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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

ONDE VIVIAM OS MODERNISTAS?


O assunto mais curioso dessa semana foi a descoberta da garçonnière que pertenceu ao escritor Oswald de Andrade. O local ficava no terceiro andar de um prédio na Rua Libero Badaró, 67, no centro de São Paulo. Foi ali que Oswald reuniu parte da turma que viria a realizar a Semana de Arte de Moderna de 1922.

O responsável pela descoberta foi o historiador José Roberto Walker e quem conta a história em riqueza de detalhes é o jornalista Luís Antônio Giron no caderno Ilustríssima, da Folha de SP.

Tomara que alguém inclua o endereço num roteiro literário da cidade.

*imagem: reprodução da Wikipédia/domínio público
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ONDE AS HISTÓRIAS VIVEM

“Fomos caminhando até a rua 7 de Abril, entramos no cinema, na tela, uma loira linda, viciada em crack, dizia para o namorado: os vampiros têm mais sorte que nós.”

“Ela subiu no primeiro Vila Olímpia-Lapa e passou por mim sem olhar, os policiais me revistando. Outra vez, ameaçou gritar se eu não a deixasse em paz. Começou a trabalhar em outro horário. Pediu transferência para outra loja do Mappin, pensando que eu não descobriria, mas eu descobri, Mappin do centro, em frente ao Teatro Municipal.”

“No final da avenida Guarapiranga dobrei à direita e estacionei o carro numa quebrada, mandei meus homens esperarem.”


O Matador, de Patrícia Melo.



Duas semanas atrás, o caderno Ilustríssima publicou uma notinha falando sobre um portal na internet que mapeia diversas referências culturais que aparecem nos livros que a gente leu. É possível saber, por exemplo, os lugares em que uma história acontece, qual música, filme, comida, bebida ou carro uma personagem gosta e algumas coisas mais. Lembra um pouco aquelas notas explicativas que apareciam nos rodapés dos livros de antigamente.

Não tenho a menor ideia de quais são os planos dos donos do portal - se eles querem mapear todos os livros do mundo ou apenas os livros que publicados e traduzidos para o inglês (o que não reduz nem um pouco o universo dos livros) -, mas sei que a tarefa nunca vai terminar. Até agora já foram cadastrados mais de 7000 livros (Parece bastante, só que não é. A Biblioteca do Congresso Norte-Americano, por exemplo, possuía até pouco tempo atrás, mais de 32 milhões de livros).

Seja como for, eu simpatizo com a ideia - me lembra até minha época de faculdade quando um professor disse que a cultura iria virar um imenso banco de dados para consulta (naquele tempo a gente não dava bola para essas previsões). Sempre tive curiosidade de encontrar um lugar que mapeasse na ficção as citações a cidade de São Paulo (nem precisava ser um mapeamento muito amplo, bastava que dissesse os lugares, praças e ruas).

***

Só por curiosidade, pesquisei no tal portal (SmallDemons.com) citações sobre a cidade de São Paulo. Não tinha nenhuma. Sobre o Rio de Janeiro tinha duas (uma em Nemesis, do Jo Nesbo e outra em Ghostwritten, do David Mitchell - nada demais). A maioria das citações eram sobre Brasil ou os brasileiros. O livro mais conhecido era Infitite Jest, de David Foster Wallace que nos cita em 6 momentos.

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Na falta de um portal a gente tem a Caminhada Noturna que durante os meses de julho e agosto promoveu caminhadas temáticas com escritores paulistas ou adotados pela cidade (não eram escritores de ficção, necessariamente). A Bicicloteca também promoveu dois passeios literários mostrando a casa do Monteiro Lobato, do Mario de Andrade e até a famosa garçoniere de Oswald de Andrade.

(Aliás, a vida inteira de Oswald de Andrade daria um passeio de dois dias, pelo menos. Além do centro da cidade, ele morou em Higienópolis, na Consolação, no Bixiga, nos Jardins e na Bela Vista).

Evidentemente, gostaria de um banco de dados com citações de cidades de todo o Brasil. Quiça poderíamos ter um portal que também mostrasse as referências culturais dos livros do Machado de Assis - assim, a turma da internet saberia direitinho onde destrinchar informações. Também sugiro ao pessoal dos eventos na cidade criarem roteiros/passeios sobre Mario de Andrade e Marcos Rey - eles também tiveram uma vida intensa na cidade.

