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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

APOSTAS PARA 2017 - NACIONAIS E ESTRANGEIRAS

Voltei aqui porque não posso quebrar uma tradição de séculos: aquela lista dos livros de prosa de ficção previstos para serem publicados ao longo de 2017. Não posso deixar de mencionar que a lista não é minha, mas do Daniel Dago (tradutor de holandês) que muito gentilmente permitiu que eu publicasse aqui.

Fiz pequenos edições e retirei alguns livros de poesia ou não-ficção (é que este blog é dedicado a prosa de ficção). Tem o nome da editora e do autor - em alguns casos consta o título em português ou o título original já que a tradução deve estar em andamento. Não estou mencionando os autores que devem aparecer na FLIP e sempre agitam lançamentos.

Lá no final, tem uma pequena listinha do que deve aparecer no mercado editorial norte-americano e de língua inglesa.

Que 2017 seja um ano incrível para todos nós!

O rei pálido, de Foster Wallace vem ai!


ALEPH
Cat’s cradle, de Kurt Vonnegut
Solaris, de Stanisław Lem
Nós, de Ievguêni Zamiátin

ALFAGUARA
Uma virgem boba, de Ida Simons
O simpatizante, de Viet Thanh Nguyen
O comprometido, de Viet Thanh Nguyen
Romancista como profissão, de Harumi Murakami
A canção do pássaro de corda, de Harumi Murakami

ARQUEIRO
Ninfeias negras, de Michel Bussi

ATELIÊ EDITORAL
A trágica história do Doutor Fausto, de Christopher Marlowe

AUTÊNTICA
Heidi, de Johanna Spyri
Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll
Alice através do espelho , de Lewis Carroll
O mágico de Oz, de L. Frank Baum
Peter Pan, de J. M. Barrie
Tarzan, de Edgar Rice Burroughs
Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
Numa pensão alemã, de Katherine Mansfield
Bliss and other stories, de Katherine Mansfield
The garden party and other stories, de Katherine Mansfield
The dove’s nest and other stories, de Katherine Mansfield
Something childish and other stories, de Katherine Mansfield
Livros de Victor Giudice
Vila dos confins, de Mário Palmério
Chapadão do Bugre, de Mário Palmério
Vaca de nariz sutil, de Campos de Carvalho
A chuva imóvel, de Campos de Carvalho
O púcaro búlgaro, de Campos de Carvalho
O diário de Anne Frank (HQ), de Mirella Sipnelli

ÂYINÉ
Blocos, de Ferdinand Bordewijk
Max Havelaar, de Multatuli
Autores, livros, aventuras (título provisório), de Kurt Wolff
Jardim, cinzas, de Danilo Kiš
Ensaios de Pier Paolo Pasolini
A marca do editor, de Roberto Calasso

BIBLIOTECA AZUL
Obras completas – vol. B e C, de Adolfo Bioy Casares
História da menina perdida, de Elena Ferrante
Nosso homem em Havana, de Graham Greene
Fim de caso, de Graham Greene
O poder e a glória, de Graham Greene
O fator humano, de Graham Greene
Trem de Istambul, de Graham Greene
O terceiro homem, de Graham Greene

BOITEMPO
HQ sobre a cadela Laika
Coletâneas sobre Revolução Russa (autores como Isaac Bábel e Vassili Rozánov), org. Bruno Gomide e Graziela Schneider
Escritos sobre Brecht, de Walter Benjamin

BRINQUE-BOOKS
O guardião da floresta, de Heloisa Prieto
Outras histórias que você já conhece, de Heloisa Prieto
Uma família é uma família é uma família, de Sara O’Leary

CARAMBAIA
Jaqueta branca, de Herman Melville
A maravilhosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia, Selma Lagerlöf

