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terça-feira, 26 de abril de 2011

OUÇA UM BOM CONSELHO


Desde o ano passado, se não me engano, o jornal inglês Guardian tem perguntado aos escritores algumas regras de ouro para as pessoas que desejam se aventurar na área. A série tem conselhos de pessoas bem conhecidas. Vou reproduzir abaixo alguns conselhos em tradução meio literal:

Zadie Smith

Quando criança, certifique-se de que você leu um monte de livros. Gaste mais tempo fazendo isso do que qualquer outra coisa.

Quando adulto, tente ler sua própria obra como um estranho leria, ou melhor ainda, como seu inimigo leria.

Não romantize a sua "vocação". Você pode escrever tanto frases boas quanto ruins. Não existe um "estilo de vida de escritor". Tudo o que importa é o que você deixa escrito na página.

Evite panelinhas, gangues, grupos. A presença de uma multidão não vai fazer o seu texto ser melhor do que ele é.

Trabalhe num computador desconectado da internet.

Will Self

Pare de ler ficção - é tudo mentira mesmo, e a ficção não tem nada a lhe dizer que você já não saiba (assumindo, isto é, que você já leu muita ficção no passado; se você não leu você não tem qualquer tipo de interesse muito menos em ser um escritor de ficção).

Viva a vida e escreva sobre a vida. De fato não há fim em se fazer muitos livros, mas já existem muitos livros sobre os livros.

A vida do escritor é essencialmente a do confinamento solitário - se você não pode lidar com isso você não precisa pôr em prática.

Cheguei nesses conselhos depois de ler a entrevista de Lygia Fagundes Telles na Ilustrada. Quando perguntada sobre os jovens escritores de hoje, ela respondeu e aconselhou:

Eles me parecem ainda mais ansiosos do que nós éramos. Ansiosos por escrever e por aparecer. E a ansiedade é o maior perigo para um escritor.

Para completar a rodada de conselhos, sugiro também uma leitura na série "Conselhos literários fundamentais", do Sérgio Rodrigues no blog Todoprosa.

*imagem: reprodução.
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

TRÊS LIVROS SOBRE CIGARRO...

O cigarro está fora de moda. Na literatura, um fumante que tem acabar com o seu vício sempre acaba nos contando alguma história. Seja ela divertida, filosófica ou política. Portanto, escolhi três livros cujo tema principal é o cigarro.

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ENGOLIDO PELAS LABAREDAS
David Sedaris
Companhia das Letras

Além de escritor, David Sedaris é showman americano que usa a sua própria experiência de vida para nos contar histórias hilariantes. Alguns relatos muito engraçados que estão nesse livro falam da luta de Sedaris para conter o seu vício ao cigarro. Nesse percurso, ele relembra do primeiro maço até os últimos tragos que deu em um cigarro. Sedaris chegou a ser comparado a Woody Allen, mas o tipo de humor que ele faz parece muito mais ácido e politicamente incorreto. Leitura altamente recomendada.
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O ÚLTIMO CIGARRO
Henri-Pierre Jeudy
Sulina

Será que um cigarro é capaz de nos fazer afundar em pensamentos profundos? Ainda mais quando temos a sensação de que esse será o nosso último cigarro. E um romance pode de fato nos causar algum tipo de vício danoso? Um romance pode se comparar a um cigarro? Todos esses devaneios e muitos outros acontecem nesse livro graças a uma questão simples: para ou não parar de fumar? Afinal, onde está o nosso direito de decidir, de ter prazer?
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A GUIMBA
Will Self
Alfaguara

Você ainda não conhece Tom Brodzinski, mas ele será responsável por um história surreal. Atirar uma guimba de cigarro pela janela foi o único gesto que ele fez para dar início a todos esses acontecimentos. Mais um detalhe importante deve ser mencionado: ele estava tentando parar de fumar. Quem mais poderia escrever um livro como esses senão Will Self? Decidido a continuar seu projeto de criticar a cultura moderna, Self faz uma alegoria sobre as leis anti-tabagistas e ao colonialismo político, com direito a momentos que lembrar Kafka, Graham Greene, JG Ballard, William Burroughs e Hunter S. Thompson.

*imagens: divulgação.

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