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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

APOSTAS PARA 2014 - NACIONAIS E ESTRANGEIROS

O ano pode ser novo, mas a tradição é antiga. A melhor maneira de começar o ano é falando da previsão de lançamentos das editoras nacionais e estrangeiras (por que não?). Afinal, ano bom é ano com muita novidade. Aposto que você acabou de voltar da praia e procurou o termo "lançamentos de ficção 2014" no Google.

Ano novo dificuldade velha. Todo mundo sabe que nossas editoras não costumam divulgar o cronograma de lançamentos do ano com muita antecedência. Por isso, estou listando abaixo um apanhado de livros que consegui apurar aqui e acolá. Tem o nome da editora e do autor - em alguns casos consta o título em português ou o título original já que a tradução deve estar em andamento. Não estou mencionando os autores que devem pintar na FLIP e sempre agitam lançamentos.

Vale lembrar que são previsões e as editoras podem alterar os cronogramas - assim como pode pintar uma nova onda, tipo "romances com vampiros, zumbis e anjos", "pornô leve para mulheres" etc. e lançamentos jorrem aos montes. Tudo pode acontecer.

Entre os lançamentos nacionais destaco a tradução de Infinite Jest, de David Foster Wallace que ficou nas mãos de Caetano Galindo e deve finalmente chegar às livrarias em bom português brasileiro (vamos falar muito do Foster Wallace). Na gringa, além de Lydia Davis e W.G. Sebald, fico com Hilda Hilst que deve tomar os anglófonos de assalto e arrebatar corações gelados.

Se alguém descobrir ou souber de algum outro lançamento e quiser contribuir, por favor, mande um sinal de fumaça. Prometo ficar de olho e atualizar a lista a medida que receber as informações.



-> COMPANHIA DAS LETRAS
Infinite Jest, de David Foster Wallace
A Hologram For The King, de Dave Eggers
Como se o mundo fosse um bom lugar, de Marçal Aquino
O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum
Os mil outonos de Jacob de Zoet, de David Mitchell
Cloud Atlas, de David Mitchell
NW, de Zadie Smith
Middlesex, de Jeffrey Eugenides
Finn's Hotel, de James Joyce
Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust (com tradução de Mario Sergio Conti)
Telegraph Avenue, de Michael Chabon
Esta valsa é minha, de Zelda Fitzgerald
Há garotos zigue-zague, de David Grossman
Um outro amor, de Karl Ove Knausgård
Tenth of December, de George Saunders
City on Fire, de Garth Risk Hallberg
Dias perfeitos, de Raphael Montes
Novos romances de Simone Campos e Chico Buarque (ainda sem título)
Lionel Asbo, de Martin Amis
Prosa, de Elizabeth Bishop
Milagre em Joaseiro, de Ralph Della Cava
Bom dia, camaradas, de Ondjaki
Entre amigos, de Amós Oz
Semíramis, de Ana Miranda
O caminho de ida, de Ricardo Piglia
O Brasil é bom, de André Sant’Anna
A tristeza do samurai, de Víctor del Árbol
A casa cai, de Marcelo Backes

-> GLOBO LIVROS (selo Biblioteca Azul)
Selected stories, de Alice Munro
Fugitiva, de Alice Munro
The View of Castle Rock, de Alice Munro
The Luminaries, de Eleanor Catton
The Lowland, de Jhumpa Lahiri
Tetralogio Rabbit, de John Updike (reedição)
Harvest, de Jim Crace (também haverá reedição de Being Dead e Quarentine)
We Need New Names, de NoViolet Bulawayo
Someone, de Alice McDermott
A redoma de vidro, de Sylvia Plath

-> INTRÍNSECA
A verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joel Dicker

-> COSAC NAIFY
Mary Poppins, de P. L. Travers
O doente, de André Vianna 
Uns contos, de Ettore Bottini
Você vai voltar para mim e outros contos, de Bernardo Kucinski
K., de Bernardo Kucinski (reedição)
Formas de voltar para casa, de Alejandro Zambra
A desumanização, de Valter Hugo Mãe
Um, dois e já, de Inés Bortagaray
O fundo do céu, de Rodrigo Fresán
Primavera da pontuação, de Vitor Ramil

