sábado, 16 de julho de 2011

NOTAS #27

Fantasmas literários

Antônio Xerxenesky lança na próxima semana o livro de contos A página assombrada por fantasmas em Porto Alegre (dia 21 de julho na Palavraria Livraria) e no Rio de Janeiro (dia 26 de julho na Livraria Prefácio - com direito a bate-papo mediado por Leonardo Villa-Forte). Ainda não há data para lançamento em São Paulo. Fiquei mais curioso para ler esse livro depois desse comentário do Emilio Fraia: "A paranóia deflagrada pela leitura é uma das maneiras de ler os contos deste livro. Mas existem outras. Trata-se também de textos que homenageiam e ironizam os gêneros. E de um mundo cujas promessas de aventura se cumprem exclusivamente nos livros ou a partir deles".

Paul Murray



O book club do jornal Telegraph está fazendo um tour pelas livrarias do Reino Unido. Em sua mais recente viagem, o book club esteve na The Linlithgow Bookshop em Edimburgo, na Escócia. O escritor Paulo Murray participou do evento lendo um trecho do romance Skippy Dies - ainda sem tradução para o português.

Produtos do pinguim
A Penguin dos Estados Unidos resolveu co
memorar seu aniversário de um jeito bem diferente. A editora criou uma edição limitada de shapes de skate usando a imagem de capa de alguns de seus livros clássicos - entre eles: Dharma Bums, de Jack Kerouac e As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain. Para concorrer ao mimo os leitores precisam enviar fotos de seus skates com o seu clássico da Penguin preferido. Os ganahadores serão escolhidos por votação popular. Mais informações estão disponíveis em http://tinyurl.com/6acgxr2

***

Pegando carona na promoção da Penguin, a editora Michelle Witte resolveu criar uma série imaginária de band-aids com a mesma ideia. A brincadeira tem um tom irônico, mas não deixa de ser comercialmente atraente. Quem não se lembra das pessoas colando band-aids no tênis na década de 90? http://tinyurl.com/6h4bbae

Diversão


Um vídeo curtinho com o escritor Jack Kerouac jogando sinuca.

Gainsbourgianas
Não me canso de falar aqui da saudosa coluna Trilha Sonora que era publicada pelo Caderno 2, aos sábados. João Paulo Cuenca e Daniel Galera foram dois escritores que passaram pela coluna contando um pouco dos seus gostos musicais. Para matar a saudade, encontrei um podcast da revista BRAVO! com o editor Paulo Roberto Pires. Aproveitando o lançamento do filme Gainsbourg - O homem que amava as mulheres, ele escolheu cinco canções clássicas do mítico cantor e compositor francês: Je T'aime Moi Non Plus, Black Trombone, La Javanaise, L'Anamour, Je Suis Venu Te Dire Que Je M'En Vais. O podcast está disponível em http://tinyurl.com/5w9ymx4

Kafka no cinema
No final do mês começam as filmagens de um curta metragem inspirado na novela A metamorfose, de Franz Kafka. Os diretores David Yohe e Jason Goldberg fizeram um vídeo contando um pouco mais sobre o projeto. Dá pra ver que vai ser um pequeno filme de terror moderno. O vídeo está disponível em http://vimeo.com/24549645

Festas
As melhores festas são aquelas paras as quais a gente não foi convidado, eis uma verdade. Pensando nisso, o site Flavorwire organizou um lista com as dez melhores festas da literatura que a gente não pode comparecer. Pelo menos não de verdade, apenas imaginariamente. Na lista tem a festa de aniversário de Mrs. Dalloway (de Virginia Woolf), todos aquelas festa que acontecem em O grande Gatsby (de F. Scott Fitzgerald), o chá alucinatório em Alice no país das maravilhas (de Lewis Carroll), o misterioso baile em Madame Bovary (de Gustave Flaubert) e mais festas em Abaixo de zero, de Bret Easton Ellis, O teste de ácido do refresco elétrico, de Tom Wolfe etc. A lista completa está disponível em http://tinyurl.com/6hubxub

*imagem: reprodução.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011

ENCONTRO COM OS ESCRITORES DO PRÊMIO SP DE LITERATURA

A Secretária de Cultura de SP está promovendo encontros com os finalistas do Prêmio SP de Literatura. Os encontros acontecem sempre aos sábados na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Os vencedores serão anunciados em 1 de agosto. Só achei ruim o horário: das 11h30 às 13h30 - ou seja, tem de acordar bem cedo para acompanhar a conversa.

