sábado, 31 de julho de 2010

A AUTOBIOGRAFIA DE MARK TWAIN

O ano de 2010 marca o centenário da morte de Mark Twain, "o primeiro escritor verdadeiramente americano" nas palavras de William Faulkner. Para comemorar e também reavivar o interesse pela obra do escritor, a University of California Press vai publicar em Novembro a autobiografia de Mark Twain.

Para ele vale aquele dito popular "um grande escritor tem uma grande biografia", o livro é inédito e será publicado integralmente em três volumes. O interessante é que essa autobiografia foi ditada por Twain quatro anos antes de sua morte. Os ditados foram anotados por um estenógrafo. Como justificativa ele "argumentou que falar suas lembranças e opiniões, ao invés de escrevê-las, permitiu-lhe adotar um tom mais natural, coloquial e franco" - segundo artigo do New York Times.

Mark Twain na verdade se chamava Samuel Langhorne Clemens e existem várias versões para explicar o uso desse pseudônimo. Além de escritor, ele trabalhou numa gráfica, foi correspondete de viagem, piloto no Rio Missisipi, minerador, inventor, professor e jornalista. Seus livros mais conhecidos são As aventuras de Huckleberry Finn e As aventuras de Tom Sawyer.

*imagem: reprodução do Wikipedia.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

A LITERATURA NOS VIDEOGAMES: O CASO GRANDE GATSBY

Você já imaginou que algum dia o seu livro preferido poderia ter uma versão para o vídeogame? Pois foi exatamente isso que aconteceu com O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. A empresa Big Fish Games desenvolveu um jogo para PC a partir da história do livro. Eu não fiz o download para teste e nem joguei uma partida, mas segundo o Los Angeles Times a tal versão ficou a desejar. O problema não é a fidelidade em relação a história original, mas a falta de dinâmica do jogo. Tudo o que o jogador tem de fazer é clicar e acumular pontos em cenários bastante estáticos. Por fim, você apenas acompanha a história sem adentrar aquele universo.

Um dos grandes atrativos dos videogames atuais é justamente dar ao jogador a possibilidade de vencer obstáculos, construir narrativas e participar totalmente da história que está sendo apresentada. Qualquer um que já passou os olhos em jogos do Playstation, Xbox, Wii e afins sabe que os vídeogames estão chegando a um nível de realismo e interatividade incríveis. E o casamento entre literatura e vídeogame tem todas as chances de render bons frutos - vide, por exemplo, o ensaio Virando o jogo, de Daniel Galera para a revista Serrote.

Essa semana, Salman Rushdie também tocou no assunto ao falar sobre seu novo livro Luka e o Fogo da Vida - que será lançado na FLIP. Luka, o protagonista do livro, tem de roubar o fogo da vida na Montanha do Conhecimento para salvar seu pai do sono da morte.

Seguindo o embalo, o blog Flavorwire fez uma lista com dez clássicos da literatura que poderiam render bons jogos. Entre eles: A revolução dos bichos, de George Orwell; Pé na estrada, de Jack Kerouac; Emma, de Jane Austin; As bruxas de Salem, de Arthur Miller e O sol é para todos, de Harper Lee. Claro que uma experiência não deve substituir a outra, mas pode servir como um verdadeiro complemento e atrativo para as pessoas que são altamente envolvidas com o universo do vídeogame.

Imagine o dia em que lançarem o jogo de Ulisses, de James Joyce?

*imagem: reprodução do site bigfishgames.com
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quinta-feira, 29 de julho de 2010

A FLIP 2010 ESTÁ CHEGANDO


Falta apenas uma semana para o começo da FLIP. Portanto, não se espante se os jornais e revistas só falarem de literatura nesses próximos dias. Será um dos assuntos do momento. Tamanha atenção não é à toa. Em sua 8ª edição, a FLIP já é uma festa literária de sucesso. É a maior do ramo no nosso país, sobretudo porque atrai um público bastante diversificado: desde profissionais do mercado editorial, até os curiosos novos leitores. Todos estão por lá.

No ano passado, cerca de vinte mil pessoas lotaram as ruas da cidadezinha de Paraty para dedicar sua atenção aos livros, a leitura e a literatura. A expectativa é que esse número aumente ainda mais a cada edição. Num país como o Brasil isso é um acontecimento raro. Infelizmente todos nós sabemos das dificuldades que o mercado editorial enfrenta. Sejamos otimistas, pois uma mudança está em curso e a FLIP certamente é uma das maiores responsáveis por isso.

Ao longo desses anos a FLIP ajudou a divulgar escritores renomados, além de criar e lançar novos escritores. Mais ainda, a FLIP ajudou a movimentar o setor, criou uma "cena literária". As editoras, as revitas, os jornais, os sites especializados e os blogs também seguiram a corrente e deram mais força. Afinal, é assim que as coisas funcionam.

