de ler as coisas.

Muito obrigado!



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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

RECADO


Pessoal,

O ano está acabando e como sempre eu ainda tinha um monte de coisas para falar e fazer. Infelizmente não deu. Que mal! As novidades ficam para o ano que vem. O blog faz uma pausa de hoje até a primeira semana de 2013. Feliz ano novo!

*Imagem: reprodução daqui.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

A BIENAL DO LIVRO ESTÁ MORTA. VIDA LONGA A BIENAL!

Não fui à Bienal do Livro de SP que terminou no domingo. Aliás, para ser bem sincero, não me lembro quando foi a última vez que visitei a Bienal para olhar os lançamentos ou comprar livros. Não fiquei motivado pelo passeio porque os livros não tinham descontos e apenas alguns debates isolados da programação cultural me interessavam - fazendo as contas "custo x benefício", não achei justo pagar o valor do ingresso para ver uma coisa aqui, outra ali e andar à toa.

(Até acompanhei no blog da Raquel Cozer sugestões de livros mais baratos na Bienal, mas já estava decidido a passar longe do Anhembi).

É chover no molhado dizer que o modelo da Bienal foi engolido pelas livrarias megastore, pelas vendas na internet, pelas festas literárias espalhadas por todo o país e até pelas feiras de livros que oferecem bons descontos - como é o caso da Feira do Livro da USP. Agora tente imaginar como vão ser as coisas depois que a Amazon, famosa por seus preços baixos, finalmente iniciar suas operações por aqui? É uma realidade que a edição de 2014 terá de enfrentar.

Outro ponto fraco foram os lançamentos 'badalados' que dessa vez ficaram fora da agenda da Bienal. Tipo de acontecimento que costuma atrair muitos leitores e curiosos. Com tanta coisa acontecendo ao longo do ano, imagino que as editoras privilegiam ocasiões como a FLIP ou aqueles calendários estipulados pela urgência do mercado editorial. Não precisam mais esperar até a Bienal.

Vejam que estou falando de uma perspectiva muito particular baseado nas coisas que me agradam e na insatisfação geral que li pelos jornais e internet. Também falo como consumidor - aquele sujeito que sempre quer comprar muito e pagar pouco. No entanto, ontem, o Caderno 2 divulgou um balanço confirmando bons números de público e satisfação por parte de algumas editoras nas vendas - detalhe, durante os onze dias o evento recebeu 750 mil visitantes (com recorde de público no último sábado).

Pode ser que a Bienal não esteja tão morta quanto parece.

***

Gostei mesmo da sugestão do editor João Scortecci em carta aberta aos expositores da Bienal. Como ele disse "os eventos de rua estão em alta" e seria realmente interessante que a Bienal expandisse os seus domínios e ocupasse toda cidade fosse com programações voltadas ao tema do livro e da leitura. É uma ideia ambiciosa, mas poderia funcionar. Orçamento para isso a organização teria.

***

O único debate da programação cultural que eu acompanhei foi a mesa "Blogs e Vlogs". Fiquei sabendo de tudo pelo Twitter e pelo Youtube (cof!). Por razões óbvias, queria ver o pessoal falando sobre livros, literatura etc. A mesa tinha Marcelo Cidral, Pablo Peixoto, Iris Figueiredo, Felippe Cordeiro (do Meia Palavra) e o PC Siqueira - eu confesso que gosto dos vídeos dele (mas não quero que ele me siga no Twitter e nem me adicione no Facebook).

Gostei quando o PC falou das suas leituras preferidas. Ele leu tudo da Agatha Christie e do Edgar Allan Poe; alguns livros do John Fante e do Charles Bukowski; e terminou dizendo que Clube da luta e Sobrevivente, de Chuck Palahniuk mudaram sua vida. Se não me engano, ele nunca comentou sobre livros no vlog, mas acho que deveria reconsiderar. Sem parecer chato ou forçado, claro!

