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quarta-feira, 27 de março de 2013

PHILIP K. DICK GANHA NOVO PROJETO GRÁFICO


A editora Aleph continua com seu projeto de relançar a obra do escritor Philip K. Dick por ocasião dos 20 anos de sua morte completados em março do ano passado. Até o momento saíram cinco livros: O homem do castelo alto, Ubik, Os três estigmas de Palmer Eldritch, Realidades adaptadas e Fluam, minhas lágrimas, disse o policial. Todos tem um projeto gráfico originalíssimo - grafismos que lembram Op Art, ruídos e tem uma textura quase hipnótica. Cada exemplar vem acompanhado de um adesivo que o leitor pode colar onde bem entender e customizar sua capa (dependendo do que você fizer, ninguém no mundo terá uma edição com a mesma capa).

O projeto gráfico é de Pedro Inoue, da revista Adbusters.

Toda essa movimentação são uma ótima oportunidade para jogar luz sobre Philip K. Dick e aproximar sua obra da geração de leitores mais novos. Vale lembrar que Roberto Bolaño um admirador de Ubik e no livro de ensaios Entre paréntesis define Dick como uma mistura de "Thoreau com a morte do sonho americano".

P.S.: a Aleph também publicou o livro Valis (de 2004) que ainda não passou pela reformulação gráfica.






*Imagem: divulgação

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

50 ANOS - A LARANJA MECÂNICA

Estou começando a ficar parecido com o namorado ou marido que esquece datas importantes depois chega no dia seguinte pedindo desculpas com um presente na mão. Em janeiro propus algumas comemorações importantes para esse ano: tantos anos de nascimento, tantos anos de morte, obra em domínio público, aniversários e toda a sorte de coisas. O tempo passou e caçando notícias descobri que ficaram de fora os 30 anos sem Georges Perec (que tratei de corrigir) e os 75 anos de Thomas Pynchon (que também tratei de corrigir), por exemplo. Vamos combinar que saber essas datas de cor e salteado é algo impossível - certamente eu vou deixar muitas outras datas passarem.

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Seja como for, estou aqui para dizer que um clássico da literatura está completando 50 anos. Trata-se de
A laranja mecânica, de Anthony Burgess que foi lançado em 1962 depois de três árduas semanas de trabalho - reza a lenda que ele começou a escrever porque tinha sido diagnosticado com uma doença grave e tinha medo de deixar a esposa sem dinheiro. A história de Alex e seus "droogs" causou um enorme impacto na cultura pop influenciando de Andy Warhol ao Sepultura. Alguém já deve ter feito um levantamento de filmes, canções, pinturas, balés e tatuagens que citam diretamente o livro. Claro que houve reações negativas por causa das cenas de violência e da linguagem totalmente inovadora que Burgess criou para o livro: o nadsat.

Virou um belo filme nas mãos de Stanley Kubrick em 1971. Certamente foi essa adaptação que contribuiu para tornar a história ainda mais popular - acho que teve mais gente que viu o filme do que leu gente que leu o livro. Burgess não gostou muito do resultado. Achava que o filme glorificava o sexo e a violência, além de causar um mal-entendido sobre suas verdadeiras intenções e críticas sociais. Ele chegou a se arrepender e dizia que repudiava a obra.

Embora tenha escrito muitos livros, ensaios críticos, roteiros para TV e música, Burgess ficou para a história como o autor de A laranja mecânica. A vida tem dessas coisas.

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O livro saiu em português (com nova tradução assinada por Fábio Fernandes) pela Editora Aleph. Tem um trecho disponível para leitura aqui.

* Imagem: divulgação.
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sábado, 14 de janeiro de 2012

COMEMORAÇÕES LITERÁRIAS EM 2012

Dando continuidade à "série" de textos com coisas sobre as quais vamos falar bastante em 2012, chego ao tema comemorações. Listo os autores de ficção em prosa cuja obra promete ser bastante comentada em torno de datas especiais. O ano promete!

Se você sentiu falta de alguém, por favor, deixe um recado nos comentários, mande um e-mail ou um tweet.

Charles Dickens
Um clássico sempre merece uma comemoração. Ainda mais quando se trata dos duzentos anos de nascimento de Charles Dickens. Por isso, ao longo desse ano tire um livro qualquer de Dickens de sua estante, vá a uma livraria comprar alguma reedição ou veja algum filme inspirado em sua obra. Ótima oportunidade para ler Dickens no original, em inglês, ou presentear um amigo com uma caixa contendo seus melhores romances.

Philip K. Dick
Em março completamos vinte anos sem Philip K. Dick. Ele foi um dos maiores escritores de ficção-científica do século passado. Apesar da extensa obra (36 romances e 5 coletâneas de contos) não teve o devido reconhecimento em vida. Ele morreu no mesmo ano em que o filme Blade Runner - o caçador de andróides (baseado no seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep?) foi lançado. Seus livros também inspiraram filmes como O vingador do futuro e Minority report - a nova lei. Uma nova versão de O vingador do futuro estrelando Colin Farrell e Jessica Biel será lançada no Estados Unidos em agosto desse ano. O escritor Roberto Bolaño era um grande admirador de Ubik - lançado em português recentemente pela editora Aleph.

Bram Stoker
As comemorações em torno dos cem anos de morte de Bram Stoker, autor de Drácula, tiveram início no ano passado durante a Feira de Frakfurt. Editores ingleses anunciaram que um bisneto de Stoker encontrou um caderno de notas que pertenceu ao famoso bisavô. O livro será lançado na Inglaterra em abril com o título de The Lost Journals of Bram Stoker. A Bram Stoker Estate está programando uma série de conferências e eventos comemorativos nos Estados Unidos.

Jorge Amado, Lúcio Cardoso e Nelson Rodrigues
O que esses três escritores brasileiros tem em comum? Nada, exceto o fato de terem nascido no Brasil em agosto de 1912. As comemorações do centenário de nascimento dos três serão marcadas por reedições e lançamentos inéditos - certamente devem acontecer eventos comemorativos. A obra de Jorge Amado já tem sido reeditada pela Companhia das Letras desde 2008. Para esse ano estão programados um romance, um livro de memórias e um volume com sua correspondência particular. A editora Nova Fronteira ainda não divulgou seus planos para as comemorações em torno de Nelson Rodrigues, assim como a Civilização Brasileira com Lúcio Cardoso.

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Outros dois nomes que deverão ser bastante comentados nesse ano são Virginia Woolf e James Joyce. Tudo porque a obra dos dois escritores de língua inglesa entra em domínio público. Não vão faltar motivos para comemorar o Bloomsday em junho - sobretudo com o lançamento de Ulysses pela Penguin-Companhia das Letras e Stephen herói pela Iluminuras. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf ganhará tradução de Denise Bottman e saí pela L&PM.

*Imagem: montagem sobre reprodução de fotos disponíveis na Wikipédia.

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