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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

APOSTAS PARA 2015 - NACIONAIS E ESTRANGEIROS

Entra ano, saí ano e a melhor maneira de começar os trabalhos com o pé direito é falando da previsão de lançamentos de livros das editoras nacionais e estrangeiras. Afinal, ano bom é ano com muita novidade. Aposto que você ainda está na praia u voltou ao trabalho com preguiça, mas procurou o termo "lançamentos de ficção 2015" no Google.

As nossas editoras não costumam divulgar o cronograma de lançamentos do ano com muita antecedência. Por isso, estou listando abaixo um apanhado de livros que consegui apurar aqui e acolá. Tem o nome da editora e do autor - em alguns casos consta o título em português ou o título original já que a tradução deve estar em andamento. Não estou mencionando os autores que devem pintar na FLIP e sempre agitam lançamentos.

Senti falta (e vocês também vão perceber) de listar lançamentos dos selos digitais que ganham mais espaço a cada ano. Alõ, editores!

Vale lembrar que são previsões e as editoras podem alterar os cronogramas - assim como pode pintar uma nova onda, tipo "romances com vampiros, zumbis e anjos", "pornô S&M soft" etc. e lançamentos jorrem aos montes. Tudo pode acontecer.

Entre os nacionais destaco o livro de contos do escritor Ricardo Lísias que sempre merece bastante atenção. Na gringa, fico com Tom McCarthy que está fazendo um trabalho esplendoroso com a prosa de ficção e ainda permanece inédito por aqui.

Se alguém descobrir ou souber de algum outro lançamento e quiser contribuir, por favor, mande um sinal de fumaça. Prometo ficar de olho e atualizar a lista a medida que receber as informações.




-> ALFAGUARA
Concentração e outros contos, de Ricardo Lísias
Maior que o mundo, de Reinaldo Moraes
As reputações, de Juan Gabriel Vásquez
Um grão de trigo, de Ngugi wa Thiong'o
Soumission, de Michel Houllebecq
Avenida bonita, de Peter Buwalda

-> BIBLIOTECA AZUL (Globo Livros)
L'amica geniale, de Elena Ferrante
Harvest, de Jim Crace (também haverá reedição de Being dead e Quarentine)
Tetralogio Rabbit, de John Updike (reedição)
Obras completas de Adolfo Bioy Casares – volume B e C
To rise again at a decent hour, de Joshua Ferris

-> INTRÍNSECA
Nós, de David Nicholls
Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr
Summerhouse with swimming pool, de Herman Koch

-> COSAC NAIFY
Não há lugar para a lógica em Kassel, de Enrique Vila-Matas
Em alto mar, de Toine Heijmans
Absalão, Absalão!, de William Faulkner

-> BERTRAND BRASIL
The good lord bird, de James McBride
The snow queen, de Michael Cunnighan
Zoo time, de Howard Jacobson
Hah, de Birgül Oguz

-> ROCCO
Um ano na selva, de Suzanne Collins
Abaixo do paraíso, de André de Leones

-> EDITORA 34
A educação sentimental, de Gustave Flaubert
Contos de Kolimá, de Varlam Chalámov
A escavação, de Andrei Platónov
Os sete enforcados, de Leonid Andrêiev
O adolescente, de Fiódor Dostoiévski
Sátántangó, de László Krasznahorkai
Carmen, de Prosper Mérimée

-> RADIO LONDRES
Atocha, de Ben Lerner
Viva a música!, de Andrés Caicedo
Stoner, de John Williams
A vida em espiral, de Abasse Ndione
Minotauro, de Benjamin Tammuz
Joe Speedboat, de Tommy Wieringa
Está tudo tranquilo lá em cima e Dez gansos brancos, de Gerbrand Bakker
Tirza, de Arnon Grunberg

