Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de junho de 2012

JONATHAN FRANZEN E GARY SHTEYNGART NA SERAFINA

Não sei se todo mundo já sabe, mas Jonathan Franzen estampou a capa da última edição da revista Serafina - que circula junto com a Folha de SP. A reportagem é bacana: tem quatro páginas com as caras e bocas do Franzen, um certo ressentimento com Madonna, os escritores que o influenciaram, o caso Oprah Winfrey, trechos de As correções e Liberdade e uma arte com pássaros que ele quer ver no Brasil - depois da FLIP, Franzen segue numa viagem de um pouco mais de uma semana para observar pássaros no Pantanal e na Bahia. Finalizando tem um comentário de Patrícia Campos Mello sobre a obra do escritor.

A reportagem, sem as "artes" e fotos, está disponível aqui.

***

Uma coisa me deixou curioso nisso tudo. Num certo momento, Franzen confessa seu vício por seriados de TV, comenta que o gênero televisivo acabou virando um primo dos romances (no melhor estilo folhetim) e fala da adaptação de As correções para uma minissérie do canal HBO. A notícia circula nos jornais desde o ano passado. A série teria Chris Cooper, Dianne Wiest, Ewan McGregor, Maggie Gyllenhaal e Bruce Norris nos papéis principais, o próprio Franzen como roteirista e Noah Baumbach como diretor. No entanto, em maio desse ano a HBO anunciou que iria desistir da adaptação por causa da complexidade narrativa do romance. Funciona nas páginas do livro, mas não funciona na TV.

(A notícia apareceu primeiro no Deadline Hollywood e também vi no Omelete).

A reportagem da Serafina diz que o seriado está programado para 2014. Será que ainda existe uma chance - alguém confirma?

***

A revista também tem uma entrevista com Gary Shteyngart, outro escritor convidado da FLIP. O morador do Gramercy Park, bairro caro e super cobiçado de Nova York, conta que está trabalhando num livro novo, "sobre a vida como imigrante nos EUA", e para o trailer promocional sonha em se "vestir de bebê e ter Isabella Rossellini, como minha mãe, cantando uma canção de ninar". Ele já teve James Franco e Paul Giamatti no trailer de Uma história de amor real e supertriste - ganhou até um prêmio por isso.

(Falei sobre os tais vídeos e sobre Uma história de amor real... que comecei a ler nessa semana e estou nas primeiras páginas - para saber mais, clica nos links. Tem até um trecho do livro.)

*Imagem: reprodução da capa da Serafina.
Share/Save/Bookmark

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E-BOOKS... CARREGANDO...


"O grande Gatsby foi atualizado pela última vez em 1924. Você não precisa de nova atualização, não é?" - Jonathan Franzen

Não tem jeito, todo mundo anda cansado das polêmicas envolvendo e-books, mas é quase impossível fugir do assunto. Ainda mais quando uma pessoa como Jonathan Franzen, o autor mais comentado dos últimos tempos, resolve entrar na briga. Para resumir a notícia: Franzen disse durante uma coletiva de imprensa no Hay Festival em Cartagena que os e-books estão corrompendo a sensação de permanência que os livros impressos carregam desde a sua invenção. Um livro impresso não muda. É o registro de um tempo, de um pensamento, de uma vontade e permanece com a forma que o seu autor lhe deu. Em contrapartida os e-books são fluídos. Lendo numa tela temos a sensação de que podemos deletar uma parte, mudar algo e mover tudo.

Detalhes curiosos e importantes: Franzen trabalha num computador sem conexão com a internet, a personagem Walter Berglund do seu romance Liberdade expressa uma ideia semelhante em relação à internet "All the real things, the authentic things, the honest things, are dying off" e seus livros ganharam versões em e-book.

O pensamento parece ingênuo, reacionário e apocalíptico - como muito defensores dos e-books vão dizer -, no entanto ele toca num ponto aparentemente inédito no debate: quem realmente vai garantir a permanência intacta de um livro eletrônico ao longo dos anos? Alguém poderia apagar ou alterar um livro por interesse próprio? Alguma corporação lucraria com isso?

