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quinta-feira, 8 de maio de 2014

PYNCHON EM PÚBLICO 2014 (#PYNCHONINPUBLIC2014)



"Um grito atravessa o céu. Já aconteceu antes, mas nada que se compare com esta vez."

Hoje é dia de comemorar mundialmente o aniversário do escritor mais recluso dos Estados Unidos: Thomas Pynchon. Ele está completando 77 anos com 8 livros monumentais na bagagem (felizmente, quase todos já foram publicados no Brasil). O mais recente, Bleeding Edge está nos planos de futuros lançamentos da Companhia das Letras ainda sem data prevista.  

Para entrar na dança o blog Pynchon in Public Day pede que os leitores coloquem o nome de Pynchon em circulação espalhando evidências públicas de que sua obra está entre nós. Vale tudo: desde colocar o trecho de algum livro, um vídeo, desenho ou uma foto no seu blog, Facebook, Twitter, Instagram ou qualquer rede social de sua preferência até organizar debates, encontros e rodas de leitura. O importância é espalhar Pynchon e seu universo por aí. A celebração já dura nove anos.

Na foto acima, tem a insígnia "W.A.S.T.E." junto ao clássico O arco-íris da gravidade.

Replicando o lema dos organizadores: "É simples, é inevitável e já começou".

*Foto: Rafael R.

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

PYNCHON EM PÚBLICO 2013



Hoje é dia de comemorar mundialmente a figura de Thomas Pynchon - o escritor mais recluso dos Estados Unidos (lugar que ele ocupa solitariamente desde a morte de J.D. Salinger). Quem inventou a ideia foi o blog Pynchon in Public Day. A celebração já dura oito anos.

Vale colocar no seu blog, Facebook, Twitter, Instagram ou qualquer outra rede social alguma foto, texto ou vídeo com qualquer coisa relacionada a Pynchon e seu universo.

Na foto acima, tem a insígnia W.A.S.T.E. sobre o a cidade de SP e capinhas de todas as edições publicadas no Brasil.

Replicando o lema dos organizadores: "É simples, é inevitável e já começou".

*Foto, concepção e montagem: Rafael R. e Tatiana Mello.
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

PARA ENTENDER THOMAS PYNCHON

"Um grito atravessa o céu .
Isso já aconteceu antes, mas nada que se compare com esta vez."
O arco-íris da gravidade.

“Agora, reduzir todo o cordame!”
“Ânimo... com jeito... muito bem! Preparar para zarpar!”
“Cidade dos Ventos, lá vamos nós!”
Contra o dia.



Acabou de sair pela Companhia das Letras Contra o dia, escrito por Thomas Pynchon em 2006. Fui até uma livraria conferir um exemplar de perto, afinal não existe e-book nenhum páreo para a experiência material de ter um livro como esse nas mãos. Ainda mais quando a gente se dá conta de que ele tem impressionantes 1088 páginas que pesam exatamente 141700 kg (não tive como pesar o exemplar na livraria, peguei a informação no site). É uma espécie de monolito (como aquele do filme 2001 - Uma odisséia no espaço) no meio das estantes. Não só pelo tamanho, mas pelo significado que ninguém consegue explicar por mais que se tente.

Nesse caso, cabe ao leitor se aventurar pelo árduo universo pynchoniano a fim de arrancar ou construir algum sentido. Para não atravessar sozinho esse deserto, preparei uma compilação com as resenhas de Contra o dia que eu consegui encontrar nas revitas e nos jornais - parece que nos blogs foi meio ignorado, apesar de Pynchon ter uma verdadeira legião de fãs na internet.

A nova conspiração de Pynchon - Revista Época
O que Groucho Marx tem a ver com Faroeste? - Revista Bravo! (resenha assinada por Antônio Xerxenesky - um fanático por Pynchon, sobretudo por Contra o dia)
Paródias Arquitetônicas - Estadão
Homem difícil - Folha de SP (via Conteúdo Livre)

Tem também uma nota na revista Veja - apenas disponível na edição digital no site.

