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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

10 LIVROS QUE DEVERIAM ESTAR NO SEU E-READER



Mesmo com os problemas pontuais, a chegada do Kindle e do Kobo (vendidos pela Livraria da Vila e Livraria Cultura, respectivamente) junto com as lojas virtuais da Amazon, da Apple e do Google davam como certo que esse seria o natal dos e-books. Que o diga o catálogo digital das editoras brasileiras que beira os 15 mil títulos, segundo uma reportagem bastante informativa feita pela Raquel Cozer - para a Ilustrada. Ainda é cedo para termos um balanço preciso desses cobiçados números de venda. Às vésperas do réveillon todo mundo está com as malas prontas para viajar e nem quer saber de nada que não seja diversão.

Seja como for, proponho deixo aqui uma queixa. Vamos supor que você é uma dessas pessoas fissuradas em livros e tecnologia. Mais do que isso: você é fã de livros de ficção científica e ganhou um desses leitores digitais de presente de natal. Você corre para comprar um clássico da literatura sci-fi nos catálogos virtuais e... e... nada.

Sinto muito desapontá-lo, mas parece que a nata da boa literatura do gênero deve ganhar versões digitais em bom português só em 2013. Tá logo aí, mas deixo aqui uma lista de 10 livros essenciais da literatura sci-fi que deveriam estar disponíveis para Kindle, Kobo ou iPad.

Eu robô, de Isaac Asimov
Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
Laranja mecânica, de Anthony Burgess
Neuromancer, de William Gibson
Admirável mundo novo, de Aldous Huxley
1984, de George Orwell
Frankenstein, de Mary Shelley
A guerra dos mundos, de H.G. Wells
20 mil léguas submarinas, de Julio Verne
A máquina voadora, de Braulio Tavares

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Coloquei as capinhas dos livros impressos, mas sei que com a chegada dos livros digitais ninguém dá muita bola pra elas.

*Imagem: montagem/divulgação

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sexta-feira, 11 de março de 2011

NOTAS #20


Sci-Fi Hi-Fi
A ficção científica pode ter nascido no século XIX, mas suas raízes remontam a Grécia antiga - acredite se quiser. Mas será possível contar toda essa história usando apenas uma página? O autor desse infográfico conseguiu - infelizmente não consegui encontrar o nome do autor (alguém sabe?). Tem de tudo um pouco: Franz Kafka, William Burroughs, gregos e indianos. E tem os clássicos também, claro! A imagem em tamanho bem grande está disponível em http://tinyurl.com/4m8pbex

Escritores em vídeo
O blog A piece of monologue reuniu, através do Youtube, o documentário Waiting for Beckett: a portrait of Samuel Beckett. É o primeiro documentário americano sobre o escritor com direção de John Reilly e Melissa Shaw-Smith. O material raro foi produzido para a TV em 1994 e inclui depoimento do próprio Samuel Beckett e várias pessoas próximas a ele. Os vídeos estão reunidos em http://tinyurl.com/6d48lbl

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Outro vídeo curioso vindo do Youtube tem o escritor Henry Miller falando sobre seu banheiro. Todo decorado com fotos, ilustrações, quadros e obras de arte, o escritor confessa que seu banheiro deixa todo mundo perdido - mas olhando o vídeo fica difícil imaginar algo tranquilo naquele lugar. É uma verdadeira viagem ao redor do mundo dentro de um único cômodo da casa. O vídeo está disponível em http://tinyurl.com/4be3em8

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Novamente um vídeo postado pelo blog A piece of monologue. Trata-se de um vídeo curtinho em que Philip Roth fala sobre a velhice http://tinyurl.com/488l6n6

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Para terminar, um outro vídeo em que o escritor David Foster Wallace fala sobre literatura comercial e leitura nos Estados Unidos. Divertida a analogia que ele faz entre a literatura mais cabeça e a música clássica. O vídeo está disponível em http://tinyurl.com/6h2n8xk

Utopia Antiutopia
Quando os escritores criam histórias sobre o futuro, dificilmente eles pensam em algo positivo. As previsões são sempre catastróficas. Pensando nisso, o Huffington Post organizou uma lista com 12 romances antiutopicos. Evidentemente Admirável mundo novo, de Aldous huxley; 1984, de George Orwell e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury não poderiam ficar de fora. Tem também Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago; A estrada, de Cormac McCarthy e Não me abandone jamais, de Kazuo Ishiguro. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/6af46n4

Furo!
O escritor Joca Reiners Terron consegue cada furo de notícia que deixa a gente de cabelo em pé. Um dos últimos foi mostrar em primeira mão a capa de Tanto faz & Abacaxi, de Reinaldo de Moraes. Os dois livros saem juntos em reedição pelo novo selo Má Companhia, da Companhia das Letras. Joca, diz pra gente quem assina a capa.

