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terça-feira, 6 de maio de 2014

A LITERATURA VAI AO CINEMA


Desde a semana passa está rolando em SP a sexta edição do Festival In-Edit dedicado inteiramente ao documentário musical nacional e internacional. Para quem gosta de música e literatura, a programação inclui um documentário curto, mas cheio de pesquisa chamado A casa do Mário, de Luiz Bargmann. Não é o destaque principal da mostra (que é grande e cheio de coisas legais), mas vale a pena assistir. É um perfil singelo do escritor Mário de Andrade composto a partir de sua residência à rua Lopes Chaves, 546, na Barra Funda - onde viveu de 1921 a 1945, quando faleceu. O diretor revirou imagens de arquivo de filmes, fotografias e de peças da coleção de artes, livros e discos de música para dar conta do escritor.

Para quem não sabe, a casa ainda existe no mesmo endereço intacta as ações do tempo e desde 1990 abriga uma oficina cultural do estado voltada para áreas do texto e da literatura.

O documentário terá mais uma exibição no dia 08/05 às 18:30h na Matilha Cultural. Quem perder a exibição em tela grande, pode assistir na internet através do site INTERMEIOS FAU.

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Em tempo, outro documentário muito bonito que não está no Festival, mas vale muito a pena assistir (e não está disponível na internet) é Sobre sete ondas verdes espumantes, de Bruno Polidoro e Cacá Nazario em homenagem a vida e obra do escritor Caio Fernando Abreu. Ficou em cartaz no CCSP por uma semana e terá última exibição amanhã, às 16:30h, na Sala Paulo Emilio Salles Gomes. O ingresso custa R$ 1,00.

*Imagem: Fundo Mário de Andrade - Série Fotografia-IEB
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

PARA COMPREENDER UM POUCO DE CAIO F. ABREU


Cometi a maior falta quando falei dos mimos literários do Festival É tudo verdade e passei despercebido pelo documentário Sobre sete ondas verdes espumantes, de Bruno Polidoro e Cacá Nazario. É um documentário poético sobre a obra do escritor Caio Fernando Abreu - autor que soube usar seu estilo pessoal para tratar de temas universais como a solidão, o espanto, o amor, a melancolia e outras coisas mais. Para dar conta do recado os diretores optaram por uma saída muito original: mesclaram belas imagens das cidades em que Caiu morou - Santiago, Amsterdã, Berlim, Colônia, Paris, Londres, Porto Alegre e São Paulo - com trechos de seus livros e depoimentos de amigos próximos. Tem Marcos Breda, Maria Adelaide Amaral, Grace Gianoukas, Adriana Calcanhoto, o escritor Reinaldo Moraes e pessoas espalhadas pelo mundo que dão vida a obra de Caio em línguas estrangeiras. 

O filme, cuja estreia mundial aconteceu no É tudo verdade, já foi exibido em São Paulo e Rio de Janeiro. Quem perdeu, tem mais uma chance de ver no CCBB de Brasília nos dias 20/04 às 15h, e 21/04 às 21h.



Vale torcer para que o filme entre em circuito comercial.
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