Mostrando postagens com marcador v.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador v.. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de maio de 2013

PYNCHON EM PÚBLICO 2013



Hoje é dia de comemorar mundialmente a figura de Thomas Pynchon - o escritor mais recluso dos Estados Unidos (lugar que ele ocupa solitariamente desde a morte de J.D. Salinger). Quem inventou a ideia foi o blog Pynchon in Public Day. A celebração já dura oito anos.

Vale colocar no seu blog, Facebook, Twitter, Instagram ou qualquer outra rede social alguma foto, texto ou vídeo com qualquer coisa relacionada a Pynchon e seu universo.

Na foto acima, tem a insígnia W.A.S.T.E. sobre o a cidade de SP e capinhas de todas as edições publicadas no Brasil.

Replicando o lema dos organizadores: "É simples, é inevitável e já começou".

*Foto, concepção e montagem: Rafael R. e Tatiana Mello.
Share/Save/Bookmark

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ESPERANDO POR THOMAS PYNCHON



Adivinhem quem está de volta? Vou dar uma dica para facilitar: é o autor mais recluso e por isso mesmo o mais "pop" da literatura norte-americana. Ainda não adivinhou? Então te conto: é Thomas Pynchon - ele mesmo. Qualquer pequeno movimento que o enciclopédico escritor faz gera o maior burburinho, sobretudo na internet. Impressionante! Já imaginou se ele resolve anunciar que vai dar uma volta no bairro onde mora? Tenho certeza que muita gente ia formar um acampamento nas imediações do lugar só para fazer uma fotografia.

Pois bem, Pynchon vai publicar um novo romance com lançamento previsto para setembro, nos Estados Unidos. A notícia foi confirmada na segunda-feira pela editora dele. O livro vai se chamar Bleeding Edge e será ambientado no "Silicon Alley" (região de Nova Iorque dominada por empresas de internet e tecnologia) no período entre a crise promovida pela bolha especulativa da internet (no final dos anos 90) e os atentados terroristas do 11 de setembro.

O último livro publicado por Pynchon foi Vício inerente, em 2009. Uma versão cinematográfica desse livro já entrou em fase de pré-produção. Deve ficar pronto em 2014 e, como já foi dito, terá Joaquin Phoenix no elenco e Paul Thomas Anderson no roteiro e direção.

O projeto Pynchon in Public Day, dia em que pessoas do mundo inteiro enviam fotos e vídeos delas mesmas lendo qualquer livro de Pynchon num lugar público e sem nenhuma vergonha, vai ter motivos de sobra para comemorar. A próxima acontece em 8 de maio.

***


A ocasião também poderia ser uma oportunidade para resgatar V., O leilão do lote 49 e Vineland - três romances de Pynchon que andam fora de catálogo aqui no Brasil. O primeiro foi publicado em 1988 pela editora Paz e Terra e os outros dois pela Companhia das Letras em 1991 e 1993, respectivamente. Só é possível encontrá-los em sebos e com preços especiais.

Para se ter uma ideia, no site Estante Virtual o livro O leilão do lote 49 tem apenas três únicos exemplares com preços variando de R$ 100,00 a R$ 129,90. Livro raríssimo. Quem sabe?

*Imagem: reprodução do Google.

Share/Save/Bookmark

segunda-feira, 30 de abril de 2012

PARA ENTENDER THOMAS PYNCHON

"Um grito atravessa o céu .
Isso já aconteceu antes, mas nada que se compare com esta vez."
O arco-íris da gravidade.

“Agora, reduzir todo o cordame!”
“Ânimo... com jeito... muito bem! Preparar para zarpar!”
“Cidade dos Ventos, lá vamos nós!”
Contra o dia.



Acabou de sair pela Companhia das Letras Contra o dia, escrito por Thomas Pynchon em 2006. Fui até uma livraria conferir um exemplar de perto, afinal não existe e-book nenhum páreo para a experiência material de ter um livro como esse nas mãos. Ainda mais quando a gente se dá conta de que ele tem impressionantes 1088 páginas que pesam exatamente 141700 kg (não tive como pesar o exemplar na livraria, peguei a informação no site). É uma espécie de monolito (como aquele do filme 2001 - Uma odisséia no espaço) no meio das estantes. Não só pelo tamanho, mas pelo significado que ninguém consegue explicar por mais que se tente.

Nesse caso, cabe ao leitor se aventurar pelo árduo universo pynchoniano a fim de arrancar ou construir algum sentido. Para não atravessar sozinho esse deserto, preparei uma compilação com as resenhas de Contra o dia que eu consegui encontrar nas revitas e nos jornais - parece que nos blogs foi meio ignorado, apesar de Pynchon ter uma verdadeira legião de fãs na internet.

A nova conspiração de Pynchon - Revista Época
O que Groucho Marx tem a ver com Faroeste? - Revista Bravo! (resenha assinada por Antônio Xerxenesky - um fanático por Pynchon, sobretudo por Contra o dia)
Paródias Arquitetônicas - Estadão
Homem difícil - Folha de SP (via Conteúdo Livre)

Tem também uma nota na revista Veja - apenas disponível na edição digital no site.

***

Ainda não li Contra o dia porque ainda nem comprei (cof!). Perdi uma promoção de lançamento com desconto de 20%, fato que lamentei imensamente para o vendedor da livraria. Como ele não me deu o desconto e a promoção ainda não tem previsão de retorno, resolvi esperar.

Seja como for, sei do mito em torno de Thomas Pynchon e acho muito curioso que um dos mais importantes escritores norte-americanos do século XX seja ao mesmo tempo tão cultuado e tão impopular. Não é algo gratuito, existem algumas explicações para o fato: os livros são herméticos, tem muitas referências obscuras, enredos complexos e repletos de "exercícios" de linguagem. Há um Pynchon mais simples, claro! Como aponta Xerxenesky V. (1963), Vineland (1990) e Vício inerente (2009) são mais palatáveis - os dois primeiros estão esgotados e o último acabou de sair também pela Cia das Letras.

A tradução foi feita por Paulo Henriques Britto que, segundo li, manteve contato direto com Pynchon para sanar algumas eventuais dúvidas de tradução. Acho importante comentar isso porque Pynchon não é muito dado a aparições públicas, nunca concede entrevistas e vive escondido por Nova York. Guardadas as devidas proporções, é quase um Dalton Trevisan flanando por Curitiba.

Se bem que ele flerta com o universo pop. Dizem que dublou a si mesmo num episódio dos Simpsons e também dublou o trailer de Vício inerente.

***

Contra o dia parece que está páreo a páreo com O arco-íris da gravidade (em tamanho e em complexidade). Aliás, André de Leones e Xerxenesky organizaram um programa da Rádio Batura (IMS) comentando O arco-íris. O mesmo livro será analisado em agosto num curso ministrado por Ricardo Lísias só com romances longos. Quem ficou interessado em Pynchon e quer saber mais sobre o cara pode ficar de olho no programa e no curso.

Tem um trecho de Contra o dia disponível aqui.

*Imagem: divulgação.
Share/Save/Bookmark