O primeiro encontro foi em 2/7 com o tema "contos e romances" e participação dos escritores Menalton Braff, Hélio Polvora, Rubens Figueiredo, Adriana Lisboa e Evandro Affonso Ferreira - mediação de Cadão Volpato.

Segue agenda dos próximos encontros:

Sábado - 16/7 - Origens e Raízes
Com Joca Reiners Terron, Miguel Sanches Neto, Carola Saavedra e Nelson de Oliveira - mediação de Mona Dorf.

Sábado - 23/7 - O Fantástico dentro da Literatura
Com Sérgio Mudado, Andréa Del Fuego, Reni Adriano e Gabriela Guimarães Gazzinelli - mediação de Marcelino Freire.

Sábado - 30/7 - A História no Enredo
Com Marcelo Ferroni, Ronaldo Wrobel, Marco Lucchesi e Luis Alberto Brandão - mediação de Flávio Moura.

A lista de todos os finalistas de "Melhor Livro do Ano" e "Melhor Livro do Ano - Autor Estreante" com sinopse dos romances está disponível aqui. O jornal Rascunho também está fazendo uma enquete informal perguntando "Qual romance merece vencer o Prêmio São Paulo de Literatura?". Até o momento, Poeira: demônios e maldições, de Nelson de Oliveira está ganhando disparado com 38 votos. Você pode votar aqui.

*imagem: reprodução.
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terça-feira, 12 de julho de 2011

CASMURROS #2


Nessa edição: Santiago Nazarian, Lolita Pille, Sacha Sperling, Pierric Bailly, W.G. Sebald, Eduardo Lago, J.M. Coetzee, Don Delillo, César Aira e mais.

TAMANHO: 1.72MB
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IMPRESSÕES DA VIAGEM - FLIP 2011


Eu queria fazer alguns comentários sobre minhas impressões dessa FLIP, mas quem acompanhou a coisa pelos jornais e pela internet já deve estar por dentro de tudo o que aconteceu. Há uma série de impressões sobre as mesas, entrevistas com os autores convidados, fofocas dos bastidores e balanço com o melhor e o pior. Um verdadeiro banquete de informações, mesmo para quem estava lá.

É bacana ver como a cobertura pela internet está crescendo cada vez mais. Não tinha como ser muito diferente. Imagino que a imensa quantidade de tweets deixou todo mundo meio perdido na timeline. Também deve ter uma boa quantidade de fotos circulando no Facebook de muita gente, fora os vídeos de improviso - vocês já viram o escritor valter hugo mãe cantando fado. Isso para não falar nos "hotsites" dos jornais e das editoras. Quem se lembra das primeiras edições da FLIP pode notar a grande diferença.

Infelizmente, não fui a Paraty com equipamento suficiente para transmitir informações do que estava se passando. Tive acesso ao wi-fi em alguns momentos, mas tinha pouco tempo para conseguir fazer um post. Quem sabe no ano que vem - é a terceira vez que vou à FLIP (in loco) e sempre digo isso.

A nova estrutura da festa ficou melhor. Tem mais espaço para todo mundo circular entre a programação oficial e a programação paralela que está crescendo e ganhando mais importância. A tenda do telão na beira da praia e aquele passeio público deram novo charme a Paraty. O time de escritores convidados também foi de alto nível e muitas mesas tiveram mais encontros de temas do que desencontros.

Achei curiosa a reação do público. Rompendo um pouco a ideia de platéia passiva, teve gente que interferiu diretamente por meio de aplauso, gritos e assovios.

Na mesa do David Byrne, me pareceu que parte da platéia ficou assoviando em protesto a longa fala do mediador Alexandre Agabiti Fernandez. Nessa mesma mesa uma pessoa gritou qualquer coisa da platéia enquanto Eduardo Vasconcellos falava. Aproveito para dizer que essa mesa foi mesmo bem esquisita - como disse a Raquel Cozer via twitter - Byrne falou sobre urbanismo, cidades e Jane Jacobs, mas ele não é arquiteto. Foi estranho.