***

Ainda não li Contra o dia porque ainda nem comprei (cof!). Perdi uma promoção de lançamento com desconto de 20%, fato que lamentei imensamente para o vendedor da livraria. Como ele não me deu o desconto e a promoção ainda não tem previsão de retorno, resolvi esperar.

Seja como for, sei do mito em torno de Thomas Pynchon e acho muito curioso que um dos mais importantes escritores norte-americanos do século XX seja ao mesmo tempo tão cultuado e tão impopular. Não é algo gratuito, existem algumas explicações para o fato: os livros são herméticos, tem muitas referências obscuras, enredos complexos e repletos de "exercícios" de linguagem. Há um Pynchon mais simples, claro! Como aponta Xerxenesky V. (1963), Vineland (1990) e Vício inerente (2009) são mais palatáveis - os dois primeiros estão esgotados e o último acabou de sair também pela Cia das Letras.

A tradução foi feita por Paulo Henriques Britto que, segundo li, manteve contato direto com Pynchon para sanar algumas eventuais dúvidas de tradução. Acho importante comentar isso porque Pynchon não é muito dado a aparições públicas, nunca concede entrevistas e vive escondido por Nova York. Guardadas as devidas proporções, é quase um Dalton Trevisan flanando por Curitiba.

Se bem que ele flerta com o universo pop. Dizem que dublou a si mesmo num episódio dos Simpsons e também dublou o trailer de Vício inerente.

***

Contra o dia parece que está páreo a páreo com O arco-íris da gravidade (em tamanho e em complexidade). Aliás, André de Leones e Xerxenesky organizaram um programa da Rádio Batura (IMS) comentando O arco-íris. O mesmo livro será analisado em agosto num curso ministrado por Ricardo Lísias só com romances longos. Quem ficou interessado em Pynchon e quer saber mais sobre o cara pode ficar de olho no programa e no curso.

Tem um trecho de Contra o dia disponível aqui.

*Imagem: divulgação.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

THOMAS PYNCHON VAI AO CINEMA


O mundo está realmente mudado, para você ter uma ideia até um livro de Thomas Pynchon poderá ser adaptado ao cinema. O escritor mais recluso do mundo é conhecido por criar romances gigantescos e tão elaborados que são um verdadeiro universo em si mesmo - vide O arco-íris da gravidade, Mason & Dixon e Against the day (que será lançado no ano que vem pela Companhia das Letras com o título de Contra o dia). Quando a invenção não ataca a linguagem, ataca o enredo da história de modo que o livro sempre acaba se tornando um material bem difícil de ser 'traduzido'. Tanto que o site The Huffington Post incluiu O arco-íris da gravidade na lista dos 15 romances que jamais poderão virar filme.

O boato surgiu graças a New York Magazine. Segundo o pessoal da revista apurou, o diretor Paul Thomas Anderson está com vontade de adaptar Vício inerente - o último romance que Pynchon escreveu. Para quem não se lembra, Thomas Anderson é o diretor de "Magnólia", "Embriagado de amor" e "Sangue negro". Parece que o diretor já escreveu o argumento e está trabalhando num roteiro. Ainda segundo especulação da NY Magazine, o filme seria estrelado pelo ator Robert Downey Jr. ou por Philip Seymour Hoffman.

Vício inerente conta a história de um "detetive particular Doc Sportello (...) que é contratado por uma ex-namorada para investigar o sumiço de um poderoso barão do mercado imobiliário". Tudo se passa na Califórnia dos anos 70 em pleno declínio da contracultura "flower power". Tem Charles Manson, tem hippies, surfistas, traficantes, contrabandistas, bandas de rock, prostitutas e muitas drogas. O livro pode virar filme, justamente por ser uma história de detetives um pouco clássica, um pouco moderna. Tem um trecho do romance disponível aqui.

