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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

MENTE ABERTA - ESCRITORES EM DOMÍNIO PÚBLICO


Nessa semana, no blog Mente Aberta, escrevo sobre a quatro escritores fundamentais no século XX que passaram ao domínio público: Robert Musil, Bruno Schulz, Roberto Arlt e Stefan Zweig. Para ler é só clicar aqui!
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

DA EUROPA COM AMOR E DO BRASIL COM PAIXÃO

Já que "quase ninguém se importa com literatura brasileira - especialmente com a NOVA literatura brasileira" (como disse o André Barcinski), então vamos falar da literatura que importa para muita gente. Que tal a européia?

A editora
Dalkey Archive publicou no começo do ano o terceiro número da antologia anual Best European Fiction, editada pelo escritor Aleksandar Hemon. Ele foi convidado pela Dalkey Archive para editar a primeira antologia em 2009. A ideia era colocar em circulação nos Estados Unidos e na Inglaterra escritores europeus contemporâneos que dificilmente seriam traduzidos por grandes editoras - exceto os fenômenos como Roberto Bolaño (sim, ele não era europeu, mas morava na Espanha), Per Petterson, Stieg Larsson e companhia que surgem ora aqui, ora ali.

Os autores europeus podem enviar textos recentes em sua língua original. O pessoal da Dalkey Archive corre para fazer as traduções e junto com Hemon fazem a seleção dos melhores. Infelizmente não é possível incluir tudo o que enviam e nem publicar um texto de cada país (se fosse assim a antologia teria mais de mil página, tranquilamente). Também acontece de alguns paises não enviarem nenhum texto, por isso ficam de fora. O prefácio sempre tem algum escritor renomado: Zadie Smith, em 2010 e Colum McCann, em 2011. Depois de publicada não rola nenhuma discussão no Twitter, no Facebook etc.

Para o número Best European Fiction 2012 foram selecionados 31 textos de 28 países diferentes - indo de Portugal até o extremo Leste Europeu. A Espanha participa com três textos, sendo: um galego, outro catalão e outro espanhol propriamente dito. O prefácio escrito por Nicole Krauss destaca o fato dos leitores anglófanos consumirem quase 90% ou mais da literatura produzida em seus próprios países e apenas 10% ou menos da literatura estrangeira. Isso mesmo, não traduzem quase nada para o inglês.

(Não tenho a menor ideia do volume de tradução no Brasil, mas usando minha matemática de botequim posso dizer que a proporção é bem maior do que nos Estados Unidos. Ainda que não sejamos um país de muitos leitores.)

Desse número, os leitores brasileiros podem conhecer apenas a francesa Marie Darrieussecq (que teve alguns livros publicados pela Companhia das Letras e está fora de catálogo) e o português Rui Zink (que teve dois livros publicados pela Editora Planeta).

Uma pena que a antologia circule apenas em inglês.

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Evidentemente, a frase do André Barcinski tem uma provocação embutida. Algumas pessoas pelo Brasil, não necessariamente aquelas da vida real, se importam com a literatura brasileira. Além da Mercearia São Pedro (para quem não conhece é um bar em São Paulo, no bairro da Vila Madalena), tem escritores em Porto Alegre (aliás, aos montes; tanto que criaram um campeonato literário só com escritores de lá), no Rio de Janeiro (qual o bar dos escritores no RJ?), em Salvador, no Recife e em Belo Horizonte - desculpem se esqueci as outras praças. A galera dessas turmas deve ter ficado bem chateada com a provocação da frase. Tem ainda o pessoal da periferia (essas sim, pessoas da vida real que não estão nem ligando para a turma da Granta e afins) que está quilômetros distante da Mercearia e estão fazendo sua própria literatura - vide a FLUPP, Sarau da Cooperifa e muitos outros.

