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terça-feira, 2 de novembro de 2010

HENRY JAMES: O MESTRE DO ROMANCE


Nos últimos anos a escritora Jane Austen teve uma misteriosa ascensão literária. Da noite para o dia seus romances começaram a ser reeditados aos milhares. Depois surgiram os mashups, os quadrinhos, os filmes, os vídeos no youtube e os artigos nos jornais. Porém, ela não está sozinha nesse resgate. Parece que o destino reserva os mesmos louros ao escritor Henry James.

Desde 2002, uma série de livros está sendo escrita tendo o escritor como objeto de estudo ou como personagem principal de suas tramas. Alguns de seus principais livros também estão ganhando novas reedições. O fenômeno é difícil de explicar. Seja qual for a verdadeira razão, ninguém pode negar a qualidade da obra de Henry James e o seu legado teórico para as futuras gerações.

Do homem teórico, por exemplo, posso dizer que ele foi o responsável por uma das principais formulações a respeito do foco narrativo no romance. Segundo dizem, a experiência de James com o teatro lhe deu gabarito para desenvolver romances em que a cena e o diálogo são os responsáveis pelo desenvolvimento da ação. Também é nesse momento que ele formula sua teoria sobre o narrador. Vou explicar de modo prosaico: para ele a figura do narrador no romance deveria se disfarçar numa personagem em terceira pessoa. Tal personagem deveria organizar a história, refletir e mostrar ao leitor tudo o que está se passando. Por isso a aversão dele aos romances em primeira pessoa ou com narradores que fazem muitas interferências na história.

As reflexões de Henry James estão reunidas numa série de prefácios que ele escreveu para alguns de seus romances e foram publicadas no livro A arte do romance - saiu pela editora Globo Livros com organização de Marcelo Pen.

Os grandes destaques da obra de Henry James são seus três últimos romances: As asas da pomba, de 1902; Os embaixadores, de 1903; e A taça de ouro, de 1904. Nesses livros, ele conseguiu apurar sua técnica narrativa, trabalhar muito bem a composição das frases e a escolha de cada palavra e explorar os drama humanos de maneira magistral.

No Brasil, A taça de ouro foi publicado pela editora Record. O mesmo livro ganhou no ano passado uma edição de bolso pela Best Bolso, um selo da editora Record. As asas da pomba saiu pela Ediouro em 1998, mas a edição está esgotada e pode ser encontrada apenas em sebos. Já Os embaixadores, livro que era inédito por aqui, vai ganhar este mês uma edição caprichada pela Cosac Naify. A tradução ficou a cargo de Marcelo Pen. A edição ainda terá textos de Modesto Carone e Ian Watt, além de prefácio escrito pelo próprio Henry James.

Outros livros de Henry James que já foram publicados no Brasil desde 2001: Os espólios de Poynton; A fera na selva; Pelos olhos de Maisie; Um peregrino apaixonado e outras histórias; Retrato de uma senhora e A volta do parafuso.

*imagem: reprodução Guardian.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

NOTAS #3


As vedetes de Frankfurt
A Feira do Livro de Frankfurt que começou na terça-feira já tem seus romances mais concorridos para negociações - a maioria está nas mãos da agência de Andrew Wylie. Um deles é "State of England: Lionel Asbo, Lotto Lout", o novo romance do britânico Martin Amis. Segundo dizem esse romance tem como protagonista um anti-herói muito feroz. Outros títulos de destaque são: "A Strangeness in My Mind", de Orhan Pamuk que conta a história de um vendedor de rua em Istambul; "Object", de David Bowie; e "Classmates of Anne Frank".

*

Muitos editores estrangeiros estão acompanhando com bastante interesse a participação do Brasil na Feira. Porém, segundo apurou a Folha de SP, o maior problema encontrado por estrangeiros é a falta de informações objetivas sobre o funcionamento do mercado editorial brasileiro.

Gabon continua na ativa
O escritor Gabriel García Máquez está lançando um novo livro essa semana, "Yo no vengo a decir un discurso". O livro reúne 22 discursos escritos por ele. Segundo boatos que circularam no ano passado, o escritor colombiano e ganhador do prêmio Nobel de 1982 iria parar de escrever. Na época Márquez desmentiu os boatos dizendo que esse é o seu maior ofício. Seu último livro do gênero foi "Memória de minhas putas tristes", de 2004.

