Mostrando postagens com marcador série de tv. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador série de tv. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A LITERATURA VAI AO CINEMA... E A TV

Ontem, na minha empolgação de falar das únicas exibições dos documentários sobre Mário de Andrade e Caio Fernando Abreu, esqueci de comentar outros dois casos em que a literatura vai ao cinema e a televisão, como você preferir.


O primeiro é a adaptação para o cinema do romance Mãos de cavalo, de Daniel Galera. A tarefa está nas mãos de Roberto Gervitz que além da direção, também assina o roteiro (parece que ele levou dois anos trabalhando nessa etapa até chegar a versão final). As filmagens começaram no meio de abril e devem seguir até o final de maio nas cidades de Porto Alegre e Farroupilha. O elenco terá Armando Babaioff, como Hermano, e Mariana Ximenes, como Adri. 

Fãs do livro estão curiosos para saber como o diretor vai dar conta do enredo fragmentado. É esperar pra ver. A estreia está prevista para o ano que vem.

O outro caso está nas mãos do diretor de cinema e televisão Luiz Fernando Carvalho. Numa entrevista concedida a revista Serafina, ele contou que seus planos futuros incluem uma adaptação do romance Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves publicado em 2006 e ganhador do Prêmio Casa de las Américas; uma minissérie baseada em A aldeia de Stepántchikovo e seus habitantes, de Dostoiévski; e uma adaptação de Dois irmãos, de Milton Hatoum. Resta saber se o primeiro e o último serão para a TV ou cinema.

Luiz Fernando é um sujeita bastante inquieto e está a frente de trabalhos incríveis e audaciosos como o filme Lavoura arcaica (baseado no livro de Raduan Nassar) e as minisséries A pedra do reino (baseada no livro de Ariano Suassuna), Capitu (baseado em Dom Casmurro, de Machado de Assis), Subúrbia (em colaboração com o escritor Paulo Lins), Alexandre e outros heróis (baseada no livro de Graciliano Ramos) e tantas coisas mais. Referências literárias e boas histórias não lhe faltam.

*Foto: divulgação.

Share/Save/Bookmark

quinta-feira, 31 de maio de 2012

NEYMAR, TUFÃO, TELENOVELA E LITERATURA

Faz um tempão (cof!) que li um textinho do blog Farofafá (dedicado a música popular brasileira em todas as suas gradações) sobre o quanto Neymar, o jogador do Santos, com suas coreografias, participações em videoclipes, aparições em shows e programas de TV acabda sendo uma figura central na divulgação "dos mais recentes sucessos musicais brasileiros". Imagina se o Neymar aparece algum dia com um livro embaixo do braço?

Existe uma história que não sei bem se é verdadeira ou não, mas que gosto de contar para todo mundo que encontro. Juro que li esse "causo" numa resenha de Marcelino Freire para uma novela de Georges Perec - saiu nas páginas da Ilustrada. Conta a lenda que quando Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa foi adaptado para a TV (tendo Bruna Lombardi e Tony Ramos) houve uma correria às livrarias para comprar o romance. No dia seguinte, a correria foi para devolver o livro.

Será que a história se repetiria caso Neymar fosse visto lendo Os sertões, de Euclides da Cunha?

***

Um jogador de futebol - da ficção, é verdade - anda falando com muito entusiasmo sobre Flaubert, Machado de Assis e até Franz Kafka. Para quem ainda não sabe, o famoso divulgador é a personagem Tufão, vivida por Murilo Benicio na novela Avenida Brasil.

As séries de TV Mad Men e Os Simpsons são craques em fazer algo parecido.

*Imagem: montagem a partir de reproduções do Google.
Share/Save/Bookmark

sexta-feira, 23 de março de 2012

MAD MEN: LIVROS E REFERÊNCIAS LITERÁRIAS

Hoje no mundo é assim: há tantos filmes, novelas, programas e séries de TV para assistir quanto livros para ler. Portanto, acho que não vai parecer nenhum pecado se eu disser que assisti somente dois ou três episódios da série Mad Men (não perguntem a temporada porque não sei responder - descobri por esses dias que a quinta temporada estréia domingo nos Estados Unidos, para provar como ando por fora dessa cronologia).

Desculpem se estou decepcionando os fãs da série que podem ter pensando que eu não perdia um capítulo depois do meu texto sobre as capas vintage de Richard Yates com gostinho de Mad Men. Não acompanho os episódios (capítulos) mais de perto por falta de tempo. Prometo que vou repensar tudo depois do que vou falar agora.

É que a série fez tanto sucesso que criou uma onda de livros com temas dos anos 50. Tem livros de culinária, bebida, ilustração, filosofia, moda, ensaios críticos, calendários, propaganda e até guia de ruas e estilo. Para não falar em toda enxurrada de outros produtos. Bem às vésperas da estréia da quinta temporada descobri um blog ligado a Biblioteca Pública de Nova York que mapeia os livros ou referências literárias da série. Acredite! Todo mundo ali lê bastante. Mesmo quando não estão com um livro nas mãos, as personagens falam sobre livros que estão lendo ou os roteiristas encaixam alguma citação (tem John Cheever, Balzac, Mark Twain, Agatha Christie, Jack Kerouac etc). Pelas imagens que consegui ver na internet, a direção de arte tem o maior cuidado ao usa as edições daquela época - todas com cara de nova.

Se você é fã da série pode procurar no Twitter pelo hashtag #MadMen #Reading para descobrir mais coisas. Abaixo tem uma lista dos livros que foram mencionados no blog - vou colocar o título em português quando o livro já tiver tradução; não estou mencionando os livros de não-ficção:

O espião que saiu do frio, de John Le Carré
As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain
As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain
The Clue of the Black Keys, de Carolyn Keene
The Twenty-One Balloons, de William Pène DuBois
O crisântemo e a espada, de Ruth Benedict
O grupo, de Mary McCarthy
Confissões de um publicitário, de David Ogilvy
O som e a fúria, de William Faulkner
A nau dos insensatos, de Katherine Ann Porter
O diamante do tamanho do Ritz e outros contos, de F. Scott Fitzgerald
Marjorie Morningstar, de Herman Wouk
Agonia e êxtase, de Irving Stone
Meditations in an Emergency, de Frank O’Hara
A revolta de Atlas, de Ayn Rand
O melhor de tudo, de Rona Jaffe
Exodus, de Leon Uris
O amante de Lady Chatterley, de D.H. Lawrence
Moby Dick, de Herman Melville

ATUALIZAÇÃO: lembrei de um tumblr que faz o levantamento de referência literárias dos Simpsons - mais especificamente da Lisa Simpson.

*Imagem: reprodução.
Share/Save/Bookmark