Na mesa entre Ignácio de Loyola Brandão e Contardo Calligaris teve gente que se levantou protestando contra apoio dado por ambos a decisão de Antonio Tabucchi de cancelar a participação na FLIP. Na mesa entre Pola Oloixarac e valter hugo mãe a platéia suspirava pelo português - teve muitos aplausos e choro. Quando os dois entraram rolou um coro de gritos (estou comentando sem nenhum juízo crítico).

Muita gente também comentou sobre as mediações: ou falavam muito ou não faziam as intervenções necessárias. Mas tenho a impressão de que o mediador ideal é algo meio subjetivo. Tem gente que gosta daqueles carrascos que arrancam confissões, fazem perguntas inteligentes etc. Tem gente que prefere o mediador invisível.

E o que dizer da tradução simultânea? É uma coisa bem delicada porque não é tarefa simples, mas pode impedir a platéia de se apaixonar por um escritor ou pelo menos de se interessar mais pelo trabalho dele.

valter hugo mãe foi o escritor mais consagrado dessa edição. Ele caiu no encanto de todo mundo. Tinha muitos pontos a seu favor: fala português, tem uma voz bem paciente, é extremamente simpático e diz muitas coisas sobre o Brasil. James Ellroy é uma figura. Andrés Neuman também colocou todo mundo no bolso. Só achei uma pena que o público não tenha dado uma segunda chance para a bela Pola Oloixarac apresentar seu livro.

Também achei ótima a participação do Zé Celso no final da FLIP. O domingo costuma vazio, mas nesse ano foi cheio. Ele reconfigurou a mesa "Livro de cabeceira" e o público (bem assanhadinho) respondeu positivamente. Serve para os curadores pensarem outras maneiras de formatar essa mesa - que é bem legal e permite uma aproximação maior do público com os escritores e obras diversas.

*Imagem: retirada do flickr da FLIP/ Crédito: Nelson Toledo.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

AUSÊNCIA - RUMO À FLIP!


Caros leitores,

Estou indo rumo à FLIP. Pretendo atualizar o blog de lá, mas não sei se vou ter sucesso em função do tempo e do acesso ao wi-fi/internet. Prometo que vou tentar. Se não pintar nenhum texto novo até domingo, não se preocupe. Quando voltar terei muitas histórias para contar.

Nos vemos na FLIP!

*imagem: reprodução do flickr da FLIP.
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GRANTA EM PORTUGUÊS (2)


A notícia de que teríamos uma edição da revista Granta totalmente dedicada a novos escritores brasileiros já circulava pela internet desde janeiro desse ano. Na época, os editores da versão brasileira da revista conversaram com a Granta inglesa e tocaram no assunto - fiz um post falando do assunto. Com a FLIP rolando, mais notícias sobre o projeto começam a ganhar forma.

John Freeman, editora da Granta inglesa que está no Brasil para participar da FLIP, conversou com Marcelo Ferroni, editor da Alfaguara e da Granta Brasil - a conversa está aqui. Entre outras coisa, ele diz que o júri que vai ajudar na seleção de melhores jovens escritores brasileiros é composto por Manuel da Costa Pinto, Italo Moriconi, Samuel Titan Jr., Cristovão Tezza, Benjamin Moser, Isa Pessoa e o próprio Ferroni.

Acho que a ideia é reproduzir um pouco o que aconteceu com a Granta na Espanha. Os editores de lá preparam uma edição especial totalmente voltada aos jovens escritores de língua espanhola. A edição também teve uma versão em inglês, atingindo leitores na Inglaterra e nos Estados Unidos. Essa edição acaba de ser publicada no Brasil, inclusive.

Será uma bela maneira de promover mais os escritores brasileiros antes da Feira de Frankfurt, em 2013.