-> FARO
Espero que sirvam cerveja no inferno, de Tucker Max

-> FOZ 
A rainha ginga, de José Eduardo Agualusa

-> COMPANHIA DAS LETRAS
Rãs, de Mo Yan
O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum
A hologram for the king, de Dave Eggers
Como se o mundo fosse um bom lugar, de Marçal Aquino
Os mil outonos de Jacob de Zoet, de David Mitchell
Cloud Atlas, de David Mitchell
Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust (com tradução de Mario Sergio Conti)
City on fire, de Garth Risk Hallberg (sai em setembro, nos Estados Unidos)
Compilação de histórias policiais The Latin American Crime Issue, da revista McSweeney's - entre os autores Joca Reiners Terron, Bernardo Carvalho e Carol Bensimon
Não preciso mais de você, de Arthur Miller
How to be both, de Ali Smith
Biografia involuntária dos amantes, de João Tordo
I racconti e O gattopardo, de Tomasi di Lampedusa
As mudanças e os choques, de Martin Wolf
A era da ambição, de Evan Osnos
Nora Webster, de Colm Tóibín
A zona de interesse, de Martin Amis
Funny Girl, de Nick Hornby
Can’t and won’t, de Lydia Davis
A ilha da infância, de Karl Ove Knausgaard
Os judeus e as palavras, de Amós Oz e Fania Oz-Salzberger
O livro da gramática interior, de David Grossman
A casa assombrada, de John Boyne
A imortalidade, de Milan Kundera
Restinga, de Miguel Del Castillo

Eu não preciso mais de você, de Arthur Miller

-> ESTAÇÃO LIBERDADE
Don segundo sombra, de Ricardo Güiraldes
Humanidade perdida, de Osamu Dazai
Adeus, Tsugumi, de Banana Yoshimoto
O vento leste, de Otohiko Kaga
Medeia, de Christa Wolf
No país do cervo branco, de Chen Zhongshi
Da vida de um inútil, de Joseph von Eichendorff
Divã ocidental-oriental, de J. W. Goethe
Os anos de peregrinação de Wilhelm Meister, de J. W. Goethe

Natan, o sábio, de G. E. Lessing

-> HEDRA
Antologia do conto holandês (1839-1937), 16 contos de 16 autores

-> RECORD
Remissão da pena, Flores da ruína e Primavera de cão, de Patrick Modiano
Luxúria, de Fernando Bonassi
The wolf in white van, de John Darnielle

-> CARAMBAIA
Homens em guerra, de Andreas Latzko 
Soldados rasos, de Frederic Manning 
Juncos ao vento, de italiana Grazia Deledda

-> MUNDARÉU
O fogo, de Henri Barbusse
Uma juventude na Alemanha, de Ernst Toller

-> GRUA LIVROS
A última tentação de Cristo, de Nikos Kazantzakis 




GRINGOS (considerando o mercado editorial norte-americano e de língua inglesa)

Amnesia, de Peter Carey
The First Bad Man, de Miranda July
Lucky Alan: And Other Stories, de Jonathan Lethem
Satin Island, de Tom McCarthy
Trigger Warning: Short Fictions and Disturbances, de Neil Gaiman
The Buried Giant, de Kazuo Ishiguro
Ashes in My Mouth, Sand in My Shoes e I Refuse, de Per Petterson
The Last Word, de Hanif Kureishi
God Help the Child, de Toni Morrison
The Making of Zombie Wars, de Aleksandr Hemon
Purity, de Jonathan Franzen

*Imagens: divulgação.

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

NOTAS #43



A invasão dos hermanos
Nessa semana a editora Rocco lança os primeiros títulos da coleção "Otra Língua" dedicada somente a autores hispano-americanos que embora sejam celebrados pela crítica e tenham uma obra robusta ainda permanecem pouco conhecidos no Brasil - com algumas exceções. A organização ficou nas mãos de Joca Reiners Terron que chamou uma turma bacana para cuidar das traduções e apresentações dos autores. Os dois primeiros livros são Asco, de Horacio Castellanos Moya - com tradução de Antônio Xerxenesky e apresentação de Adriana Lunardi - e Deixa Comigo, de Mario Levrero - com tradução e apresentação do próprio Joca; como bônus, o livro tem uma autoentrevista de Levrero). Logo mais deve sair Como me tornei freira, de César Aira - com tradução de Angélica Freitas e apresentação de Sérgio Sant'Anna - e Os Lemmings e outros, de Fabián Casas - com tradução de Joca Wolff e apresentação de Carlito Azevedo.

A coleção deve ter ainda livros de Roberto Arlt, Guadalupe Nettel - com tradução de Ronaldo Bressane e apresentação de Juan Pablo Villalobos - e outros.