Embora seja avesso às fotos e entrevistas, Thomas Pynchon vive circulando por Nova York, cidade onde mora desde os anos 70. Dizem às lendas que ele sempre conversa por telefone com gente do show business por quem tem certa simpatia. Ele até dublou o vídeo promocional de Vício inerente, fazendo o papel da personagem Doc Sportello - a mesma coisa aconteceu com a participação dele nos Simpson, dublando ele mesmo.

Quem sabe Thomas Pynchon não se anime e resolva fazer uma participação especial no filme. Mesmo que seja como figurante.

*imagem: reprodução do Google sobre a participação de Thomas Pynchon no desenho Os Simpsons.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

NOTAS #2


Kindle para internet
A Amazon está fazendo testes de uma nova ferramenta chamada "Kindle for the Web" - literalmente, Kindle para Internet. O serviço permite que as pessoas possam compartilhar em blogs e redes sociais trechos de livros que estão lendo ou querem recomendar. O Youtube, por exemplo, trabalha com o mesmo princípio quando o usuário quer "incorporar" um vídeo no blog. Por enquanto, só usuários cadastrados no site da Amazon podem usar a ferramenta.

Pynchonmania
O escritor Thomas Pynchon vai tomar conta das nossas estantes nos próximos meses. A Companhia das Letras vai publicar em novembro "Vício inerente", romance escrito no ano passado pelo consagrado autor de "O arco-íris da gravidade". No Youtube está circulando um vídeo que segundo contam foi narrado por Thomas Pynchon em carne e osso. No ano que vem a Companhia também promete lançar "Contra o dia", escrito em 2006 e que tem mais de 1100 páginas na versão em inglês. O vídeo de "Vício inerente" está disponível em http://tinyurl.com/krj8ap

Manuscritos raros
A Biblioteca Britânica está digitalizando aos poucos seu acervo com mais de mil raros manuscritos gregos. O resultado do trabalho está disponível gratuitamente na internet e pode ser consultado em http://www.bl.uk/manuscripts. Há fábulas de Esopo, salmos, entre outros.

Reminiscências
O escritor Kazuo Ishiguro revelou alguns de seus livros favoritos para os leitores do book club da apresentadora Oprah Winfrey. Não é difícil perceber uma pequena influência que essas leituras exerceram na obra de Ishiguro. Ele mesmo justifica suas escolhas. Por exemplo, a maneira de conduzir uma narrativa em primeira pessoa está em Charlotte Bronté; o humor sem nenhum compromisso com as coisas difíceis da vida está em P.G. Wodehouse; as lembranças de casa e o medo de que a realidade traía a nossa memória vem de Homero. Cormac McCarthy e David Mitchell são as curiosidades da lista. McCarthy foi escolhido por causa do fascínio que velho oeste americano e seus caubóis exercem em nosso imaginário; já a força imaginativa de Mitchell fez Ishiguro perceber que estava realmente ficando mais velho.

*

Os livros escolhidos foram: "Villete", de Charlotte Bronté; "Então tá, Jeeves", de P.G. Wodehouse; "Meridiano de sangue", de Cormac McCarthy; "Ghostwritten", de David Mitchell; "South of the Border, West of the Sun", de Haruki Murakami; "A odisséia", de Homero.

Lado B
Os livros de Shel Silverstein já comoveram inúmeras crianças e adultos com suas histórias poéticas e suas inconfundíveis ilustrações. Shel também era um compositor de mão cheia e tinha uma banda de rock and roll cujo disco mais conhecido é Freakin' At The Freakers Ball. Estão circulando na internet algumas histórias bem interessantes por trás da gravação desse disco. A melhor delas diz respeito as canções que nunca foram lançadas como: "Fuck'Em", "I love my right hand" e "I am not a fag". Como os títulos sugerem são canções politicamente incorretas até mesmo para os anos 70 e que revelam um certo humor negro do cartunista. Algumas dessas canções estão disponíveis no YouTube em http://tinyurl.com/2g746bj e http://tinyurl.com/3c6q53

*imagem: reprodução desse site.

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