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terça-feira, 20 de maio de 2014

BRASIL SERÁ HOMENAGEADO NO FESTIVAL EUROPEU DO CONTO

O país do futebol mostra ao país das boas cervejas um pouco da sua literatura.


Uma semana antes do Brasil enfrentar a Croácia no jogo de abertura da Copa do Mundo, as cidades de Zagreb e Šibenik (que fica no litoral sul da Croácia e foi abençoada pela natureza com uma paisagem deslumbrante) vão receber o Brasil como país homenageado da 13ª edição do Festival Europeu do Conto. Em outras edições foram homenageados Irlanda, Escócia, Catalunha, Holanda e País de Gales. O que motivou o convite dos organizadores ao Brasil foi a exposição constante da literatura brasileira em grandes eventos literários recentes como as Feiras de Frankfurt, Guadalajara e Berlim.

Os escritores Ana Paula Maia, João Anzanello Carrascoza, João Paulo Cuenca e Paula Parisot serão os representantes da nossa literatura. O processo para seleção desses autores foi um pouco longo. Os organizadores do festival pediram uma pequena lista com sugestões a Paula Parisot (organizadora a antologia internacional La invención de la realidad. Antología de cuentos brasileños lançada na Feira de Guadalajara do ano passado) e Sophie Lewis - da agência literária AndOtherStories - que vive no Rio de Janeiro. A partir dali, eles afinaram a seleção buscando informações, recomendações, lendo um pouco da obra de cada autor em antologias, artigos e reportagens até escolherem os quatro brasileiros. Outros 20 escritores de diferentes nacionalidades completam a programação, entre eles o austríaco Robert Menasse, o britânico Jon McGregor e o norte-americano David Vann cujo romance A ilha Caribou acaba de ser publicado pela editora Record.

É interessante notar que nenhum dos quatro autores brasileiros tem livros publicados na Croácia. "A literatura brasileira não é muito conhecida por aqui. Nos últimos 20 anos, e com mais intensidade recentemente, a maioria dos escritores que foram traduzidos são de gerações mais velhas como Raduan Nassar, Rubem Fonseca, Jorge Amado e Clarice Lispector. Nós estamos convidados jovens autores contemporâneos", conta por e-mail Roman Simić, diretor de criação do festival. A participação dos brasileiros pode despertar o interesse de editores locais e consequentemente a tradução de suas obras no país.

A popularidade do gênero, a grande tradição contística e a paixão são os ingredientes principais que motivam a realização do festival todos os anos. “Nós acreditamos que o conto pode construir um universo inteiro em poucas páginas. O conto tem tudo o que um leitor precisa: é rápido, diversificado, pode comunicar tudo e costuma ser escrito por amor, não por dinheiro”, diz Roman. Uma qualidade do gênero que ele ressalta é a sua integridade “não é possível fingir ou enganar um leitor quando você lê ou ouve um conto. Você cumpre ou não cumpre a tarefa proposta, ao contrário do que pode acontecer na leitura de fragmentos de romances (o trecho pode ser bom, mas o restante pode falhar como um todo)”, conclui.

Quando pergunto se o Prêmio Nobel de Literatura concedido a Alice Munro no ano passado modificou a maneira como os leitores encaram o conto, ele responde “muitos escritores, além de Alice Munro, já demostraram a importância do gênero. O ofício de escrever contos não é uma ‘etapa’ para se tornar escritor. O conto requer diferentes habilidades e talentos únicos”. Para Roman, o problema quanto ao reconhecimento do gênero não está nos autores e leitores “acho que eles gostam; para eles tudo funciona”, mas no mercado literário: “editoras e livreiros não são apaixonado por contos, porque eles acreditam que não vende como gostariam. É um círculo vicioso: como poderia vender se eles não investem?”.

Para descontrair, haverá uma partida de futebol amador entre Brasil e Croácia batizada de “abertura antes da abertura” - em alusão ao jogo da Copa do Mundo. O time do “Brasil” será formado por escritores internacionais e o time da “Croácia” será formado por artistas da banda croata Pips, chips & Videoclips. Roman espera que os escritores brasileiros (João Paulo Cuenca e João Anzanello Carrascoza) liderem o time do Brasil. Resta saber se Cuenca (flamenguista inveterado) e Carrascoza são tão bons em futebol, quanto em literatura? Protejam suas canelas.