Putz! Esqueci de falar dos autores e leitores da chamada "literatura do entretenimento" - a maioria apareceu na antologia Geração subzero, da editora Record. Os leitores devem ter ficado bem chateados com a tal frase. Uma reportagem da revista ÉPOCA falou que a tiragem em exemplares da Thalita Rebouças chega a 1,3 milhão; André Vianco - 900 mil; Eduardo Spohr - 360 mil; e Raphael Draccon - 130 mil.

Portanto, fiquem calmos. Se um caminhão desgovernado bater na Mercearia a literatura brasileira contemporânea não vai acabar.

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Em tempo, se você quiser ler as resenhas sobre a Granta que saíram nos jornais clique aqui, aqui, aqui e aqui. Eu fico com o Nelson de Oliveira, "precisamos de mais antologias. Os norte-americanos, que entendem realmente de mercado editorial, lançam numa década dúzias de antologias."

Próximo assunto, por favor.

*Imagem: reprodução capa da antologia.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

BLOG MENTE ABERTA - DOIS

Nessa semana, no blog Mente Aberta, falo sobre a literatura brasileira contemporânea na FLIP. Para ler é só clicar aqui!



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quinta-feira, 28 de junho de 2012

BLOG MENTE ABERTA

Fui convidado para escrever semanalmente no blog MENTE ABERTA, da revista ÉPOCA. Meus textos vão aparecer toda quinta-feira. Na estréia falo um pouco mais sobre o chileno Alejandro Zambra e seu pequeno grande livro, "Bonsai".

O texto na íntegra está nesse link.


*Imagem: reprodução do site.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

JONATHAN FRANZEN NA REVISTA ÉPOCA


A revista Época dessa semana tem um belo artigo assinado por Luís Antônio Giron sobre Liberdade, de Jonathan Franzen - disponível no site apenas para assinantes da revista. Ocupando praticamente cinco páginas da revista com belas fotos e uma rica galeria de escritores que serviram de inspiração para Franzen, o artigo repassa a trajetória astronômica do romance nos Estados Unidos e explica porque Franzen é considerado um dos maiores romancistas da atualidade - entre as razões está o fato de "dar vida a um gênero dado como agonizante após décadas de experimentação, trangressão e desgaste".

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Em tempo, Liberdade chega às livrarias essa semana.

*imagens: reprodução da revista Época.
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terça-feira, 20 de julho de 2010

CAIXAS COM MANUSCRITOS INÉDITOS DE FRANZ KAFKA

Disputas judiciais envolvendo familiares ou herdeiros de escritores renomados trazem verdadeiros prejuízos para leitores e editoras do mundo todo. E o que poderia ser um benefício para gerações de futuros leitores pode virar dor de cabeça para as editoras.

Essa semana o Guardian, um jornal inglês, publicou um artigo dizendo que quatro caixas que pertenceram a Max Brod podem conter manuscritos inéditos de Franz Kafka. Como se sabe, Kafka deixou toda a sua obra sob responsabilidade de Max Brod assim que morreu. A pedido do escritor, Brod deveria ter destruído todo o material. Felizmente o amigo ignorou o pedido e publicou alguns livros de Kafka que ficaram inacabados - verdadeiras obras-primas da literatura do século XX. Perseguido por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, Max Brod fugiu para Israel levando consigo todos os manuscritos de Kafka. Lá, Brod teve um relacionamento com Esther Hoffe para quem deixou em testamento os diretos sobre a obra de Kafka. A atual disputa, segundo o jornal, envolve justamente as filhas de Esther Hoffe e o estado de Israel.

Aqui no Brasil a situação não é muito diferente. A revista Época publicou essa semana uma matéria chamada "Profissão: herdeiro" explicando as questões em que estão envolvidas a obras de Oswald de Andrade, Nelson Rodrigues, Graciliano Ramos, entre outros.

A Folha de SP também publicou uma matéria na Ilustrada sobre o mesmo assunto. Porém, o foco era apenas na obra de Cecília Meireles. A matéria está disponível apenas para assinantes.

* imagem: reprodução do Guardian.


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