Quando a Wikipédia surgiu muita gente reclamava de censura e controle na edição dos verbetes. A briga de Robert Darnton para digitalização do acervo da Biblioteca da Universidade de Harvard não é à toa. Estudos sobre os efeitos da internet em nossa memória pipocam por todos os lados - que o diga Nicholas Carr (A Geração Superficial / Editora Agir). Em tempos de SOPA, PIPA, caça a pirataria, Wikileaks, compartilhamento de dados e o escambau todo cuidado é pouco.

Voltando a Jonathan Franzen, penso no escritor Tom Rachman. Se ele estiver certo, Franzen (contra e-books), Zadie Smith (contra o Facebook), Jonathan Safran Foer (junto com seu irmão Joshua Foer contra a desmemoria da internet) e muita gente acima dos 30 anos serão os primeiros integrantes da geração que Rachman batizou como “românticos offline” - artigo muito interessante publicado pelo caderno Link, do Estadão.

(Um parêntese se me permitem. Tom Rachman também está numa matéria chamada "Internet imperfeita", publicada pelo Link. Ele fala mais detidamente sobre os "românticos offline", a reação que a hiperconectividade deve gerar em breve, a banalidade do Facebook e outras coisas mais. Vale lembrar que seu romance de estréia, Os imperfeccionistas, acaba de ser publicado em português pela editora Record).

Independente da força dos argumentos contra ou a favor, não existe uma conclusão definitiva sobre os e-books. Escritores, editores, livreiros e leitores estão no mesmo barco sem saber direito como se comportar em relação ao monólito que surgiu nos últimos anos. Parece mesmo que o fim dessa história vai ficar para depois. Enquanto isso debatemos e especulamos.

Ah! Jonathan Franzen estará na próxima edição da FLIP, em julho.

***

Em tempo, quero reproduzir uma nota sobre um futuro negro reservado ao e-book e publicada na coluna Painel das Letras, da Ilustrada/Folha de SP.
Pesquisa com editores americanos divulgada no Digital Book World, nesta semana em Nova York, mostrou um baque na empolgação com o e-book: só 28% creem que suas empresas melhorarão com a transição para o digital - eram 51% em 2011.
Aguardem cenas dos próximos capítulos.

*Imagem: reprodução do Twitter 'Emperor Franzen'

Share/Save/Bookmark

domingo, 5 de junho de 2011

JONATHAN FRANZEN NA REVISTA VEJA



A revista Veja da semana passada tinha resenha de Jerônimo Teixeira para Liberdade, de Jonathan Franzen. Ocupando três página, o texto opta por revelar o forte caráter político do livro e aponta alguns pontos fracos. Tem ainda uma entrevista com o autor.

*imagem: reprodução.
Share/Save/Bookmark

sexta-feira, 27 de maio de 2011

JONATHAN FRANZEN VEM A FLIP EM 2012

Vou confessar que estava esperando a presença do Jonathan Franzen na FLIP quando vi a notícia de que Liberdade seria publicado pela Companhia das Letras. No entanto, quando vi a programação oficial o nome dele não estava lá. Até fiz uma torcida, pensei em criar um hashtag "#vemfranzen". Quem sabe até já estava preparando um post especial para o momento do anúncio tal anúncio. Mas não foi dessa vez.

Esforços não faltaram. A Ilustrada de hoje tem uma entrevista com Jonathan Franzen e confirma a presença dele na FLIP do ano que vem - revela até as tentativas da Companhias das Letras para trazê-lo. Parece que ele não pode vir por incompatibilidade de agenda. Um pena! Seria um lançamento em grande estilo para Liberdade, um prestígio para a FLIP e nós teríamos a chance de ver um escritor em seu grande momento. Como todo mundo sabe, no ao passado ele foi eleito pela TIME como o grande romancista americano. As resenhas aqui no Brasil também não me deixam mentir.

Não tem problema. Guardamos o nosso entusiasmo para o próximo ano!

*imagem: reprodução.
Share/Save/Bookmark

terça-feira, 24 de maio de 2011

JONATHAN FRANZEN NA REVISTA ÉPOCA


A revista Época dessa semana tem um belo artigo assinado por Luís Antônio Giron sobre Liberdade, de Jonathan Franzen - disponível no site apenas para assinantes da revista. Ocupando praticamente cinco páginas da revista com belas fotos e uma rica galeria de escritores que serviram de inspiração para Franzen, o artigo repassa a trajetória astronômica do romance nos Estados Unidos e explica porque Franzen é considerado um dos maiores romancistas da atualidade - entre as razões está o fato de "dar vida a um gênero dado como agonizante após décadas de experimentação, trangressão e desgaste".