CASA DA PALAVRA
O coro dos defuntos, de António Tavares

COMPANHIA DAS LETRAS
Minha luta 5, de Karl Ove Knausgård
The morning star, de Karl Ove Knausgård
Estações (título provisório, quatro vols.), de Karl Ove Knausgård
Dublinenses, de James Joyce
O rei pálido, de David Foster Wallace
Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust
O gattopardo, de Tomasi di Lampedusa
Contos, de Tomasi di Lampedusa
Como se o mundo fosse um bom lugar, de Marçal Aquino
Europa Central, de William T. Vollmann
F, de Daniel Kehlmann
O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum
A revolução dos bichos, de George Orwell (HQ de Odyr)
Do Éden ao divã, de Moacyr Scliar
Crônicas judaicas (título provisório), de Moacyr Scliar
Prosa completa (título provisório), de Hilda Hilst
Noite dentro da noite, de Joca Reiners Terron
Guerra e paz, de Liev Tolstói
Contos completos, de Liev Tolstói
Infância, adolescência, juventude, de Liev Tolstói
The schooldays of Jesus, de J.M. Coetzee
Cabeças Trocadas, de Thomas Mann
O Eleito, de Thomas Mann
Confessions of Felix Krull, de Thomas Mann
Contos, de Thomas Mann
Mario e o Mágico, de Thomas Mann
Tetralogia de José e seus irmãos, de Thomas Mann
Sua alteza real, de Thomas Mann
Poesia e Verdade, de Thomas Mann
Anna Kariênina, de Liev Tolstói
Doutor Jivago, de Boris Pasternak
O teatro de Sabbath, de Philip Roth
Clarice, de Benjamin Moser
Biografia involuntária dos amantes, de João Tordo

DARKSIDE
Hex, de Thomas Olde Heuvelt
Grief is the Thing with Feathers, de Max Porter

DYBBUK
Hímem, de H.D
Visagens do lago, de Jana Bodnarova
A árvore que veio de longe, de Jana Bodnarova

EDITORA 34
A educação sentimental, de Gustave Flaubert
Contos de Kolimá (vol 6), de Varlam Chalámov
A escavação, de Andrei Platónov
Os sete enforcados, de Leonid Andrêiev
Sátántangó, de László Krasznahorkai
A câmara escura de Dâmocles, de W.F. Hermans
Contos reunidos, de João Antônio
Calvário e porres do pingente Alfonso Henriques de Lima Barreto, de João Antônio
Abraçado ao meu rancor, de João Antônio
Malagueta, perus e bacanaço, de João Antônio
Leão de chácara, de João Antônio

ESTAÇÃO LIBERDADE
A fórmula do professor, de Yoko Ogawa
Ensaio sobre o maníaco dos cogumelos, de Peter Handke
Cada um morre por si, de Hans Fallada
Medeia vozes, de Christa Wolf
Malina, de Ingeborg Bachman
Meu nome seja Gantenbein, de Max Frisch
No país do cervo branco, de Chen Zhongshi
O garoto do riquixá, de She Lao
Divã ocidental-oriental, de J. W. Goethe
Contos escolhidos, de E.T.A. Hoffmann
Natan, o sábio, de G. E. Lessing
Com toda franqueza, de Richard Ford

FARO EDITORIAL
O escravo de capela, de Marcos Debrito

GRUA
O Cristo recrucificado, de Nikos Kazantzákis

HARPER COLLINS
The underground railroad, de Colson Whitehead

INTRÍNSECA
A brief history of seven killings, de Marlon James
As garotas, de Emma Cline
La frantumaglia, de Elena Ferrante
Beautiful things, de Gin Phillips
The chalk man, de C. J. Tudor
L'Amore molesto, de Elena Ferrante
Mitologia nórdica, de Neil Gaiman
Behind her eyes, de Sarah Pinborough
13 minutes, de Sarah Pinborough
The gentle way of Swedish death cleaning, de Margareta Magnusson
O livro dos Baltimore, de Joël Dicker
Biografia de Mário de Andrade, de Jason Tércio

ILUMINURAS
A idolatria poética ou a febre de imagens, de Sérgio Medeiros
As emas do general Stroessner, de Sérgio Medeiros
Contos frios, de Virgilio Piñera

JOSÉ OLYMPIO
Pescar truta na América, de Richard Brautigan
Bartleby, o escrivão, de Herman Melville
Queijo, de Willem Elsschot

L&PM
Histórias de Porto Alegre, de Moacyr Scliar
Histórias que os jornais não contam, de Moacyr Scliar
Crônicas médicas (título provisório), de Moacyr Scliar
Jane Eyre, de Charlotte Brontë

