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segunda-feira, 8 de abril de 2013

NOTAS #42

Lendo Coetzee
O escritor sul-africano J.M. Coetzee vem ao Brasil para fazer duas conferências com o tema "censura". O evento, batizado de "Lendo Coetzee", será realizado no dia 15 em Curitiba e no dia 18 de abril em Porto Alegre. Como de costume, não haverá mediadores e nem perguntas da plateia - quem não lembra da participação dele na FLIP, em 2007?

Por ocasião da conferência, a Companhia das Letras vai publicar A infância de Jesus - romance que Coetzee acaba de publicar e conta a história de um homem e um menino que imigram para uma terra nova. O livro teve boa recepção crítica na Inglaterra e na Austrália. Um trecho do romance está disponível aqui

Fã e admiradores também aguardam com expectativa pela biografia do escritor que será lançada no segundo semestre desse ano. Coetzee concedeu a J.C. Kannemeyer (um famoso biógrafo de escritores africanos que faleceu em 2011) acesso ao seus arquivos pessoais e manuscritos.

No vídeo abaixo, o próprio Coetzee lê um trecho de A infância de Jesus em conferência na Universidade da Cidade do Cabo.





Grandes Encontros
A organização da FLIP confirmou a presença do escritor Aleksandar Hemon, autor dos livros Amor e obstáculo e O projeto Lazarus (ambos lançados pela editora Rocco). Ele nasceu na Bósnia e se mudou para os Estados Unidos, em 1992. Teve uma indicação ao National Book Award, recebeu o prêmio de melhor ficção da revista New Yorker e conquistou muitos outros prêmios. Desde 2010, Hemon também edita a revista anual Best European Fiction que divulga jovens escritores europeus nos Estados Unidos.

Entre tantos escritores de toda a Europa, a revista já publicou textos de Dulce Maria Cardoso, A.S. Byatt, Jean-Philippe Toussaint, Valter Hugo Mãe, Hilary Mantel, Gonçalo M. Tavares, Ingo Schulze, Marie Darrieussecq e Clemens Meyer.

Curiosamente, a edição 2013 da revista tem prefácio assinado por John Banville - outro escritor que já confirmou presença na FLIP, em julho. É bem provável que os dois marquem um encontro pelas ruas de Paraty para tomar uma cachaça.



Diga-me com quem andas...
A coleção Má Companhia não seria tão "má" enquanto um livro de William Burroughs não entrasse para a turma - que já tem muita gente da pesada: Reinaldo Moraes, Marçal Aquino, Joca Reiners Terron e Pietro Aretino. Pois bem, a coleção acaba de lançar Junky - Drogado, livro que Burroughs escreveu em 1949 e só conseguiu publicar em 1953 depois de muitas tentativas frustradas. Caso você não saiba, o livro tem altos teores de sexo, violência e drogas como o próprio título sugere. Nem preciso dizer que foi um sucesso de vendas. A nova edição tem introdução de Allen Ginsberg e tradução de Reinaldo Moraes - a mesma tradução que ele fez para uma edição publicada pela Brasiliense, em 1984. Almoço nu, o livro mais famoso de Burroughs, também será lançado pela Má Companhia.

...que te direi quem és
Reinaldo Moraes está preparando um novo romance - ainda sem título. Parece que a história será narrada por um espírito desencarnado. Deve sair no primeiro semestre do ano que vem, se tudo der certo.


Novo romance
O escritor Eduardo Baszczyn está de volta com novo romance, Cuidado com pessoas como eu. O final de um relacionamento impõe é o ponto de partida para uma situação insólita: uma mulher trancada num apartamento e um homem que não para de bater na porta. Baszczyn foi finalista do Prêmio SP de Literatura e um dos 20 escritores brasileiros com menos de 40 anos - segundo uma lista proposta por este blog em 2010.

Para matar a curiosidade tem um trecho desse romance aqui.

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Quem também está de volta é o escritor Alejandro Zambra. A Cosac Naify está lançando A vida privada das árvores com tradução de Josely Vianna Baptista. Conta a história de um professor de literatura chamado Julián que espera por sua mulher Verônica. O problema é que ela nunca chega. É tão curtinho quanto Bonsai - tem 96 páginas.