*Imagem: reprodução do Flickr da Bienal.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

MANUEL DA COSTA PINTO, JOCA REINERS TERRON, CÉSAR AIRA E OS BLOGS


Tem final de semana que a gente não quer sair de casa - não sei no restante do Brasil, mas em São Paulo fez frio, teve chuva e garoa (nada mais paulistano do que isso!). Por essas e outras nosso querido Manuel da Costa Pinto deve ter criado na revista sãopaulo (aquela que acompanha a Folha de SP no domingo) uma coluna chamada "Fique em casa". No último número ele recomendou o livro Os possessos, de Elif Batuman, a doutora em literatura que arrancou elogios de um monte de gente importante. Manuel, num texto bem legal, elogiou as qualidades da moça e falou sobre muitas coisas: um mergulhou no riacho onde Tchékhov tomava banhou, "desejo mimético", teoria girardinana etc. Só que em determinado momento ele diz o seguinte:

À primeira vista, nada parece menos "aventuresco" do que o cotidiano de um campus universitário, que poderia render, na melhor das hipóteses, uma boa tese e, na pior, um blog ou uma página no Facebook.

A frase tem um tom de provocação ao dizer que os blogs não passam de um lugar onde se manifesta a mais pura "banalidade confessional". Evidentemente a internet está infestada de coisas desse tipo - não sou eu quem diz isso, mas o mundo inteiro - no entanto, os blogs também são lugares onde aparece a teoria despretensiosamente erudita (não vou citar nenhum, mas eles existem; aliás, o Manuel poderia recomendar algum para esses dias em que a gente fica em casa e quer perder um tempinho na internet). No mais, os blogs também cumprem uma função importante de transmissão de informações para quem está procurando.

***


Não fosse pelos blogs a gente jamais saberia como foi o encontro de Joca Reiners Terron com César Aira na Festa da Literatura de Porto Alegre - FESTIPOA. Coisa da maior importância considerando que Aira é um dos escritores mais importantes da literatura argentina e passa em longe das traduções para o português. Deve ter dois ou três livros lançados no Brasil, mesmo tendo participado de um evento do porte da FLIP, em 2007 - por aqui saíram Pequeno manual de procedimentos, As noites de Flores e Um acontecimento na vida do pintor-viajante.

O encontro deveria ter a participação de Sérgio Sant'Anna, mas ele não pode participar por questões de saúde. Joca e Aira falaram sobre literatura brasileira (o argentino gosta de Guimarães Rosa, João Gilberto Noll e Sérgio Sant'Anna), índios (espécie de obsessão do autor em suas novelas), processo de criação e a morte da novela (como gênero literário).

Tá tudo bem explicadinho no blog Coordenação do livro e literatura (inclusive copiei a foto de lá).

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Sobre as poucas traduções de César Aira para o português Joca me disse (pelo twitter) que "é difícil escolher o que publicar numa obra tão vasta e irregular" como a dele - Aira tem mais de quarenta novelas publicadas. Para sanar um pouco da nossa falta, a editora Rocco deverá publicar Como me hice monja e La costurera y el viento.

***

Para quem ficou interessado, na segunda edição do fanzine "Casmurros" tem uma entrevista com César Aira.

***

Quero ler o livro da Elif Batuman quando pintar um tempo. Depois, mimetizando autor e obra, conto como foi.

*Imagem: reprodução do blog Coordenação do livro e literatura.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

CASMURROS - DOIS ANOS

No sábado foi dia de apagar duas velinhas. O Casmurros completou dois anos!

Estou aqui me castigando por não ter feito nenhum texto para registrar a data. Se dependesse da minha vontade tinha rolado uma baita festa com bebida gelada, música boa e papos à toa sobre qualquer coisa relacionada a ficção ("ou não", como diz um amigo meu). No entanto, eu estava muito ocupado nesse final-de-semana - deve ser a centésima vez que digo isso. Prometo suprir todo esse atraso o quanto antes e quem sabe até fazer uma festa. Quem topa?

No sábado, eu queria ter dito que fazer o Casmurros é uma diversão. Passo dias e noites acordado para cumprir minha difícil missão de encontrar uma miscelânea de assuntos ligados a ficção para compartilhar com vocês minha leitura de tudo isso. Juro que um milhão de ideias passam pela minha cabeça, mas escrevo bem mais lentamente do que gostaria por causa do danado do tempo - sem mencionar o raio da autocrítica que sempre aparece na última hora para censurar o que a gente escreve.

