Mostrando postagens com marcador a biblioteca de raquel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador a biblioteca de raquel. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PÓS-FLIP

Depois da FLIP, tem o tradicional pós-FLIP que nesse ano não deve ser tão animador. Seja como for, se você não vai à FLIP faça seus planos. Notícia retirada do "Painel das Letras", coluna da Raquel Cozer para a Ilustrada.

Depois da Flip 1

O pós-Flip não será dos mais emocionantes para quem esperava ver os convidados internacionais nos já tradicionais eventos organizados pelas editoras no Rio ou em São Paulo. Alguns dos principais nomes, como Ian McEwan e Jennifer Egan, vão embora logo depois da participação em Paraty. Jonathan Franzen até fica no Brasil, mas vai observar passarinhos no Nordeste.

Entre as boas notícias para os paulistanos, estão a mesa do grego Adonis, na Livraria Cultura da Paulista, na segunda (9/7), e, na terça (10/7), a do catalão Enrique Vila-Matas, no Cine Livraria Cultura, e a do espanhol Javier Cercas, na unidade Lorena da Livraria da Vila.

***

O chileno Alejandro Zambra estará na livraria Blooks, do Rio, na terça pós-Flip (10/7), e na quarta (11/7) segue para São Paulo, para bate-papo na Livraria da Vila do shopping Higienópolis. A portuguesa Dulce Maria Cardoso também passa pelas duas cidades: na terça, fala na Livraria da Vila da Fradique, e, na quarta, na Travessa do Leblon.

A rodada de mesas já confirmadas termina na quinta, com o americano Teju Cole e o indiano Suketo Mehta em conversa na Vila do shopping Higienópolis. O libanês Amin Maalouf deve fazer uma miniturnê, sem datas definidas.

Achei graça do Jonathan Franzen no nordeste vendo passarinhos. Será que ele vai se aventurar por Paraty também?

Share/Save/Bookmark

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CAPAS BEM ANIMADAS - SPIKE JONZE

Me perdoem se eu estiver exagerando um pouco nos posts com vídeos. Mas quando me deparei com esse aí de cima, dirigido pelo Spike Jonze (diretor dos videoclipes mais legais que eu já vi na vida, sem mencionar os filmes) não pude resistir a tentação de compartilhar - adoro essa palavra, síntese de uma possível definição da internet.

Batizado de Mourir Auprès de Toi (Morrer com você), o curta metragem de animação conta uma história de amor de fazer inveja a Orfeu e Eurídice. Com direito a paixão entre a mocinha na capa de Drácula (Bram Stoker) e o esqueleto na capa de Macbeth (Shakespeare). Quando batem os sinos o casal decide por um encontro mais íntimo, mas um acidente atrapalha tudo. O esqueleto de Macbeth mergulha em Sartoris (William Faulkner) e acaba engolido por Moby Dick (Herman Melville). A mocinha chega para salvá-lo quando uma tragédia acontece.

No meio de campo desfilam O coração é um caçador solitário (Carson McCullers), O leopardo (Tomasi di Lampedusa), The big clock (Kenneth Fearing), Under the volcano (Malcom Lowry) e Admirável mundo novo (Aldous Huxley). Perdi algum?

Não leva nem cinco minutos. Ah, descobri o vídeo no blog da Raquel Cozer.
Share/Save/Bookmark

terça-feira, 2 de agosto de 2011

CAPA FETICHE

É um clichê dizer que a gente compra livros por causa da capa. Mas a verdade precisa ser dita: uma capa bonita causa um inevitável desejo de compra. Não conheço ninguém que nunca tenha comprado um livro por causa da capa - ao menos uma vez na vida. Concordo com o Peter Mendelsund quando ele diz que a capa de um livro é a cara (o rosto) dele. É como ele se apresenta pra gente.

Num mundo em que o livro impresso tem sua morte anunciado, projetos gráficos mais orgânicos ganharam uma importância nunca vista antes.

Acho que rola a mesma coisa com capa de revista, de disco (ainda existem discos?) e primeira página de jornal. Olhando nas bancas percebi uma tendência nas revistas de criar capas diferentes para a mesma edição - quem não lembra daquela capa múltipla da revista Superinteressante ou mesmo das três capas da revista Serrote.

Daí li na Coluna de Babel (da Raquel Cozer) uma notícia que parece pegar carona nessa ideia: a Editora 34 lança em agosto uma edição do romance O duplo, de Dostoievski com três versões de capa. O objetivo foi destacar "as ilustrações do expressionista austríaco Alfred Kubin – 26 delas foram publicadas originalmente na edição alemã de 1933 e são agora reproduzidas no interior da edição".

Capas diferentes para um mesmo livro já tinham aparecido no Brasil para a famosa série de entrevistas da revista Paris Review - que saiu aqui pela Companhia das Letras. Na primeira edição as capas foram personalizadas por Marco Mariutti e Clovis França. Já a nova edição (que foi lançada esse ano) ganhou projeto ultratecnológico assinado por Flávia Castanheira. Nenhuma capa desse livro é igual a outra - coisa impressionante!


Para finalizar, descobri num post do Almir de Freitas que a editora Vintage Books está lançando novas edições de livros de Oliver Sacks. O projeto gráfico ficou a cargo de Cardon Webb - um designer descolado de Nova York. O detalhe mais impressioante é que as diferentes imagens de capa das seis edições em conjunto formam uma única figura. Como se fosse um quebra-cabeça enorme. Aqui acontece o inverso dos casos que citei antes, a capa foi pensada como um conjunto, uma coleção.

