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sábado, 25 de junho de 2011

O VERÃO DOS GRINGOS


Na semana passada, o caderno Ilustríssima publicou um "Diário de Londres" assinado por Vaguinaldo Marinheiro - correspondente da Folha de SP em Londres. Ele comecava o texto falando sobre a chegada do verão na Inglaterra. O verão tem mesmo um poder transformador em todos os países temperados do hemisfério norte. Por lá, as altas temperaturas são celebradas com festivais de música, apresentações ao ar livre e muita leitura. O jornais e revistas são os melhores termômetros para saber o que está acontecendo com a literatura de lá.

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A edição de verão da revista Paris Review tem a segunda parte do romance O terceiro Reich, de Roberto Bolaño, ficção de Jonathan Lethem (The empty room - disponível no site da revista) e entrevista com William Gibson - um dos papas da ficção científica. O editor, Lorin Stein, continua com seu projeto de renovar o espírito da revista com o lançamento da versão para iPad e e-readers.

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O jornal inglês Guardian, publicou uma reportagem com alguns escritores contando qual foi a melhor leitura de férias da vida deles. AS Byatt, por exemplo, contou da inesquecível experiência de ler todos os volumes de Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust - detalhe, em francês. Jonathan Coe relembra a leitura de Narciso e Goldmund, de Hermann Hesse. Para Jennifer Egan foi A história secreta, de Dona Tartt e Jonathan Franzen recordou Gente independente, de Halldôr Laxness. Tem ainda William Gibson, John Gray, David Lodge, Will Self, Colm Tóibín e outros.

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A New Yorker também publicou sua clássica edição dupla de ficção. Turbinada com textos de autores como George Saunders, Jhumpa Lahiri, Jeffrey Eugenides, Vladimir Nabokov, Jennifer Egan, Téa Obreth, Junot Díaz e Salvatore Scibona - (os links são para os textos que estão disponíveis para leitura no site).

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Aproveitando essa edição dupla da New Yorker, o time do Book Bench perguntou para os escritores que figuram na edição quais os livros que eles pretendem ler durante a temporada.

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Nós moramos num país tropical e não estejamos no verão. No entanto, tivemos o lançamento da edição nº 08 da revista Serrote. Tem ensaio de Orhan Pamuk (Sérgio Rodrigues comentou no Todoprosa), ficção de Lydia Davis inspirada em Flaubert, ensaio de Juliet Litman sobre as consequencias do 11 de setembro na literatura norte-americana, prefacio do romance Museu de sombras, de Gesualdo Bufalino, texto de Raul Pompéia e muitas coisas mais.

*imagem: reprodução.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

TRÊS ROMANCES DE FICÇÃO CIENTÍFICA...

Júlio Verne certamente é um dos precursores da ficção científica. Seus romances datam da segunda metade do século XIX e foram responsáveis por cativar a imaginação de gerações inteiras. Mais do que isso ele previu, antes de muita gente, a invenção do submarino, dos aviões e da viagem a lua. Depois dele inúmeros escritores passaram a se dedicar ao gênero, levando nossa imaginação as últimas consequências. Será que como Júlio Verne eles estarão certos sobre o futuro? Três romances de ficção científica...

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A MÁQUINA DO TEMPO
H.G. Wells
Alfaguara

Escrito em 1895 esse é o primeiro romance de H.G. Wells. Uma personagem nomeada apenas por "Viajante do tempo" constrói uma máquina que permite a qualquer pessoa deslocar-se no tempo passado ou futuro. Seu experimento resulta numa viagem ao ano de 802.701 onde vivem seres impressionantes. Como nos livros de viagem do século XVIII, o romance demonstra a falta de esperança na justiça social. Alguns consideram essa como sendo a primeira obra de ficção a abordar o tema da viagem no tempo usando máquinas.

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EU, ROBÔ
Isaac Asimov
Ediouro

A extensa obra de Isaac Asimov - com quase 500 livros - voltada para o tema dos robôs e dos impérios espaciais não esconde o fato de ele ser um dos maiores escritores do gênero ficção científica. Esse livro reúne nove contos que tratam da evolução dos robôs através dos tempos: desde o robô mecânico e mudo até as máquinas futuristas que superam os seres humanos em todas as atividades.

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NEUROMANCER
William Gibson
Aleph

Se o filme Matrix existe, certamente isso aconteceu graças a esse romance de William Gibson. O livro não é revolucionário pela forma, pois respeita as convenções da narrativa clássica. Seu grande trunfo está no tema, na previsão de coisas que se tornariam comuns nos dias de hoje e no universo de referências que ele constrói. Case tenta burlar as leis da matrix e acaba sendo expulso do ciberespaço. Tentando acabar com sua vida conhece Molly, uma samurai que irá ajudar Case a retornar ao mundo virtual.

*imagem: divulgação.
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