sábado, 6 de abril de 2013

BAIXOCENTRO - LIVRO NA RUA - MACUNAÍMA




Para não esquecer: sei que já falei bastante disso, mas não custa lembrar. Hoje tem leitura colaborativa do livro "Macunaíma", de Mário de Andrade na Praça Marechal Deodoro - 16h. Venha! Tire seu exemplar da estante, leia um capítulo, traga comida, bebidas e cuide do seu lixo. Vamos ocupar as ruas da cidade com leitura.

Vai ter cobertura através do Twitter, Flickr e Facebook (na fanpage do Festival BaixoCentro). Acompanhe toda a programação no site festival.baixocentro.org 

#vemprarua #baixocentro #asruassaoparadancar #casmurros

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

NÃO É FICÇÃO: É TUDO VERDADE!


Começou nesta semana, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a 18ª edição do Festival É Tudo Verdade (voltado ao gênero documentário) com dois pequenos mimos para os amantes da prosa de ficção: um filme sobre o escritor brasileiro Graciliano Ramos e outro sobre o escritor norte-americano Philip Roth. Não pense que são filmes de pouca relevância dentro da programação do Festival, pois os dois escritores estão em grande evidência nesse momento.


O documentário O universo Graciliano, de Sylvio Back vai em busca de depoimentos de amigos, entrevistas do velho Graça (como ele era conhecido pelos amigos íntimos), materiais de arquivo e fotos raras para compor um perfil pessoal do homem que escreveu alguns dos livros mais importantes da literatura brasileira como Vidas secas, São Bernardo, Angústia e Memórias do cárcere - por minha conta e risco digo que são livros importantes até mesmo para a literatura universal. No filme nós descobrimos, por exemplo, que Graciliano também foi prefeito e um bravo militante comunista. Serve como uma bela introdução a vida particular do escritor homenageado pela próxima FLIP, em julho.


Já o documentário Philip Roth, sem complexos, de William Karel entra no apartamento do escritor com fama de chato, recluso e hermitão para mostrar justamento o contrário. Em 52 minutos, Roth fala sobre o seu processo de criação, os temas que habitam seus livros e ainda lança uma polêmica "seus personagens não são seus alter-egos". O documentário foi gravado antes da publicação de Nêmesis e daquela entrevista à revista francesa Les Inrockuptibles afirmando que iria se aposentar.

É bom lembrar que o festival tem entrada gratuita para todas as sessões.

Serviço:

É TUDO VERDADE
O Universo Graciliano, de Sylvio Back

Cinépolis Lagoon (RJ): 
07/04 - 21h
08/04 - 15h

Cine Livraria Cultura (SP): 
11/04 - 21h
12/04 - 13h

Philip Roth, sem complexos, de William Karel

Reserva Cultural (SP): 
06/04 - 22h
09/04 - 14h

Cinépolis Lagoon (RJ): 
11/04 - 17h

Cine Livraria Cultura (SP): 
11/04 - 19h

Espaço Museu da República (RJ):
14/04 - 20h

*Imagens: divulgação

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terça-feira, 2 de abril de 2013

LIVRO NA RUA - MACUNAIMA, DE MÁRIO DE ANDRADE NO BAIXOCENTRO



Ler é uma atividade bastante solitária. Mas e se a gente se reunisse na rua ou na praça para lermos colaborativamente o mesmo livro ao mesmo tempo formando um grupo de leitores? Não é clube do livro, não é sarau. A proposta é uma reunião para celebrar a leitura de um determinado livro do começo ao fim. 

Um leitor dá o pontapé inicial, depois voluntários e leitores convidados podem dar sequência lendo mais um capítulo ou trecho por vez até que a história chegue ao final. 

Para o Festival BaixoCentro o livro escolhido foi Macunaíma, de Mário de Andrade para comemorarmos os 120 anos de nascimento do autor e os 91 anos da semana de 22. 

Teremos alguns exemplares do livro disponíveis para quem quiser acompanhar, mas a ideia é que as pessoas tragam seus próprios exemplares a fim de acompanhar e participar como voluntário na leitura de um trecho. 

No final os amantes de Macunaíma poderão demonstram sua paixão, as pessoas que nunca leram ou não conhecem o livro terão a oportunidade de conhecê-lo e os que estiverem passando pelo lugar poderão ser fisgados pelo evento, pela história e assim terminarem atraídas para esse livro.

A atividade acontece no próximo sábado (dia 06 de abril) na Praça Marechal Deodoro a partir das 16h. Venha! Chame os seus amigos, traga seu exemplar, banquinhos, tapetes, cangas, água, bebidas e cestas de piquenique. E cuide do seu lixo.