Para além do blog com uns texto bons e outros nem tanto, me orgulho de organizar o fanzine que do ano passado até agora criou bastante força. Ali apareceram textos de ficção e ensaios inéditos em português, prosa brasileira de qualidade e temas pouco usuais para o universo da literatura. Para o futuro, espero que o fanzine ganhe mais participação nacional sobretudo agora que estamos nos aproximando da seleção da Granta, da Feira de Frankfurt, da Copa do Mundo e das Olimpíadas. O Brasil é a bola da vez e acho que o fanzine precisa refletir o bom momento da nossa literatura.

O quarto número deve aparecer em breve junto com outras surpresas. Não vou contar nada para não causar expectativa e estragar o prazer de vocês. Melhor aguardar.

Para finalizar, quero dizer que o Casmurros acontece de forma independente e sem nenhum patrocínio, infelizmente. Agradeço a ajuda de todo mundo que responde aos meus pedidos e apelos (incluindo as editoras). Como disse no "post inaugural" continuo esperando que toda sorte de pessoas participe do blog comentando e compartilhando seu jeito de ler as coisas.

Muito obrigado!

* Dessa vez não tem imagem.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

UM RECADO

Caros leitores,

Esqueci de avisar, mas estou de ferias e o blog vai tirar um descanso por esses dias. Quer dizer, devo atualizar no mesmo ritmo de sempre. Apenas essa semana a coisa deve ser meio atípica porque estou viajando com acesso limitado a internet. Prometo notícias assim que possível. Por enquanto, vale dar uma olhada nos arquivos do blog.

Vou aparecer antes do que vcs imaginam.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O MUNDO IDEAL DA LITERATURA

Já devo ter falado mais de uma vez que gosto muito do blog do Michel Laub. Também gosto dos livros dele, mas confesso que não li todos. Fiquei apenas com dois: O gato diz adeus e Diário da queda. Ambos são muito bem escritos - com isso quero dizer que ele tem bastante controle do enredo; sabe o que vai dizer, como dizer e o efeito que pretende causar (pelo menos essa foi a minha impressão de leitura). Pelas coisas que acompanho, ele parece refletir muito sobre escritor um romance no mundo de hoje (pós-tudo!) e ser brasileiro (nossa literatura é periférica).

Mas gosto também do blog. Lá tem a parte crítica, as reflexões do Michel Laub sobre a literatura. Os posts são curtos, variados e dizem exatamente aquilo que precisam dizer - sem introdução, nariz de cera ou firula. Muitos "conselhos" de lá servem como um ponto de orientação para mim - e estou falando muito sério.

Para entender o que estou dizendo, recomendo a leitura da série "Mundo ideal". Trata-se de uma sequência de posts em que outros escritores listam propostas literárias para o mundo de agora - ou para um mundo ideal de agora que pode ser que nunca se realize. Tem propostas para o romance por Ana Paula Maia, propostas para o conto por Santiago Nazarian, propostas para a crítica por Antônio Xerxenesky e até proposições do próprio Laub para a crítica literária e o ano novo.

Aproveita o embalo e olhada nos posts dele para o blog da Cia das Letras. Depois você me diz...

*Imagem: Mapa da fictícia ilha de Utopia, livro homônimo de Thomas Morus (ou Thomas More), de 1516 / reprodução Google.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

POR QUE ESCRITORES NÃO DEVEM BLOGAR?

Vi no GalleyCat uma notícia curiosa e pensei em abrir algumas ideias a respeito. A notícia dizia que há duas semanas atrás a blogueira e escritora americana Livia Blackburne escreveu um longo post dizendo que escritores não deveriam se dedicar aos blogs porque "blogar é uma perda de tempo". Simplificando o post, os três principais para que os escritores abandonassem seus blogs eram:

1. Blogar é melhor para os escritores de não-ficção porque eles compartilham os seus conhecimentos com um público específico, estar ligado com o público pode ajudar as vendas.

2. "Tempo gasto no blog é tempo gasto longe de outra coisa: escrevendo outro livro, contatando um clube do livro, trabalhando meio período e investindo esse dinheiro em publicidade ou com um agente”.

3. Escritores de romances blogam muitas vezes se concentram na arte de escrever ao invés de se concentram em seus próprios leitores, criando "uma conferência escrita interminável". Enquanto isso ajuda a "encontrar novos amigos, desenvolvimento profissional e aprendizagem do seu ofício", não significa necessariamente aumentar as vendas de livros.
Logo depois ela escreveu um outro post dizendo que embora blogar seja perda de tempo, John Locke (aquele que vendeu 1 milhão de livros no Kindle em cinco meses) achou um caminho certo para aumentar suas vendas.