Em meio a esse clima, quero fazer uma pequena retrospectiva das grandes personalidades que já estiveram na FLIP nas edições passadas. No meu recorte estou considerando apenas os escritores de literatura estrangeira que dificilmente poderiamos ver por aqui. Não quero diminuir a grandeza dos nossos escritores, muito pelo contrário. Muito menos quero menosprezar a presença de outras personalidades que já se apresentaram na festa. Trata-se de um recorte bem particular, mas que deve servir como justificativa para tudo o que eu disse acima.

Já estiveram na FLIP, só para citar alguns nomes: Ian McEwan, Paul Auster, David Grossman, Orhan Pamuk, Salman Rushdie, Ali Smith, Jonathan Safran Foer, Jeffrey Eugenides, Nicole Krauss, Toni Morrison, JM Coetzee, Jim Dodge, Nadine Gordimer, Will Self, Chimamanda Ngozi Adichie, David Sedaris, Ingo Schulze, Nathan Englander, Neil Gaiman, Richard Price, António Lobo Antunes, Atiq Rahimi, Simon Schama, Enrique Vila-Matas, Edmund White, Ondjaki, Alan Pauls, Amós Oz, Nathan Englander, Richard Dawkins e tantos outros.

*imagem: divulgação

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

MAN BOOKER PRIZE ANUNCIA LISTA DE INDICADOS

O júri do Man Booker Prize anunciou ontem a lista de indicados ao prêmio desse ano. Depois de avaliar 138 livros, o júri escolheu apenas 13 romances de língua inglesa para compor o que eles chamam de lista maior do prêmio. Em Setembro será anunciada uma lista menor - com apenas 6 indicados - e em Outubro haverá o anuncio do ganhador do prêmio final.

Todos os romances indicados são inéditos e ainda não tem tradução para o português. Porém, cinco autores já tem outros livros publicados aqui no Brasil: Peter Carey, Helen Dunmore, Damon Galgut, Andrea Levy e David Mitchell.


Os 13 indicados são:

Parrot and Olivier in America, de Peter Carey;
Room, de Emma Donoghue;
The Betrayal, de Helen Dunmore;
In a Strange Room, de Damon Galgut;
The Finkler Question, de Howard Jacobson;
The Long Song, de Andrea Levy;
C, de Tom McCarthy;
The Thousand Autumns of Jacob de Zoet, de David Mitchell;
February, de Lisa Moore;
Skippy Dies, de Paul Murray;
Trespass, de Rose Tremain;
The Slap, de Christos Tsiolkas;
The Stars in the Bright Sky, de Alan Warner.

*imagem: reprodução do site The Man Booker Prize.

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TRÊS LIVROS SOBRE CIGARRO...

O cigarro está fora de moda. Na literatura, um fumante que tem acabar com o seu vício sempre acaba nos contando alguma história. Seja ela divertida, filosófica ou política. Portanto, escolhi três livros cujo tema principal é o cigarro.

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ENGOLIDO PELAS LABAREDAS
David Sedaris
Companhia das Letras

Além de escritor, David Sedaris é showman americano que usa a sua própria experiência de vida para nos contar histórias hilariantes. Alguns relatos muito engraçados que estão nesse livro falam da luta de Sedaris para conter o seu vício ao cigarro. Nesse percurso, ele relembra do primeiro maço até os últimos tragos que deu em um cigarro. Sedaris chegou a ser comparado a Woody Allen, mas o tipo de humor que ele faz parece muito mais ácido e politicamente incorreto. Leitura altamente recomendada.
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O ÚLTIMO CIGARRO
Henri-Pierre Jeudy
Sulina

Será que um cigarro é capaz de nos fazer afundar em pensamentos profundos? Ainda mais quando temos a sensação de que esse será o nosso último cigarro. E um romance pode de fato nos causar algum tipo de vício danoso? Um romance pode se comparar a um cigarro? Todos esses devaneios e muitos outros acontecem nesse livro graças a uma questão simples: para ou não parar de fumar? Afinal, onde está o nosso direito de decidir, de ter prazer?
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A GUIMBA
Will Self
Alfaguara

Você ainda não conhece Tom Brodzinski, mas ele será responsável por um história surreal. Atirar uma guimba de cigarro pela janela foi o único gesto que ele fez para dar início a todos esses acontecimentos. Mais um detalhe importante deve ser mencionado: ele estava tentando parar de fumar. Quem mais poderia escrever um livro como esses senão Will Self? Decidido a continuar seu projeto de criticar a cultura moderna, Self faz uma alegoria sobre as leis anti-tabagistas e ao colonialismo político, com direito a momentos que lembrar Kafka, Graham Greene, JG Ballard, William Burroughs e Hunter S. Thompson.