-> RECORD
L'Extraordinaire Voyage du Fakir qui Etait Resté Coincé dans une Armoire Ikea, de Romain Puértolas (em português deve chamar A extraordinária viagem do faquir que ficou preso dentro de um armário Ikea)
O professor, de Cristovão Tezza

-> ROCCO
O regresso, de Lúcia Bettencourt
Fogo-fátuo (título provisório), de Patrícia Melo
Os hungareses, de Suzana Montoro (reedição)
As mil mortes de César, de Max Mallmann
Chamado selvagem, de Jack London
F para Wells, de Antônio Xerxenesky

-> BERTRAND BRASIL
The Good Lord Bird, de James McBride
Reedição em novo projeto gráfico das obras de Ernest Hemingway: Adeus às armas, Por quem os sinos dobram, O sol também se levanta e Jardim do Éden.

-> ALFAGUARA
Emilio Fraia (seu primeiro romance solo ainda sem título)
Luzes de emergência se acenderão automaticamente, de Luisa Geisler (título provisório)
À noite andamos em círculos, de Daniel Alarcón
O senhor das moscas, de William Golding
A casa redonda, de Louise Erdrich
O descolorido Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação, de Haruki Murakami
O bom soldado Svejk, de Jaroslav Hasek
Quarenta dias, de Maria Valéria

O país dos cegos e outras histórias, de H.G. Wells

-> EDITORA 34
Carmen, de Prosper Mérimée
A educação sentimental, de Gustave Flaubert

-> AMARYLIS
O bebê de Rosemary, de Ira Levin
Contos escolhidos, de Ivan Bunin

-> ILUMINURAS
Contos de amor de loucura e de morte, de Horacio Quiroga
Os desterrados, de Horacio Quiroga

-> LEYA
O tímido e as mulheres, de Pepetela

-> L&PM
Before I Burn, de Gaute Heivoll
Livros póstumos de Jack Kerouac: O mar é meu irmão, Pic e Some of the Dharma

-> RESERVA LITERÁRIA (coleção da Edusp e da Com-Arte)
Iluminados, de Ranulfo Prata
O feiticeiro, de Xavier Marques

-> BATEIA
Apenas o vento, de Vinicius Jatobá

-> ARTE & LETRA
O beijo de Schiller, de Cezar Tridapalli

-> PATUÁ
Nossa Teresa, de Micheliny Verunschk

-> HEDRA
A casa do fim mundo, de William Hope Hodgson
Caixa com a obra de Antonio Vieira
Diários de Adão e Eva e outras sátiras bíblicas, de Mark Twain
A raposa sombria ― uma lenda islandesa, de Sjón

-> NÃO EDITORA
Loja de conveniências, de Guilherme Smee

-> DUBLINENSE
Tarantata, de Cintia Lacroix

GRINGOS



Little Failure, de Gary Shteyngart
Orfeo, de Richard Powers
Leaving the Sea, de Ben Marcus
A Place in the Country, de W.G. Sebald (ensaios/ficção)
Bark, de Lorrie Moore
Kinder Than Solitude, de Yiyun Li
Every Day Is a Thief, de Teju Cole
The Brunists’ Day of Wrath, de Robert Coover
All Our Names, de Dinaw Mengestu
Falling Out of Time, de David Grossman
Sleep Donation, de Karen Russell
Can’t and Won’t, de Lydia Davis
Frog Music, de Emma Donoghue
The Snow Queen, de Michael Cunningham
Another Great Day at Sea: Life Aboard the USS George H.W. Bush, de Geoff Dyer
The Vacationers, de Emma Straub
To Rise Again at a Decent Hour, de Joshua Ferris
The Rise and Fall of Great Powers, de Tom Rachman
Last Stories and Other Stories, de William T. Vollmann
Colorless Tsukuru Tazaki and His Years of Pilgrimage, de Haruki Murakami
With My Dog Eyes, de Hilda Hilst (tradução de Com os meus olhos de cão)

*Imagem: reprodução.


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sábado, 14 de janeiro de 2012

COMEMORAÇÕES LITERÁRIAS EM 2012

Dando continuidade à "série" de textos com coisas sobre as quais vamos falar bastante em 2012, chego ao tema comemorações. Listo os autores de ficção em prosa cuja obra promete ser bastante comentada em torno de datas especiais. O ano promete!