O festival acontece de 1 a 6 de junho e a partida de futebol será no dia 2, às 13h (horário croata).




*Fotos: edições anteriores do Festival Europeu do Conto/Reprodução.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013

VOTAÇÃO: MUSA DA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Na semana passada, o blog da Rafaela Gimenes organizou uma votação para eleger os musos da literatura brasileira contemporânea. Os dez concorrentes reúnem ao mesmo tempo beleza e talento suficientes que justificam a presença no páreo.

Foi pensando nisso, que resolvi organizar uma votação parecida. Portanto, cuecas de plantão, vamos eleger a musa da literatura brasileira contemporânea. Fique registrado que não estamos desprezando a beleza das escritoras das gerações antigas - Clarice Lispector, Hilda Hilst e Lygia Fagundes Telles estão na categoria hors concours. Aliás, os olhos de Lygia Fagundes Telles conquistaram até o ganhador do Prêmio Nobel, William Faulkner.

As candidatas aparecem na lista de forma aleatória, sem ordem de predileção. A seleção foi feita no esquema 'toró de ideias' - as dez primeiras escritoras que apareceram na lembrança. Use a caixa de comentários para manifestar algum nome que merecia estar na disputa e ficou de fora.

Vamos às musas:



1. Vanessa Bárbara
Além de O livro amarelo do Terminal, O Verão do Chibo (escrito em parceria com Emílio Fraia) e A máquina de Goldberg (HQ ilustrada por Fido Nesti), ela também dedica parte do seu tempo ao periódico A Hortaliça, traduz, faz preparação de texto e escreve para a revista Piauí e para o jornal Folha de SP. Ufa! O jeito tímido e irreverente são um charme a parte.



2. Marina Colasanti
Nasceu na Itália e veio para o Brasil em 1948. Aqui estudou e trabalhou como jornalista. Tem quarenta livros publicados sendo o primeiro, Eu sozinha, de 1968 e o mais recente, Passageira em trânsito, de 2010 - vencedor do Prêmio Jabuti. É uma senhora muito elegante e dona de lindos olhos claros.



3. Ana Paula Maia
É quase como a tigresa daquela canção do Caetano Veloso. Teve banda de rock, gosta de Quentin Tarantino, Dostoievsky e Sergio Leone, escreveu roteiro para teatro e cinema. Publicou quatro livros e participou de diversas antologias.



4. Adriana Lunardi
Apesar de ter nascido em Santa Catarina, já morou em Santa Maria, Porto Alegre, São Paulo e atualmente está no Rio de Janeiro. Publicou As Meninas da Torre Helsinque (1996), Vésperas (2002), Corpo estranho (2007) e A vendedora de fósforos (2011). Também trabalha como roteirista.



5. Cecilia Giannetti
Depois de participar de muitas antologias, publicou o romance Lugares que Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi em 2007. Trabalhou como jornalista e roteirista. No momento está preparando novos romances.


6. Simone Campos
Ela é dona de uma beleza algo nerd porque usa óculos, adora videogame e ficção-científica. Publicou quatro livros e participou de muitas antologias - sem contar a participação em blogs e textos de ficção que foram escritos na internet. Sua experiência mais recente é OWNED - Um novo jogador, narrativa que usa recursos do videogame e outras mídias.



7. Tatiana Salem Levy
Nasceu em Lisboa, mas veio para o Brasil alguns meses depois. Leitora de Blanchot, Foucault, Deleuze e muitas outras coisas mais, publicou dois romances A Chave de Casa (2007) e Dois rios (2011). Antes disso, participou de diversas antologias.


8. Paloma Vidal
Ela nasceu em Buenos Aires - outra autora que veio para cá muito jovem. Tem trabalho como crítica, tradutora, leciona teoria literária e edita uma revista chamada Grumo. Publicou A duas mãos (2003), Mais ao sul (2008), Algum lugar (2009) e Mar azul (2011).



9. Clara Averbuck
Além de bonita é leitora de John Fante, Charles Bukowski, Paulo Leminski, Pedro Juan Gutiérrez, Hunter S. Thompson e João Antônio. gosta de Fiona Apple, Nina Simone, Rolling Stones, Tom Waits e Strokes. Tem cinco romances publicados.