*imagens: divulgação.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

O CLUBE DA LUTA DE JANE AUSTEN

Um vídeo que já está se tornando viral na internet. É o Clube da Luta de Jane Austen. Baseado na ideia de Orgulho e Preconceito e Zumbis, em que as irmãs Bennett são verdadeiras mestres das artes marciais, o vídeo mostra famosas personagens dos romances de Jane Austen organizando um clube da luta - encabeçados por Elizabeth, de Orgulho e Preconceito. O mais engraçado é que o vídeo imita o filme Clube da Luta, de David Fincher, e lembra os filmes de Quentin Tarantino. (via Telegraph).


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segunda-feira, 26 de julho de 2010

A PARCERIA ENTRE A PENGUIN E A CIA DAS LETRAS


A notícia mais importante do dia e quem sabe do ano é a chegada da editora Penguin ao Brasil através de uma parceria com a editora Companhia das Letras. Acho que a editora não é muito conhecida por aqui, mas trata-se de um dos maiores grupos editoriais do mundo: a sede fica na Inglaterra e tem filiais nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Índia, África do Sul e China.

Eu já falei muitos vezes aqui no Casmurros sobre os livros que a Penguin está lançando em função dos seus 75 anos. Acho que os leitores inveterados conhecem e sabem o valor que a marca Penguin tem. Por isso, a parceria é motivo de comemoração. Certamente teremos o relançamento de livros importantes, totalmente renovados e em edições bem cuidadas.

Fundada em 1935 por Allan Lane, a Penguin tinha a missão de colocar livros de qualidade no mercado com preços atrativos e venda em locais diversificados. De lá pra cá, a editora tornou-se uma marca forte justamente por apostar em edições caprichadas de clássicos da literatura antiga e contemporânea: boa tradução, prefácios assinados por gente de renome, notas explicativas e capas que tornam o livro como um verdadeiro objeto de desejo.

O catálogo da Penguin também conta com livros de outras áreas do conhecimento, como filosofia, ciência, etc. No entanto, a Penguin Companhia vai publicar em português livros do selo Penguin Classics, incluindo também títulos de autores brasileiros.

Os quatro primeiros livros serão: O Príncipe, de Maquiavel; Pelos Olhos de Maisie, de Henry James; Joaquim Nabuco Essencial e O Brasil Holandês, ambos organizados por Evaldo Cabral de Mello.

* imagem: reprodução do blog da Cia das Letras.
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sábado, 24 de julho de 2010

FAMA E ANONIMATO: OS ESCRITORES BRASILEIROS MAIS RECLUSOS

O blog Flavorpill fez um post sobre os autores mais reclusos do século XX (In Defense of Privacy: The 20th Century’s Most Reclusive Authors) defendendo o direito a privacidade dos escritores que abriram mão da vida pública para escrever livros - e no caso de Harper Lee, o isolamento foi tamanho que ela até abandonou a literatura de vez. A lista incluí ainda Marcel Proust, J.D. Salinger, Thomas Pynchon e Cormac McCarthy.

Como diz o blog: "Na era em que a autopromoção é difundida em apenas 140 caracteres, a ideia de um autor recluso parece tanto contra-intuitiva e estranhamente romântica".

Inspirado por essa ideia resolvi descobrir quais são os nossos escritores mais reclusos, mais avessos à aparição em público, mais isolados da imprensa. Nas minhas rápidas pesquisas e até onde pude me lembrar, encontrei três renomados eremitas: Raduan Nassar, Dalton Trevisan e Rubem Fonseca. Curiosamente os três cursaram Direito, deixam claro que suas obras falam por si e são vistos apenas nas redondezas onde moram.

RADUAN NASSAR

Imagine que você é um escritor de sucesso, ganhador de importantes prêmios literários, uma verdadeira promessa da nova literatura brasileira. E de repente, no auge de sua carreira, você resolve abandonar tudo e parar de escrever. Foi mais ou menos isso o que aconteceu com Raduan Nassar. Até hoje muita gente não consegue compreender o que o levou a fazer isso. Nassar diz que para escrever é preciso ter paixão, vontade de dizer alguma coisa que seja verdadeiramente interessante. Para ele, essa sensação acabou.

Desde então, Nassar resolveu cuidar de sua criação de coelhos e raramente aparece ou fala sobre o assunto. A última entrevista que ele concedeu foi para a série Cadernos de Literatura do Instituto Moreira Salles, em 1996.

Num dos momentos dessa entrevista ele diz: "Nunca pensei em expor qualquer teoria a respeito do meu minguado trabalho, nem vejo sentido nisso. Ou esse trabalho fala por ele mesmo, sem o socorro de qualquer suporte teórico, ou deve ser descartado".

