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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A VOLTA DO QUE NÃO FOI


Não, meu caro leitor, você não está tendo uma alucinação. Apesar da longa pausa sem atualizações, o blog ainda existe e eu estou por aqui. Não queria apelar para aquele velho lenga-lenga de falta de tempo, mas não vejo outra saída. Fiquei ocupado com uma série de coisa e por falta de tempo (ou preguiça) - nunca por falta de ideias - o blog acabou parado.

Para não sumir completamente dei as caras no Twitter e no Tumblr.

Aos poucos, leitor amigo, estou voltando. Tire o pó da sua estante, desencaixote os livros, organize as prateleiras, revire as páginas e baixe os aplicativos...

Imagem: Erik Desmazières. La salle des planètes, from La Bibliothèque de Babel. / Reprodução
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sábado, 29 de outubro de 2011

NOTAS #31



Face oculta
Sylvia Plath é mais conhecida por sua eletrizante obra poética e por seu romance A redoma de vidro. O que nem todo mundo sabe é que ela também manteve uma intensa produção de pinturas e desenhos paralela a sua obra como escritora. Parte desses desenhos serão exibidos pela primeira vez numa exposição na Mayor Gallery, em Londres. Ao contrário do que a gente imagina, os desenhos demonstram um enorme talento escondido. São cenas bem acabadas de natureza morta, vilas, cafés parisienses e objetos isolados. O desenho reproduzido acima curiosamente chama "The Bell Jar" e supostamente tem ligação com um pequeno trecho do romance.

Biblioteca secreta
Quais eram os livros favoritos de Aldous Huxley? O que teria influenciado George Orwell? Será que Jorge Luis Borges lia romances policiais? A curiosidade sobre a leitura particular de grandes escritores muitas vezes ronda a nossa cabeça ao fechar de seus livros. A biblioteca secreta de cada um é algo tão pessoal que somente eles poderiam revelar. A correspondência de Samuel Beckett (que chegou as livrarias inglesas nessa semana) revela um pouco desse surpreendente segredo. Beckett cita em suas cartas sua admiração por Andrômaca, de Jean Racine, A volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne, O castelo, de Franz Kafka e outros livros de Victor Hugo, Louis-Ferdinand Céline, Andre Malraux, William Faulkner e Albert Camus.

***

A curiosidade dessas leituras fica por conta de O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger (que Beckett afirma ter gostado muito) e A casa torta, de Agatha Christie (que ele achou bem cansativo).

Protestos na literatura
Em tempos de "Ocupe Wall Street" e protestos pelo mundo, nada melhor de que ler grande literatura em que manifestações de descontentamento ganham destaque no enredo. Assim acontece em À espera dos Bárbaros, de J.M. Coetzee (em muitos livros de Nadine Gordimer também), Barnaby Rudge, de Charles Dickens, A educação sentimental, de Gustave Flaubert, A pastoral americana, de Philip Roth e Shirley, de Charlotte Brontë. Cenas de protesto também estão presentes na literatura nacional, sobretudo na obra de escritores das décadas de 30/40 e 60/70 - quando enfrentamos ditaduras militares.

Ficção áudio eletrônica (2)
Na semana passada o projeto EletroFicção nos presenteou com a escritora Ana Paula Maia lendo um trecho do seu romance Carvão animal. Essa semana foi a vez de Luiz Ruffato ler o Fragmento 13 do romance Eles eram muitos cavalos - o escritor acaba de lançar Domingos sem Deus, quinto e último capítulo da série batizada Inferno provisório.

Tumblr quase literários
Os tumblrs voltados a assuntos ligados ao universo literário estão pipocando na internet. Depois do hilariante "Tô gato?" - que mostra "os gigantes da literatura antes de sair pra balada" (do tipo imperdível!) - tem "Not Foster Wallace" com sósias do cultura escritor norte-americano e "Nabokov, Bitches" com fotos e frases do escritor russo. Se você conhece algum outro, por favor, mande uma mensagem que prometo postar aqui no blog.




James Franco
O ator James Franco adora literatura e disso a gente não tem dúvida. Basta lembrar que ele já escreveu um elogiado livro de contos (Palo Alto: Stories), participou do book trailer de Gary Shteyngart e encarnou Allen Ginsberg no filme Howl. Recentemente Franco gravou de sua cama em áudio e vídeo a leitura do conto “William Wei", de Amie Barrodale para a revista Paris Review - o conto foi publicado na edição nº 197 da revista e está disponível para leitura aqui. o vídeo tem um pouco mais de treze minutos (sem corte ou edição). Quem quiser pode ouvir apenas o áudio clicando aqui.

*Imagem: reprodução

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

COMPLEXO LISA SIMPSON


De bobeira na internet acabei descobrindo um tumblr bem legal dedicado as referências literárias dos Simpson, com atenção especialmente voltada a Lisa Simpson. A irmã mais nova de Bart é muito inteligente para os seus 8 anos de idade (dentro da série ela tem um QI bem acima da média) e uma verdadeira devoradora de livros e revistas.

Nas mãos dela sempre aparece um exemplar da New Yorker, Harper's, The Atlantic, Paris Review, Wired etc. Do contrário ela está lendo A redoma de vidro (Sylvia Plath), As aventuras de Tin Tin (Hergé), O homem e super-homem (George Bernard Shaw), As correções (Jonathan Franzen) e livros de Jane Austen, Joyce Carol Oates, Gore Vidal, Tom Wolfe e muitos outros.

O tumblr, carinhosamente batizado de The Lisa Simpson Book Club, reune frames da série que mostram todas essas referências. Em esquema colaborativo, qualquer pessoa pode enviar um frame inédito ou avisar os organizadores sobre alguma descoberta que tenha passado despercebida.

Na imagem acima, Lisa está olhando para O arco-íris da gravidade, de Thomas Pynchon - aliás, segundo reza uma lenda o próprio autor participou da série dublando a si mesmo num episódio sobre a sua casa.

*Imagem: reprodução.

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