*imagem: reprodução

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sábado, 21 de agosto de 2010

RAY BRADBURY FAZ 90 ANOS

Amanhã, Ray Bradbury completará 90 anos. Em Los Angeles uma série de eventos especiais foram preparados para celebrar o aniversário de um dos seus moradores mais ilustres.

Se dependesse dos livros de Bradbury, a humanidade já estaria interagindo com os habitantes de Marte e fazendo diversas expedições espaciais para ocupar o planeta vermelho. Ou então, viveríamos numa sociedade autoritária em que os livros seriam proibidos e queimados. Certamente estamos bem distantes desse futuro: Marte nunca recebeu a visita de um humano e nós publicamos cada vez mais livros.

Evidentemente Bradbury não estava escrevendo previsões proféticas sobre o futuro. A ficção serviu como um caminho para que ele pudesse tratar de questões urgentes que o mundo enfrentava em função da Guerra Fria. Graças ao seu talento para compor essas histórias, ele se tornou um escritor renomado e dos maiores do gênero ficção científica.

Talvez o seu grande diferencial tenha sido fugir dos clichês futuristas e construir personagens com complexidades peculiares. Em suas histórias não existem apenas foguetes, discos voadores, máquinas inteligentes, monstros horripilantes, etc. Pelo contrário: há marcianos que sonham com a chegada dos humanos, pessoas que questionam seus próprios dogmas, jovens que enfrentam seus medos pessoais e muitos outros conflitos humanos.

Em entrevistas, Bradbury diz que escreve sobre tudo o que o supreende. Se algo o interessa e ele tem uma ideia, senta e escreve. Aliás, seu conselho para os jovens escritores é escrever ao menos um conto por semana. Ele mesmo dá o exemplo e nunca não deixa de escrever. Estimam que Bradbury tenha uma coleção com mais de 3.000 textos. Seu ritmo só diminuiu por causa de um infarto que sofreu 8 anos atrás.

Seus três livros mais importantes já foram publicados no Brasil: As crônicas marcianas (com tradução de Ana Ban), Fahrenheit 451 (com tradução de Cid Knipel) e Algo sinistro vem por aí. Há outros livros interessantes como Uma estranha família e a coletânea de contos A cidade inteira dorme. Fahrenheit 451 ganhou uma versão para o cinema bastante fiel ao livro nas mão de François Truffaut.

*imagem: reprodução do Los Angeles Times.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

TRÊS ROMANCES DE FICÇÃO CIENTÍFICA...

Júlio Verne certamente é um dos precursores da ficção científica. Seus romances datam da segunda metade do século XIX e foram responsáveis por cativar a imaginação de gerações inteiras. Mais do que isso ele previu, antes de muita gente, a invenção do submarino, dos aviões e da viagem a lua. Depois dele inúmeros escritores passaram a se dedicar ao gênero, levando nossa imaginação as últimas consequências. Será que como Júlio Verne eles estarão certos sobre o futuro? Três romances de ficção científica...

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A MÁQUINA DO TEMPO
H.G. Wells
Alfaguara

Escrito em 1895 esse é o primeiro romance de H.G. Wells. Uma personagem nomeada apenas por "Viajante do tempo" constrói uma máquina que permite a qualquer pessoa deslocar-se no tempo passado ou futuro. Seu experimento resulta numa viagem ao ano de 802.701 onde vivem seres impressionantes. Como nos livros de viagem do século XVIII, o romance demonstra a falta de esperança na justiça social. Alguns consideram essa como sendo a primeira obra de ficção a abordar o tema da viagem no tempo usando máquinas.

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EU, ROBÔ
Isaac Asimov
Ediouro

A extensa obra de Isaac Asimov - com quase 500 livros - voltada para o tema dos robôs e dos impérios espaciais não esconde o fato de ele ser um dos maiores escritores do gênero ficção científica. Esse livro reúne nove contos que tratam da evolução dos robôs através dos tempos: desde o robô mecânico e mudo até as máquinas futuristas que superam os seres humanos em todas as atividades.

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NEUROMANCER
William Gibson
Aleph

Se o filme Matrix existe, certamente isso aconteceu graças a esse romance de William Gibson. O livro não é revolucionário pela forma, pois respeita as convenções da narrativa clássica. Seu grande trunfo está no tema, na previsão de coisas que se tornariam comuns nos dias de hoje e no universo de referências que ele constrói. Case tenta burlar as leis da matrix e acaba sendo expulso do ciberespaço. Tentando acabar com sua vida conhece Molly, uma samurai que irá ajudar Case a retornar ao mundo virtual.

*imagem: divulgação.
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