Mostrando postagens com marcador cecília giannetti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cecília giannetti. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de junho de 2013

VOTAÇÃO: MUSA DA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Na semana passada, o blog da Rafaela Gimenes organizou uma votação para eleger os musos da literatura brasileira contemporânea. Os dez concorrentes reúnem ao mesmo tempo beleza e talento suficientes que justificam a presença no páreo.

Foi pensando nisso, que resolvi organizar uma votação parecida. Portanto, cuecas de plantão, vamos eleger a musa da literatura brasileira contemporânea. Fique registrado que não estamos desprezando a beleza das escritoras das gerações antigas - Clarice Lispector, Hilda Hilst e Lygia Fagundes Telles estão na categoria hors concours. Aliás, os olhos de Lygia Fagundes Telles conquistaram até o ganhador do Prêmio Nobel, William Faulkner.

As candidatas aparecem na lista de forma aleatória, sem ordem de predileção. A seleção foi feita no esquema 'toró de ideias' - as dez primeiras escritoras que apareceram na lembrança. Use a caixa de comentários para manifestar algum nome que merecia estar na disputa e ficou de fora.

Vamos às musas:



1. Vanessa Bárbara
Além de O livro amarelo do Terminal, O Verão do Chibo (escrito em parceria com Emílio Fraia) e A máquina de Goldberg (HQ ilustrada por Fido Nesti), ela também dedica parte do seu tempo ao periódico A Hortaliça, traduz, faz preparação de texto e escreve para a revista Piauí e para o jornal Folha de SP. Ufa! O jeito tímido e irreverente são um charme a parte.



2. Marina Colasanti
Nasceu na Itália e veio para o Brasil em 1948. Aqui estudou e trabalhou como jornalista. Tem quarenta livros publicados sendo o primeiro, Eu sozinha, de 1968 e o mais recente, Passageira em trânsito, de 2010 - vencedor do Prêmio Jabuti. É uma senhora muito elegante e dona de lindos olhos claros.



3. Ana Paula Maia
É quase como a tigresa daquela canção do Caetano Veloso. Teve banda de rock, gosta de Quentin Tarantino, Dostoievsky e Sergio Leone, escreveu roteiro para teatro e cinema. Publicou quatro livros e participou de diversas antologias.



4. Adriana Lunardi
Apesar de ter nascido em Santa Catarina, já morou em Santa Maria, Porto Alegre, São Paulo e atualmente está no Rio de Janeiro. Publicou As Meninas da Torre Helsinque (1996), Vésperas (2002), Corpo estranho (2007) e A vendedora de fósforos (2011). Também trabalha como roteirista.



5. Cecilia Giannetti
Depois de participar de muitas antologias, publicou o romance Lugares que Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi em 2007. Trabalhou como jornalista e roteirista. No momento está preparando novos romances.


6. Simone Campos
Ela é dona de uma beleza algo nerd porque usa óculos, adora videogame e ficção-científica. Publicou quatro livros e participou de muitas antologias - sem contar a participação em blogs e textos de ficção que foram escritos na internet. Sua experiência mais recente é OWNED - Um novo jogador, narrativa que usa recursos do videogame e outras mídias.



7. Tatiana Salem Levy
Nasceu em Lisboa, mas veio para o Brasil alguns meses depois. Leitora de Blanchot, Foucault, Deleuze e muitas outras coisas mais, publicou dois romances A Chave de Casa (2007) e Dois rios (2011). Antes disso, participou de diversas antologias.


8. Paloma Vidal
Ela nasceu em Buenos Aires - outra autora que veio para cá muito jovem. Tem trabalho como crítica, tradutora, leciona teoria literária e edita uma revista chamada Grumo. Publicou A duas mãos (2003), Mais ao sul (2008), Algum lugar (2009) e Mar azul (2011).



9. Clara Averbuck
Além de bonita é leitora de John Fante, Charles Bukowski, Paulo Leminski, Pedro Juan Gutiérrez, Hunter S. Thompson e João Antônio. gosta de Fiona Apple, Nina Simone, Rolling Stones, Tom Waits e Strokes. Tem cinco romances publicados.