Perfis Literários
O site Isto não é um cachimbo - Perfis literários está de volta com novidades. O perfilado do mês é ninguém menos que o escritor André Sant'anna ao som de So you wanna be a rock and roll star, de Patti Smith e com boas quantidades de amendoim japonês e whisky sem gelo. O site também ganhou um blog com textos diários sobre literatura e entretenimento.

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Foi lá que eu descobri que André Sant'anna vai lançar um novo livro de contos chamado Irrealidades. Como aperitivo, para entrar no clima, o blog liberou um conto “O povo estava todo lá”.

*Imagens: divulgação.


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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

NOTAS #28



CORTES
William Burroughs, o grande escritor beatnik, lá pelos idos dos anos 60 usou uma técnica chamada 'cut-up' para escrever uma série de romances experimentais (The nova trilogy - se não me engano nunca teve tradução para o português). A técnica nada mais é do que pegar um texto, cortá-lo e reorganizá-lo de maneira aleatória para criar um novo texto. Quem inventou o conceito do 'cut-up' foi o dadaísta Tristan Tzara. Lembra daquela Receita para fazer um poema dadaísta? O vídeo acima mostra o próprio autor explicando o método.

O MELHOR ANO DA FICÇÃO NORTE-AMERICANA
O blog da Publisher Weekly dos Estados Unidos escolheu o ano de 1958 como o melhor para a literatura norte-americana. Quer saber porquê? Naquele ano o ganhador do Pulitzer foi Morte na família, de James Agee; o Nobel de literatura foi para Boris Pasternak graças a seu romance Doutor Jivago; e o National Book Award ficou com As crônicas de Wapshot, de John Cheever. Segundo o blog nesse mesmo ano entre os concorrentes do National Book Award estavam O ajudante, de Bernard Malamud; Pnin, de Vladimir Nabokov; O amor vence tudo, de James Gould Cozzens; e A revolta de atlas, de Ayn Rand.

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O ano de 1958 também foi o lançamento de O mundo se despedaça, de Chinua Achebe, Bonequinha de luxo, de Truman Capote, Dr. No, de Ian Fleming, Os vagabundos iluminados, de Jack Kerouac e Exodus, de Leon Uris.

COMEÇOS E FINAIS INESQUECÍVEIS
Não tem aquela famosa série sobre 'os melhores começos inesquecíveis' de livros? Pois bem, a revista inglesa Stylist resolveu criar a versão quase definitiva do negócio. Para isso, preparou uma lista com 'os melhores começos inesquecíveis' e também com 'os melhores finais inesquecíveis'. No total são 100 itens para cada uma das categorias. Dos clássicos, aos best sellers contemporâneos tem de tudo um pouco. Mas como toda boa lista é abragente e rende boas discussões.

O SEGUNDO LIVRO
Adam Ross está lançando um novo livro após o enorme sucesso de seu romance de estréia - Mr. Peanut lançado no ano passado. Trata-se de uma coletânea com sete contos chamada Ladies and Gentlemen. Por conta disso tem aparecido várias notinhas envolvendo as leituras preferidas do autor. Numa delas, Ross fala sobre autores que gostou tanto a ponto de ler cronologicamente quase a obra inteira deles: Haruki Murakami, Evan S. Connell, Tobias Wolff, Don DeLillo, Saul Bellow e Italo Calvino são alguns. Noutra nota Ross recomenda alguns livros curtos, para quem não tem tempo, nem paciência de ler livros compridos: Primeiro amor, de Ivan Turgueniev; Um esporte e um passatempo, de James Salter e O castelo de destinos cruzados, de Italo Calvino.

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Em tempo, Mr. Peanut deve sair por aqui em novembro pela Companhia das Letras com tradução de Daniel Pelizzari.

LISTAS
Para finalizar mais duas listas bem curiosas.

Primeiro uma lista meio antiga, mas que sempre vale dar uma olhada: os livros mais roubados nos Estados Unidos. Entre eles: qualquer coisa de Charles Bukowski, William S. Burroughs ou Martin Amis; On the road - pé na estrada, de Jack Kerouac e A trilogia de Nova York, de Paul Auster. Será que temos uma lista dessas para livros aqui do Brasil? Gostaria muito de saber o resultado. Será que Paulo Coelho encabeça a lista?

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A segunda lista é dos dez livros mais depressivos, segundo o site AbeBooks. Em primeiro lugar ninguém menos que A estrada, de Cormac McCarthy (realmente, a história do pai e do filho tendo de lutar para sobreviver é bem triste!). Depois ainda tem o futuro desesperançoso em 1984, de George Orwell e a saga amarga em As vinhas da ira, de John Steinbeck. A lista completa está disponível aqui.

