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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

CASMURROS NO FACEBOOK


Depois de muito tempo o ‪#‎Casmurros‬ finalmente se rendeu as redes sociais e está entrando de cabeça no facebook. Tem gente que vai dizer que o blog "traiu o movimento", mas não é nada disso. O blog já estava no twitter, no tumblr, no flickr, no issuu... só faltava mesmo o raio do facebook.
A ideia continua sendo comentar qualquer sorte de assunto ligado ao universo da prosa de ficção. Aqui no blog vai pintar resenhas, análises, opiniões, conversas, comentários, observações pessoas e bobagens. As atualizações aparecem lá e você pode acompanhar, comentar e compartilhar.
Eventualmente pode aparecer algum conteúdo exclusivo lá com chamada aqui no blog. Está tudo ligado e estou experimentando os formatos. Vamos ver onde isso vai parar.
Para quem não sabe, o #Casmurros começou em 2009 como um clube do livro, passou a blog de "notícias" e agora chega totalmente ao mundo dos compartilhamentos - a tal rede 2.0 ultra participativa.
Vai lá "curtir" e vem comigo que no caminho eu te explico.
Imagem: Facebook

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domingo, 18 de julho de 2010

REDES SOCIAIS: UM CANAL DE DIÁLOGO ENTRE EDITOR E LEITOR


Outro dia falei sobre leitores usando redes sociais para "promover" livros. Citei um caso do Facebook e outro do Twitter, porém existem mais redes sociais que estão mobilizando o universo da literatura.

O site infoblogs criou uma geek list com dez sites para os fanáticos por livros. São sites que permitem aos usuários cadastrar livros que já leram, estão lendo ou pretendem ler; escrever resenhas sobre seus livros favoritos; pesquisar um autor sobre o qual desejam mais informações; criar uma comunidade para um determinado escritor; trocar livros com outros usuários; etc.

Há também o Estante Virtual e o Clube dos Autores. O primeiro é um portal que reúne diversos sebos do país inteiro e ajuda o usuário a encontrar um livro fora de catálogo ou edições raras e antigas para compra. Já o segundo funciona como uma editora virtual em que qualquer escritor pode publicar seu livro de forma independente - basta formatar o material, fazer o upload e aguardar que os leitores façam o pedido.

Essa semana também fiquei sabendo de um "hashtag" no Twitter chamado #dearpublisher. Esse "hashtag" surgiu pelas mãos de Jen Northington, uma vendedora de livros em Baltimore, Estados Unidos. Ela escrevia diversos tweets lamentando todas as falhas das editoras, sempre começando com as palavras "dear publisher". Por fim, o "hashtag" tornou-se muito popular entre os usuários do Twitter para reclamar, fazer pedidos, dar opiniões, etc.

Todos esses "movimentos" provam que as redes sociais precisam ser levadas a sério. E ao contrário do que muitos pensam, elas servem como um canal de interação direta entre o editor e o seu consumidor final. Volto a dizer que talvez ainda seja cedo para saber o faturamento das editoras que estão envolvidas nesse processo. Mas já é possível saber o prestígio que uma marca tem, quando ela faz uso dessas ferramentas.

*imagem: reprodução do Google.

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domingo, 11 de julho de 2010

USANDO REDES SOCIAIS PARA VENDER LIVROS

Catherine McKenzie fez uma aposta: a cada três meses, mais ou menos, ela quer colocar dois livros na lista dos mais vendidos. Para isso, ela está criou um grupo no Facebook chamado I bet we can make these books best sellers ("Eu aposto que nós podemos colocar estes livros entre os mais vendidos", em tradução livre). Para começar, Catherine escolheu dois livros do mesmo autor: Two years, no rain e Jessica Z., de Shawn Klomparens. O grupo já soma 841 membros no Facebook e conta com um perfil no Good Reads - espécie de rede social de leitores.

A ideia surgiu depois que atriz Betty White foi parar no programa Saturday Night Live graças a uma comunidade de fãs no Facebook. Catherine acredita que o mesmo princípio pode funcionar na promoção e divulgação de livros.

Ninguém mais duvida da capacidade das redes sociais de se organizar em prol de um objetivo em comum. Mas isso não quer dizer que esses grupos tenham sucesso em todas as causas pelas quais lutam. A situação parece bem mais complicada quando se trata de livros. No Brasil, especificamente, temos problemas sérios na educação e o preço dos livros também é muito alto. Depois me parece difícil criar alguma influência em livros que não são considerados de fácil acesso as massas. Mas a ideia pode funcionar, basta lembrar do 1 book, 1 twitter - tem quase 8 mil seguidores lendo o mesmo livro.

Há um aspecto importante a fazer: nesse caso não há um empresa por trás da promoção/divulgação, apenas um grupo de pessoas com interesse comum. Portanto, não basta ter uma editora, entrar nas redes sociais e querer que seu livro seja um fenômeno de vendas. Um consumidor acredita muito mais em outro consumidor - como dizem os especialistas nessas novas mídias.

imagem: reprodução do site de Catherine McKenzie.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

O FUTURO DAS REVISTAS LITERÁRIAS: ELECTRIC LITERATURE

Andy Hunter e Scott Lidenbaum, dois editores americanos, ouvem das pessoas o tempo todo que a literatura de ficção está condenada ao fim. Sobretudo num mundo em que a internet e os novos meios de comunicação estão transformando a maneira de publicar livros, jornais e revistas. Cansados de ouvir tanta reclamação, ao invés de declararem a morta da ficção eles pensaram o seguinte:

"[vamos] selecionar histórias fortes que capturem os nossos leitores e os levem em algum lugar excitante, inesperado e significativo. Publicar em todos os lugares, de todas as maneiras: papel, Kindles, iPhones, livros eletrônicos e audiobooks. Tornar isso mais barato e acessível. Simplificar: apenas cinco grandes histórias em cada edição. Ser divertido, sem sacrificar a profundidade. Em suma, criar aquilo que nós desejamos". (tradução minha)

Unindo a literatura com a tecnologia que nos cerca eles criaram a revista Electric Literature. O modelo é bacana: eles publicam a versão impressa da revista apenas por demanda (ou seja, só imprimem uma edição quando existe algum pedido de compra); e existe ainda uma versão digital para eBook, Kindle, iPhone e áudio. Como a versão digital não precisa de impressão o custo gráfico é reduzido. Com isso eles preferem investir dinheiro em novos autores e pagá-los muito bem. A versão digital (e mesmo a impressa) chega no mundo todo e estará sempre disponível para quem quiser adquirí-la.

O formato ainda é novo e arriscado. Tanto pode se tornar um sucesso pelo número de leitores e retorno financeiro; quanto um fracasso não tendo nem leitores e nem dinheiro. Mas para os dois é a literatura que importa e não meio em que ela é distribuida. Por isso mesmo pagam por histórias muito bem selecionadas, capricham nas edições de "vídeos literários" (histórias de ficção em formato de vídeo), investem em textos de qualidade no twitter, disponibilizam a versão digital para o iPad com aplicativos, estão no Facebook e até nos celulares.

Sucesso de crítica, os dois editores já tem. Se vai dar certo ou não só o tempo poderá dizer. Pelo menos eles estão arriscando e fazendo alguma coisa inovadora e interessante.

Abaixo um dos "vídeos literários" que integram a coleção da revista:



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