Se você sentiu falta de alguém, por favor, deixe um recado nos comentários, mande um e-mail ou um tweet.

Charles Dickens
Um clássico sempre merece uma comemoração. Ainda mais quando se trata dos duzentos anos de nascimento de Charles Dickens. Por isso, ao longo desse ano tire um livro qualquer de Dickens de sua estante, vá a uma livraria comprar alguma reedição ou veja algum filme inspirado em sua obra. Ótima oportunidade para ler Dickens no original, em inglês, ou presentear um amigo com uma caixa contendo seus melhores romances.

Philip K. Dick
Em março completamos vinte anos sem Philip K. Dick. Ele foi um dos maiores escritores de ficção-científica do século passado. Apesar da extensa obra (36 romances e 5 coletâneas de contos) não teve o devido reconhecimento em vida. Ele morreu no mesmo ano em que o filme Blade Runner - o caçador de andróides (baseado no seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep?) foi lançado. Seus livros também inspiraram filmes como O vingador do futuro e Minority report - a nova lei. Uma nova versão de O vingador do futuro estrelando Colin Farrell e Jessica Biel será lançada no Estados Unidos em agosto desse ano. O escritor Roberto Bolaño era um grande admirador de Ubik - lançado em português recentemente pela editora Aleph.

Bram Stoker
As comemorações em torno dos cem anos de morte de Bram Stoker, autor de Drácula, tiveram início no ano passado durante a Feira de Frakfurt. Editores ingleses anunciaram que um bisneto de Stoker encontrou um caderno de notas que pertenceu ao famoso bisavô. O livro será lançado na Inglaterra em abril com o título de The Lost Journals of Bram Stoker. A Bram Stoker Estate está programando uma série de conferências e eventos comemorativos nos Estados Unidos.

Jorge Amado, Lúcio Cardoso e Nelson Rodrigues
O que esses três escritores brasileiros tem em comum? Nada, exceto o fato de terem nascido no Brasil em agosto de 1912. As comemorações do centenário de nascimento dos três serão marcadas por reedições e lançamentos inéditos - certamente devem acontecer eventos comemorativos. A obra de Jorge Amado já tem sido reeditada pela Companhia das Letras desde 2008. Para esse ano estão programados um romance, um livro de memórias e um volume com sua correspondência particular. A editora Nova Fronteira ainda não divulgou seus planos para as comemorações em torno de Nelson Rodrigues, assim como a Civilização Brasileira com Lúcio Cardoso.

***

Outros dois nomes que deverão ser bastante comentados nesse ano são Virginia Woolf e James Joyce. Tudo porque a obra dos dois escritores de língua inglesa entra em domínio público. Não vão faltar motivos para comemorar o Bloomsday em junho - sobretudo com o lançamento de Ulysses pela Penguin-Companhia das Letras e Stephen herói pela Iluminuras. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf ganhará tradução de Denise Bottman e saí pela L&PM.

*Imagem: montagem sobre reprodução de fotos disponíveis na Wikipédia.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

APOSTAS PARA 2012 - NACIONAIS E ESTRANGEIROS

Falar de novos lançamento é uma boa maneira de dar boas-vindas ao ano que acabou de começar. Na era da internet parece que o tempo urge e as pessoas ficam ansiosas por qualquer novidade. Que atire a primeira pedra aquele sujeito que acabou de voltar da praia e não procurou o assunto "lançamentos 2012" no Google.

Nossas editoras (que não costumavam comentar muito o assunto) divulgaram muitas informações para deleite dos leitores. Por isso, estou listando abaixo os livros que vão aparecer nas prateleiras das livrarias antes do que você pensa. Assim a gente dá o pontapé inicial nesse ano que está com uma preguiça danada de começar. Não estou mencionando os autores que devem pintar na FLIP e sempre agitam lançamentos.

Lembrando que são lançamentos previstos. As editoras podem alterar as datas.

Se alguém descobrir ou lembrar de algum outro lançamento e quiser contribuir, por favor, me mande um sinal de fumaça. Prometo ficar de olho e atualizar a lista a medida que receber as informações.


