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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FRANZEN E O URSINHO PUFF

Ontem, Jonathan Franzen fez aniversário. Para a data não passar em branco o PEN American Center disponibilizou em seu podcast uma palestra de Franzen sobre o tema "O que deu errado?". Detalhe: a apresentação foi feita por Salman Rushdie. O áudio está disponível nesse link.

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Outro que está fazendo aniversário é o Ursinho Puff. Para celebrar os 90 anos do ursinho mais amado do mundo, resgatei dos arquivos do blog um post com uma história surreal: Puff vs. Alien. Tudo no melhor estilo mashup literário sci-fi.

*Imagem: Jonathan Franzen / www.pen.org
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sábado, 27 de novembro de 2010

NOTAS #10


Arte ou obsessão?
Alfred Hitchcock tinha fama de ser um sujeito muito detalhista e meticuloso. Antes mesmo de começar qualquer filme, ele costumava pensar e avaliar muito as coisas que pretendia fazer. Prova disso são os arquivos contendo os vários storyboards para filmes como Os pássaros, Um corpo que cai, Psicose, etc. Juntos esses "estudos" poderiam resultar num belo graphic novel. Será que alguém já pensou em publicá-los em forma de livro? Alguns trabalhos podem ser visto em http://tinyurl.com/39osuom

Listas
Um blog na internet fez uma compilação com os 50 personagens mais odiados na história da literatura. Os organizadores avisaram que a lista resultou de conversas num fórum de discussão online. Os cinco primeiros são: o casal da saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer; o patriarcar Cholly Breedlove - O olho mais azul, de Toni Morrison; o adolescente Holden Caulfield - O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger; a heroína Scarlett O’Hara - E o vento levou..., de Margaret Mitchell; e o terrível Iago - Otelo, de William Shakespeare. Também tem espaço para as personagens de F. Scott Fitzgerald, Vladimir Nabokov, Oscar Wilde e Jane Austen. A lista está disponível em http://tinyurl.com/2ejwpkl

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Continuando as listas, o jornal Huffington Post escolheu 8 livros que jamais conseguiriam virar um filme. Entre eles estão: Extremamente alto & incrivelmente perto, de Jonathan Sanfran Foer; Maus - A Historia De Um Sobrevivente, de Art Spiegelman e Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez.

Mais uma vez
F. Scott Fitzgerald caiu novamente nas graças dos diretores de cinema. Depois da adaptação bem sucedida de O curioso caso de Benjamin Button, produtores americanos anunciaram uma nova versão para O grande Gatsby. O romance mais conhecido de Fitzgerald chegará as telas pelas mãos do diretor Baz Luhrmann, tendo o ator Leonardo DiCaprio como Jay Gatsby e Carey Mulligan como Daisy Buchanan. Vale lembrar e assistir a famosa versão de 1974 dirigida por Jack Clayton, com Robert Redford e Mia Farrow no elenco. Detalhe: o roteiro foi assinado por Francis Ford Coppola e pelo próprio Fitzgerald.


Jane Austen Zumbi
Além de ser mestre nas artes marciais, Elizabeth Bennet do romance Orgulho, preconceito e zumbis tem um perfil no Facebook. A brincadeira faz parte de uma campanha de marketing da editora Quirk Books. A ideia é gerar publicidade boca-a-boca em torno do lançamento de Pride and prejudice and zombies: Dreadfully ever after - previsto para março do ano que vem. O livro será uma sequência de Pride and prejudice and zombies: Dawn of the Dreadfuls, de Steven Hockensmith. A Quirk ainda criou um perfil de Mr. Darcy no Twitter, um blog para Mrs. Bennett e prevê mais ações na internet.

Larsson em quadrinhos
Definitivamente, o sucesso em torno do escritor Stieg Larsson não tem hora para acabar. Dessa vez, a vida do escritor será transformada em quadrinhos com roteiro de Guillaume Lebeau e desenhos de Frédéric Rébéna. O livro tem previsão de lançamento em 2011 pela editora Dupuis.

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O Wall Street Journal também encontrou um e-mail de Siteg Larsson conversando sobre romances policiais. O texto está disponível em http://tinyurl.com/22ph9sa

Os livros favoritos de Salman Rushdie
Por ocasião do lançamento de Luka e o fogo da vida nos Estados Unidos, o Wall Street Journal perguntou a Salman Rushdie seus livro de fantasia preferidos. Sem pestanejar, o autor citou cinco livros que não são apenas para adolescentes: Aventuras de Alice no pais das maravilhas / Alice através do espelho, de Lewis Caroll; Peter Pan, de J.M. Barrie; O senhor dos anéis, de J.R.R. Tolkien; A bússola de ouro, de Philip Pullman; e O estranho caso do cachorro morto, de Mark Haddon.