LIVRO NA RUA
Leitura de Macunaíma: uma vigília para Mário de Andrade

Praça Marechal Deodoro (ao lado da estação do metrô)
Sábado | 06 de abril | 16h

#vemprarua #baixocentro #asruassaoparadancar #casmurros

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quarta-feira, 27 de março de 2013

PHILIP K. DICK GANHA NOVO PROJETO GRÁFICO


A editora Aleph continua com seu projeto de relançar a obra do escritor Philip K. Dick por ocasião dos 20 anos de sua morte completados em março do ano passado. Até o momento saíram cinco livros: O homem do castelo alto, Ubik, Os três estigmas de Palmer Eldritch, Realidades adaptadas e Fluam, minhas lágrimas, disse o policial. Todos tem um projeto gráfico originalíssimo - grafismos que lembram Op Art, ruídos e tem uma textura quase hipnótica. Cada exemplar vem acompanhado de um adesivo que o leitor pode colar onde bem entender e customizar sua capa (dependendo do que você fizer, ninguém no mundo terá uma edição com a mesma capa).

O projeto gráfico é de Pedro Inoue, da revista Adbusters.

Toda essa movimentação são uma ótima oportunidade para jogar luz sobre Philip K. Dick e aproximar sua obra da geração de leitores mais novos. Vale lembrar que Roberto Bolaño um admirador de Ubik e no livro de ensaios Entre paréntesis define Dick como uma mistura de "Thoreau com a morte do sonho americano".

P.S.: a Aleph também publicou o livro Valis (de 2004) que ainda não passou pela reformulação gráfica.






*Imagem: divulgação

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segunda-feira, 25 de março de 2013

OS BASTIDORES DA LITERATURA - POR EVANDRO AFFONSO FERREIRA



Se fosse um blog de celebridades o título desse texto seria "POLÊMICA, POLÊMICA, POLÊMICA!!!" - assim mesmo, com caixa alta e muitas exclamações. Não é o caso. Talvez caiba aqui aquela famosa fala de Hamlet: "Há algo de podre no reino da Dinamarca". Adaptando a fala e melhor dizendo, alguma coisa está podre no reino da literatura brasileira.

Na próxima quarta-feira, o escritor Evandro Affonso Ferreira promete um choque de realidade ao colocar muita lenha na fogueira ardente dos bastidores do mundo literário. Ele vai contar tudo o que sabe sobre os jogos de interesse, as vaidades, as panelinhas, as armações e a bajulação em torno dos escritores.

A palestra faz parte do Curso Livre de Preparação do Escritor que a Casa das Rosas organiza com o intuíto de estimular e apoiar a criação literária.

Será verdade ou mentira? Será realidade ou ficção? Quem viver, verá!

***

Para quem não sabe, Evandro Affonso Ferreira nasceu na cidade de Araxá (MG), em 1945. É autodidata. Estreou na literatura em 2000 com o espantoso livro Grogotó! - apresentado por José Paulo Paes e elogiado por Moacyr Scliar. Depois publicou Araã!, Erefuê, Zaratempô! e Catrâmbias! Com o romance Minha mãe se matou sem dizer adeus recebeu uma indicação para o Prêmio SP de Literatura. Perdeu esse, mas pelo mesmo livro ganhou o Prêmio APCA de Literatura. Seu mais recente romance O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam recebeu menção no prêmio Casa de Las Américas.

*Imagem: reprodução Google.

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quinta-feira, 21 de março de 2013

DUAS VEZES DAVID MITCHELL



Por essa ninguém esperava! Na semana passada a Companhia das Letras anunciou que vai publicar Cloud Atlas, de David Mitchell - atendendo ao pedido dos leitores. Trata-se do terceiro livro publicado pelo autor britânico e tem um enredo ambicioso ao cruzar seis histórias diferentes que estão separadas pelo tempo e espaço. O livro recebeu várias indicações para prêmios literários, venceu o primeiro Tournament of Books (em 2004) e no ano passado ganhou uma adaptação para o cinema pelas mãos dos irmãos Wachowski e Tom Tykwer (de Corra, Lola, Corra).

A mesma editora também está com tudo pronto para o lançamento de outro romance de Mitchell, Os mil outonos de Jacob de Zoet. Tinha previsão de sair no ano passado, mas acabou ficando para esse. Inclusive alguns trechos da tradução apareceram no tumblr do Daniel Galera - responsável por verter para o português do Brasil.