Raduan Nassar escreveu Lavoura arcaica, Um copo de cólera e Menina a caminho e outros textos (contos). Um detalhe: toda a obra dele foi escrita entre os anos 60/70.

DALTON TREVISAN

Eis o caso de um escritor que tem tanta fama de recluso que acabou virando um mito. Do tipo, personagem de si mesmo. Ganhou até o apelido de Vampiro de Curitiba - mas nem pense nesses vampiros modernos. Dalton Trevisan foi fotografado pouquíssimas vezes e concedeu raríssimas entrevistas. Pode parecer exagero, mas parece que sua última e única entrevista foi para o repórter Mussa José de Assis, do Estadão, em 1972. Além disso, saiu alguma coisa aqui e ali.

Para suprir essa lacuna, alguns jornalistas chegaram a inventar entrevistas fictícias com Trevisan falando do atual estado da literatura. Inclusive, algumas delas são hilariantes e até passariam por verdadeiras, não fosse a fama de ermitão que ele tem.

Ao contrário de Nassar, Dalton Trevisan continua escrevendo e sua obra é bastante extensa. Dizem que ele é visto passeando por Curitiba, de dia e à noite.

RUBEM FONSECA

Quem o conhece pessoalmente diz que ele é uma pessoa simples, afável e de ótimo humor. Aliás, Luiz Schwarcz, editor da Companhia das Letras, escreveu um texto delicioso em sua coluna no blog da editora falando sobre como a obra de Fonseca chegou até as suas mãos. Porém, os jornalistas e os leitores sabem que Rubem Fonseca não gosta de aparecer e nem de dar entrevistas.

Mas nem sempre foi assim. Parece que antes da famosa reclusão, Rubem Fonseca dava palestras e falava longamente sobre seus livros. De uma hora para outra ele cansou e resolveu sumir. No entanto, as histórias de luxúria e violência que povoam os seus contos e romances aguçam a curiosidade de muita gente. Novos escritores, estudantes, críticos, jornalistas e leitores querem ouvir o que ele tem a dizer sobre a sua literatura.

Recentemente, Fonseca fez uma rápida aparição na Livraria da Vila em São Paulo para o lançamento do livro de Paula Parisot. Na ocasião, ele até falou rapidamente com a imprensa e com o público que estava por lá. Fora isso, ele é visto no calçadão das praias cariocas, anonimamente.

Rubem Fonseca é dono de uma grande produção literária e continua escrevendo novos livros. Sua obra agora está sendo reeditada pela editora Leya aqui no Brasil.

* imagens: reprodução do Google.

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O BLOG, OU MELHOR, A BIBLIOTECA DA RAQUEL

A repórter do Estadão, Raquel Cozer, tem um blog bem legal chamado A biblioteca de Raquel. É sobre literatura, crítica literária e notícias do mundo editorial. Foi de lá que tirei esse vídeo com muppets falando sobre os livros digitais - o vídeo, por sua vez, veio de um outro blog bacana chamado Future Book. Como diz a Raquel nos post sobre o vídeo: "Todos os lados da discussão sobre o futuro dos livros em oito minutos. Pronto."


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sexta-feira, 23 de julho de 2010

ANDROID KARENINA LEVA TOLSTÓI AO MUNDO SCI-FI

Nem o centenário de morte de Liev Tolstói passará incolume a nova moda dos mashups literários. Tudo graças a editora americana Quirck que está lançando o livro Android Karenina, baseado em Anna Kariênina. A famosa obra do escritor russo ganha ares de ficção científica com direto a alienígenas, cientistas-terrostistas e muitos cyborgs, andróides e robôs. Anna Kariênina, a personagem principal do livro, terá de lutar muito para levar seu amor as últimas consequências.

Como sabemos, a obra de Tolstói é monumental e aborda importantes questões históricas da sociedade russa do final do século XIX. Dificilmente Ben H. Winters conseguiria superar a literatura realista que Tolstói levou anos para construir. Por isso, os fãs ortodoxos do escritor, devem encarar o livro como uma "brincadeira" ou uma singela homenagem. Quem sabe o livro desperte a curiosidade de novos leitores pela obra de Tolstói.

A Quirk Books é a mesma editora que publicou os sucessos Pride and prejudice and zombies, de Seth-Grahame Smith e Sense and Sensibility and sea monters, de Ben H. Winters, o mesmo autor de Android Karenina.

Aqui no Brasil, a editora Cosac Naify publicou uma nova edição de Anna Kariênina - a versão original do romance. Pode ser que tenhamos a sorte ler Android Karenina em português já que a editora Intrínseca publicou a tradução de Orgulho e Preconceito e Zumbis, da mesma editora - Quirk Books.

* imagem: divulgação.
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