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Lá em cima retirei trechos do livro O Matador, de Patrícia Melo. Me lembro que fiquei fascinado por esse livro justamente por causa das referências geográficas. Os primeiros livros dela estão recheados dessas coisas.

*Imagem: um mapa antigo que encontrei no Google.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

LITERATURA EM NOVAS FORMAS DE DISTRIBUIÇÃO


"Para a literatura prosperar na era digital ela precisa abraçar algo da sensibilidade da cultura pop e adotar novas formas de distribuição coerentes com a maneira como as pessoas consumem conteúdo."

A frase acima tem qualquer coisa de futurista e visionária. Parece que foi dita por um daqueles gurus da tecnologia que escrevem laudas na revista Wired. Na verdade, foi dita pelo jovem Scott Lindenbaum, um dos fundadores da Electric Literature, numa pequena conversa que tive com ele em junho do ano passado. Voltei a pensar nessa conversa por causa de "Caixa preta", o conto de Jennifer Egan que será postado a partir de hoje no twitter da editora Intrínseca com tradução de Juliana Romeiro.

(Falei dessa experiência envolvendo a autora num outro texto)

Não sei se a Jennifer conhece o Scott, provavelmente conhece porque a revista dele faz bastante sucesso nos Estados Unidos. Seja como for, ela captou o espírito desses tempos e lançou mão do twitter para publicar uma história de ficção (estimativas recentes apontam que o twitter é uma rede social com 100 milhões de usuários no mundo todo, ou seja, muita gente consome conteúdo por esse meio). Além disso, ao invés de simplesmente distribuir, ela experimenta outras maneiras de criar ficção por essa "ferramenta" usando narrativa em forma de notas, transportando uma personagem para um gênero narrativo diferente, publicando a história de maneira serializada etc. O conto foi publicado pela primeira vez no twitter da New Yorker e ganhou uma versão integral na edição impressa e no site da própria revista.

Egan usou um caderno japonês que tinha oito retângulos em cada página para escrever o conto. Curiosamente, antes mesmo de existir o twitter e o iPhone, os japoneses popularizaram uma forma de ficção que naquele tempo ficou conhecida como “romances de celular” (keitai shosetsu, em japonês) - uma espécie de pré-história da ficção nos meios eletrônicos. As histórias eram curtas e os leitores ainda podiam interagir, para termos uma ideia de qual avançado era o negócio. O sucesso foi tão grande que esses romances ganharam até versão impressa com vendas astronômicas.

Não sei dizer se a moda continua ou ganhou novos formatos. Afinal, os celulares de hoje tem telas maiores, cores e muitos aplicativos com uma infinidade de recursos. As pessoas também gastam muito mais tempo conferindo os aparelhos em busca de novas mensagens, fotos, check-ins etc. Aposto que todo mundo conhece um fulano que fica mexendo no celular durante a primeira meia hora do happy hour. Dessa forma, Egan tem de concorrer desonestamente com todo o resto. Só que não seria de todo mal acompanhar uma história escrita por ela enquanto a gente aguarda naquela fila sem fim para ver a exposição dos pintores impressionistas, no CCBB-SP.

O caderno Ilustríssima adiantou um trecho da tradução. Parece óbvio para alguns, mas os tuítes traduzidos conseguem ficar dentro dos 140 caracteres (dizem que ao traduzir um texto para o português ele aumenta em torno de 20% - alguém confirma a informação?).

Serviço: "Caixa preta" será transmitido diariamente pelo twitter da editora Intrínseca entre os dias 20 e 30 de agosto, das 22h às 23h, e comercializado em e-book a partir de 31 de agosto.

*P.S.: Sérgio Rodrigues teceu comentários super elogiosos sobre o conto. Tem tudo para ser uma experiência bacana - uma pena que esteja concorrendo com o horário da novela.

*P.S.: A bela capa de "Caixa preta" (reproduzida aqui em cima) ficou a cargo de Rafael Coutinho. Uma pena que a gente não vai vê-la em papel impresso - salvo se a gente imprimir na nossa casa.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

QUEM LÊ TANTA REVISTA?

