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sábado, 6 de abril de 2013

BAIXOCENTRO - LIVRO NA RUA - MACUNAÍMA




Para não esquecer: sei que já falei bastante disso, mas não custa lembrar. Hoje tem leitura colaborativa do livro "Macunaíma", de Mário de Andrade na Praça Marechal Deodoro - 16h. Venha! Tire seu exemplar da estante, leia um capítulo, traga comida, bebidas e cuide do seu lixo. Vamos ocupar as ruas da cidade com leitura.

Vai ter cobertura através do Twitter, Flickr e Facebook (na fanpage do Festival BaixoCentro). Acompanhe toda a programação no site festival.baixocentro.org 

#vemprarua #baixocentro #asruassaoparadancar #casmurros

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segunda-feira, 11 de março de 2013

AS RUAS SÃO PARA LER



"As ruas são para dançar, para ler e muito mais".

Gente! Quero pedir uma pausa nos assuntos propriamente literários para falar de um outro assunto tão importante quanto.

Entre os dias 5 e 14 de abril vai acontecer em São Paulo a segunda edição do Festival BaixoCentro. Eu vou participar com dois projetos voltados a ficção: uma leitura "colaborativa" do livro Macunaíma, de Mário de Andrade e um ciclo de conversas com escritores sobre a representação da cidade de SP na ficção contemporânea (prometo falar em detalhes logo mais). Além dos projetos que estou organizando, o Festival terá mais de 500 atividades de música, cinema e vídeo, dança, performance, teatro, literatura, cultura digital, debates e oficinas. Detalhe: todas as atividades serão abertas e gratuitas.

O Festival é independente, colaborativo, sem iniciativa privada e sem leis de incentivo à cultura. A verba para realizar as atividades e garantir sua infra-estrutura básica vem de financiamento coletivo via crowdfunding e outras formas independentes de arrecadação (leilão, rifa, doações, por exemplo).

Como vou participar com dois projetos acho justo colaborar, divulgar e ajudar na arrecadação. Por isso, ajude a realizar o Festival contribuindo com o financiamento coletivo. É só entrar em http://catarse.me/BaixoCentro2013 e fazer sua doação com o mínimo de R$ 10. Lá você também encontra o orçamento completo (e detalhado) e fica sabendo onde será gasto todo o dinheiro arrecadado. Em troca de cada valor doado você recebe uma recompensa e, mais importante do que isso, garante a realização de um Festival colorido para mim, para você e para toda a cidade.

Ficou interessado e quer saber mais sobre o movimento BaixoCentro é só clicar aqui


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

A LITERATURA E SEU TRABALHO SILENCIOSO

Depois de um longo e tenebroso inverno começo com uma falsa máxima tão genérica quanto improvável: no terreno da ficção literária ler e escrever são gestos demasiadamente solitários por mais que tentem provar o contrário. Explico melhor: escrever um texto de ficção exige do autor a solidão necessária para que ele seja uma mente concentrada capaz de inventar ideias e organizá-las a ponto de dar ao enredo a força que precisa - construindo um mundo ficcional com coesão e coerência. Guardando as devidas proporções, a mesma imagem de isolamento serve para o leitor.

Não descarto as experiências bem sucedidas de autores que escreveram livros "a quatro mãos", como dizem. Lembro, por exemplo, do elogiado livro de estréia da Vanessa Barbara e do Emilio Fraia,
O verão de Chibo. Parece que a ficção científica também foi um terreno fértil para as parcerias. Isaac Asimov e Robert Silverberg, William Gibson e Bruce Sterling tiveram seus momentos de Lennon e McCartney da literatura. Será que estou esquecendo de mais alguém?

Só que essas histórias foram escritas num tempo em que a internet ainda não tinha chegado a era potencializada do compartilhamento e da criação coletiva ao infinito. Todo mundo é capaz de citar pelo menos uma experiência que tentou de alguma forma fazer literatura contando com a colaboração de gente ao redor do mundo inteiro - tanto na produção quanto na leitura. Não acompanhei nenhuma dessas experiências de cabo a rabo. Pode ser que algumas nem tenham terminado ainda. Como deixaram de ser notícia, imagino que não tenham rendido bons frutos ou não tenham sido experiências de sucesso editorial.

De olho em tudo isso, Willy Chyr resolveu criar uma experiência que levasse o conceito de romance colaborativo ao limite. Dessa forma, nasceu o Collabowriter. A ideia é escrever e editar um romance contando com a colaboração de qualquer usuário da internet. Para participar você precisa criar uma conta, depois ler a história e sugerir uma frase com até 140 caracteres para continuar a ação. A frase vai para votação de todos os participantes. Aquela que tiver o maior número de pontos entra na história e novas sugestões podem ser encaminhadas já que o romance é escrito frase por frase.

A experiência toca em pontos interessantes: será realmente possível apagar o papel do autor solitário (como todo mundo cria, todo mundo será dono)? A história vai seguir uma estrutura narrativa de romance? Como ficam o tempo, o espaço e o narrador? As personagens poderão ser desenvolvidas em seu potencial? O editor único poderá ser finalmente eliminado (a temida figura que o romance colaborativo e a auto-publicação na internet tanto detesta)? Por fim, será que a história vai ser interessante?

Willy Chyr não tem pressa. Ele gostaria que a história continuasse sem prazo para acabar. Por enquanto só nos resta esperar. Daqui uns cinco anos voltamos nesse assunto, prometo.

*Imagem: Lesende Frau, de Jean-Honoré Fragonard/reprodução via Wikipedia
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

#CLUBE2666: LENDO ROBERTO BOLAÑO NO TWITTER

No twitter está acontecendo uma espécie de leitura coletiva do livro 2666, de Roberto Bolaño. A iniciativa é surpreendente por dois motivos: primeiro pelo grande interesse nessa obra tão comentada do autor chileno; e segundo pela mobilização das pessoas em organizar a leitura no twitter. Sinceramente, não me lembro de ter ouvido mobilização parecida no Brasil em se tratando de literratura.

Os comentários são interessantes e instigam a gente a participar e compartilhar. O único problema é que por ser espontâneo não é possível acompanhar os comentários por capítulos ou tópicos. Os participantes vão escrevendo a medida que vão lendo. Detalhe: a edição brasileira do livro tem quase 900 páginas, dividida em cinco partes.

Não consegui descobrir quem começou, mas parece que surgiu de uma vontade dos leitores em improvisar esse "clube do livro". Tomara que a inicitiva renda frutos e que seja o começo de uma comunidade de leitores na internet.

Se você se interessou e quer acompanhar, basta procurar pelo hashtag #clube2666 no twitter.

Imagem: divulgação

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