A bruxa está solta
A temporada de Jonathan Franzen na Inglaterra não está sendo das melhores. Franzen constatou que a edição inglesa de "Freedom" não é a versão final escrita por ele. Os editores publicaram uma versão anterior e tiveram de fazer um "recall" para que os leitores trocassem o livro pela versão correta. Para piorar a situação, Franzen teve os seus óculos foram roubados numa festa e os ladrões ainda estavam exigindo $ 100.000 como resgate. A polícia conseguiu prender os ladrões e os óculos foram entregues ao dono. Vamos torcer para que Franzen consiga voltar inteiro para os Estados Unidos.

Ao mestre com carinho
Curiosamente o escritor Henry James, um dos maiores nomes da literatura inglesa, está servindo como fonte de inspiração para novos autores. Desde 2002 cerca de dez livros já foram publicados tendo o escritor como personagem principal. Dois exemplos dessa série de livros são: "O mestre", de Colm Tóibín publicado no Brasil pela Companhia das Letras e "Author, Author", de David Lodge ainda sem tradução para o português.

Clube de leitura
A editora Companhia das Letras está organizando uma nova rodada de seu clube de leitura Penguin-Companhia das Letras. Os próximos livros que serão discutidos são "Por que ler os clássicos", de Italo Calvino e "Pelos olhos de Maisie", de Henry James. As vagas para o clube de leitura são limitadas. Mais informações e inscrições pode ser obtidas através do e-mail: clubedeleitura@penguincompanhia.com.br

Memórias
Um vídeo curioso com animais andando em reverso mostra uma menina chamada "Mary O'Connor" segurando uma galinha. Na realidade a menino do vídeo é a escritora norte-americana Flannery O'Connor com apenas 5 anos de idade. O vídeo pode ser visto em... http://tinyurl.com/37kloqc

*imagem: Peter Hirth / Frankfurt Book Fair.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

A PARCERIA ENTRE A PENGUIN E A CIA DAS LETRAS


A notícia mais importante do dia e quem sabe do ano é a chegada da editora Penguin ao Brasil através de uma parceria com a editora Companhia das Letras. Acho que a editora não é muito conhecida por aqui, mas trata-se de um dos maiores grupos editoriais do mundo: a sede fica na Inglaterra e tem filiais nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Índia, África do Sul e China.

Eu já falei muitos vezes aqui no Casmurros sobre os livros que a Penguin está lançando em função dos seus 75 anos. Acho que os leitores inveterados conhecem e sabem o valor que a marca Penguin tem. Por isso, a parceria é motivo de comemoração. Certamente teremos o relançamento de livros importantes, totalmente renovados e em edições bem cuidadas.

Fundada em 1935 por Allan Lane, a Penguin tinha a missão de colocar livros de qualidade no mercado com preços atrativos e venda em locais diversificados. De lá pra cá, a editora tornou-se uma marca forte justamente por apostar em edições caprichadas de clássicos da literatura antiga e contemporânea: boa tradução, prefácios assinados por gente de renome, notas explicativas e capas que tornam o livro como um verdadeiro objeto de desejo.

O catálogo da Penguin também conta com livros de outras áreas do conhecimento, como filosofia, ciência, etc. No entanto, a Penguin Companhia vai publicar em português livros do selo Penguin Classics, incluindo também títulos de autores brasileiros.

Os quatro primeiros livros serão: O Príncipe, de Maquiavel; Pelos Olhos de Maisie, de Henry James; Joaquim Nabuco Essencial e O Brasil Holandês, ambos organizados por Evaldo Cabral de Mello.

* imagem: reprodução do blog da Cia das Letras.
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sábado, 22 de maio de 2010

EDITORA PENGUIN LANÇA EDIÇÕES ESPECIAIS

A editora Penguin está lançando em parceria com a ONG (RED) uma coleção de livros chamada "(product) red". A editora irá doar 50% da renda obtida com as vendas desses livros para o fundo global da ONG que ajuda a combater a AIDS na ÁFRICA.

Serão 8 romances clássicos da literatura universal em edição luxuosa. Entre eles Dostoievski, Henry James, Charles Dickens, Tolstoi, Emile Zola eBram Stocker.

O que achei mais interessante são as capas. Cada uma recebe a assinatura de um designer diferente. Todos fizeram um trabalho primoroso para atrair a atenção do consumidor - no melhor estilo "edição especial de colecionador".

*imagem: divulgação

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