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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

AOS TRABALHOS - VOLTANDO DA FLIP...

Um, dois, três... testando. Som! Som!

Eu sei que simplesmente sumi do mapa sem dar maiores explicações. Acontece que depois da FLIP eu emendei férias e não tive tempo de deixar um recado por aqui. Até do twitter eu sumi. Foi mal! Prometo que não vai mais acontecer (cof, cof, cof).

Enquanto estive fora muita coisa aconteceu no mundo da prosa de ficção. Além disso, tem bienal do livro, Donna Tartt e muita literatura brasilera. Volto num momento de bastante agito, mas antes preciso escrever umas linhas mal traçadas sobre a FLIP (promessa é divida).

Aos trabalhos!

***



Já não resta muito a dizer quase três semanas após o término da Festa Literária Internacional de Paraty. Você já deve ter lido toda sorte de coisas na internet. Apelo para os tais textos opinativos e impressionaistas que estão em alta. 

Não acredito que tenha sido uma FLIP extraordinária para a prosa de ficção, mas a gente não pode exigir tamanha especificidade de uma Festa que trata de livros em geral - é um festival de humanidades e ainda que ficasse no ambito da literatura tem a prosa, a poesia, o teatro, os ensaios etc. 

Na minha humilde opinião, os escritores Eleanor Catton, Mohsin Hamid, Etgar Keret, Juan Villoro e Daniel Alarcón colocaram a plateia no bolso. Nada comparado a comoção generalizada de Valter Hugo Mãe em edições anteriores. No conjunto, eles tiveram senso de humor e inteligência de sobra para falarem de literatura, política e assuntos gerais. Souberam transformar com maestria perguntas ingênuas em grandes questões. Como diz aquele ditado, fizeram de um limão uma limonada. Tenho certeza que Catton conseguiu convencer muita gente a enfrentar seu pequenino catatau de quase 900 páginas. Alarcón felizmente não foi ofuscado pelo furacão Fernanda Torres - ela soube dar espaço para o livro dele. Perceba, o livro dela é muito bom, vendeu muito bem, ela estava em casa, fala com aquela desenvoltura que a gente conhece e ainda tinha Fernanda Montenegro sentada logo ali na linha de frente. Quem iria prestar atenção num escritor do Peru?

Cansei de cruzar com eles todos felizes e contentes flanando naquelas ruas de pedra.

No mais, achei a FLIP comedida (será a crise financeira, a crise de patrocínio, a crise do mercado?). A tenda dos autores pareceu muito mais simples do que os anos anteriores. A organização acertou ao liberar o show de abertura, mas errou ao desfazer a tenda do telão na beira da praia e deixar o público em pé debaixo de um sol escaldante - podia ter providenciado uma sombra e uns bancos. Mesmo na Praça da Matriz a coisa era infernal. Para não mencionar o falatório da multidão que ia e vinha o tempo todo e não deixavam a gente nem ouvir. Aquela ponta da praia onde ficava a tenda do telão no ano passado ficou morta. As mediações também foram um pouco sofridas, assim como as traduções simultaneas (com exceções) e a qualidade técnica do som nos telões.

Os preços das pousadas, das livrarias e restaurantes estavam pela hora da morte - sério. Acho que nem em São Paulo a gente gasta tanto com refeições, para ficar num único item (e olha que São Paulo não é uma cidade muito barata). Se continuar assim, alguém vai ter de montar um manual de sobrevivência a baixo custo em Paraty durante esse evento.

No mais, vale dizer que Paraty agora tem três livrarias!

*Imagem: reprodução.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

TRÊS ROMANCES DA NOVA LITERATURA BRITÂNICA

O lançamento do novo romance de Chris Cleave e o sucesso de Zadie Smith reacendem a busca por novos escritores britânicos. O Telegraph já organizou uma lista com alguns nomes - de todos esses apenas cinco foram publicados aqui no Brasil. Aqui três romances da nova literatura britânica...


Pequena abelha
Chris Cleave
Intrinseca


Ninguém pode contar muita coisa sobre a história desse romance para não estragar a surpresa do leitor. De maneira geral, como diz a editora do livro "essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa fazer uma escolha que envolve vida ou morte. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa..."

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Cabeça tubarão
Steven Hall
Companhia das Letras


Eric Sanderson sofre de um tipo raro de amnésia depois de perder sua namorada em um acidente na Grécia. Todos os dias ele acorda tendo cada vez menos lembranças em sua mente. Na tentativa de não perder sua própria identidade, ele tenta reconstruir uma nova. Nesse percurso Eric adentra um labirinto repleto de mistérios. A genialidade do romance está no jogo de som, sentido e forma das palavras.

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O fundamentalista relutante
Mohsin Hamid
Alfaguara


Um paquistanês, Changez, migra para os Estados Unidos para estudar em Princeton. Aos poucos ele arruma um emprego, uma bela namorada e começa a esquecer sua condição de estrangeiro no país. No entanto, o ataque ao World Trade Center no dia 11 de Setembro modifica radicalmente a história de Changez e ao mesmo tempo ele pode e não pode ser um inimigo daquele país.



*imagem: divulgação
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