10. Verônica Stigger
Essa gaúcha faz um pouco de tudo: trabalha como jornalista, professora e crítica de arte. Sua obra tem características e formatos muito particulares. Publicou O trágico e outras comédias (2004), Gran Cabaret Demenzial (2007), Os anões (2010) e o mais recente é Delírio de Damasco (2013).

Agora é com você ajude a eleger nossa musa. Vote no formulário abaixo e chame os amigos porque a eleição encerra na outra sexta-feira (dia 14/06).


>> VOTAÇÃO ENCERRADA <<

*Fotos: reprodução/Google Images.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

UMA LISTA: VINTE E UM LIVROS DO SÉCULO 21 QUE TODO HOMEM DEVERIA LER (III)


Final (3 de 3)

-> para ler a primeira parte:  VINTE E UM LIVROS DO SÉCULO 21 QUE TODO HOMEM DEVERIA LER (I)

-> para ler a segunda parte:  VINTE E UM LIVROS DO SÉCULO 21 QUE TODO HOMEM DEVERIA LER (II)




15| Quenga de plástico (2011)
JULIANA FRANK
7Letras

Razão: quem não gosta de uma boa sacanagem? A estreia de Juliana Frank é melhor do que qualquer outro livro recente com conteúdo erótico que você tenha lido por aí. A ex-atriz pornô Leysla Kedman conta tudo sobre a sua vida sexual sem nenhuma censura! Tal qual uma Sherazade dos século 21, ela solta a língua e conquista o leitor usando todo o seu charme e poder de sedução. É uma história inteligente, despretensiosa e com muito bom humor.





16| Diário da queda (2010)
MICHEL LAUB
Companhias das Letras

Razão: um suposto acidente numa festa de aniversário tem consequências devastadoras na vida do narrador deste livro. O episódio serve como ponto de partida para um exame quase obsessivo de suas memórias a fim de responder a pergunta: como uma pessoa se torna o que ela é? Nesse mergulho em águas profundas nos deparamos com o diário deixado por seu avô, um sobrevivente de Auschwitz, e a história do seu pai com quem tem uma relação complicada. Nenhum livro da literatura brasileira promoveu uma reflexão tão contundente como esse.




17| O azul do filho morto (2002)
MARCELO MIRISOLA
Editora 34

Razão: A voz doentia do narrador desta confissão ficcional - um garoto triste e humilhado da classe média - goza de uma liberdade sem limites ao retirar a língua, os leitores e a própria literatura da sua doce zona de conforto mesclando um registro desbocado, termos chulos, palavrões e escatologias com imagens de grande força poética. O resultado é espontâneo, original, cru e explosivo.






18| Carvão animal (2011)
ANA PAULA MAIA
Record

Razão: um bombeiro, um cremador e um mineiro vivem marginalizados e inseridos num cotidiano bruto cercado pela morte e violência. O que une essas três personagens é o fogo, o carvão e as cinzas que ao mesmo tempo destroem a humanidade de cada um e servem como combustível para alimentar ódio, a brutalidade e a destruição.





19| Habitante irreal (2012)
PAULO SCOTT
Alfaguara


Razão: as desilusões políticas de uma geração que lutou com unhas e dentes por transformações, a figura do índio marginalizado nas cidades, as dificuldades de fugir para o exterior como imigrante ilegal e tantos outros temas que habitam a nossa cultura compõe um amplo retrato do Brasil contemporâneo.






20| Areia nos dentes (2010)
ANTÔNIO XERXENESKY
Record

Razão: nenhuma outra novela deste século foi capaz de uma mistura tão original: faroeste, famílias rivais, amores proibidos, relacionamento desajustado entre pai e filho, um escritor com dilema criativo, computadores, passado, presente e zumbis... tudo recheado com humor e boas doses de cultura pop. Precisa de mais alguma coisa?





21| Big Jato (2013)
XICO SÁ
Companhia das Letras

Razão: o livro descreve numa prosa coloquial e erudita a vida de um garoto, desde a infância até a idade adulta, lidando com a difícil escolha de crescer tendo como exemplo a figura do pai centrado e do tio beatlemaníaco ao mesmo tempo em que acompanha as transformações do mundo que o cerca.