Muito antes da internet existir, escritores e críticos literários usavam jornais e revistas como meio de circulação de novas ideias. As páginas quase artesanalmente impressas esquentavam o debate crítico e faziam circular novas obras de ficção. Tal ambiente pode conviver pacificamente com a internet por um tempo, mas desde os anos 2000 o mundo impresso vem sofrendo golpes que são aparentemente irreversíveis.

Para não soar muito apocalíptico levo em consideração o seguinte fato: com a internet aconteceu uma espécie de retorno a maneira artesanal de fazer jornalismo. As revistas mais bacanas de hoje se alimentam de fontes do passado - estou pensando, por exemplo, na Piauí e no caderno Ilustríssima que fogem um pouco da pauta do momento, propõe novas pautas etc. Aponto algumas razões simples para essa tendência: havia liberdade de espaço (os textos não precisavam ter um tamanho determinado), ninguém ficava refém da pauta do momento, havia tempo para pensar numa agenda, o processo era "artesanal" (sem muitos esquemas, fórmulas ou formatos) e o texto era muito importante.

Para não ficar somente no terreno das ideias, comentários, opiniões e impressões fiz um levantamento de algumas revistas literárias (ou quase literárias) que foram importantes na história da imprensa brasileira. Na verdade, aproveitei o ensejo para incluir algumas revistas "marginais" que ecoam o espírito do "jornalismo" artesanal - queria dizer "diferenciado" só que o termo não pega muito bem.

De verdade, comecei a pensar nesse assunto depois que fiquei sabendo que o Arquivo Público do Estado de São Paulo está com um projeto chamado "Memória da Imprensa". Uma parte do acervo foi digitalizada e está disponível na internet para consulta. O material se concentra em publicações de São Paulo, tem jornais e revistas do século 19 e 20 divididos por temas como política e cultura. Vale a pena perder um pouco de tempo vasculhando o acervo e encontrar algumas raridades como contos de Eça de Queiroz, homenagem ao escritor Raul Pompéia, críticas ao livro Dom Casmurro. É uma verdadeira volta ao passado.

Não está no Arquivo do Estado (mas está no setor de raridades da Biblioteca Mário de Andrade e na Brasiliana USP) as duas revistas mais badaladas da Semana de 22: a Revista de Antropofagia que circulou no ano de 1929 tendo Oswald de Andrade, Mário de Andrade junto com a nata do Modernismo brasileiro; e a Revista Klaxon que circulou entre 1922 e 1923 contando com a colaboração de grande parte do mesmo pessoal da Antropofagia.

Nos anos 30, no Rio de Janeiro, a efervescência literária acontecia por meio de duas revistas: Dom Casmurro (circulou entre 1937 e 1944) que teve entre seus colaboradores Joel Silveira e muitos escritores da segunda fase do Modernismo - Jorge Amado foi chefe de redação da revista; e a concorrente Revista Acadêmica, de Carlos Lacerda e Murilo Miranda.

De volta a São Paulo, entre os anos 1941 e 1944, a crítica paulistana foi privilegiada pela Revista Clima. Tinha um ar acadêmico pois foi fundada por ilustres estudantes da USP como Paulo Emílio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado, Antonio Cândido, Rui Coelho, Gilda de Mello e Souza e Lourival Gomes Machado.

Saltando um pouco as décadas, vale lembrar do mítico semanário Pasquim - que teve uma antologia em três volumes editada recentemente pela Desiderata. Ali surgiu os textos soltos, as entrevistas sem corte, o bom humor, as ilustrações chapadas, os assuntos tabu para uma época em que ninguém devia falar a respeito e tantas outras coisas. Foi também nesse semanário que a intelectualidade brasileira apareceu fazendo resistência ao regime militar e a censura. Também descobri recentemente o Jornal EX graças uma edição fac similar da Imprensa Oficial. O jornal era mensal, foi publicado entre 1973 e 1975, e tinha um tom altamente provocador e inventivo. Outra revista dessa mesma época, recuperada pela Elvira Vigna, foi a Revista Pomba. Acho que não foi tão conhecida como as outras, mas tinha uma linha de pensamento bem parecida.