A notícia Franzen da semana
O romance Freedom, de Jonathan Franzen já está sendo mais assimilado e tem recebido algumas críticas negativas. Para alguns o "hype" em torno de Franzen foi um pouco excessivo. A revista inglesa Literary Review, por exemplo, incluiu o romance na lista de indicados ao Bad Sex in Fiction Award - em tradução livre, significa algo como "Prêmio para o sexo ruim na ficção". O vencedor do prêmio será anunciado em 29 de novembro.

*imagens: reprodução Wikipedia e perfil de Elizabeth Bennet.

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domingo, 21 de novembro de 2010

SALMAN RUSHDIE E LUKA

Somente agora o romance Luka e o fogo da vida, de Salman Rushdie está chegando as livrarias dos Estados Unidos. Esse livro foi lançado mundialmente em agosto, aqui no Brasil, por ocasião da participação de Rushdie na FLIP.

Luka e o fogo da vida retoma um outro romance escrito por Rushdie, Haroun e o mar de histórias. Luka tem apenas doze anos e almeja ser como seu pai, Rashid Khalifa, e seu irmão mais velho, Haroun. No entanto, depois de provocar um incêndio acidental num circo que está na cidade, Luka vê seu pai cair num feitiço mortal. A única maneira de quebrar o feitiço e salvar Rashid Khalifa da morte é roubando o Fogo da Vida. Assim, Luka inicia sua jornada pelo Mundo da Magia a fim de enfrentar diversos obstáculos para conquistar seu objetivo.

Rushdie coloca na história diversos elementos das mitologias antigas e contemporâneas além de inserir outros elementos que lembram o universo dos videogames - recomendo a leitura de Luka e os videogames, em que Daniel Galera fala dessa ligação.

Para promover o livro nos Estados Unidos, a editora Random House colocou um booktrailer cinematográfico na internet. Também é possível ouvir o próprio Rushdie lendo um trecho do livro em inglês para um podcast da revista Vanity Fair. Por aqui, o livro foi lançado pela Companhia das Letras em edição caprichada com tradução de José Rubens Siqueira - tem um trecho em português aqui.

*imagem: reprodução.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

NOTAS #4


Moby Dick ilustrada
Matt Kish, um sujeito que não é artista plástico e não tem nenhuma formação na área, está criando desenhos para cada uma das 552 páginas do romance Moby Dick, de Herman Melville. Kish se inspirou em Zak Smith que fez a mesma coisa com O arco-íris da gravidade, de Thomas Pynchon. O trabalho é todo manual e os desenhos são feitos com diversos materiais como tinta acrílica, caneta esferográfica, papel, fotos, spray, etc. Kish deu início a tarefa em Agosto de 2009 e pretende terminar tudo em Maio de 2011. Há uma enorme expectativa para os momentos finais do livro. Quem quiser conferir pode acessar em http://tinyurl.com/yajbwwt

Toda nudez será permitida
Escritores tem manias bastante curiosas na hora de escrever seus livros. Alguns métodos renderiam histórias tão boas quanto as que eles criam. Por exemplo: escrever sem nenhuma roupa. Entre os adeptos dessa prática estão autores renomados como Victor Hugo, Ernest Hemingway, D.H. Lawrence, Benjamin Franklin e Agatha Christie. Não existem barreiras para a imaginação quando tudo o que resta são um papel em branco e uma caneta na mão.

Salman Rushdie vai ao cinema
O livro Os filhos da meia-noite, de Salman Rushdie finalmente vai virar filme. O realismo fantástico e o estilo de escrita do autor eram considerados as maiores barreiras para uma boa adaptação ao cinema. Por isso, desde 2008, Rushdie estava trabalhando com a diretora de cinema Deepa Mehta na tentativa de criar um roteiro para seu premiado romance. Na semana passada, Rushdie anunciou que está satisfeito com o resultado final e que os produtores já podem seguir para as próximas etapas.

Trilha sonora dos escritores
A temporada de Jonathan Franzen na Inglaterra continua rendendo notícias. Dessa vez, Franzen confessou ao jornal Irish Times três canções que o fazem chorar: "Casimir Pulaski Day", do Sufjan Stevens, "John Riley", do Byrds e "Somewhere Over the Rainbow", na versão de Israel Kamakawiwo'ole. A trilha calminha tem a cara do badalado autor.