***

Em tempo, Liberdade chega às livrarias essa semana.

*imagens: reprodução da revista Época.
Share/Save/Bookmark

domingo, 15 de maio de 2011

JONATHAN FRANZEN NA GQ



A edição brasileira da revista QG tem um artigo curtinho escrito por Chuck Klosterman falando sobre Jonathan Franzen. O encontro deles aconteceu num trem quando Klosterman foi entrevistar Franzen na ocasião do lançamento de Liberdade. O artigo é um pouco raso, quase não toca em assuntos propriamente literários: fala de fama, da capa da Time e fica mais centrado na figura do escritor mais badalado dos últimos anos - um pouco menos que Roberto Bolaño, eu diria.

Klosterman diz que Franzen "é um pouco arrogante. Mas não intragável" e que ele não curte "nem um pouco" fazer turnês para lançamento de livros.

Acho que o momento mais curioso é quando Franzen revela seu gosto musical. Ainda jovem ele ouvia Moody Blues, Grateful Dead e Talking Heads, mas hoje só ouve música na academia. Figuram no seu playlist, segundo o artigo, Jackson 5, M.I.A., Grace Jones, Rolling Stones, Steely Dan e Mission of Burma.

***

Por ocasião do lançamento de Liberdade, a Companhia das Letras vai relançar As correções em edição econômica. Esse livro não causou o mesmo burburinho, exceto pela comentada recusa de Franzen em aparecer no book club da apresentadora Oprah Winfrey. De qualquer forma é uma obra-prima e teve diversos elogios mais "contidos" de crítica e público.

A capa dessa edição econômica é bem bonita. Não dá vontade de trocar a edição de 2003?

*imagem: reprodução.

Share/Save/Bookmark

terça-feira, 19 de abril de 2011

JONATHAN FRANZEN ESTÁ CHEGANDO

Aos poucos estão surgindo mais notícias sobre a chegada do romance que abalou a mídia norte-americana. Liberdade, de Jonathan Franzen tem previsão de lançamento em 26 de maio pela Companhia das Letras. Em Portugal o romance será lançado na próxima segunda-feira - mais detalhes da edição portuguesa aqui.

A Livraria da Folha postou um pequeno trecho inédito do romance com tradução feita por Sergio Flaksman. No site também tem um comentário sobre a trajetória do livro lá nos Estados Unidos. Vou reproduzir aqui o parágrafo inicial para quem está curioso:


"Uma coisa ótima do jovem Walter era o quanto ele torcia para Patty vencer. Enquanto Eliza antes só demonstrava pequenos respingos insatisfatórios de parcialidade a seu favor, Walter lhe dedicava abundantes infusões de hostilidade contra qualquer um (seus pais, seus irmãos) que a deixassem aborrecida. E como ele era tão intelectualmente honesto em outros aspectos da vida, tinha uma credibilidade impecável quando criticava sua família e se alistava nos planos questionáveis que ela formulava para lidar com isso. Podia não ser exatamente o que ela queria num homem, mas era insuperável em sua dedicação, provendo Patty do apoio furibundo que, naquela época, ela precisava mais ainda que de amor".
A capa (imagem acima) foi criada por Elisa v. Randow. Uma simpática cerca bem ao estilo americano. Gostei porque fugiu a imagem ruim da edição americana (aquela do passarinho) e foi bem além daquela letra grande na edição inglesa e portuguesa (que não ficou ruim, mas acho que a nossa é bem melhor).

*imagem: reprodução.
Share/Save/Bookmark

terça-feira, 5 de abril de 2011

A MULHER QUE VENCEU FRANZEN

O romance A visit from the goon squad, de Jennifer Egan venceu o Tournament of Books 2011. A notícia é bem curiosa, pois ela venceu o favoritismo de Jonathan Franzen e seu aclamado romance, Freedom. A disputa foi bem acirrada e a decisão deve ter sido bem difícil para os dezessete jurados, imagino. O placar ficou assim: A visit from the goon squad 9 x 8 Freedom.