INTRÍNSECA
A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan (capa com ilustrações de Rafael Coutinho)
The art of fielding, de Chad Harbach

L&PM
Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf (com tradução de Denise Bottman)
Jack Kerouac and Allen Ginsberg: The Letters, com organização de Bill Morgan e David Stanford.

ALFAGUARA
1Q84, de Haruki Murakami (com tradução de Lica Hashimoto previsto para o segundo semestre)
O novo romance ainda sem título de Ronaldo Correia de Brito
O céu dos suicidas, de Ricardo Lisias
Reedição das obras completas de Mário Quintana

GLOBO
Novas obras de Herta Müller
Anatomía de un instante, de Javier Cercas
As mil e uma noites - volume 4 (com tradução de Mamede Mustafá Jarouche)
Comédia Humana, de Honoré Balzac (serão lançados os primeiros quatro volumes com tradução de Paulo Rónai)

OBJETIVA
Vida e destino, de Vassily Grossman

AMARYLIS
Contos, de Ivan Búnin

ROCCO
The sense of an ending, de Julian Barnes

RECORD
Os imperfeccionistas, de Tom Rachman
O mapa e o território, de Michel Houellebecq
Parrot and Olivier in America, de Peter Carey

EDITH (selo de Marcelino Freire)
Guia de Ruas Sem Saída, de Joca Reiners Terron com desenhos de André Ducci

COMPANHIA DAS LETRAS
Barba ensopada de sangue, de Daniel Galera
O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum
Como se o mundo fosse um bom lugar, de Marçal Aquino
Novos romances de Carola Saavedra, Carlos de Britto e Mello, Zulmira Ribeiro Tavares, Cecilia Giannetti (provavelmente pela série Amores Expressos), Elvira Vigna Luiz Alfredo Garcia-Roza e Noemi Jaffe.
Chamadas telefônicas, de Roberto Bolaño
Receitas para mulheres tristes, de Hector Abad
Os enamoramentos, de Javier Marías
A trama do casamento, de Jeffrey Eugenides (com direito a versão de bolso de As virgens suicidas - tradução de Daniel Pelizzarri)
Contra o dia, de Thomas Pynchon
As coisas, de Georges Perec
Livro, de José Luis Peixoto
Sunset Park, de Paul Auster
Fora do tempo, de David Grossman
A casa do silêncio, de Orhan Pamuk
O legado de Humboldt, de Saul Bellow
Miguel Street, de V.S. Naipaul
Histórias abensonhadas, de Mia Couto
Ulysses, de James Joyce
Ligações perigosas, de Choderlos de Laclos
Open city, de Teju Cole
Mr. Peanut, de Adam Ross
The great house, de Nicole Krauss
O homem é um grande faisão, de Herta Müller
The thousand autumns of Jacob de Zoet, de David Mitchell (com tradução de Daniel Galera)
Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust (com tradução de Mario Sergio Conti)
Strong Motion, de Jonathan Franzen
Focus, de Arthur Miller
HHhH, de Laurent Binet
Senhora, de José de Alencar
Clara dos Anjos, de Lima Barreto

Os quadrinhos de Angeli, Laerte, Lourenço Mutarelli, Caco Galhardo, Gustavo Duarte e Rafael Campos Rocha, Angélica Freitas e Odyr Bernardi, Ronaldo Bressane e Fábio Cobiaco, Vanessa Barbara e Fido Nesti, e Emilio Fraia e DW Ribatski

Reedição das obras completas de Carlos Drummond de Andrade (homenageado da FLIP 2012)

BENVIRÁ
Pássaros na boca, de Samanta Schweblin (ela estará em abril na Bienal do Livro de Brasília)

EDITORA 34
Contos de Kolimá, de Varlam Chalámov
Novelas, de Nikolai Leskov
O adolescente, de Fiódor Dostoiévski (com tradução de Paulo Bezerra)
Oblomov, de Ivan Goncharóv
Meu companheiro de estrada e outros contos, de Máximo Górki (com tradução de Boris Schnaiderman)
Contos de Canterbury, de Geoffrey Chaucer(com tradução de Paulo Vizioli)

COSAC NAIFY
A brincadeira favorita, de Leonard Cohen
Lojas de Canela e Sanatório, de Bruno Schulz (livro em que aparece a novela Rua dos Crocodilos que serviu de base para o livro-objeto Tree of codes, de Jonathan Safran Foer)
Cães heróis, de Mario Bellatin