***

Não custa lembrar que César Aira é um dos autores confirmados para a próxima Bienal do Livro do RJ que acontece em agosto.

Enquanto esperamos
Estava nos planos da editora Intrínseca lançar a tradução do romance The Art of Fielding, de Chad Harbach no primeiro semestre de 2012. O cronograma mudou e acabou ficando para esse ano. Sei de gente que está muito ansiosa pelo lançamento - afinal, o livro foi muito comentado por jornais, revistas e blogs graças a um forte esquema de marketing montado pela editora do autor, o que garantiu uma boa temporada de vendas nos Estados Unidos e o tornou um símbolo de recuperação da crise econômica que estava instalada no mercado editorial daquele país (quem conta essa história é Paulo Roberto Pires num artigo fantástico para o caderno Ilustríssima, da Folha de SP).

A boa notícia é que The Art of Fielding ganhou uma tradução portuguesa e espanhola - para quem não quer esperar muito ou já não recorreu ao original, em inglês. Em Portugal, saiu em 2012 pela editora Civilização com o simpático título de A arte de viver à defesa. A edição espanhola está mais fresquinha, acaba de sair pela editora Salamandra e recebeu o título de El arte de la defensa - tal qual a tradução portuguesa.

No Brasil, a tradução foi feita por Alexandre Barbosa de Souza e o título deverá ser A arte do jogo.

Eu tuíto, tu tuítas
Depois de John Wray, Jennifer Egan e John Wray chegou a vez do diretor de cinema Steven Soderbergh experimentar o twitter para escrever uma... novela. Chama-se Glue, parece que é uma história de suspense. Não tem nenhum rigor formal, mistura textos com imagens e até o momento tem dezoito capítulos. Detalhe, a conta tem 11.239 seguidores. O último filme de Soderbergh, Terapia de risco, entra em cartaz no Brasil nessa sexta.

A chegada dos forasteiros
Apesar de ter nascido no Canadá, o escritor Patrick deWitt mudou para os Estados Unidos e depois de algumas andanças foi morar no estado do Oregon. Parece que suas andanças em terras do Velho Oeste lhe renderam uma bela história para o aclamado romance Os irmãos Sister que acaba de ser lançado no Brasil pela editora Planeta com tradução de Marcelo Barbão. O livro foi bastante premiado pela crítica literária canadense, entrou em diversas listas de melhores do ano, chegou a finalista do Man Booker Prize, em 2011, e por muito pouco não ganhou o Tournament of Books do ano passado - na final, perdeu para Cidade aberta, de Teju Cole. A história está ambientada na Califórnia na época da corrida pelo ouro e tem os irmãos Charlie e Eli Sisters como protagonistas. Eles foram contratados para matar um homem chamado Hermann K. Warm, só que no percurso as coisas se complicam um pouco e tudo começa a dar errado. 

Para matar a curiosidade tem um trecho do romance aqui.

***

Outro livro que fez sucesso no Tournament of Books em 2011 e acaba de sair pela editora Leya é A peculiar tristeza guardada num bolo de limão, de Aimee Bender. Perdeu o torneio no zombie round (espécie segunda rodada da semi-final) para A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan - livro que foi o grande campeão daquele ano. Não pense que ela é uma autora estreante, sua bagagem já conta com cinco livro publicados e mais de dez anos de experiência - sem mencionar os textos para revistas como Granta, GQ, Harper's, Paris Review, McSweeney's etc. O enredo de A peculiar tristeza... é muito bom: fala sobre uma menina que "sente o sabor das emoções das pessoas que preparam sua comida".

Achado
Especialistas encontraram um conto do escritor Yasunari Kawabata que estava perdido nos arquivos do jornal da cidade de Fukuoka, no Japão. O conto se chama Utsukushiki! - Magnífico! em tradução literal - e foi publicado em 1927 quando o jovem Kawabata estava prestes a lançar A dançarina de Izu, livro que o tornou conhecido no mundo todo. Ele foi o primeiro escritor japonês a ganhar o prêmio Nobel de Literatura.