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

BURROUGHS POR DENTRO


Começa na próxima quinta-feira em São Paulo o Festival In-Edit Brasil 2011. Será a terceira edição do festival dedicado inteiramente ao documentário musical nacional e internacional. Para quem gosta não apenas de música, mas também de literatura a dica é assistir ao documentário William S. Burroughs: a man within, de Yony Leyser. Será uma chance única, pois dificilmente o documentário entra em circuito comercial - como é o caso do filme Uivo, com James Franco no papel de Allen Ginsberg.

O diretor Yony Leyser nasceu em Chicago e tem apenas 26 anos. A sua paixão por Burroughs começou no colégio quando uma edição de Almoço nu caiu nas suas mãos. A experiência foi tão chocante que acabou despertando a curiosidade dele pelo punk rock, os artistas surrealistas, a literatura e a geração beat como um todo. Anos mais tarde, já formado em cinema, Leyser foi investigar a vida de Burroughs e conseguiu tanta coisa que resolveu montar o documentário. Tem bastante material inédito e exclusivo.

Embora seja focado na influência de Burroughs sobre a música, o documentário também fala sobre os livros, os namorados, a arte, as drogas, as armas e o acidente que matou a mulher de Burroughs no México. Tem ainda a participação de David Cronenberg, Gus Van Sant, Iggy Pop, Laurie Anderson, Patti Smith, Ira Silverberg, Sonic Youth e outros.

Não há como negar a influência da geração beat na cultura ocidental depois da Segunda Guerra. Eles estão no movimento hippie, na contracultura, na onda ecologista, na arte de Andy Warhol, na música punk e na literatura. Almoço nu é um dos livros mais importantes do século XX. Há muitos jovens autores que beberam e continuam bebendo nessa fonte.

Uma pena que os romances de Burroughs circulem meio marginalmente por aqui. Cidades da noite escarlate saiu pela editora Siciliano e está fora de catálogo. Também esgotadas e fora de catálogo estão as edições de Almoço nu e Junky que saíram pela Ediouro. Disponíveis em livrarias estão apenas O gato por dentro, Cartas do Yage - ambos pela L&PM - e o romance escrito em parceria com Jack Kerouac E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques - publicado pela Companhia das Letras. Também existem algumas edições em português de Portugal. Em sebos, essas edições chegam a custar bem caro.

William S. Burroughs: a man within será exibido em 01/05, domingo, 19h, no Cinesesc e 02/05, segunda-feira, 21h, no Cine Livraria Cultura 2. Depois de São Paulo, o festival segue para o Rio de Janeiro.

Abaixo o trailer do documentário:



*imagem: Burroughs e Patti Smith, por Allen Ginsberg/divulgação.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

NOTAS #18


Quem não rabisca?
Caro leitor, não pense que você é a única criatura no mundo que faz algumas anotações e rabiscos nos seus livros. Muito pelo contrário, essa prática tão antiga é adotada por grandes escritores da literatura universal. O site Flavorwire, sempre eles, conseguiram descobrir rabiscos feitos por David Foster Wallace, Vladimir Nabokov, Samuel Beckett, Mark Twain, Kurt Vonnegut, Jorge Luís Borges, etc. Os rabiscos acima pertecem a Franz Kafka e tem uma cara de que ele estava pensando em O processo. Os demais rabiscos estão disponíveis em http://tinyurl.com/4rbk8td

Moraes na moral
Não tem jeito mesmo, esse ano só vai dar Reinaldo Moraes - até falei disso por aqui. O sucesso é tanto que os festivais literários terão de ser obrigados a chamar Moraes para apresentações. Pornopopéia está fazendo tanto sucesso que possivelmente será adaptado para o cinema. Segundo informações dos jornais, o produtor Rodrigo Teixeira comprou os direitos do livro e Arthur Fontes, da Conspiração Filmes, será o provável diretor.

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A coluna Babel, do Estadão, também divulgou uma notícia de que a editora Quetzal também comprou os direitos de Pornopopéia para uma futura edição em Portugal. Lembro que João Ubaldo Ribeiro causou um pequeno reboliço no lançamento de A casa dos budas ditosos por conta do teor do livro. Será que algo parecido pode acontecer com Moraes?