*imagem: reprodução.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

UMA HISTÓRIA DE AMOR REAL E SUPERTRISTE

Mais um livro dos jovens escritores americanos apontados pela revista New Yorker chega às livrarias brasileiras. Uma historia de amor real e supertriste, de Gary Shteyngart tem lançamento previsto para o dia 16/07. Ele será publicado pela editora Rocco com tradução de Antônio E. de Moura Filho. É o segundo livro de autoria de Gary Shteyngart a sair pela editora Rocco - o primeiro foi Absurdistão.

Uma história de amor real... teve uma boa trajetória no circuito anglófono. Ele foi publicado um mês após o nome de Shteyngart aparecer na lista da New Yorker. Para promover o livro em edição de capa dura, a editora americana colocou na internet um trailer com a participação muito bem humorada do próprio Shteyngart e do ator James Franco. O trailer é hilário e ganhou dois prêmios no Moby Awards - um prêmio independente para os melhores e piores book trailers americanos. Uma história de amor real... faturou o prêmio nas categorias: melhor trailer com celebridade (James Franco) e Grande prêmio do júri - estamos te dando esse prêmio pois do contrário você iria ganhar muitos outros (o prêmio tem esse nome longo mesmo). No final do ano passado, o livro apareceu quase por unanimidade em todas as listas de melhores livros do ano.

Em maio desse ano, Shteyngart ganhou um prêmio britânico concedido exclusivamente para romances cômicos/engraçados - The Bollinger Everyman Wodehouse Prize. O prêmio existe desde 2000 e foi a primeira vez que um autor americano foi ganhador. Antes dele, somente britânicos do porte de Will Self, Jonathan Coe, Howard Jacobson e Ian McEwan com Solar.

Aproveitando a boa maré, um novo trailer apareceu na internet para lançar e promover a edição em brochura de Uma história de amor real... Dessa vez, além de Shteyngart o trailer é estrelado pelo ator Paul Giamatti.

O livro conta a história de Lenny Abramov, um russo-americano de 39 anos de idade obcecado por três coisas: seus livros, a ideia de ter uma vida eterna e uma garota coreano-americana chamada Eunice Park. O relacionamento multicultural dos dois é a história de amor super triste. O romance tem um formato bastante curioso, pois os capítulos se alternam: ou são os diários de Lenny ou são a correspondência online de Eunice.

A editora Rocco, gentilmente, adiantou um trecho do livro.

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*imagem: divulgação.
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domingo, 3 de julho de 2011

DOSSIÊ OSWALD DE ANDRADE

Oswald de Andrade, autor homenageado da FLIP, ganhou as páginas de dois importantes cadernos de literatura do final de semana - e também figura na edição da revista BRAVO! desse mês. Já disse que achei a escolha muito acertada para a festa. Afinal, o legado de Oswald de Andrade ainda é imenso, mesmo depois de atravessarmos tantos movimentos de vanguarda ao longo do século XX.

Por mais que a gente não perceba, existem muitos procedimentos adotados pelas novas gerações de escritores que guardam parentesco com as ideias pregadas por ele. Evidentemente, nenhuma pode se comparar ao radicalismo, invenção e experimentação proposto naquele momento do nosso primeiro modernismo.

Montei um pequeno "dossiê" com textos que circularam nos jornais nesse final de semana:

Pós-Walds - artigo de Augusto de Campos falando sobre a amizade dele e dos demais concretistas com Oswald de Andrade. O trio (Augusto, Haroldo e Décio Pignatari) foi responsável por resgatar e divulgar a obra do escritor quando ninguém mais falava nele.

Tupy Or Not Tupy na Era da Internet - reportagem de Antonio Gonçalves Filho sobre o livro Antropofagia hoje? organizado por João Cezar de Castro Rocha e Jorge Ruffinelli. Tem entrevista com Castro Rocha no Prosa&Verso.

'Oswald pertence ao século XXI' - depoimentos de Antonieta Marília de Oswald de Andrade, filha do escritor, sobre as lembranças que ele guarda do pai.

Experimento e experiência em Oswald - o autor revisitado por Eduardo Sterzi.