ILUMINURAS
Pomas, um tostão cada, de James Joyce (com tradução de Alípio Correia da Franca Neto)
O Gato e o diabo, de James Joyce (com tradução de Dirce Waltrick do Amarante)
De santos e sábios, de James Joyce (um livro de ensaios com traduções de Dirce Waltrick, Sergio Medeiros, Caetano Galindo e André Cechinel)
Stephen herói, de James Joyce (com tradução de Alípio Correia da Franca Neto)

BERTRAND BRASIL
The Finkler Question, de Howard Jacobson

EDITORA NOVA FRONTEIRA
The long song, de Andrea Levy


NA GRINGA ANGLÓFONA
The Map and the Territory, de Michel Houellebecq
Distrust That Particular Flavor, de William Gibson
What We Talk About When We Talk About Anne Frank, de Nathan Englander
Varamo, de Cesar Aira
Gods Without Men, de Hari Kunzru
The New Republic, de Lionel Shriver
Hot Pink, de Adam Levin
The Secret of Evil, de Roberto Bolaño
The Hunger Angel, de Herta Muller
Waiting for Sunrise, de William Boyd
Home, de Toni Morrison
The Newlyweds, de Nell Freudenberger
The Chemistry of Tears, de Peter Carey
Railsea, de China Mieville
The Lower River, de Paul Theroux
Lionel Asbo: The State of England, de Martin Amis
No Time Like the Present, de Nadine Gordimer
Umbrella, de Will Self
NW, de Zadie Smith
Zoo Time, de Howard Jacobson

*imagem: capa de A visita cruel do tempo e The secret evil/reprodução.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O ENFANT TERRIBLE DA CALIFÓRNIA ESTÁ DE VOLTA!

Bret Easton Ellis, o enfant terrible mais amado e odiado da literatura norte-americana, está de volta com um novo romance, Suítes imperiais (publicado pela editora Rocco com tradução de Ryta Vinagre).

O autor resgatou as personagens de seu romance de estréia, Abaixo de zero, para mostrar que ele não estava exagerando quando escreveu aquela história de degradação adolescente na Los Angeles dos anos 80. Muito daquilo virou realidade. Parece que em Suítes imperiais, Clay, Julian, Blair, Rip e Trent estão mais velhos e são pessoas bem-sucedidas. Ao contrário do que a gente pode imaginar, eles não estão mergulhados em reflexões sobre ficar mais velho. Todos continuam sua jornada pelo mundo do consumismo, das drogas, do sexo e da violência em doses industriais. É como se desde os anos 80 as coisas só tenham piorado e o futuro certamente será ainda mais violento e sombrio.

Como bem apontou o escritor Antônio Xerxenesky numa resenha para o Jornal do Brasil: "A produção de Ellis é irregular, acidentada, mas também variada e curiosa, não apenas por um “possível retrato da sociedade”, mas pela habilidade nas experimentações formais do autor". Ellis experimentou o hiperrealismo narrativo, o fluxo de consciência, fez sátira de humor ácido, usou e abusou da autoficção e tocou em temas que eram verdadeiros tabus para a sociedade americana. Não é qualquer escritor que passeia por um leque tão variado de formatos.

(Aqui cabe um parêntese: Bret Easton Ellis fez falta na segunda edição do fanzine. De uma maneira ou de outra a maioria dos assuntos desse segundo número giravam em torno da autoficção. Ellis não apareceu, mas esteve presente na narrativa dos jovens franceses Pierric Bailly, Lolita Pille e Sacha Sperling. A influência dele sobre eles me parece bastante nítida. Assim como William Burroughs, J.D. Salinger, Michel Houellebecq e outros mais).

Para promover o livro nos Estados Unidos a editora de lá preparou um trailer cinematográfico - com direito a trilha sonora de Radiohead. Além disso, eles prepararam uma playlist na internet para você ouvir enquanto lê o romance - dá até para ouvir playlists sugeridas para outros romances do autor. Para Suítes imperiais tem Elvis Costello, Duran Duran, The National, Bruce Sprinsteen, Counting Crows, David Bowie etc. Para ouvir a playlist é só clicar aqui. O trailer do livro está logo abaixo:



Não contente, a editora ainda convidou a produtor It's alive animation para criar um curta de animação baseado em Suítes imperiais. A animação ficou a cargo de Sascha Ciezata.