MUNDARÉU
Contos holandeses (1839-1939) - 18 contos de 18 autores
Sobre pessoas velhas e coisas que passam..., de Louis Couperus
Uma confissão póstuma, de Marcellus Emants
Andaimes, de Mario Benedetti
El país de la canela, de William Ospina

NOVA AGUILAR
Obra completa de Fiódor Dostoiévski
Obra completa de José de Alencar
Obra completa de Edgar Allan Poe

NOVA FRONTEIRA
O livro das virtudes, de William J Bennett
Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores, de Ariano Suassuna

NUMA EDITORA
Os discos do crepúsculo, de Cadão Volpato

OLHO DE VIDRO
Rosa, de Odilon Moraes
Se os tubarões fossem homens, de Bertolt Brecht

POETISA
A rainha fantasiosa, de Jean-Jacques Rousseau

PLANETA
Bonsai, de Alejandro Zambra
Múltipla escolha, Alejandro Zambra
O delírio total, de Noman Ohler
Heather, the totality, de Matthew Weiner
The coincidence makers, de Yoav Blum
O nome da morte, de Klester Cavalcanti
A longa jornada, de Richard Adams
Capão pecado, de Ferréz
Silêncio, de Shusaku Endo

RÁDIO LONDRES
O refugiado, de Arnon Grunberg
Marcas de nascença, de Arnon Grunberg
Tudo está tranquilo lá em cima, de Gerbrand Bakker
O desvio, de Gerbrand Bakker
Corvo, de A.J.A Symons
Segunda mão, de Michael Zadoorian
Consertando os vivos, de Maylis de Kerangal
Se isto não é legal, o que é então?, de Kurt Vonnegut
Preparação para a próxima vida, de Atticus Lish
Plainsong, de Kent Haruf
Eventide, de Kent Haruf
Benediction, Kent Haruf
Mockingbird, de Walter Travis
The Queen's gambit, de Walter Travis
Augustus, de John Williams

RECORD
Ferrugem, de Marcelo Moutinho
A hipótese humana, de Alberto Mussa

RELICÁRIO
Não me esqueças, de Babi
Senhorita Aurora, de Babi

ROCCO
The women in cabin 10, de Ruth Ware
Eis-me aqui, de Jonathan Safran Foer
The kingdom of speech, de Tom Wolfe
The noise of time, de Julian Barnes
Keeping an eye open, de Julian Barnes
Untangled, de Lisa D’Amour
40 stories, de Donald Barthelme
Nevermoor: The death and life of Morrigan Crown, de Jessica Townsend
Romance, de Bernardo Ajzenberg
Dicas da imensidão, de Margaret Atwood
Diário de um corpo, de Daniel Pennac

SM 
Saga de um mundo perdido, de Ricardo Maciel dos Anjos

SESI-SP
As armadilhas da fé, de Octavio Paz
Ribolópolis, de Andy Mulligan
Contos de fadas, de Alexander Afanássiev
O que há de mais próximo da vida, de James Wood
Caro Michele, de Natalia Ginzburg
A autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein
O homem sentado no corredor/A doença da morte, de Marguerite Duras
Autobiografia de todo mundo, de Gertrude Stein
Contos completos, de Flannery O'Connor
Anedotas do destino, de Karen Blixen
A fazenda africana, de Karen Blixen
Contos completos, de Virginia Woolf
Sete narrativas góticas, de Karen Blixen
Lexico famíliar, de Natalia Ginzburg
Três vidas, de Gertrude Stein
Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

WMF MARTINS FONTES
Vlo e Stiekel, de Peter Koolwijk
Felicidade, de Mies van Hout
Red Rosa, de Kate Evans

ZAHAR
O homem invisível, de H.G. Wells
Frankenstein, Mary Shelly
Mary Poppins, de P. L. Travers
Drácula, de Bram Stoker
A cura pelo espírito, de Stefan Zweig

ZOUK
Urug, de Hella Haasse
Woutertje Pieterse, de Multatuli
Kees, o menino, de Theo Thijssen


GRINGOS (considerando o mercado editorial norte-americano e de língua inglesa)