Preferidos
No blog da coluna Painel das Letras, da Folha de SP, o escritor Cristovão Tezza confessou dez livros que marcaram sua vida. Entre os eleitos estão Angústia, de Graciliano Ramos; O estrangeiro, de Albert Camus; Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez; Luz em agosto, de William Faulkner e Desonra, de J. M. Coetzee. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/48oyswn

Brigas literárias
Você sabia das divergências entre Albert Camus e Jean-Paul Sartre? E que Wallace Stevens
falava mal de Ernest Hemingway? E da briga entre Mario Vargas Llosa e Gabriel García Márquez? Pois o The Huffington Post pediu a ajuda de seus leitores para comentar os combates literários favoritos de cada um. Pois é, escritores também podem ter um dia de fúria. Outra desavenças estão disponíveis em http://tinyurl.com/6hpr8e7

Beatnikmaniacos
No melhor estilo de "tudo o que você queria saber sobre...", o site Flavorwire revelou 97 curiosidades sobre o escritor William S. Burroughs. Por exemplo, Burroughs manuseou uma arma de fogo pela primeira vez quando tinha apenas 8 anos. Já que era um garoto precoce ele descobriu o estilo de vida da contracultura aos 13 anos, depois de ler You can’t win, a autobiografia de Jack Black. Foi nessa idade também que ele começou o seu longo caminho pelas portas da percepção. A lista inteira está disponível em http://tinyurl.com/6zxt7jp

Moby Dick 24 horas
Leitores entusiasmados, amantes da boa literatura e fãs do livro Moby Dick, de Herman Melville, se reuniram na semana passada em Portland, nos Estados Unidos, para uma maratona de leitura de 24 horas ininterruptas do livro. O encontro começou na sala de leitura do Powell's Books. Para o desafio foram recrutados 135 candidatos, sendo um para cada capítulo do livro. A leitura foi gravada e o áudio será vendido para arrecadar dinheiro para o IPRC - Independent Publishing Resource Center. No ano passado uma iniciativa bem semelhante aconteceu, também nos Estados Unidos, para comemorar o centenário de morte de Liev Tolstói. Será que a gente conseguia fazer algo semelhante no Brasil?

Alguém lendo
Um momento raro, mas salvo graças a internet. Trata-se do escritor James Joyce lendo um trecho de Finnegan's Wake - considerada a experiência mais radical do autor de Ulisses. Como todo mundo sabe, Finnegan's Wake é um livro bem difícil de traduzir para outras línguas, ainda que as traduções existam. A leitura de Joyce pode guiar o ritmo daqueles que pretender encarar o desafio de ler o original. O áudio está disponível em James Joyce MP3.

*imagem: reprodução do site Flavorwire.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

NOTAS #1

Joseph Conrad em Graphic Novel
A editora inglesa Self Made Hero está lançando uma graphic novel para Coração das trevas (imagem), de Joseph Conrad, ilustrado com desenhos feitos à lapis pela artista queniana Catherine Anyango. O texto foi adaptado por David Zane Mairowitz. Considerado a obra-prima de Conrad, esse romance narra a viagem de Marlowe pelas selvas africanas em busca de um comprador de marfim chamado Kurtz. A graphic novel ainda inclui trechos do diário do congo escrito por Joseph Conrad.

Criador e criatura
Em 1975, William Burroughs não só assistiu a um show do Led Zeppelin como também entrevistou Jimmy Page e escreveu um longo artigo sobre tudo o que viu. Aliás, muita gente atribui a Burroughs a invenção da palavra 'heavy metal' que teria aparecido pela primeira vez em seu romance, Almoço nu. O artigo entitulado "Rock Magic: Jimmy Page, Led Zeppelin, And a search for the elusive Stairway to Heaven" foi publicado numa revista underground, chamada Crawdaddy e reapareceu na internet. Embora tenha gostado do show, Burroughs ficou imensamente preocupado com os riscos de que algum acidente pudesse acontecer a qualquer momento. O artigo pode ser lido na integra em http://bit.ly/55ElJh

Troca de colunistas
A escritora Zadie Smith vai assinar a coluna "New Books" da revista americana Harper's. Ela vai ocupar o lugar de Benjamin Moser que continuará contribuindo com a revista. Além de ser uma escritora reconhecida internacionalmente, Smith já demonstrou seu poder crítico escrevendo ensaios de fôlego para revistas como The New York Review of Books, por exemplo. A primeira coluna assinada por ela deve ser publicada em Março do ano que vem.