N momento, Bret Easton Ellis está trabalhando com Paul Schrader num filme de terror sobre tubarões. Parece que o filme vai se chamar "Bait", com direção de Paul Schrader e roteiro dele. Deve ficar pronto no ano que vem.

Outra notícia super bacana: simultaneamente ao lançamento de Suítes imperiais pela Rocco, a L&PM prepara a reedição, em formato pocket, de Abaixo de zero e Psicopata americano. Abaixo há um trecho de Suítes imperiais, gentilmente cedido pela editora Rocco:


*imagem: divulgação.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

CHARLES BUKOWSKI - 90 ANOS

A data não pode passar despercebida: ontem foi aniversário de Charles Bukowski. Se estivesse vivo, o velho safado estaria completando 90 anos. Infelizmente, ele faleceu de leucemia em 1994, aos 73 anos.

Bukowski nasceu na Alemanha, mas foi para os Estados Unidos quando menino. Passou a maior parte de sua vida em Los Angeles, cidade que lhe serviu de inspiração para compor sua obra. Quando adolescente enfrentou problemas com o pai violento e por causa de uma inflamação no rosto viveu meio solitariamente. Foi quando descobriu suas duas paixões: a literatura e o álcool. Parece que suas maiores influências foram Hemingway e Dostoiévski.

Sua vida pessoal foi a maior fonte de inspiração para compor uma obra extensa que compreende romances, contos e poemas. As histórias de Bukowski quase sempre retratam personagens envolvidas num submundo impregnado de melancolia, álcool, cigarro, prostituição e pobreza. Bem distante dos modelos de felicidade impostos pela sociedade. Os desastres da vida rendem momentos repletos de tristeza e lucidez. Percebemos que somos todos iguais quando todas as coisas dão errado e estamos bem próximos da crueldade da vida.

Outra qualidade de Bukowski é o humor e a irônia ácida diante de situações absurdas. Os temas lembram bastante os escritores beatnicks, mas Bukowski nunca se associou ao grupo. Por alguma razão ou circunstância, sua percepção captou a mesma sintonia que os beats tiveram daquele período.

A maior parte da obra de Bukowski foi publicada no Brasil pela editora L&PM. Seus livros mais conhecidos são Misto Quente e Ereções, ejaculações e exibicionismos (dividida em dois volumes - Crônicas de um amor louco e Fabulário geral do delírio cotidiano). Ambos ganharam adaptação para o cinema.

Em entrevista aos Los Angeles Times, ele disse certa vez:

"O vinho faz a maior parte da minha obra. Abro uma garrafa, ligo rádio e a coisa vem fluindo. Eu só datilografo uma vez a cada três noites. Não tenho nenhum plano. Minha mente está em branco. Me sento. Então a máquina de escrever me dá coisas que eu nem mesmo sei que estou trabalhando. É como almoçar de graça. Como jantar de graça. Eu não sei quanto tempo tudo isso vai durar, mas até agora não há nada mais fácil do que escrever".
*imagem: reprodução do Google.

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sábado, 31 de julho de 2010

A AUTOBIOGRAFIA DE MARK TWAIN

O ano de 2010 marca o centenário da morte de Mark Twain, "o primeiro escritor verdadeiramente americano" nas palavras de William Faulkner. Para comemorar e também reavivar o interesse pela obra do escritor, a University of California Press vai publicar em Novembro a autobiografia de Mark Twain.

Para ele vale aquele dito popular "um grande escritor tem uma grande biografia", o livro é inédito e será publicado integralmente em três volumes. O interessante é que essa autobiografia foi ditada por Twain quatro anos antes de sua morte. Os ditados foram anotados por um estenógrafo. Como justificativa ele "argumentou que falar suas lembranças e opiniões, ao invés de escrevê-las, permitiu-lhe adotar um tom mais natural, coloquial e franco" - segundo artigo do New York Times.