Difficult Women, de Roxane Gay
Transit, de Rachel Cusk
Homesick for Another World, de Ottessa Moshfegh
Autumn, da Ali Smith
Amiable With Big Teeth, de Claude McKay
Lincoln in the Bardo, de George Saunders
Exit West, de Mohsin Hamid
White Tears, de Hari Kunzru
American War, de Omar El Akkad
Anything Is Possible, de Elizabeth Strout
House of Names, de Colm Tóibín
Men Without Women, de Haruki Murakami


*Imagens: divulgação
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segunda-feira, 31 de março de 2014

PROSA DE FICÇÃO BRASILEIRA EM 1964


Dan Brown e Rick Riordan nasceram em junho de 1964 e por serem recém-nascidos não tinham como saber o que se passava no Brasil, um longínquo país da América do Sul. Eles tão pouco podiam imaginar que anos mais tarde seriam dois dos maiores best-sellers da literatura "de aventura", vamos dizer assim. O fato é que em 1º de abril daquele ano, as Forças Armadas do Brasil tomaram o poder e instalaram no país o regime militar - ou ditadura militar - que durou por vinte e um anos. Foi um período obscuro para as liberdades individuais (houve censura brava aos meios de comunicação, repressão, exílio e tortura para pessoas opostas aos ideais do regime etc.), mas bastante iluminado para a cultura brasileira e para a nossa literatura, especialmente.

Naquele ano de 64, enquanto Jean-Paul Sartre ganhava o Prêmio Nobel de Literatura* e Saul Bellow publicava Herzog**, as editoras Civilização Brasileira, José Olympio, Martins e Editora do Autor eram responsáveis por alimentar as livrarias com uma enxurrada de livros de ficção. Essa produção era absorvida pela crítica em revistas, jornais e suplementos culturais que serviam como parâmetro para os leitores decidirem o que era interessante ou não (foi um período áureo porque tínhamos a revista Senhor, a Revista Civilização Brasileira, o suplemento literário do Jornal do Brasil etc.).

Infelizmente, dados sobre as tiragens e a quantidade de exemplares vendidos que poderiam apontar a circulação da nossa literatura entre os nossos leitores dependeria de uma pesquisa mais aprofundada e não consegui encontrar muita coisa. Considerando alguns dados do IBGE, não éramos um país de muitos leitores (há quem considere que não somos até hoje), pois a taxa de analfabetismo no Brasil na década de 60 era de 40,233% (faixa de pessoas com 15 anos e mais), ou seja, quase metade da população era incapaz de ler. Assim, a literatura brasileira era algo restrito a classe média que tinha dinheiro para consumir e aos círculos estudantis - trocando em miúdos, era coisa de intelectual. Embora a palavra "intelectual" soe pejorativa, vale dizer que durante todo o regime militar (sobretudo até 1968 quando acontece o AI-5) os intelectuais assumiram um papel central no debate político e na mobilização contra a repressão/censura uma vez que a cultura era o único espaço possível para exercício da liberdade.

A prosa de ficção brasileira publicada naquele ano não refletia diretamente o espírito de chumbo dos anos que viriam. Talvez esse papel estivesse reservado à crônica do período que saia diariamente nos jornais, sobretudo no trabalho de Carlos Heitor Cony cujo ponto alto de combate direto ao regime está em O ato e o fato, publicado naquele ano no calor da hora***. Olhando para um conjunto delimitado de lançamentos do ano de 1964 e sob um ponto de vista muito particular (o meu) considero que vivíamos um grande momento de experimentação formal do romance capaz de garantir a nossa literatura uma qualidade de alto nível - vide a prosa de introspecção de Autran Dourado, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles, o nonsense humorístico de Campos de Carvalho e o jogo linguístico de Guimarães Rosa. Na outra ponta, também tínhamos a força da literatura regional com caráter de denúncia - vide Jorge Amado e José Cândido de Carvalho. No meio de campo tínhamos os contos enxutos e inventivos de Dalton Trevisan - vale registrar que Rubem Fonseca tinha acabado de publicar seu livro de estreia Os prisioneiros (1963).

Embora esse conjunto de obras seja primoroso houve uma divisão de opiniões em relação às mudanças que a literatura sofreu por conta do regime militar. Uma parte da crítica e da turma intelectual engajada classificava os romances psicológicos como alienados porque não tomavam partido da realidade social do país contra a política vigente. Já os romances realistas daquele ano pareciam demasiado alegóricos para o radicalismo político e a indignação com o estado das coisas. Foi com o endurecimento do regime nos anos pós-64, fechando editoras, caçando seus editores e proibindo a publicação de livros que nossa ficção pode absorver melhor a situação.