*Imagens: capas dos livros são divulgação / ilustrações: montagem a partir de reproduções do Google.
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sábado, 18 de junho de 2011

GERAÇÃO ZERO ZERO

O caderno Prosa & Verso (do jornal O Globo) deidicou algumas páginas ao lançamento da antologia Geração zero zero: fricções em rede que está saindo pela editora Língua Geral. O livro foi organizado pelo escritor Nelson de Oliveira. Ele passou três anos pesquisando escritores que apareceram na última década e que tiveram pelo menos dois livros publicados. De um total de cento e cinquenta, pinçou apenas vinte e um - deixando de fora cinco escritores que gostaria de ter incluído, mas que não puderam participar: Clarah Averbuck, João Paulo Cuenca, Marcia Tiburi, Mário Araújo e Tatiana Salem Levy.

O caderno publicou uma entrevista com Nelson de Oliveira. Ele fala sobre o polêmico rótulo "geração", sobre as acusações de a coletânea ser puro marketing e sobre a vitalidade da literatura brasileira contemporânea. É impossível não pensar no debate de meses atrás sobre a apatia da nossa literatura. Não é à toa que Beatriz Rezende assina uma resenha sobre a antologia no Prosa & Verso. Tem ainda um comentário do caderno.

A parte qualquer discussão, sempre digo que essas antologias tem o mérito de servirem como ponto de partida para leitores descobrirem jovens escritores. Considerando que vivemos um momento de intensa publicação de livros. No final, podemos ter um panorama (ainda que sob a ótica particular de uma pessoa) do que está acontecendo na literatura atual.

Os americanos, ingleses e escritores de língua espanhola organizaram no ano passado coletâneas parecidas com a Geração zero zero. A versão brasileira da revista Granta (publicada por aqui pela editora Alfaguara) também pretende lançar no ano que vem uma edição dedicada aos Melhores jovens escritores brasileiros.



A antologia Geração zero zero tem participação de:

Flávio Viegas Amoreira (1965, Santos) - Autor do livro de contos Contogramas (2004) e poeta. Participa da antologia com "Apaixonado de mar", "Stallone, a pândega e o pederasta", O gato de Guima" e "Nazca".

Marcelo Benvenutti (1970, Porto Alegre) - Autor dos livros de contos Arquivo morto (2008), Vidas cegas (2002), O ovo escocês (2004) e Manual do fantasma amador (2005). Participa da antologia com "O homem que mostrava a língua", "O homem que amava as gordas (e as feias também)" e "O homem que suava ratos".

João Filho (1975, Bom Jesus da Lapa) - Autor dos livros de contos Encarniçado (2004) e Ao longo da linha amarela. Já teve contos publicados em diversas coletâneas de ficção. Participa da antologia com "Sob o sol de lugar nenhum".

Whisner Fraga (1971, Ituiutaba) - Autor dos livros de contos Seres & sombras (1997), Coreografia dos danados (2002), A cidade devolvida (2005) e Abismo poente (2009). Também publicou o romance As espirais de outubro (2007) e livros de poesia. Participa da antologia com "X".

Andréa del Fuego (1975, São Paulo) - Autora dos livros de contos Minto enquanto posso (2004), Nego tudo (2005), Engano seu (2007) e Nego fogo (2009). Também publicou o romance Os malaquias (2010). Já teve contos publicados em diversas coletâneas de ficção e escreveu livros infanto-juvenis. Participa da antologia com "Um milhão de vezes" e "Francisco não se dá conta".

Daniel Galera (1979, São Paulo, mas vive em Porto Alegre) - Autor do livro de contos Dentes guardados (2001) e dos romances Até o dia em que o cão morreu (2007), Mãos de cavalo (2006) e Cordilheira (2008). Também publicou a graphic novel Cachalote (2010) com Rafael Coutinho. Participa da antologia com "Laila" e "O velho branco".

Marne Lúcio Guedes (1960, Rio de Janeiro) - Autor do livro de contos Cio (2008). Participa da antologia com "A mão que afaga".