Para finalizar, uma revista bacana de Porto Alegre chamada Revista 80, inspirada na Granta, editada pelo pessoal da LPM. A história da está no blog da editora contada por Ivan Pinheiro Machado.

Devo ter lembrado de um período áureo da imprensa brasileira que não deve voltar. Pode parecer um pouco de saudosismo, mas não é. Olhando para essa tradição a gente pode recolher informações e boas ideias que apontem alternativas para a crítica, para a imprensa, para os blogs e para todo mundo que deseja sobreviver a era da internet (da diluição da informação e todas essas coisas que a gente está careca de ouvir). Também acho importante conhecer esse passado para não sair por aí achando que está fazendo alguma coisa nova sem saber que muita coisa realmente já aconteceu.

Com certeza, muitas revistas ficaram de fora. Se alguém sentir falta ou lembrar de alguma coisa, pode me avisar que faça as atualizações.

*Imagem: reprodução.
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

UMA ANOTAÇÃO DE RICARDO PIGLIA

Em tempos de discussões sobre a literatura, a internet, a crítica, o autor, a obra e as afirmações de Paulo Coelho nada melhor do que Ricardo Piglia para iluminar nossos pensamentos:
A narração social se deslocou do romance para o cinema e depois do cinema para as séries, e agora está passando das séries para os facebooks e twitters e demais redes da internet. O que envelhece e perde a vigência fica solto e mais livre: quando o público do romance do século 19 se deslocou para o cinema, foram possíveis as obras de Joyce, de Musil e de Proust. Quando o cinema é relegado como meio de massa pela TV, os cineastas dos "Cahiers du Cinéma" resgatam os velhos artesãos de Hollywood como grandes artistas; agora que a TV começa a ser substituída massivamente pela web, valorizam-se as séries como forma de arte. Em breve, como o avanço tecnológico, os blogs e os velhíssimos e-mails e as mensagens de texto serão exibidos nos museus. Que lógica é esta? Só se torna artístico -só se politiza- o que caduca e está "atrasado".
Observações de Ricardo Piglia, retiradas de seus diários em Princeton e publicadas pelo caderno Ilustríssima com tradução de Paulo Werneck.

*Imagem: "Mammon" por Mariana Fonseca / Reprodução.
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sábado, 25 de junho de 2011

O VERÃO DOS GRINGOS


Na semana passada, o caderno Ilustríssima publicou um "Diário de Londres" assinado por Vaguinaldo Marinheiro - correspondente da Folha de SP em Londres. Ele comecava o texto falando sobre a chegada do verão na Inglaterra. O verão tem mesmo um poder transformador em todos os países temperados do hemisfério norte. Por lá, as altas temperaturas são celebradas com festivais de música, apresentações ao ar livre e muita leitura. O jornais e revistas são os melhores termômetros para saber o que está acontecendo com a literatura de lá.

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A edição de verão da revista Paris Review tem a segunda parte do romance O terceiro Reich, de Roberto Bolaño, ficção de Jonathan Lethem (The empty room - disponível no site da revista) e entrevista com William Gibson - um dos papas da ficção científica. O editor, Lorin Stein, continua com seu projeto de renovar o espírito da revista com o lançamento da versão para iPad e e-readers.

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O jornal inglês Guardian, publicou uma reportagem com alguns escritores contando qual foi a melhor leitura de férias da vida deles. AS Byatt, por exemplo, contou da inesquecível experiência de ler todos os volumes de Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust - detalhe, em francês. Jonathan Coe relembra a leitura de Narciso e Goldmund, de Hermann Hesse. Para Jennifer Egan foi A história secreta, de Dona Tartt e Jonathan Franzen recordou Gente independente, de Halldôr Laxness. Tem ainda William Gibson, John Gray, David Lodge, Will Self, Colm Tóibín e outros.

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A New Yorker também publicou sua clássica edição dupla de ficção. Turbinada com textos de autores como George Saunders, Jhumpa Lahiri, Jeffrey Eugenides, Vladimir Nabokov, Jennifer Egan, Téa Obreth, Junot Díaz e Salvatore Scibona - (os links são para os textos que estão disponíveis para leitura no site).