Os dois lançamentos vem para suprimir a falta de contato que nós temos com um dos escritores mais celebrados do momento. Antes disso, só tinhamos a disposição Menino de lugar nenhum (publicado pela própria Companhia das Letras) e a tradução de Atlas das Nuvens que saiu em Portugal (pela Editorial Presença).

*Imagem: divulgação / site do autor.

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terça-feira, 19 de março de 2013

UMA REVISTA ARGENTINA E CINCO AUTORES VENEZUELANOS



Todo mundo sabe da rixa entre brasileiros e argentinos (cof!), mas por causa das notícias do papa recém-eleito acabei descobrindo que nossos hermanos tem uma revista literária chamada La Balandra/Otra Narrativa. Ela foi criada em outubro de 2011 com o intuíto de divulgar novos autores, estimular o debate literário e atrair atenção dos leitores para tudo o que acontece no mercado editorial daquele país. Há também um espaço dedicado aos autores estrangeiros - já teve Eslováquia, México, Croácia e Japão. Além do site, onde você pode encontrar um pequeno aperitivo sobre cada edição, a revista tem uma versão digital que custa $5 dólares para leitores fora da Argentina.

A quinta edição acaba de ser publicada e traz na capa a instigante pergunta "¿Es más difícil escribir novelas que escribir cuentos?" (É mais difícil escrever romances do que contos?). Tem opiniões, entrevistas, depoimentos e uma seleção que demonstra a vitalidade da literatura venezuela - escolha acertadíssima considerando que todos os olhos estão voltados para a Venezuela e seu futuro político. Os cinco escritores parecem desconhecidos não só por aqui (na América que fala português), mas também por lá (na América que fala espanhol). Como está escrito no texto de apresentação assinado por Dayana Fraile: "A certeza de que a literatura venezuelana é uma das menos difundidas na América do Sul brilha na minha frente...".

Por isso, fique de olho nesses escritores venezualos:

Roberto Martínez Bachrich - professor do Departamento de Literatura Latino-Americana da Faculdade de Letras de Universidade Central da Venezuela. Seu livro mais conhecido é Las guerras íntimas.

Ana García Julio - jornalista e mestranda em Literatura Venezuelana foi vencedora do Prêmio de Narrativa para Escritores Inéditos de Monte Ávila Editores em 2005 por Cancelado por lluvia.

Mario Morenza - leitor de Antonio Lobo Antunes e Augusto Monterroso ficou em segundo lugar no Prêmio Universidade Nacional de Literatura pelo livro La senda de los diálogos perdidos.

Gabriel Payares - nasceu em Londres e mudou-se para Caracas aos 3 anos de idade. Mestre em Literatura Latino-americana, ganhou o Concurso de Autores Inéditos da Monte Ávila Editores, em 2008, pelo livro de contos Cuando Bajaron Las Aguas. Colabora com diversas revista e jornais acadêmicos e acaba de publicar Hotel.

María Alejandra Rojas - ganhadora do V Concurso Nacional de Narrativa Salvador Garmendia pelo livro Todas las noches parece y otros relatos.

Detalhe: todos ainda são inéditos no Brasil.

*Imagem: reprodução do site da revista.

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quinta-feira, 14 de março de 2013

TAN TWAN ENG GANHA O MAN ASIAN LITERARY



O ganhador do Man Asian Literary Prize 2013 vem da Malásia (mas posso dizer que ele é um habitante do mundo já que vive em Kuala Lumpur, Cidade do Cabo e Londres). Tan Twan Eng, de 41 anos, levou o prêmio por seu segundo romance The Garden of Evening Mists. O livro é ambientada durante a ocupação japonesa na Malásia e conta a história de uma estudante universitária chamada Yun Ling Teoh que busca consolo para a morte da irmã entre as plantações de Cameron Highlands até que os segredos da floresta começam a aparecer.

O autor disputava o prêmio com Musharraf Ali Farooqi (Paquistão), Hiromi Kawakami (Japão), Jeet Thayil (India) e Orhan Pamuk (Turquia - ele concorria com o romance Silent House publicado em 2010 e ainda inédito em português).

Tan Twan Eng (autor também inédito no Brasil) vem de uma impressionante trajetória crítica e participação em prêmios. Ele publicou seu primeiro romance em 2007, The Gift of Rain, e apareceu na lista de indicados ao Man Booker Prize daquele ano. Não conseguiu chegar a final, mas seu romance teve visibilidade e foi traduzido para o italiano, espanhol, grego, romeno, tcheco, sérvio and francês. Com The Garden of Evening Mists, ele foi novamente indicado para os finalistas do Booker Prize e perdeu para Hilary Mantel.