Cartas de Oscar Wilde
Uma coleção de cartas escritas por Oscar Wilde vão a leilão na Inglaterra em 24 de Setembro próximo. A descoberta dessa correspondência está causando interesse em muita gente por causa de seu conteúdo. São cartas de Wilde endereçadas com bastante afeto a Alsager Vian, seu colega e editor da Society Magazines em 1887. As cartas foram escritas anos antes de Oscar Wilde ter sido condenado por atentado violento ao pudor e ter sido submetido a dois anos de trabalhos forçados.

A intimidade de Roland Barthes
O diário escrito por Roland Barthes em 1977, logo após a morte de sua mãe, será publicado pela editora Hill and Wang. Mourning diary conta com 330 anotações que mostram as reflexões subjetivas e o estado de tristeza em que o grande semiótico da cultura francesa se encontrava naquele momento. A revista New Yorker divulgou algumas imagens do diário em http://nyr.kr/ds6HZW

Uma tarefa nada fácil
O arco-íris da gravidade, cultuado romance de Thomas Pynchon, foi ilustrado pelo artista plástico Zak Smith. Usando muitas pinturas e fotos experimentais, ele conta que tentou traduzir literalmente os trechos do livro em imagens página por página. O resultado final do trabalho foi exposto no Whitney Museum em Nova York e faz parte do acervo permanente do Walker Art Center na cidade americana de Minneapolis. As ilustrações também estão disponíveis na internet em http://bit.ly/L1m9F

Paris Review na era da internet
O editor Lorin Stein está cumprindo a sua promessa de renovar a revista Paris Review. A edição de outono é o primeiro número sob seu comando e está recheada de ares franceses: Michel Houellebecq é um dos entrevistados e Lydia Davis escreveu um artigo sobre Flaubert. De olho na internet Stein também reformulou inteiramente o site da revista. Além do novo visual, o site conta com um blog diário e grande parte do conteúdo impresso está disponível - incluindo, por exemplo, a entrevista de E. M. Foster para a edição nº 1.

*Imagem: reprodução.
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domingo, 12 de setembro de 2010

A GRAPHIC NOVEL DE WILLIAM BURROUGHS

Ah Pook is here, uma graphic novel escrita pelo beatnick William Burroughs e ilustrada por Malcolm McNeil será publicada em 2011. O anúncio foi feito pela editora americana Fantagraphics Books - editora que já publicou Robert Crumb, Charles Schulz, Joe Sacco e Daniel Clowes.

Segundo a editora, as primeiras tirinhas foram criadas por Burroughs e McNeil nos anos 70 e publicadas numa revista chamada Cyclops com o título de The Unspeakable Mr. Hart - algo como, 'O indescritível Sr. Hart'. Mais tarde, os dois decidiram ampliar a ideia e criar o que eles chamaram de um "romance de palavra e imagem" (o termo graphic novel ainda não tinha sido criado). O livro não foi aceito por nenhum editor da época e tanto Burroughs quanto McNeil decidiram abandonar o projeto.

Ainda segundo a Fantagraphics, Ah Pook is here fala sobre
"(...) um magnata chamado John Stanley Hart, dono de um jornal bilionário obcecado em descobrir alguma maneira de alcançar a imortalidade. Com base em fórmulas contidas em livros maias que foram redescobertos, ele tenta criar um máquina de controle midiático usando as imagens de medo e morte. Ao aumentar o controle, porém, ele desvaloriza o tempo e invoca um inimigo implacável: Ah Pook, o deus da morte Maia. Jovens heróis mutantes usando a mesma fórmula Maia de viagens através do tempo trazem pragas biológicas do passado remoto para destruir Hart e sua realidade temporal judaico-cristã" (tradução minha).
Pelas primeiras imagens que a editora liberou, dá para perceber que a graphic novel tem todos aqueles elementos perturbadores que povoam a obra de Burroughs. Quase 40 anos depois parece mesmo um trabalho visionário criado pelos dois parceiros. O mais interessante também é que o anúncio foi feita na mesma semana em que o Uivo, de Allen Ginsberg está ganhando uma versão em filme e em graphic novel.

Os beats vão estar na moda novamente, logo mais.

*imagens: reprodução da Fantagraphics.com

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