Mostrando postagens com marcador conrad. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conrad. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de fevereiro de 2011

QUADRINHOS SOBRE GUERRA


O jornalista David Axe transformou sua experiência de quatro anos como correspondente de guerra para o jornal The Washington Times e a radio BBC em tirinhas na internet. O que começou despretensiosamente em 2007 resultou numa graphic novel chamada War is boring - lançada nos Estados Unidos no ano passado. As viagens de Axe em busca de notícias para os conflitos no Timor Leste, Afeganistão, Iraque, Líbano e Somália se misturam a sua vida pessoal. O texto foi escrito pelo próprio David Axe e os desenhos ficaram por conta de Matt Bors. David Axe também mantém um blog na internet. Algumas tirinhas da graphic novel estão disponíveis em http://tinyurl.com/5q9fjx

***

Essa notícia sobre quadrinhos de guerra me lembrou a experiência do também jornalista e quadrinista Joe Sacco. A graphic novel Notas sobre Gaza foi lançada pela Companhia das Letras no final do ano passado. Antes disso, a editora Conrad publicou Derrotista, Gorazde, Uma história de Sarajevo e Palestina. Nesse ano, Joe Sacco é um dos convidados confirmados da FLIP.

Há uma reportagem bem bacana sobre Joe Sacco feita por Raquel Cozer para o Caderno 2, do Estadão - com direito a entrevista.

***

Através do blog do David Axe acabei descobrindo o site Cartoon Movement. Trata-se de uma comunidade internacional de cartunistas que lidam com quadrinhos de cunho político. Numa olhada rápida, vi trabalhos bem bonitos de diversas partes do mundo. Quem estiver interessado em participar pode entrar em contato através do site http://www.cartoonmovement.com/


Será que estamos diante de um novo movimento dentro da internet com relação a divulgação de notícias e informações sobre os acontecimentos políticos? Há quem diga e insista na ideia de que a internet tem sido uma ferramente fundamental nas atuais mobilizações de massa. Verdade ou não, a existência desses quadrinhos de cunho políticos dá voz a pessoas que nem sempre seriam ouvidas e mostram a existência de outras perspectivas para um mesmo conflito. Como bem proclama o Cartoon Movement "existe mais de uma verdade".

*imagem: reprodução do flickr de David Axe.

Share/Save/Bookmark

domingo, 6 de junho de 2010

O MUNDO INTEIRO PODE LER O MESMO LIVRO AO MESMO TEMPO: 1 BOOK, 1 TWITTER


Um dia Jeff Howe, professor da Universidade de Harvard e editor da revista Wired, teve uma ideia: usar o twitter como uma grande plataforma global de leitura. A ideia era bastante pretenciosa, mas tinha um fundamento bastante interessante. E assim nasceu o '1 book, 1 twitter' (1 livro, 1 twitter).

Não é um clube do livro em si. Howe explicou que "o objetivo com 1book, 1 twitter é reunir um zilhão de pessoas, todas lendo e falando sobre um único livro. Não é, por exemplo, uma tentativa de reunir uma seleta multidão de pessoas que amam livros para ler uma série de livros e depois reunirem-se em datas estabelecidas para discutir. O ponto central é criar uma comunidade através de fronteiras geográficas, culturais, étnicas, econômicas e sociais".

Howe se inspirou na iniciativa '1 cidade, 1 livro' que reune todas as pessoas de uma mesma cidade para lerem um mesmo livro. A diferença é que o twitter rompe barreiras físicas e pode reunir todas as pessoas do mundo que tenham os mesmo interesses que você. Evidentemente, as pessoas precisam falar inglês e devem seguir algumas regras que falicitam o entendimento daquilo que está sendo dito. Tudo em 140 caracteres.

Atualmente o perfil 1B1T2010 mantém quase 8000 seguidores. Eles estão lendo American Gods, de Neil Gaiman - existe uma edição em português com o nome de Deuses Americanos, pela editora Conrad. Ao fim de Junho o perfil não vai apresentar uma leitura profunda e única a respeito do livro. Porém, quem está acompanhando a leitura vai poder compartilhar com gente do mundo todo suas impressões. Capítulo a capítulo. E quem pretende algum dia ler esse mesmo livro, poderá recorrer ao perfil como um banco de dados.

Não sei se isso é um modismo passageiro. Há aspectos ruins como a falta da presença real das outras pessoas que como você podem amar ou odiar o livro. Mas, como diversão e experimento parece bastante interessante.

Share/Save/Bookmark