Pensando aqui com meus botões, acho que a ideia não foi inventada agora. Certamente deve haver outros exemplos de gente que criou essas capas seriais antes - alguém se lembra de algum (escreve aqui nos comentários que eu faço uma atualização depois)? Agora fico me perguntando se isso pode virar tendências nas capas das edições brasileiras. Evidentemente é um recurso que precisa ser usado com cautela e em ocasiões especiais. Em demasia pode cansar.

---

Atualização: uma pessoa anônima e o Mauro Siqueira lembraram da série de capas para a coleção Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell. O Samir Machado conta mais coisas sobre essas capas no blog Sobrecapas. Abaixo a imagem:

Alguém lembra de mais alguma?

*imagens: reprodução.

Share/Save/Bookmark

sábado, 2 de julho de 2011

JOE SACCO NA FLIP E PÓS-FLIP


Você é fã do quadrinista Joe Sacco e não vai à FLIP? Não se preocupe, ele já tem agenda divulgada nos eventos pós-FLIP. Dia 12 de julho ao meio-dia, Joe Sacco fala com Ronaldo Bressane na Livraria da Vila da Fradique Coutinho em evento organizado pela Companhia das Letras.

Não pode comparecer nessa data e nesse horário, não tem problema. A Folha de SP e o portal UOL organizam uma sabatina o autor. O evento acontece dia 11 de julho às 20h no Teatro da Folha. Assinantes da Folha e do UOL poderão se inscrever para assistir a sabatina ao vivo, no entanto haverá transmissão pela internet com direito a participação dos internautas. A mediação ficará por conta de Fernanda Mena, Caco Galhardo, Marco Aurélio Canônico e Pedro Cirne. Mais informações aqui.

***

Quem vai à FLIP e não conseguiu ingresso para assistir ao quadrinista terá mais uma chance: ele estará sábado (dia 9 de julho) na Flipzona. Os ingressos serão vendidos apenas em Paraty. [Dica da Raquel Cozer]

Como aquecimento recomendo ler a entrevista dele na Ilustrada, no Caderno 2 e na revista The Believer (em inglês).

*imagem: reprodução.
Share/Save/Bookmark

sexta-feira, 29 de abril de 2011

GEOFF DYER - ESCRITOR E ENSAISTA



Preparando a próxima edição do fanzine, tive uma vontade enorme de incluir um artigo escrito por Geoff Dyer. "Não custa nada tentar", pensei. Seria bom ao mesmo tempo para o fanzine, para quem gosta do escritor e para aqueles que vão descobri-lo. Só que infelizmente, não consegui o artigo. Uma pena!

Geoff Dyer esteve recentemente no Brasil para o lançamento da última edição da revista Serrote que publicou seu ensaio “Sobre ser filho único”. Naquela semana, ele fez uma palestra no Centro Cultural do Instituto Moreira Salles sobre um assunto do qual ele tem grande domínio: o ensaio pessoal. Partindo da experiência pioneira de Montaigne, Dyer falou sobre a natureza do ensaio. Um gênero ao mesmo tempo sedutor e perigoso por conta de sua aparente liberdade. Sem definir ou limitar nada, falando de maneira bastante clara, pausada e objetiva. Coloquei a primeira parte acima, mas nesse link é possível assistir a palestra inteira - aliás, recomendo! Depois de assistir, vocês vão entender a delícia que é um ensaio escrito por ele.

“Sobre ser filho único” está na edição da Serrote e na coletânea de ensaios publicada em 2010 na Inglaterra com o título Working the room e no mês passado nos Estados Unidos com o título Otherwise known as the human condition. Se não me engano, alguns desses ensaios foram publicados esparsadamente em jornais e revistas. Em seu blog, a revista Paris Review definiu o livro como "um curioso armário de opiniões que variam entre fotografia, arte e literatura, combinados com a abordagem experimental de Dyer para tópicos tão amplos como incursões no mundo estrangeiro, e sua busca pela combinação perfeita de cappuccino com donut".

Tanto talento tem grandes admiradores, como a escritora Zadie Smith. Ambos são ingleses e vivem refletindo e escrevendo ótimos textos críticos de toda natureza - ensaios, porque não. Numa conferência sobre escrever resenhas para revistas, Zadie Smith falou sobre ele:

"Geoff é reveladoramente direto, sem deixar faltar nenhum tipo de complexidade intelectual. Ele diz exatamente o que ele quer dizer, o mais diretamente possível. E os resultados são impressionantes para mim, e também uma espécie de... a única coisa que invejo no Geoff, e desejo esperançosamente, quando eu ficar um pouco mais velha, é apenas a variedade de seus interesses".

No Brasil, se não me fala a pesquisa, só foram publicados três livros dele: Ioga para quem não esta nem aí, O instante contínuo e Jeff em Veneza, morte em Varanasi. A obra dele compreende algo em torno de doze livros - fora o restante.

Quem ficou interessado e quer saber mais tem de ler: O olhar errante de Geoff Dyer um perfil escrito por James Wood e publicado no blog do IMS; a reportagem e entrevista de Raquel Cozer na época do lançamento de Jeff em Veneza, morte em Varanasi; a entrevista para o blog da revista Paris Review sobre Otherwise known as the human condition.

*vídeo: reprodução.
Share/Save/Bookmark

sábado, 24 de julho de 2010

O BLOG, OU MELHOR, A BIBLIOTECA DA RAQUEL

A repórter do Estadão, Raquel Cozer, tem um blog bem legal chamado A biblioteca de Raquel. É sobre literatura, crítica literária e notícias do mundo editorial. Foi de lá que tirei esse vídeo com muppets falando sobre os livros digitais - o vídeo, por sua vez, veio de um outro blog bacana chamado Future Book. Como diz a Raquel nos post sobre o vídeo: "Todos os lados da discussão sobre o futuro dos livros em oito minutos. Pronto."


Share/Save/Bookmark