10. Verônica Stigger
Essa gaúcha faz um pouco de tudo: trabalha como jornalista, professora e crítica de arte. Sua obra tem características e formatos muito particulares. Publicou O trágico e outras comédias (2004), Gran Cabaret Demenzial (2007), Os anões (2010) e o mais recente é Delírio de Damasco (2013).

Agora é com você ajude a eleger nossa musa. Vote no formulário abaixo e chame os amigos porque a eleição encerra na outra sexta-feira (dia 14/06).


>> VOTAÇÃO ENCERRADA <<

*Fotos: reprodução/Google Images.
Share/Save/Bookmark

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

NOTAS #8


Contos de fadas
Livros de contos de fadas sem ilustrações são muito sem graça. Quanto mais caprichada a ilustração, mais vamos gostar do livro. Pensando nisso, uma pessoa apaixonada por contos de fadas criou um Flickr para reunir ilustrações de livros bem antigos. A coleção conta com desenhos do principal trio de ilustradores do começo do século XX: Edmund Dulac, Arthur Rackham e Charles Robinson. Mais imagens estão disponíveis em http://tinyurl.com/y9srzkv

Nobel sem descanso
Mario Vargas Llosa mal ganhou o prêmio Nobel de Literatura e já retornou ao trabalho. Ele foi convidado pela Universidade de Princenton para ministrar um curso sobre técnicas do romance e outro sobre o escritor argentino Jorge Luis Borges. Vargas Llosa ainda lançou essa semana um novo romance, El sueño del celta. Ainda inédito no Brasil, esse livro tem previsão de lançamento em 2011 pela editora Alfaguara.

Autorretrato de Borges
O americano Burt Britton, co-fundador da lendária livraria New York Books & Company, conheceu de perto muitos escritores e outras figuras ilustres. Para cada um deles Britton fazia um pedido curioso: desenhar um autorretrato. A brincadeira ficou tão série que acabou virando uma coleção particular muito cobiçada - inclusive toda a coleção foi a leilão no ano passado e arrecadou lances altíssimos. Entre os escritores que se autorretrataram estão: Maurice Sendak, Margaret Atwood, Saul Bellow, Jorge Luis Borges, Roald Dahl, Allen Ginsberg, Stephen King, Cormac McCarthy, Norman Mailer, John Updike, Tom Wolfe e muitos outros. Uma parte desses desenhos pode ser vista em http://tinyurl.com/3x2zxeg

Nos bastidores
Dois autores do universo da prosa de ficção estão por trás do especial Afinal, o que querem as mulheres?: João Paulo Cuenca e Cecília Giannetti. Ambos escreveram o roteiro do seriado e contaram com a coautoria de Michel Melamed e do diretor Luiz Fernando Carvalho. Em entrevista os dois disseram da diferença entre escrever um livro solitariamente e de escrever para a TV em parceria com mais pessoas. Com duração de seis episódios e exibição semanal, o seriado vai ao ar na TV Globo.

Escolha editorial da Amazon
A megaloja Amazon fez a sua tradicional lista de melhores livros lançados no ano. Na categoria ficção os dez livros escolhidos são: Matterhorn, de Karl Marlantes; Freedom, de Jonathan Franzen; A mulher foge, de David Grossman; The Imperfectionists, de Tom Rachman; Major Pettigrew's Last Stand, de Helen Simonson; The Hand That First Held Mine, de Maggie O'Farrell ; Skippy Dies, de Paul Murray; One Day, de David Nicholls; Memory Wall, de Anthony Doerr e The Lonely Polygamist, de Brady Udall.