Não conseguiu das outras vezes, mas conseguiu agora. Alguém para ficarmos de olho.

*Imagem: divulgação do Man Asian Literary Prize.

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AS APOSTAS DO CÂNDIDO



Rogério Pereira é mesmo uma figura inquieta na cena literária de Curitiba. Além de fundador e editor do jornal Rascunho, ele ainda organiza o Paiol Literário, dirige a Biblioteca Pública do Paraná e coordena o jornal Cândido (publicado pela mesmo Biblioteca). Não pense que termina por aqui, Rogério planeja criar o Prêmio Rascunho de Literatura. Por enquanto esse projeto não tem data para acontecer e ainda está fase de elaboração. Quem quiser saber mais sobre ele precisa ler o perfil escrito por Eliane Brum - A vingança de Rogério.

Pois bem, Rogério e o time de organizadores do jornal Cândido fizeram uma pesquisa com 15 críticos literários a fim de apontar os dez escritores mais promissores da literatura brasileira contemporânea. Apostas desse tipo não são novidade. Outras seleções do tipo pipocam desde os anos 2000 (quem não se lembra das antologias Geração 90: manuscritos de computador e Geração 90: os transgressores organizadas por Nelson de Oliveira). O próprio jornal Rascunho publicou uma seleção em 2011. Seja como for, no ano em que a literatura brasileira está em destaque internacional, as apostas não deixam de causar curiosidade e frisson.

Participaram da enquete os críticos, jornalistas e tradutores Álvaro Costa e Silva, José Castello, Schneider Carpeggiani, Christian Schwartz, Miguel Conde, Rodrigo Gurgel, Bruno Zeni, Carlos André Moreira, Caetano Galindo, José Carlos Fernandes, Ricardo Costa, André Seffrin, Cassiano Elek Machado, João Cezar de Castro Rocha e Luís Augusto Fischer.

As apostas são Paulo Henriques Britto, Cristovão Tezza, Michel Laub, Nelson de Oliveira, Angelica Freitas, Milton Hatoum, Bernardo Carvalho, André Sant'Anna, Ricardo Lísias e Daniel Galera.

A edição ainda conta com uma reportagem de Luiz Rebinski Junior analisando a geração contemporânea de escritores brasileiros e comentando o resultado da enquete; e tem uma entrevista com o crítico Álcir Pécora que sintetiza o assunto da seguinte maneira “Os bons autores hão de surgir quando surgirem”.

O jornal circula com distribuição gratuita na cidade de Curitiba, mas pode ser acessado em versão digital na internet.

***

Em tempo, aproveito para dizer que o Casmurros também fez uma seleção em 2010 - 20 escritores com menos de 40 anos. Tem até uma série de pequenas entrevistas com os eleitos (nem todos, mas quase).

*Imagem: capa do Cândido/divulgação

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segunda-feira, 11 de março de 2013

AS RUAS SÃO PARA LER



"As ruas são para dançar, para ler e muito mais".

Gente! Quero pedir uma pausa nos assuntos propriamente literários para falar de um outro assunto tão importante quanto.

Entre os dias 5 e 14 de abril vai acontecer em São Paulo a segunda edição do Festival BaixoCentro. Eu vou participar com dois projetos voltados a ficção: uma leitura "colaborativa" do livro Macunaíma, de Mário de Andrade e um ciclo de conversas com escritores sobre a representação da cidade de SP na ficção contemporânea (prometo falar em detalhes logo mais). Além dos projetos que estou organizando, o Festival terá mais de 500 atividades de música, cinema e vídeo, dança, performance, teatro, literatura, cultura digital, debates e oficinas. Detalhe: todas as atividades serão abertas e gratuitas.

O Festival é independente, colaborativo, sem iniciativa privada e sem leis de incentivo à cultura. A verba para realizar as atividades e garantir sua infra-estrutura básica vem de financiamento coletivo via crowdfunding e outras formas independentes de arrecadação (leilão, rifa, doações, por exemplo).

Como vou participar com dois projetos acho justo colaborar, divulgar e ajudar na arrecadação. Por isso, ajude a realizar o Festival contribuindo com o financiamento coletivo. É só entrar em http://catarse.me/BaixoCentro2013 e fazer sua doação com o mínimo de R$ 10. Lá você também encontra o orçamento completo (e detalhado) e fica sabendo onde será gasto todo o dinheiro arrecadado. Em troca de cada valor doado você recebe uma recompensa e, mais importante do que isso, garante a realização de um Festival colorido para mim, para você e para toda a cidade.

Ficou interessado e quer saber mais sobre o movimento BaixoCentro é só clicar aqui


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