*imagem: reprodução do quadro de autoria de Tarsila do Amaral / via Google.
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sábado, 2 de julho de 2011

JOE SACCO NA FLIP E PÓS-FLIP


Você é fã do quadrinista Joe Sacco e não vai à FLIP? Não se preocupe, ele já tem agenda divulgada nos eventos pós-FLIP. Dia 12 de julho ao meio-dia, Joe Sacco fala com Ronaldo Bressane na Livraria da Vila da Fradique Coutinho em evento organizado pela Companhia das Letras.

Não pode comparecer nessa data e nesse horário, não tem problema. A Folha de SP e o portal UOL organizam uma sabatina o autor. O evento acontece dia 11 de julho às 20h no Teatro da Folha. Assinantes da Folha e do UOL poderão se inscrever para assistir a sabatina ao vivo, no entanto haverá transmissão pela internet com direito a participação dos internautas. A mediação ficará por conta de Fernanda Mena, Caco Galhardo, Marco Aurélio Canônico e Pedro Cirne. Mais informações aqui.

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Quem vai à FLIP e não conseguiu ingresso para assistir ao quadrinista terá mais uma chance: ele estará sábado (dia 9 de julho) na Flipzona. Os ingressos serão vendidos apenas em Paraty. [Dica da Raquel Cozer]

Como aquecimento recomendo ler a entrevista dele na Ilustrada, no Caderno 2 e na revista The Believer (em inglês).

*imagem: reprodução.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

COM A PALAVRA O ESCRITOR: POLA OLOIXARAC, JAMES ELLROY E VALTER HUGO MÃE


Pola Oloixarac pareceu bastante desinibida e articulada na entrevista que concedeu a revista Marie Claire. Mostrou para quem quisesse ver porque o posto de musa da FLIP já é dela faz tempo. A entrevista foi publicada na edição desse mês e está disponível aqui.

Ela conta que se mudou de Buenos Aires porque "em Buenos Aires, o mundo literário é feito de panelinhas e fofocas". Conta dos elogios, das críticas e do debate provocado pela publicação de As teorias selvagens - Pola chegou a ser insultada pessoalmente por muita gente. Ela ainda disse que não quer ter filhos, que lê um monte de porcaria e que adora o estilista Marc Jacobs - inclusive pretende colocar um biquíni do estilista em sua mala de viagem a Paraty.

Sobre literatura Pola confessa que suas influências literárias foram Suzan Coolidge, Maxine Swann (cujo livro Filhos de hippies acabou de ser publicado pela editora Planeta do Brasil), Jorge Luís Borges e Clarice Lispector - por quem está apaixonada "de uns dez anos para cá".

Ela gosta do Brasil (As teorias selvagens toca no assunto MPB), ama Gal Costa, lê sobre o país e vai ambientar seu próximo romance no Brasil do século XIX - diz que é "sobre botânicos, extremamente erótico. Será bem menos político que o anterior."

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James Ellroy, outro convidado da FLIP, concedeu entrevista a revista Rolling Stone (está na edição de junho, mas uma parte da entrevista está disponível aqui). A entrevista foi concedida originalmente ao repórter Sean Woods, da Rolling Stone americana, e foi traduzida por Ana Ban. É praticamente um perfil do escritor que será a grande estrela do festival - que me desculpe a Pola Oloixarac.

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O escritor valter hugo mãe figurou nas páginas da revista Serafina em entrevista a Rita Siza, diretamente do Porto. É um texto pequeno (disponível somente para assinantes), mas com um trecho bem engraçado sobre a famigerada pergunta das minúsculas:


E por que só minúsculas? Fiz a pergunta que, suspeitava, valter hugo mãe já respondeu um milhão de vezes. "Um milhão e 300 mil vezes", corrige. E a resposta é sempre a mesma? "Ah, essa é excelente, essa nunca me tinham feito", comenta. "Não. Vou variando, vou acrescentando, vou respondendo melhor." A explicação, que tem a ver com "aproximar o texto da sua natureza", não cabe toda aqui, mais uma razão para lhe repetirem a pergunta quando o encontrarem, aí no Brasil.
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O bom da FLIP é isso: a literatura vira a pauta do momento - desconsiderando aqueles conhecidos jornais e revistas que tratam apenas do assunto, evidentemente.

*imagem: reprodução site da FLIP.
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