É certo que o post e as ideias giram muito em torno do mercado editorial americano. No entanto, se pensarmos no mercado editorial brasileiro acho que a Livia Blackburne vai ter razão. A internet realmente facilitou a divulgação e circulação de novos escritores, mas isso não significa que ela mudou a maneira como fazemos e pensamos o universo literário.

Um caso brasileiro
No final dos anos 90 e começo dos anos 2000 alguns dos nossos escritores ficaram conhecidos por meio da internet. O blog foi uma ferramenta fundamental para mostrar o trabalho de gente que estava escrevendo, mas que ainda não tinha alcançado reconhecimento mais amplo. Só que essa "geração" de escritores conseguiu publicar livros impressos e deixou da internet um pouco de lado. De modo que é raro ver novos escritores publicando ficção em blogs. Quase não se vê.

Não que o blog (e a internet) tenha perdido importância para a literatura. Pelo contrário, os blogs junto com as redes sociais ocupam o lugar da divulgação, do debate de ideias, das resenhas, das informações sobre um escritor, da reunião de leitores, das agendas de feiras, festas etc. Pode ser que antes da Livia Blackburne a gente já tivesse percebido que como escritores era mais importante se dedicar ao trabalho do que ao blog.

Pegando um caso mais brasileiro, Daniel Galera e Joca Reiners Terron falaram sobre o blog como ferramenta para escritores na reportagem Internet não anula estratégias de marketing, do jornal Gazeta do Povo. O pensamento dos dois sintetiza bastante coisa. Na reportagem Galera resume o caso da seguinte forma:
“A internet se firmou como um grande catalisador das relações entre
autores, leitores e críticos, e não como um novo meio para publicação de
literatura. A discussão literária da internet ainda se dá em torno de livros
impressos”.
E o Joca disse o seguinte:
Terron, que concorda que a rede serve mais para reunir os interessados em literatura, acredita que as grandes editoras ainda detêm o “selinho ISO 9000 de qualidade literária”.
Expandindo um pouco mais a fala dos dois, é possível dizer que de fato o grande número de discussões que rolam na internet gira em torno dos livros impressos e a internet por si só não parece capaz de legitimar alguém como escritor. O livro impresso é a verdadeira confirmação de que aquela pessoa exerce aquele ofício. Pensando dessa forma fica difícil imaginar a existência de um tipo de literatura que seja da internet. Por isso faz mais sentido usar a internet como meio de divulgação do trabalho do que formatação do trabalho em si.

Outro exemplo bacana foi a antologia ENTER, organizada pela Heloísa Buarque de Hollanda e pensada para o mundo virtual. A antologia não pretendia mostrar escritores que eram apenas da internet, mas mostrar a internet como potencia de visibilidade e acessibilidade da literatura. Tanto que a maioria dos 37 escritores que participaram tinham um pé fincado no mundo impresso. E gosto de falar desse caso porque existe um comentário da Heloísa que deixa bem claro a relação entre internet e produção de ficção:
"Não existe uma literatura de internet, mas, sim, práticas literárias na rede, que são diversificadas. E a antologia mostra que o que expandiu foi a palavra. Não foi a literatura do ponto de vista tradicional e canônico. Essa que preza a qualidade e a autoridade continua, e também hospedada na internet”.
Depois dessas longas explicações gostaria de abrir uma discussão em torno dessas ideias. Será mesmo que para um novo escritor blogar é perda de tempo? Será que existem escritores na internet? Será que existem escritores ou grupos de escritores que fazem da internet o seu laboratório de criação?

*imagem: reprodução Diary of the book-lover.

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

CASMURROS - UM ANO

É dia de apagar uma velinha. O Casmurros está fazendo seu primeiro aniversário!

Quem tem blog deve saber da dificuldade que é achar um assunto e escrever alguma coisa sobre. Por mais que a gente viva na era da informação e que qualquer comentário possa gerar pautas imensas, sempre passa pela nossa cabeça aquela dúvida: será que não estou dizendo bobagem? Já apaguei ou joguei fora textos enormes por conta da minha autocrítica.