Maria Alzira Brum Lemos (1959, Campinas) - Autora do livro A ordem secreta dos ornitorrincos (2008). Participa da antologia com "Perto de você", "A terrorista do sutiã", "Conto para transmissão radiofônica", "Princesa" e "Ela nos meus sonhos".

Ana Paula Maia (1977, Rio de Janeiro) - Autora dos romances O habitante das falhas subterrâneas (2003), A guerra dos bastardos (2007) Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos (2009) e Carvão animal (2011). Participa da antologia com "Javalis no quintal".

Tony Monti (1979, São Paulo) - Autor dos livros de contos O mentiroso (2003), O menino da rosa (2007) e Exato acidente (2008). Participa da antologia com "Esc" e "Esboço de Ana".

Lourenço Mutarelli (1964, São Paulo) - Autor dos romances Jesus Kid (2004), O cheiro do ralo (2002), O natimorto (2009), Miguel e os demônios (2009), A arte de produzir efeitos sem causa (2008) e Nada me faltará (2010). Também publicou diversos livros de histórias em quadrinhos. Participa da antologia com "Nova York 2007".

Santiago Nazarian (1977, São Paulo) - Autor dos romances Mastigando humanos (2006), Feriado de mim mesmo (2005), A morte sem nome (2004), Olívio (2003), O prédio, o tédio e o menino cego (2008) e do livro de contos Pornofantasma (2011). Participa da antologia com "Eu sou a menina deste navio".

José Rezende Jr. (1959, Aimorés) - Autor dos livros de contos A mulher gorila & outros demônios (2005), Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras estórias de amor) (2009) e Estórias mínimas (2010). Participa da antologia com "Macaco!", "Ana esta noite", "Fervura" e "A partida do audaz marinheiro".

Sidney Rocha (1965, São Paulo) - Autor do romance Sofia – uma ventania para dentro (2005) e do livro de contos Matriuska (2009). Participa da antologia com "Magnetismo", "Dança comigo", "O carretel", "Certo dia, a prateleira", "Não", "Sobre a arte de falir", "Para averiguações", "O destino das metáforas" e "Texto de orelha".

Carola Saavedra (1973, Santiago/Chile, mas veio para o Brasil aos 3 anos de idade) - Autora do livro de contos Do lado de fora (2005) e dos romances Toda terça (2007), Flores azuis (2008) e Paisagem com dromedário (2010). Participa da antologia com "A rainha da noite".

Paulo Sandrini (1971, Vera Cruz) - Autor dos livros de contos Vai ter que engolir (2001), O estranho hábito de dormir em pé (2003), Códice d’incríveis objetos & Histórias de Lebensraum (2005) e do romance Osculum Obscenum (2008). Participa da antologia com "O Rei era assim".

Walther Moreira Santos (1979, Vitória de Santo Antão) - Autor dos romances Um certo rumor de asas (2004), Helena Gold (2006), Dentro da chuva amarela (2006) e O ciclista (2008). Também publicou um livro infanto-juvenil. Participa da antologia com "Chove" e "Postais do abismo".

Carlos Henrique Schroeder (1975, Trombudo Central) - Autor dos romances A rosa verde (2005), Ensaio do Vazio (2006) e As certezas e as palavras (2010). Participa da antologia com "Apontamentos sobre o olhar".

Paulo Scott (1966, Porto Alegre) - Autor do livro de contos Voláteis (2005) e Ainda orangotangos (2007). Também publicou poesia e dramaturgia. Participa da antologia com "Sanduíche recheado de anzóis" e "Clichê policial".

Veronica Stigger (1973, Porto Alegre) - Autora dos livros de contos O trágico e outras comédias (2007), Gran Cabaret Demenzial (2007) e Os anões (2010). Também publicou livros infanto-juvenis. Participa da antologia com "Mancha".

Lima Trindade (1966, Brasília) - Autor do livros de contos Todo sol mais o Espírito Santo (2006), Corações blues e serpentinas (2007) e do romance Supermercado da Solidão (2005). Participa da antologia com "Bárbara não atende" "Eu, James Gandolfini (ou Jukebox)".

Em tempo, o livro Geração zero zero terá dia 21 de junho na Livraria da Vila (da Fradique Coutinho) a partir das 18h30. também haverá lançamento em Brasília, Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro.

*imagem: divulgação/reprodução.

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