Honra ao mérito
Toni Morrison recebeu na França a Ordem Nacional da Legião de Honra - a maior condecoração de honra concedida pelo governo francês. Durante a cerimônia de entrega na semana passada Frederico Mitterrand, o ministro da cultura, disse que Morrison "incorpora a melhor parte da América, o que fundamenta o amor à liberdade nos sonhos mais intensos". Além de ser unanimidade de crítica como uma das melhores escritoras de seu tempo, Morrison também já ganhou o Prêmio Pulitzer e foi a primeira mulher negra a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura.

A noticia Franzen da semana

O jornal britânico Guardian disponibilizou o vídeo de uma entrevista com Jonathan Franzen. Sarfraz Manzoor, colaborador do jornal, pergunta ao escritor sobre o novo romance - Freedom, sobre a amizade com David Foster Wallace e sobre a política nos Estados Unidos. É interessante observar os óculos que foram cobiçados por uma dupla de malucos numa festa na Inglaterra e a imensa calma de Franzen ao responder as perguntas. O vídeo está disponível em http://tinyurl.com/2wjg5ql

*imagem: reprodução.


Share/Save/Bookmark

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CECÍLIA GIANNETTI


Qual foi o primeiro livro que você leu e que teve impacto sobre você?
Os primeiros livros que li, escolhidos por mim mesma na biblioteca e que causaram impacto ainda na infância, foram todos da série escrita por Monteiro Lobato sobre o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Na adolescência, Lolita, de Nabokov.

Alguma vez você considerou a hipótese de não ser escritora?
Eu achei, ainda na idade absurda em que dizem pra gente escolher uma "profissão" e passar no vestibular senão vamos morrer na miséria etc., que o lugar pra ser escritor era jornal porque grandes autores brasileiros e estrangeiros que eu admirava tinham tido sua passagem pelo jornalismo. Na faculdade de jornalismo o que eu menos fiz foi gostar e discutir jornalismo, até que apareceu uma matéria eletiva chamada jornalismo literário, que tratava de técnicas literárias aplicadas ao jornalismo por gente como Hunter S. Thompson, Tom Wolfe, Gay Talese, etc. e falava também de Machado de Assis, Lima Barreto... aí eu já estava escrevendo contos, ficção, sem o menor interesse em trabalhar numa redação de jornal. Aí já era tarde porque eu precisava trabalhar. Fui parar no Jornal do Brasil. Chegava em casa à noite e escrevia o primeiro romance. Durei um ano lá no jornal, pedi demissão. Voltei a jornal em 2007 escrevendo crônicas para a Folha de S. Paulo, longe da redação e sem qualquer compromisso com linguagem/foco jornalístico, crônica é crônica.

Na sua opinião, todas as histórias já foram escritas ou ainda é possível criar novas histórias? Há novas formas de contar histórias?
Sempre existem histórias novas a serem contadas e, entre os autores que valem a pena ser lidos, cada um deve ter seu jeito próprio de contar cada história sua.

No que você está trabalhando agora?
Um texto para TV e fazendo ajustes no romance que escrevi para a coleção Amores Expressos, sobre Berlim.

Quem são os seus escritores favoritos com mais de quarenta anos?
É uma lista que muda com alguma frequência. Hoje eu te digo: J. D. Salinger, Borges, Clarice Lispector (esta é um caso delicado; para ser lida hoje, é bom ignorar tudo o que já se escreveu sobre ela, sem contar também as imitações. Acho que quando um autor é imitado à exaustão e tão mal, corre-se o risco de pôr o povo a correr da obra original; a imitação, quando reverbera constantemente, monstruosamente, causa ojeriza mesmo ao seu original, incompreensão, desinteresse).

Pego muito velho e velha também. Jane Austen é um excelente lava-língua, exemplo de literatura cujos subprodutos deixam alguma gente com vergonha de citar, de dizer que lê com gosto. O Oscar Wilde de "De profundis", F. Scott Fitzgerald, e, nem tão velho, o Lobo Antunes.

Tenho uma lista mais atualizada de novas "conquistas", contemporâneos, mas ainda não sei se é namoro, então preferimos não divulgar nomes para não gerar fofoca.

*ilustração: Nathália Lippo.

Share/Save/Bookmark