Eu nunca quis transformar o Casmurros em apenas um blog sobre notícias literárias. Acho que temos na internet uma série de meios de informação que suprem muito bem a nossa gana por uma notícia nova. A mesma coisa acontece com os meios que divulgam e produzem resenhas sobre livros. Minha ideia sempre foi fugir um pouco dessas regras, mas há momentos em que fica difícil nadar contra a maré. Na medida do possível tento fazer um pouco diferente.

Leio diversos sites, estou sempre de olho em livros novos e antigos, lembro das histórias do tempo da faculdade, converso com um monte de gente em busca de opiniões etc. Assim vai nascendo um pouco do que aparece por aqui. Nem preciso dizer que milhões de coisas que eu gostaria de comentar vão ficando pelo caminho por falta de tempo.

O Casmurros é mais ou menos assim: uma miscelânea de assuntos ligados a ficção. Tem a historinha mashup do Alien vs. Puff, tem a ficção no twitter, tem os 20 escritores brasileiros com menos de 40 anos (e tem as entrevistas também), tem as notas (que são sempre legais de fazer), tem sempre uma crise da crítica e da resenha, tem os escritores reclusos. Enfim, esqueci propositalmente algumas dessas bobagens bem divertidas que alegram nosso dia.

Só não posso deixar de falar do fanzine. Nasceu assim, meio sem querer e ficou bem bonito. Queria ter mais tempo para promovê-lo melhor. Não acho que ele seja isento de defeitos, o negócio tem uma vocação despretensiosa. Um novo número deve estar a caminho em breve.

***

Do nome: evidentemente, o nome foi uma brincadeira com o livro Dom Casmurros, de Machado de Assis e com a palavra casmurro - que não está no dicionário (só que no plural para parecer que eu sou muitos).

***

Ah! Esqueci de dizer que o pessoal sempre esbarra aqui procurando pelo Mil Casmurros. Juro que não foi proposital.

* Dessa vez não tem imagem.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

RECADO


Pessoal,

O ano está acabando e esse será meu último post antes de 2011. Ainda tinha um monte de assuntos para comentar, mas por falta de tempo não pude comentar tudo o que eu gostaria de ter comentado. Uma pena! Para o ano que vem devemos ter novidades - melhor não falar antes para não estragar a surpresa.

O blog faz uma pausa de hoje até o dia 05/01/2011. Feliz ano novo!

*imagem: reprodução do Google.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

A THE PARIS REVIEW TEM UM BLOG

Desde 1 de Junho a revista The Paris Review tem um blog. A editora Lorin Stein diz que a "missão" do blog é manter contato com os leitores da revista entre uma edição e outra. Eles também querem escrever e chamar a atenção para tudo aquilo que eles mais gostam: literatura e artes.

O blog me parece bem promissor e antenado com os tempos atuais. Não dá para dizer que eles estão lançando uma tendência porque a internet e os blogs já existem faz tempo. Acho, na verdade, que eles demoraram bastante para entrar no mundo virtual. Só estão confirmando a tendência. E vejam que trata-se de uma das revistas mais importantes do mundo quando o assunto é literatura. Desde 1953, ela entrevista e fotografa de maneira particular escritores que são ou vão se tornar grandes nomes da literatura. É uma revista que criou um modelo, realmente. E agora está aderindo a internet, como muitas outras estão fazendo. Nem preciso dizer que eles também tem uma conta no twitter.
*imagem: capa da Paris Review de 1953 - via google.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

PATRÍCIA MELO NA FLIP E COM ROMANCE INÉDITO

Falei outro dia sobre o relançamento que a editora Rocco está fazendo dos livros de Patrícia Melo. E para minha surpresa na próxima semana a autora irá lançar um livro inédito pela mesma editora. O título do novo romance é Ladrão de Cadáveres. Pelo que li, o enredo gira em torno de um gerente de telemarketing que se muda para Corumbá e acaba envolvido numa rede de violência e mentira. Tudo vai acontecendo ao acaso. Parece bem sinistro e bem ao gosto da autora.

Uma aposta da editora é usar a internet na promoção do livro. Por isso, Ladrão de Cadáveres ganhou um blog e um perfil no twitter. Eles funcionam como uma plataforma que ira dar continuidade ao enredo presente no livro.
Outra notícia interessante: Patrícia Melo irá participar da FLIP 2010.

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