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Aqui no Brasil, o escritor Daniel Galera contou ao Caderno 2, do Estadão, a sua trilha sonora preferida. Entre o rock and roll "Oh, my lord" - Nick Cave and the Bad Seeds, existe espaço para o blues "Get yourself together" - Lonnie Johnson e para os anos 80 com "Compassion" - Prince e "The best" - Tina Turner. O lado brasileiro foi puxado por "Como se fosse" - Fagner, "Reprise" - Zé do Bêlo e "Bê-a-bá" - Raimundos.

Sugar Kane em memória
Fragments, um livro com poemas, anotações e cartas escritas por Marilyn Monroe está chegando as livrarias dos Estados Unidos e da Europa. O material inédito acompanha fotos raras de momentos íntimos da atriz e revelam a mulher por trás do mito. Se engana quem achava Marilyn uma pessoa alheia a grande literatura. Segundo o livro, seus romances preferidos eram O agente secreto, de Joseph Conrad; Madame Bovary, de Gustave Flaubert; O inominável, de Samuel Beckett; A queda, de Albert Camus; On the road, de Jack Kerouac; Tortilla Flat e Once there was a war, de John Steinbeck; Adeus às armas e O sol também se levanta, de Ernest Hemingway.

Sucesso em risco
O irmão do escritor Stieg Larsson confirmou a existência de um quarto livro da série Millenium que é um sucesso de vendas no mundo inteito. Segundo contou, o livro estava quase terminado quando o escritor foi vítima de uma parada cardíaca. Porém, se depender da disputa judicial envolvendo a família Larsson e Eva Gabrielsson, a companheira do autor, o livro corre o risco de jamais ser publicado.

Exposição sobre Charles Bukowski
Charles Bukowski, morto em 1994, ganhou uma exposição na The Huntington Library na California. É uma das maiores exposições já realizadas sobre Bukowski nos Estados Unidos. Apesar de sua obra estar envolta em temas polêmicos, os organizadores da exposição destacaram a importância da obra do velho safado e a colocaram em pé de igualdade com a melhor tradição da literatura norte-americana. O acervo da exposição inclui fotos, cartas, manuscritos e edições estrangeiras de Bukowski.

*imagem: reprodução de um desenho de Matt Kish.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

A LITERATURA NOS VIDEOGAMES: O CASO GRANDE GATSBY

Você já imaginou que algum dia o seu livro preferido poderia ter uma versão para o vídeogame? Pois foi exatamente isso que aconteceu com O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. A empresa Big Fish Games desenvolveu um jogo para PC a partir da história do livro. Eu não fiz o download para teste e nem joguei uma partida, mas segundo o Los Angeles Times a tal versão ficou a desejar. O problema não é a fidelidade em relação a história original, mas a falta de dinâmica do jogo. Tudo o que o jogador tem de fazer é clicar e acumular pontos em cenários bastante estáticos. Por fim, você apenas acompanha a história sem adentrar aquele universo.

Um dos grandes atrativos dos videogames atuais é justamente dar ao jogador a possibilidade de vencer obstáculos, construir narrativas e participar totalmente da história que está sendo apresentada. Qualquer um que já passou os olhos em jogos do Playstation, Xbox, Wii e afins sabe que os vídeogames estão chegando a um nível de realismo e interatividade incríveis. E o casamento entre literatura e vídeogame tem todas as chances de render bons frutos - vide, por exemplo, o ensaio Virando o jogo, de Daniel Galera para a revista Serrote.

Essa semana, Salman Rushdie também tocou no assunto ao falar sobre seu novo livro Luka e o Fogo da Vida - que será lançado na FLIP. Luka, o protagonista do livro, tem de roubar o fogo da vida na Montanha do Conhecimento para salvar seu pai do sono da morte.

Seguindo o embalo, o blog Flavorwire fez uma lista com dez clássicos da literatura que poderiam render bons jogos. Entre eles: A revolução dos bichos, de George Orwell; Pé na estrada, de Jack Kerouac; Emma, de Jane Austin; As bruxas de Salem, de Arthur Miller e O sol é para todos, de Harper Lee. Claro que uma experiência não deve substituir a outra, mas pode servir como um verdadeiro complemento e atrativo para as pessoas que são altamente envolvidas com o universo do vídeogame.

Imagine o dia em que lançarem o jogo de Ulisses, de James Joyce?

*imagem: reprodução do site bigfishgames.com
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terça-feira, 20 de julho de 2010

ENCONTRO ESPECIAL NA FLIP 2010

Da coluna da Mônica Bergamo na Folha de SP de hoje:

Salman Rushdie e Fernando Henrique Cardoso vão se reunir na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, em agosto, para falar sobre Maquiavel. O encontro está sendo promovido pelo selo Penguin-Companhia das Letras.

A conversa será fechada - só a imprensa e convidados terão acesso. O evento será filmado e colocado no blog da editora.

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