Mark Twain na verdade se chamava Samuel Langhorne Clemens e existem várias versões para explicar o uso desse pseudônimo. Além de escritor, ele trabalhou numa gráfica, foi correspondete de viagem, piloto no Rio Missisipi, minerador, inventor, professor e jornalista. Seus livros mais conhecidos são As aventuras de Huckleberry Finn e As aventuras de Tom Sawyer.

*imagem: reprodução do Wikipedia.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

SEIS NOVELAS DE JOHN STEINBECK



A editora Penguin dos Estados Unidos lançou uma edição de luxo com seis novelas escritas por John Steinbeck: Tortilla Flat, The Red Pony, Of Mice and Men, The Moon Is Down, Cannery Row e The Pearl. Tenho impressão que talvez Steinbeck não seja um autor muito lido por aqui, apesar de ser ganhador do prêmio Nobel de Literatura e ter muitos de seus livros adaptados para o cinema - parece que no total foram dezessete filmes.

Evidentemente, Steinbeck é mais conhecido por As vinhas da ira e A leste do Éden - duas obras-primas da literatura norte-americana. Porém, esse conjunto de novelas publicado recentemente revela um panorama sobre o estilo de um escritor que em meio as vanguardas literárias escreveu sobre as miseráveis classes trabalhadoras de maneira realista.

Mas estão enganados os que acham que a literatura de Steinbeck está presa a denúncia e observação social. Seus livros e suas personagem demonstram o homem em dimensões universais. Como está escrito na biografia do livro Ratos e homens (L&PM), a obra de Steinbeck nos mostra "a luta pela dignidade humana, a dificuldade das relações de afeto frente à crueldade do mundo e da vida, e a solidão, na sua acepção mais ampla e passível de ser compartilhada por todos os homens".

Na edição da Penguin, as três primeiras novelas são Steinbeck ainda jovem e contém os temas que ele iria desenvolver ao longo de sua obra. Além disso, Tortilla Flat, por exemplo, foi a novela que primeiro lhe deu fama e visibilidade. Já Ratos e homens (Of mice and man) foi publicada dois anos antes de As vinhas da ira. As outras novelas saem das mãos de um escritor já consagrado, ganhador do prêmio Pulitzer.

Dessas seis novelas, apenas duas tiveram tradução para o português: Ratos e homens (Of mice and man) com tradução de Ana Ban que foi lançada pela L± e A pérola (The pearl) com tradução de A. B. Pinheiro de Lemos que foi lançada pela editora Record. Vamos esperar que a edição da Penguin motive o nosso mercado editoral a publicar as novelas restantes.

The short novels of John Steinbeck
John Steinbeck
Penguin Classics Deluxe Edition

* imagens: divulgação e reprodução da Wikipedia.

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domingo, 30 de maio de 2010

ANTON TCHEKHOV - 150 ANOS NA CAIXA CULTURAL

Li na Ilustríssima de hoje (Folha de SP), que Anton Tchekhov será homenageado pela Caixa Cultural durante o mês de Junho. A comemoração será pelos 150 anos de seu nascimento. Haverá espetáculos teatrais, conferências e cursos sobre o autor. Um dos conferencistas será Boris Schnaiderman que traduziu inúmeros textos de Tchekhov para o português e escreveu diversos ensaios críticos sobre ele.

Paralelo a isso a editora L&PM está lançando uma coletânea de contos humorístico de Tchekhov, Um Negócio Fracassado e Outros Contos de Humor. A tradução desses contos é de Maria Aparecida B.P. Soares.

Eu estou lendo e recomendando também outro livro dele: A dama do cachorrinho e outros contos da editora 34, com tradução de Boris Schnaiderman. Aqui há 36 contos que variam entre o humor e a tragédia humana. Leitura indispensável para quem vai assistir a palestra do tradutor.

Ler Tchekhov é uma experiência de vida. Muitos autores e dramaturgos que escreveram ao longo do século 20 foram amplamente influenciados por ele. Aprendemos muito sobre os anseios dos homens e os pesares da existência. Os medos, os sonhos impossíveis, o desespero, a descrença e os desastres estão todos presentes mas carregados de uma esperança que nos enche a alma de alegria.

Por isso é altamente recomendável também são assistir as montagens das peças que ele escreveu. Haverá leituras na Caixa Cultural.

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