Um relato fidedigno, embora impregnado pelo espírito e pelo momento em que foi escrito, está no artigo “Prosa brasileira em 1964: balanço literário”, de Nelson Werneck Sodré (saiu na Revista Civilização Brasileira I, em março de 1965). O tom é melancólico. O autor diz que golpe foi responsável por interromper boas traduções de autores estrangeiros que estavam em curso e a publicação de prosa de autores brasileiros foi pobre - o artigo termina com a frase "Fizemos pouco ou fizemos muito, em 1964. Fizemos o que era possível". O destaque daquele ano fica por conta da crônica, sobretudo de cunho político, e do ensaio, um gênero que ganhava muito fôlego naquele momento.

Dito isso, fiz um levantamento informal e consegui encontrar uma lista com onze livros de prosa de ficção brasileira daquele ano. Certamente algumas coisas ficaram de fora. Tomei por base os nomes que ainda permanecem nas seleções da crítica e do cânone acadêmico. Se alguém se lembrar de outros livros, por favor, escrevam nos comentários.

O púcaro búlgaro
Campos de Carvalho
Civilização Brasileira







Verão no aquário
Lygia Fagundes Telles
Editora Martins









Manuelzão e Miguilim (Corpo de baile)****
João Guimarães Rosa
José Olympio









O coronel e o lobisomem
José Cândido de Carvalho
José Olympio









A paixão segundo GH
Clarice Lispector
Editora do Autor









A legião estrangeira
Clarice Lispector
Editora do Autor









Os pastores da noite
Jorge Amado
Martins









Uma vida em segredo
Autran Dourado
Civilização Brasileira








Antes, o verão
Carlos Heitor Cony
Civilização Brasileira






Morte na praça
Dalton Trevisan
Editora do Autor









Cemitério de elefantes
Dalton Trevisan
Civilização Brasileira










* Jean-Paul Sartre não só ganhou o Prêmio Nobel de Literatura como o recusou alegando que "nenhum escritor pode ser transformado em instituição".

** Trechos de Herzog, de Saul Bellow apareceram na revista Esquire, em julho de 1961, mas a primeira edição impressa em formato livro foi em 1964 pela editora Viking Press de Nova York.

*** Consta que durante a noite de lançamento, Cony autografou mais de 1600 exemplares do livro.


**** A obra Corpo de baile, de João Guimarães Rosa é composta por três novelas sendo que Campo geral, a primeira, foi publicado em 1956; em 1964, foi publicado Manuelzão e Miguilim com as novelas Campo Geral e Uma história de amor.

Imagens: capa dos livros reprodução.

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

SIM! NÓS TEMOS UMA MUSA

Terminou hoje a votação para apontar a musa da literatura brasileira contemporânea. Teve gente que não 'curtiu' muito a brincadeira e soltou o verbo nos comentários - até de Luciano Huck e Pedro Bial me chamaram (loucura! loucura! loucura!).

Nem preciso lembrar que foi tudo uma brincadeira nada sexista (no blog da Rafaela Gimenes tá acontecendo uma eleição para escolher o muso - peguei carona na mesma ideia) para promover a beleza e o talento de dez escritoras que estão fazendo a nossa prosa de ficção acontecer. Não me canso de repetir que, em alguns momentos, a literatura se leva muito a sério e um pouco de descontração não faz mal a ninguém - pode até aproximar as pessoas que andam afastadas do assunto.

Como falei, alguns nomes ficaram de fora porque a seleção foi feita no esquema 'toró de ideias'. Teve gente que sentiu falta de nomes da poesia, mas este blog é somente sobre prosa de ficção. Faltou, por exemplo, Manoela Sawitzki, Adriana Lisboa, Carola Saavedra, Natércia Pontes e Juliana Frank. Faço um "mea culpa".

Vamos ao resultado! No total foram 805 votos - lembrando que qualquer pessoa podia votar mais de uma vez em candidatas diferentes (não tinha bloqueio).