Com bem noticiou o LA Times, Jennifer Egan também ganhou o National Book Critics Circle Awards em março desse ano. Detalhe: ela estava disputando o prêmio com David Grossman, Paul Murray, Hans Keilson e Jonathan Franzen - outra vez.


Jennifer Egan nasceu em 1962, nos Estados Unidos. Ela já publicou nas revistas New Yorker, Harper's e New York Times magazine. Publicou um livro de contos e quatro romances. Se não estou enganado, The invisible circus ganhou tradução para o português e saiu pela editora Record com o título de Uma história a três - pegando carona na versão cinematográfica do livro.


*imagem: reprodução do NY Times.


Share/Save/Bookmark

sexta-feira, 1 de abril de 2011

NOTAS #22



Jack Kerouac
No mês passado, o blog americano Vol.1 Brooklyn fez um card estampando Jack Kerouac. O card foi feito para comemorar o aniversário do escritor beatnik que nasceu em 12 de março de 1922 e se estivesse vivo iria completar 89 anos. Além do desenho o card tem um trecho de Visões de Cody.

O rei está pálido
Desde janeiro The pale king, de David Foster Wallace está sendo considerado por muitos como o lançamento do ano no mercado editorial americano. O livro está em pré-venda na Amazon e todo mundo está desesperado atrás de uma cópia para ler antes. Três resenhas de peso pintaram na imprensa essa semana para aumentar as expectativas em torno do livro. No New York Times, "Maximized Revenue, Minimized Existence" por Michiko Kakutani; na revista GQ, "Too Much Information" por John Jeremiah Sullivan; e na revista TIME, "Unfinished Business" por Lev Grossman - o mesmo que escreveu o perfil de Jonathan Franzen como o melhor romancista americano. O lançamento acontece em 15 de abril, nos Estados Unidos.

Resenhas
Logo depois de "a resenha está morta, mas juro que não fui eu", topei com uma fala do escritor Martins Amis. Ela está na contracapa do livro Como funciona a ficção, do crítico da revista New Yorker:
"Não presto atenção nem levo a sério as resenhas literárias. Não se aprende nada com elas. Mas o que o crítico James Wood diz me interessa."
Evidentemente, a frase foi inserida para promover o livro. No entanto, espécie de ato falho, serve como mais um ponto de reflexão sobre a 'arte' (vamos chamar assim) de fazer resenhas.



Liberdade, liberdade
Os portugueses já estão contando as horas para o lançamento do romance Liberdade, de Jonathan Franzen. Não custa lembrar que esse foi o romance mais comentado do ano passado. O livro tem previsão de lançamento em 18 de abril e já está em pré-venda em algumas lojas. Saí pela editora Dom Quixote. A capa segue o mesmo designer elegante da edição inglesa - bem melhor que a capa americana. No Brasil, Liberdade será publicado em maio pela Companhia das Letras.

Ouça um bom conselho
O jornalista Michael Gove escreveu um artigo para o Telegraph dizendo que as crianças deveriam ler 50 livros por ano. Bastou uma semana para que Iain Hollingshead, outro jornalista do Telegraph, fizesse uma lista com 50 livros que as crianças não devem ler antes de morrer. Entre os escolhidos somente clássicos da literatura: Ulisses, 1984, O grande Gatsby, Orgulho e preconceito etc. Num estilo bem satírico, o jornalista explica porque cada um desses livros deve ser afastado das crianças. Sobre Crime e castigo, por exemplo, ele diz "um conto de angústia mental e intensos dilemas morais. Felizmente, é mais curto do que Guerra e paz". A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/4jbduhu

Conto coletivo
O jornal português Público convidou o escritor Gonçalo M. Tavares para dar início a construção de um conto coletivo. Batizada de Conto Público a experiência contou com a participação de 26 leitores e foi finalizada no mês passado com direito a publicação na revista que acompanha o jornal. A experiência colaborativa está ficando cada vez mais frequente - já vi muitas outras acontecendo. Embora a história pudesse caminhar para um lugar sem volta, Gonçalo M. Tavares ajudou na edição e participou em momentos pontuais. O resultado pode ser conferido em http://tinyurl.com/3rfu2lq

*imagem: reprodução.
Share/Save/Bookmark