*Imagem: divulgação.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PRESENTES DE NATAL - 2012


Não posso fugir a tradição de todos os anos. Por isso, organizei uma seleção de presentes para o natal. No "guia de compras" entraram apenas livros de ficção em prosa lançados ao longo do ano de 2012. A intenção é ajudar na hora das compras de última hora para o amigo secreto e tudo o mais. Pode ter certeza que com essas dicas você não vai fazer feio.

O serviço inclui imagem de capa do livro, título, autor, tradutor, preço e link para o site das editoras. O preço pode variar dependendo da livraria em que você compra em função de ofertas promocionais, programas de fidelidade, descontos, compra pela internet, importação etc.




1Q84, de Haruki Murakami, traduzido por Lica Hashimoto (Alfaguara Brasil; R$ 49,90). A saga surrealista de Aomame e Tengo num mundo repleto de referências a cultura pop. 

Mar azul, de Paloma Vidal (Editora Rocco; R$29,50). A fratura entre a leitura e a escrita e a impossibilidade de contar uma história que alguém nos conta.

A comédia humana - v. 1, de Honoré de Balzac, traduzido por Vidal de Oliveira (Biblioteca azul; R$ 74,90). Toda a obra de Balzac reunida em 17 volumes distribuída entre romances, novelas e contos. Um verdadeiro painel da vida moderna. 

Oblómov, de Ivan Goncharov, traduzido por Rubens Figueiredo (Cosac Naify; R$ 119,90). Não existe um mal contemporâneo maior do que a preguiça. 

Dom Quixote - 2 volumes, de Miguel de Cervantes, traduzido por Ernani Ssó (Penguin Companhia; R$ 79,00). Um clássico que nasceu a partir de uma paródia das famosas novelas de cavalaria.

A confissão da leoa, de Mia Couto (Companhia das Letras; R$ 39,50). Uma história de amor em meio a riqueza dos mitos e lendas de um lugar que está nos confins da África

Composition n.º 1, de Marc Saporta (Visual Editions; $29,20 - importado R$ 115,70). Um livro dos anos 60 em que vale aquela máxima "a ordem das páginas não altera o produto".

Barba ensopada de sangue, de Daniel Galera (Companhia das Letras; R$ 39,50). Um segredo do passado põe em marcha o destino de um homem rumo a natureza selvagem.

Foras da lei..., vários autores, traduzido por Heloisa Jahn (Cosac Naify; R$ 49,90). O estranhamento das coisas do mundo visto e ilustrado pelo olhar de renomados escritores.

Pagando por sexo, de Chester Brown, traduzido por Marcelo Brandão Cipolla (WMF Martins Fontes; R$ 47,00). Se não pagar é amor. Se pagar é sexo. Por algumas páginas, deixem de lado suas fantasias e tomem um banho de realidade.

Building stories, de Chris Ware (Jonathan Cape; $30 - importado R$ 144,70). Histórias da vida inteira reinventadas num livro em diversos formatos.

*Imagem das capinhas: divulgação / montagem: Rafael R.
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terça-feira, 26 de junho de 2012

JONATHAN FRANZEN E GARY SHTEYNGART NA SERAFINA

Não sei se todo mundo já sabe, mas Jonathan Franzen estampou a capa da última edição da revista Serafina - que circula junto com a Folha de SP. A reportagem é bacana: tem quatro páginas com as caras e bocas do Franzen, um certo ressentimento com Madonna, os escritores que o influenciaram, o caso Oprah Winfrey, trechos de As correções e Liberdade e uma arte com pássaros que ele quer ver no Brasil - depois da FLIP, Franzen segue numa viagem de um pouco mais de uma semana para observar pássaros no Pantanal e na Bahia. Finalizando tem um comentário de Patrícia Campos Mello sobre a obra do escritor.

A reportagem, sem as "artes" e fotos, está disponível aqui.

***

Uma coisa me deixou curioso nisso tudo. Num certo momento, Franzen confessa seu vício por seriados de TV, comenta que o gênero televisivo acabou virando um primo dos romances (no melhor estilo folhetim) e fala da adaptação de As correções para uma minissérie do canal HBO. A notícia circula nos jornais desde o ano passado. A série teria Chris Cooper, Dianne Wiest, Ewan McGregor, Maggie Gyllenhaal e Bruce Norris nos papéis principais, o próprio Franzen como roteirista e Noah Baumbach como diretor. No entanto, em maio desse ano a HBO anunciou que iria desistir da adaptação por causa da complexidade narrativa do romance. Funciona nas páginas do livro, mas não funciona na TV.

