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sábado, 4 de dezembro de 2010

NOTAS #11


Livro fashion
A designer francesa Olympia Le-Tan teve uma ideia curiosa: transformou capas de livros em bolsas. O trabalho inédito caiu no gosto de algumas atrizes de Hollywood. Há modelos para O apanhador no campo de centeio, 1984, Lolita, Cartas a um jovem poeta, Drácula e muitos outros clássicos. As bolsas ainda não estão à venda no Brasil.

Domínio público
Michel Houellebecq foi acusado de plagio ao copiar textos da Wikipédia em seu novo romance, La carte et le territoire. Quando foi questionado sobre isso, Houellebecq disse que a cópia foi intencional e achava a discussão ridícula. Agora um blog francês resolveu dar o troco e disponibilizou o romance inteiro na internet. O gesto gerou insatisfação na editora que publicou o livro e o post desapareceu. Vale lembrar que La carte et le territoire ganhou o prêmio Goncourt desse ano.

O melhor de 2010
A escritora Lionel Shriver contou ao site The Millions que seu livro favorito em 2010 foi Selected stories, de William Trevor - segundo volume de uma coletânea de contos do premiado autor irlandês. Shriver participou da mesa "De frente para o crime" ao lado da escritora Patrícia Melo na FLIP desse ano. O texto que justifica a escolha de Shriver está disponível em http://tinyurl.com/24twzzc

A vida inspira a arte
Parece que um assassinato real na Suécia inspirou os escritores Stieg Larsson e Henning Mankell a escreverem suas histórias. Um artigo do jornal inglês The Telegraph conta como assassinato de Catrine da Costa ainda hoje causa espanto no país. O artigo ainda menciona o fato de Larsson ter testemunhado um estupro aos 15 anos de idade.

Comida literária
O site Flavorwire fez uma lista com a comida preferida de alguns escritores bastante conhecidos. Ernest Hemingway, por exemplo, gostava de trutas. Truman Capote não dispensava uma batata cozida com creme e caviar. Norman Mailer tinha verdadeira paixão por ostras. Mark Twain tinha verdadeiros gostos exóticos. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/249q5v6

Áudio literatura
H.G. Wells ficou famoso não só por ter inventado a ficção científica como a conhecemos, mas também por ter sido o locutor de um programa de radio transmitido pela BBC entre os anos 30 e 40. Alguns desses programas estão disponíveis no site da rádio. É curioso ouvir a voz do autor de A guerra dos mundos e A máquina do tempo. Os arquivos estão disponíveis em http://tinyurl.com/2akkxhe

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O escritor e dramaturgo Samuel Beckett também participou da transmissão de algumas de suas peças escritas para rádio BBC. O repertório inclui até uma peça dirigida por Harold Pinter. O áudio de oito peças esta disponível em http://tinyurl.com/2fcxuv9

A notícia Franzen da semana
Minha última nota a respeito de Jonathan Franzen nesse ano. O famoso autor encerrou a turnê de lançamento de Freedom na última quinta-feira com uma leitura na livraria McNally Jackson em Nova York. Ninguém poderia fotografar ou filmar o evento, por isso somente quem esteve por lá pode contar como foi.

*imagem: reprodução do Google.

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sábado, 10 de julho de 2010

OS 50 ANOS DE O SOL É PARA TODOS

*imagem: reprodução do site do Guardian.

Infelizmente, quando a gente acordar amanhã o preconceito racial vai continuar existindo no mundo todo. Porém, olhando para trás a gente percebe que muita coisa mudou em relação ao assunto. Basta se lembrar que amanhã o livro O sol nasce para todos, de Haper Lee completa 50 anos desde a sua primeira publicação em 11 de Julho de 1960.

O romance conta a história de Tom Robinson, um homem negro injustamente acusado de ter estuprado uma garota branca numa cidade do Alabama, sul dos Estados Unidos. A história é narrada por Scout Fincher, filha de Atticus Fincher, advogado responsável por defender Tom nos tribunais. O mais importante no romance não é o julgamento do caso, mas o que acontece na cidadezinha em torno desse evento. De maneira bastante precisa, a narradora Scout revela o racismo, o desrespeito e a intolerância.

O sol é para todos ganhou o prêmio Pulitzer, virou filme ganhador de Oscar e tornou-se símbolo da luta pelos direitos civis nos anos 60. Harper Lee, amiga de infância de Truman Capote, nunca mais publicou nenhum romance. Tornou-se uma autora reclusa. Quase não concedeu mais entrevistas para a imprensa e nunca mais falou sobre o livro. Mesmo quando foi recentemente premiada com a "Medalha Presidencial da Liberdade dos Estados Unidos" - uma das maiores honras que um escritor pode receber em vida.

Depois de 50 anos, O sol é para todos ainda é um dos mais lidos e mais vendidos no mundo inteiro. Justamente porque o preconceito e a injustiça social ainda façam parte da nossa sociedade. Muita coisa mudou, temos melhores condições comparada com os anos 60. O aniversário do livro e as comemorações em torno da data talvez sirvam para nos alertar que ainda resta muito a fazer.

O sol é para todos
Harper Lee
Editora José Olympio

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