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Aproveitando essa edição dupla da New Yorker, o time do Book Bench perguntou para os escritores que figuram na edição quais os livros que eles pretendem ler durante a temporada.

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Nós moramos num país tropical e não estejamos no verão. No entanto, tivemos o lançamento da edição nº 08 da revista Serrote. Tem ensaio de Orhan Pamuk (Sérgio Rodrigues comentou no Todoprosa), ficção de Lydia Davis inspirada em Flaubert, ensaio de Juliet Litman sobre as consequencias do 11 de setembro na literatura norte-americana, prefacio do romance Museu de sombras, de Gesualdo Bufalino, texto de Raul Pompéia e muitas coisas mais.

*imagem: reprodução.

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domingo, 5 de setembro de 2010

LIMA BARRETO RENOVADO


O caderno Ilustríssima, da Folha de SP, trouxe textos caprichados sobre do escritor Lima Barreto. Dois novos lançamentos devem colocar o nome do autor de "O triste fim de Policarpo Quaresma" em evidência novamente.

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Yudith Rosenbaum fala sobre "Diário do hospício e O cemitério dos vivos" que será lançado pela editora Cosac Naify. O livro foi organizado por Augusto Massi e Murilo Marcondes de Moura. A edição ainda conta com prefácio assinado por Alfredo Bosi e um apêndice incluindo textos de Machado de Assis, Olavo Bilac e Raul Pompeia sobre hospícios.

"Diário de um hospício..." é o diário pessoal que Lima Barreto manteve durante sua internação no Hospital Nacional dos Alienados, Rio de Janeiro, entre 1919 e 1920. Já em "... Cemitério dos vivos", Lima Barreto pretendia transformar sua experiência de loucura em ficção. O livro ficou inacabado.

O blog da Cosac Naify tem um post sobre os bastidores da produção desse livro - "Direto do forno", assinado por Lilia Goes, produtora gráfica da editora.

A Folha disponibilizou "A minha bebedeira e a minha loucura", terceiro capítulo do livro.

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Nicolau Sevcenko conta um pouco da história de Lima Barreto e fala sobre a publicação de "Contos completos de Lima Barreto". O livro será lançado pela editora Companhia das Letras em outubro e conta com organização e apresentação de Lilia Moritz Schwarcz.

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Por fim, o caderno publicou o conto "Apologética do feio" que irá integrar a coletânea de "Contos completos...". Todos esses textos estão disponíveis apenas para assinantes do jornal ou do portal UOL.

*imagem: reprodução da Wikipédia.

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domingo, 30 de maio de 2010

ANTON TCHEKHOV - 150 ANOS NA CAIXA CULTURAL

Li na Ilustríssima de hoje (Folha de SP), que Anton Tchekhov será homenageado pela Caixa Cultural durante o mês de Junho. A comemoração será pelos 150 anos de seu nascimento. Haverá espetáculos teatrais, conferências e cursos sobre o autor. Um dos conferencistas será Boris Schnaiderman que traduziu inúmeros textos de Tchekhov para o português e escreveu diversos ensaios críticos sobre ele.

Paralelo a isso a editora L&PM está lançando uma coletânea de contos humorístico de Tchekhov, Um Negócio Fracassado e Outros Contos de Humor. A tradução desses contos é de Maria Aparecida B.P. Soares.

Eu estou lendo e recomendando também outro livro dele: A dama do cachorrinho e outros contos da editora 34, com tradução de Boris Schnaiderman. Aqui há 36 contos que variam entre o humor e a tragédia humana. Leitura indispensável para quem vai assistir a palestra do tradutor.

Ler Tchekhov é uma experiência de vida. Muitos autores e dramaturgos que escreveram ao longo do século 20 foram amplamente influenciados por ele. Aprendemos muito sobre os anseios dos homens e os pesares da existência. Os medos, os sonhos impossíveis, o desespero, a descrença e os desastres estão todos presentes mas carregados de uma esperança que nos enche a alma de alegria.

Por isso é altamente recomendável também são assistir as montagens das peças que ele escreveu. Haverá leituras na Caixa Cultural.

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