Valeu todo mundo que votou e comentou!
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O LEITOR ESCOLHE QUEM LEVA O PRÊMIO

O prêmio da revista QUEM para melhor escritor do ano não é tradicional e ainda não tem tanta repercussão, mas achei a lista de indicados bem elaborada. O único problema é misturar escritores de prosa e poesia. Acho difícil comparar e avaliar as duas coisas juntas.

Dentre os finalistas estão concorrendo Afonso Henriques Neto, Ana Paula Maia, Elvira Vigna, Mano Melo, Max Mallmann, Michel Laub, Paulo Roberto Pires, Rubens Figueiredo e Thiago Mello.

Não acompanho o prêmio desde o começo, mas sei que funciona assim: um júri composto por especialistas no assunto em conjunto com a redação da revista escolhem os indicados. Depois que a lista é divulgada, começa a votação popular através do site para escolher um vencedor em cada categoria.

O júri desse ano foi formado por Claufe Rodrigues (poeta, compositor e jornalista), Ítalo Moriconi (professor de literatura da UERJ) e Raquel Cozer (jornalista e dona do blog A biblioteca de Raquel).

Para votar é só clicar aqui.

*Imagem: reprodução.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

LITERATURA BRASILEIRA NO EUROPALIA

No final a programação literária do Festival EUROPALIA (Festival Internacional de Artes que acontece em várias cidades da Bélgica e algumas cidades da Holanda de outubro/2011 a janeiro/2012) não ficou desinteressante, nem tão popular como queriam os organizadores belgas. É que a edição desse ano homenageia a cultura brasileira. Pelo que os jornais daqui diziam, os organizadores do festival queriam uma programação mais popular - nas entrelinhas esperavam algo mais clichê para lotar as apresentações.

A comitiva de escritores que participam da programação é formada por João Almino, Beatriz Bracher, Bernardo Carvalho, Daniel Galera, Paulo Lins, Lourenço Mutarelli (que também vai fazer uma exposição), Nuno Ramos, Silviano Santiago, Veronica Stigger, João Ubaldo Ribeiro, Sergio Sant'Anna e Reinaldo Moraes.

Além disso, haverá uma exposição de fotos de Clarice Lispector, conferências com Vilma Arêas (sobre Clarice) e Beatriz Resende (sobre literatura feminina) e dois grandes simpósios com temas "Interpretações literárias do Brasil moderno e contemporâneo" e "Literatura Brasileira no contexto Latino Americano".

Paralelo ao festival, a revista literária Marginales publica três contos de autores brasileiros com o tema Amazônia: Fin du monde, de Beatriz Bracher, Trois Voyages en Amazonie, de João Almino e À la découverte des Amazones, de Silviano Santiago. Outra revista, chamada Indications, também pretende publicar resenhas dos livros de Chico Buarque de Hollanda, Milton Hatoum, Luis Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Paulo Lins, Luiz Alfredo Garcia-Roza e entrevista com Bernardo Carvalho.

(O festival é bem amplo. Tem música, dança, teatro, circo, filmes etc. Além desses escritores, nossa literatura também será representada por vários poetas - entre eles Augusto de Campos, homenageado da próxima Balada Literária -, não comentei esse item porque este blog é voltado a ficção em prosa).

Todas as informações estão disponíveis no site do festival - aqui.

*Imagem: reprodução.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

FANZINE: CASMURROS

Estou um pouco ausente do blog, mas por uma razão bem bacana. Na semana que vem devo lançar a primeira edição de um fanzine sobre prosa de ficção vinculado ao blog. Depois de alguns contratempos já estou na fase de revisão final do material. Cruzem os dedos para tudo dar certo!

O fanzine também vai se chamar CASMURROS. Gostaria de ter feito o lançamento no final do ano passado, mas estavamos em período de festas de final de ano. Juntando isso com outros problemas, achei melhor adiar os trabalhos.

O tema do primeiro número será "EDIÇÃO LONGA". Uma brincadeira com os romances longos que andam dominando as prateleiras das livrarias. Vai ter ficção, ensaios e trechos de alguns romances que foram lançados ou ainda serão lançados esse ano. Ainda vou comentar bastante sobre o fanzine por aqui.

Para não deixar todo mundo muito curioso, uma pequena amostra da capa:



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