(A notícia apareceu primeiro no Deadline Hollywood e também vi no Omelete).

A reportagem da Serafina diz que o seriado está programado para 2014. Será que ainda existe uma chance - alguém confirma?

***

A revista também tem uma entrevista com Gary Shteyngart, outro escritor convidado da FLIP. O morador do Gramercy Park, bairro caro e super cobiçado de Nova York, conta que está trabalhando num livro novo, "sobre a vida como imigrante nos EUA", e para o trailer promocional sonha em se "vestir de bebê e ter Isabella Rossellini, como minha mãe, cantando uma canção de ninar". Ele já teve James Franco e Paul Giamatti no trailer de Uma história de amor real e supertriste - ganhou até um prêmio por isso.

(Falei sobre os tais vídeos e sobre Uma história de amor real... que comecei a ler nessa semana e estou nas primeiras páginas - para saber mais, clica nos links. Tem até um trecho do livro.)

*Imagem: reprodução da capa da Serafina.
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

A HORA DE CLARICE

A exemplo do que aconteceu com Carlos Drummond de Andrade, no DiaD, o Instituto Moreira Salles e editora Rocco promovem no próximo dia 10 de dezembro "A hora de Clarice". O intuíto do evento é comemorar o aniversário da escritora Clarice Lispector e promover sua obra em todo o país. A programação prevê palestras, dramatizações, contações de histórias, além de ações na internet e nos pontos de venda. Por enquanto, foram confirmados José Miguel Wisnik, José Castello, Nadia Gotlieb e Pedro Vasquez - mais atividades serão anunciadas em breve.

O evento acontece no momento em que a obra da escritora também está em evidência internacional. Alguns escritores gringos já confessaram ter sofrido influência de Clarice. Os festivais Europalia e FILBA desse ano tiveram mesas dedicadas a ela. A editora norte-americana New Directions, em projeto coordenado por Benjamin Moser, pretende relançar em 2012 cinco livros dela com nova tradução e novo projeto gráfico (aliás, a biografia escrita por Moser pode virar filme). Obras dela também estão saindo na Espanha.

Por aqui, as obras completas de Clarice saíram pela editora Rocco num projeto que terminou em março do ano passado.

*Imagem: reprodução da Wikipédia.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MARGARET ATWOOD ECOLÓGICA

Para Margaret Atwood a discussão em torno dos leitores eletrônicos (e-readers ou tablets, se preferirem) e livros digitais não merece nossa atenção. A dama da literatura contemporânea está envolvida em causas políticas muito maiores - sobretudo a causa ecológica.

Vide O ano do dilúvio, romance em que aborda temas bastante atuais como experiências genéticas, consumismo, seitas religiosas, corporações gananciosas etc. Aliás, o release preparado pela editora Rocco dizia que durante a turnê de divulgação desse livro, ela tomou todas as medidas para reduzir a emissão de poluentes no meio ambiente. Consta que Atwood adotou "alimentação vegetariana, hospedou-se e fez eventos apenas em locais que tinham uma política de conservação ambiental, preferiu usar trens a automóveis – a fim de reduzir as emissões de carbono – e atravessou o Atlântico Norte de navio" (daqui).

Portanto, não causa nenhum espanto saber que seu novo livro chamado In Other Worlds - SF and the Human Imagination será impresso em papel feito de palha criado pela organização ambiental Canopy. A experiência é inovadora e revolucionária pois esse será o primeiro livro impresso em papel feito a partir de resíduos da palha da colheita de grãos (especialmente trigo), palha de linho e papel reciclado. Uma estimativa afirma que esse tipo de papel pode salvar até 800 milhões de árvores.

O site da Canopy está vendendo uma tiragem limitada e especial com exemplares autografados pela internet. O restante da tiragem será 100% impresso em papel reciclado pela editora canadense McClelland & Stewart. In Other Worlds reúne três ensaios da escritora sobre o gênero conhecido como ficção especulativa e suas relações com a ficção científica.

Tomara que o gesto de Atwood renda frutos.

*Imagem: capa do livro In Other Worlds/divulgação.
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